Itapoá Saneamento doa 25 mil sabonetes para o combate à pandemia de Covid-19

Produtos foram entregues com adesivo informativo sobre
higienização pessoal e uso consciente de água.

MAEM7112

Contribuindo com o controle da pandemia de Covid-19, a Itapoá Saneamento inicia nesta semana a doação de 25 mil sabonetes para a Prefeitura de Itapoá, com o objetivo de beneficiar espaços públicos e unidades de saúde em todo o município.

“Cada sabonete doado será acompanhado de um adesivo informativo para estimular a higienização pessoal e o consumo consciente de água. O saneamento é um fator essencial a saúde da comunidade, por isso devemos estimular o bom uso dos nossos recursos hídricos”, diz João Roberto Rocha Moraes, diretor operacional.

A ação integra os esforços da campanha “Cuidar da água é o nosso jeito de cuidar de você” (www.iguasa.com.br/juntos), que visa cooperar com o enfrentamento do coronavírus a partir da valorização da saúde.

SVFV7489

Ações sociais             

Além das doações de sabonetes, a concessionária  isentou as famílias de baixa renda inscritas no programa de tarifa social do pagamento da conta por 60 dias, em apoio às medidas adotadas pelo estado e aderiu ao movimento #nãodemita, preservando o emprego de diversas famílias que diariamente saem de casa e trabalham para garantir a segurança e o bem-estar dos nossos clientes.

Sobre a Itapoá Saneamento – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Itapoá Saneamento assumiu os serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário no município de Itapoá em outubro de 2012. A concessionária atende a 21 mil pessoas e atua para universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento. É controlada pela EBS e, desde 2017, pela Iguá Saneamento, com o compromisso de sere a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

 

A Itapoá Saneamento adota procedimento especial para emissão da conta de água em abril

Medida tem como objetivo reduzir riscos de contaminação de leituristas
e clientes durante pandemia da COVID-19.

4992612327022020164519251_

Atendendo às orientações das autoridades da saúde no controle à disseminação da COVID-19 e também para preservar o bem-estar dos clientes e colaboradores, a Itapoá Saneamento adotará, no mês de abril, procedimentos excepcionais para a medição do consumo de água e Itapoá. Será utilizada a média de consumo dos últimos seis meses ou, mediante escolha do cliente, a autoleitura. As medidas serão aplicadas a todos os imóveis com hidrômetros que não podem ser acessados das vias públicas.

“Normalmente o registro do consumo de água é feito por leituristas da concessionária. Em muitos casos, para que a medição seja realizada, é necessário que os funcionários entrem no terreno das residências e tenham contato direto com os moradores. Essa prática colocaria em risco a saúde dos profissionais e da população no atual cenário de pandemia, por isso adotamos um protocolo especial”, explica Julie Campbell, gerente operacional da Itapoá Saneamento.

Os procedimentos

A média de consumo é uma prática usual nas operações das empresas de saneamento, empregada ocasionalmente em algumas situações como a impossibilidade de acesso dos leituristas aos hidrômetros dos imóveis ou alteração/defeito no medidor que inviabilize o processo de leitura do consumo de água.

Os clientes podem ainda optar pela autoleitura. Para isso, devem tirar uma foto do hidrômetro do imóvel e enviar a imagem à empresa por meio do WhatsApp 17 99641-3259, solicitando a fatura. A foto deve ser nítida, apresentando os números pretos do visor limpo e sem reflexo. Os atendentes da concessionária irão avaliar os dados e enviar um retorno ao solicitante em um prazo de até 24 horas.

A Itapoá Saneamento conta com a colaboração e a compreensão dos clientes neste momento de restrições, confiante da normalização dos procedimentos de medição o mais rápido possível. A conta de água continuará sendo disponibilizada nas residências e pode ser acessada virtualmente no Digi Iguá, canal de serviços online da empresa (www.digiigua.com.br). A fatura também pode ser solicitada pelo telefone 0800 643-2750 pelo WhastApp 17 99641-3259 e webchat no site da Itapoá Saneamento.

Mais informações sobre como funciona o cálculo da média de consumo e sobre a autoleitura podem ser acessadas em www.iguasa.com.br/itapoasaneamento.

 

Sobre a Itapoá Saneamento – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Itapoá Saneamento assumiu os serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário no município de Itapoá em outubro de 2012. A concessionária atende a 21 mil pessoas e atua para universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento. É controlada pela EBS e, desde 2017, pela Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 6 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

 

Porto Itapoá mantém operações redobrando cuidados de prevenção contra o Covid-19

A atividade portuária é considerada essencial para o abastecimento de insumos para a área de saúde e outros setores da economia

PHOTO-2020-04-07-11-15-56_1

Integrando um setor essencial para o abastecimento nacional e internacional neste momento de crise causado pela pandemia por Covid-19, garantindo inclusive a segurança alimentar e de saúde da população, o Porto Itapoá vem redobrando esforços na prevenção ao combate ao coronavírus. Ações nesse sentido estão sendo adotadas desde janeiro deste ano e, nas últimas três semanas, as medidas foram intensificadas.

PHOTO-2020-04-07-11-16-25

Desde o dia 19 de março, mais de 90% do público administrativo do Porto Itapoá foi direcionado para trabalho remoto, a partir de suas residências, em regime de home office. Na operação, desde essa data todos os Colaboradores acima de 60 anos, e de grupos de risco acima de 50 anos, além de residentes em outros municípios, foram dispensados de suas atividades, sem comprometimento do salário. Sobre o não-desembarque das tripulações dos navios, a recomendação vem sendo acatada de forma integral pelos armadores que operam no Porto Itapoá.

PHOTO-2020-04-07-11-15-56

O Porto Itapoá passou pela fiscalização da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, e todas as estruturas operacionais e administrativas avaliadas estão em conformidade, incluindo as ações de comunicação, conscientização e gestão. Destaque para o sistema de contingenciamento de equipes e recomendações para a suspensão de contatos físicos, bem como higienização e desinfecção de equipamentos compartilhados. Outras ações como o atendimento a caminhoneiros na via de acesso ao Terminal e a disposição de equipamentos de saúde e segurança, atendimento pré-Hospitalar para Caminhoneiros, Colaboradores, Prestadores de Serviços e servidores da Receita Federal e Ministério da Agricultura, também foram aprovadas pela fiscalização.

PHOTO-2020-04-07-11-15-57

O Porto Itapoá mantém um canal direto com a comunidade, autoridades, clientes e fornecedores para todas as dúvidas em relação a sua atuação na prevenção à pandemia do Covid-19 pelo telefone  +55 47 34438500 ou pelo email atendimento@portoitapoa.com.

Entre acordes e batucadas

Para um menino de apenas 12 anos de idade, Francisco Machado Pereira Costa Oliveira, de Itapoá (SC), detém um expressivo currículo musical.
Ele, que cresceu em meio aos instrumentos percussivos de seu pai, realiza aulas de violão na Escola de Música Tocando em Frente, participa da Orquestra Sua Majestade o Violão, é integrante da banda Djong’s Roots, foi um dos selecionados para estudar no Coree Music Institute e, recentemente, conquistou uma vaga na orquestra infanto-juvenil do Instituto.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

chico1
Francisco Machado Pereira Costa Oliveira tem apenas 12 anos e já é sucesso na música em Itapoá.

Francisco é filho de Patrícia Machado Pereira, pedagoga e psicopedagoga, e Francisco Eduardo Costa Oliveira, mais conhecido como Baiano, portuário e músico. Por influência de Patrícia, cresceu ao som de grandes artistas da Música Popular Brasileira, já de Baiano, ‘herdou’ o apreço pelo gênero musical reggae.
Desde muito cedo Francisco teve contato com instrumentos de seu pai, que é percussionista. Diferente da maioria das crianças, em muitos dos registros fotográficos de sua primeira infância, ao invés de estar cercado de brinquedos, está cercado de instrumentos percussivos, como bongô, atabaque e pandeiro. Seus pais ainda contam que, quando tinha cerca de 4 anos de idade, Francisco pegava um violão de brinquedo, tocava e cantava dizendo ser o “Mómemali” (Bob Marley).

chico2
Desde pequeno, teve contato com instrumentos percussivos por influência de seu pai, que é percussionista.

Observando o interesse e a facilidade do pequeno Francisco com os instrumentos, Patrícia e Baiano fizeram o combinado de que ele começaria a fazer aulas de música quando estivesse alfabetizado, para que pudesse ler as notas musicais das partituras.
O primeiro instrumento a ser dominado por ele foi o bongô, que aprendeu de maneira autodidata, apenas observando seu pai durante as apresentações pelas noites itapoaenses. Aos 7 anos de idade, Francisco ganhou seu primeiro violão e apaixonou-se pelo instrumento. Aprendeu as primeiras dedilhadas sozinho, até que aos 9 anos ingressou no coral Sementes do Amanhã e nas aulas particulares de violão da Escola de Música Tocando em Frente, com o professor Helmuth Kirinus.

chico3
Mais tarde, ingressou na Orquestra Sua Majestade o Violão,
idealizada pela Escola de Música Tocando em Frente.

O tempo passou e Francisco deu continuidade nas aulas particulares de violão, tendo conquistado uma vaga no teste seletivo da Orquestra Sua Majestade o Violão, uma orquestra de violonistas de Itapoá idealizada pela Escola de Música Tocando em Frente, que tem por objetivo a formação musical continuada e democratização de acesso à cultura. Com a Orquestra Sua Majestade o Violão, Francisco apresentou-se em eventos do município de Itapoá e outras cidades, como Joinville (SC) e Curitiba (PR).
A experiência de quatro anos como capoeirista na Associação de Capoeira Lenço de Seda, com o professor Primo Angola, também contribuiu para sua formação musical, uma vez que na capoeira aprendeu a dominar certos instrumentos, como atabaque, pandeiro e berimbau. Ainda, Francisco passou a fazer participações especiais nas apresentações da Djong’s Roots, banda de reggae, MPB, hip hop e samba rock, composta pelos músicos Diogo Silva, Baiano Roots (seu pai), Daniel Melo, Dérico Berté e Rodrigo. “Adoro tocar em público, como nas apresentações da orquestra ou com a Djong’s Roots, e gosto de assistir a outros músicos tocando, também”, diz Francisco.

chico4
Com o primo João Alexandre, seu parceiro musical. À esquerda, Francisco e João na primeira apresentação da Saint Groove, e à direita, durante uma apresentação da orquestra de violões.

No início de 2019, foi um dos oito itapoaenses aprovados para integrar o Coree Music Institute (Instituto Core de Música), de Joinville (SC), que atua na formação de jovens talentos para o desenvolvimento de orquestras de excelência. No Instituto, Francisco é bolsista e estuda percussão erudita, tendo acesso a diferentes instrumentos, como tímpano, bumbo, xilofone, vibrafone, marimba, prato, entre outros.
Conforme Helmuth Kirinus, professor de violão na Escola de Música Tocando em Frente, o jovem vem aprimorando cada vez mais suas habilidades na música. Em suas palavras: “O Francisco, além de uma musicalidade que desenvolveu na base familiar, tem uma história com os outros fundamentos da música, como a leitura rítmica e melódica que teve início no coral Sementes do Amanhã, e deu continuidade nas aulas particulares de violão. Acredito que esse conjunto fez com que ele conquistasse uma vaga no teste seletivo da Orquestra Sua Majestade o Violão e no Instituto Core, onde segue desenvolvendo seu aprimoramento. Ele também é muito criativo e assimila facilmente as sugestões técnicas do instrumento, no caso do violão”.

7

O papel da família
Além das aulas de violão e de percussão, na vida pessoal, Francisco adora tocar música ao lado de seus primos, que também seguem no caminho da música. “Meu primo Ícaro toca violão e é compositor, meu primo Thomas compõe versos e tem um grupo de rap, e meu primo João Alexandre toca violão e participa também da Orquestra Sua Majestade o Violão. Por isso, os encontros em família são sempre divertidos e musicais”, conta Francisco. Junto do primo João Alexandre, com quem compartilha afinidades musicais, criou o projeto instrumental “Saint Groove” – em que os dois primos tocam no violão músicas de reggae, MPB, rock, blues e samba. “A Saint Groove começou com uma brincadeira entre primos, nos encontros em família. Mas realizamos nossa primeira apresentação e as pessoas gostaram bastante”, diz.
Para um garoto de apenas 12 anos de idade, em fase de descobertas, transições e formação de caráter, é normal que Francisco seja eclético e tenha lá suas fases. Ele, que já gostou muito ora de reggae, ora de MPB, ora de rock, ora de funk, ora de samba, gosta também de música eletrônica e sonha em, um dia, poder manusear um toca-discos e um mixer como um DJ. Mas afirma: “Gosto de todo tipo de música. Vou do samba de Benito di Paula à música eletrônica de Alok em um minuto”.

10
Em 2019, Francisco foi um dos selecionados para participar do Coree Music Institute, onde faz aulas de percussão erudita. Na imagem ao meio, Francisco ao lado do professor Bruno.

Em qualquer projeto na infância e adolescência, o apoio da família é fundamental. Conforme sua mãe, Patrícia, que é também educadora: “O papel dos familiares neste processo é ficar atento às habilidades e aptidões de cada criança. Algumas têm habilidades para os esportes, outras para as artes, outras para a escrita, outras para as exatas, outras para a música, e por aí vai. Quando observamos que o que Francisco gosta e sabe fazer é música, nós o apoiamos, o estimulamos e o incentivamos o máximo possível para este caminho. É normal que nessa idade os jovens não tenham o comprometimento, a maturidade e o interesse que almejamos o tempo todo, por isso o estímulo da família é tão importante”.

chico5
Francisco também realiza participações ‘pra lá’ de especiais nas apresentações da banda Djong’s Roots, que tem como um dos músicos seu pai, Baiano Roots.

Já para o pai, Baiano, ver o filho seguindo seus passos na música é sinônimo de orgulho e emoção: “Muitos pais têm esse desejo de que os filhos se pareçam com eles, sigam seus passos na profissão, nas atividades ou na vida, mas com o Francisco foi algo natural. Acredito mesmo que ele, assim como eu, tem o dom da música, com ouvido apurado, facilidade em manusear os instrumentos e principalmente amor pela música. Mas sempre ensinamos a ele, que a vocação é importante, mas o estudo, também. Somente assim ele será um músico de sucesso, como seus ídolos”, comenta.
Dentro de casa, Francisco – que hoje toca violão, atabaque, pandeiro, cobel, meia-lua, bongô, cajón, ukulelê, entre outros tantos instrumentos – já tem seu primeiro fã-clube: seu pai Baiano, sua mãe Patrícia e sua irmã Ana Beatriz (quem vos escreve). Nas palavras do menino de 12 anos, “sou apaixonado pela música e gostaria de deixar um agradecimento aos meus professores, Mutti, da Orquestra Sua Majestade o Violão, e Bruno, do Coree Music Institute, por me ensinarem e fazerem parte da minha formação enquanto músico”.
Recentemente, ao final de 2019, o jovem participou de um processo seletivo para ingressar na orquestra infanto-juvenil do Coree Music Institute, sendo aprovado como o mais novo integrante da orquestra do grupo de percussão erudita. Se Francisco seguir por estes acordes e estas batucadas, ainda ouviremos muito o seu nome nos palcos da vida. Mas ainda que siga outra profissão, a música já cumpre seu papel, como formadora de cidadão, de caráter, personalidade e de valores.

Sorria com amor, você está em Salvador

 

Professora de Itapoá (SC), Patrícia Machado Pereira cresceu escutando ídolos baianos, como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Dorival Caymmi e Maria Bethânia. Todas aquelas canções falavam sobre as cores, os amores e os sabores da Bahia.
Recém-aposentada, Patrícia ganhou de sua filha Ana Beatriz (quem vos escreve) um presente inusitado no Dia das Mães: uma viagem a Salvador, capital da Bahia. Juntas, mãe e filha descobriram “o que é que a Bahia tem”.

1
Ana Beatriz e Patrícia, mãe e filha curtindo o presente de Dia das Mães, juntas, em Salvador.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

O ano de 2019 era perfeito para a viagem acontecer, já que Patrícia completou 50 anos de idade, estava aposentada, depois de 28 anos de trabalho frente à educação de Itapoá. A escolha do presente foi clara, já que Patrícia tinha o gingado, o colorido e a alegria da Bahia – só faltava ir para lá.
Contando com a atual Brasília, o Brasil já teve três capitais, e a primeira delas foi Salvador – a capital brasileira por 214 anos, entre 1549 e 1763. Sua escolha foi determinada pela posição estratégica que a Baía de Todos os Santos representava para os navegadores portugueses, já que por ali escoava a maior parte do pau-brasil extraído.
Fundada, inicialmente, como São Salvador da Bahia de Todos os Santos, a cidade fica situada ao Nordeste do Brasil e é notável em todo o mundo pela sua gastronomia, música e arquitetura. A influência africana em muitos aspectos culturais da cidade a torna o centro da cultura afro-brasileira.
A viagem, que foi comprada em maio, aconteceu no mês de outubro. Patrícia recorda a primeira impressão que teve da cidade soteropolitana: “Salvador, como qualquer capital, é muito grande, com mais de 2,8 milhões de habitantes. A diferença é que lá, em cada canto que se vê, parece verão e Carnaval o ano todo. A cidade é totalmente musical!”.

Praia da Barra: agito, música e águas cristalinas

Dias de Barra
Inicialmente, ficamos hospedadas na região da Barra, um bairro ao Sul de Salvador, que possui uma localização geográfica única no mundo, onde é possível ver tanto o nascer quanto o pôr do sol no mar – já que ocupa o vértice da península em que está a cidade.
“A Barra foi nosso quintal por quatro dias. Dobrando uma esquina, estávamos no barzinho que ganhou o nosso coração, o La Bouche. Dobrando outra esquina, já estávamos no Farol da Barra, um dos principais cartões-postais de Salvador. Tudo isso, à beira da Praia da Barra, bastante agitada, ensolarada e cheia de vida”, comenta Patrícia. Na região, conhecemos o Farol da Barra, o Museu Náutico da Bahia (que fica dentro do Farol) e o Cristo da Barra – e, claro, ‘batemos cartão’ todos os dias no La Bouche, ao som de muito axé, samba e MPB.
Ao pegarmos o mapa de Salvador, notamos que as outras atrações turísticas que gostaríamos de visitar ficavam mais descentralizadas. Portanto, mudamos os ares e nos hospedamos no coração do famoso Pelourinho, carinhosamente chamado de Pelô.

As cores, as ladeiras e os encantos do Pelourinho, o famoso Pelô.

As cores do Pelô
Nas palavras de minha mãe, Patrícia: “O Pelourinho fica no Centro Histórico de Salvador, com ruas estreitas, enladeiradas e com calçamento em paralelepípedos. É como se fosse um grande shopping ao ar livre, pois oferece inúmeras atrações turísticas e musicais. Há uma concentração de bares, restaurantes, lojas, museus, teatros, terreiros, associações, igrejas e outros monumentos de grande valor histórico”. Com um conjunto arquitetônico colonial barroco brasileiro preservado e integrante do Patrimônio Histórico da ONU (Organização das Nações Unidas) para a Educação, a Ciência e a Cultura, o Pelourinho é repleto de cores, ritmos e ‘transpira’ arte, cultura e história.
Salvador é dividida entre a Cidade Baixa e a Cidade Alta. A primeira, é a área litorânea (banhada pela Baía de Todos os Santos), uma planície relativamente estreita, cujas principais atividades econômicas da região são a portuária e a comercial. Já a Cidade Alta, trata-se da parte maior e mais moderna da cidade de Salvador. Do Pelô, pegamos o tradicional Elevador Lacerda, para descer da Cidade Alta à Cidade Baixa. O Elevador Lacerda é o primeiro elevador urbano do mundo, inaugurado em 1873. Do alto de suas torres, a vista é linda para a Baía de Todos os Santos. Também é possível descer para a Cidade Baixa com o Plano Inclinado, uma espécie de bondinho que custa apenas 15 centavos. Pegando o Elevador Lacerda para a Cidade Baixa, conhecemos o famoso Mercado Modelo – um pavilhão com mais de 200 lojas que oferecem a maior variedade em souvenires da Bahia, e passeamos pelo Forte de São Marcelo e Porto de Salvador.
Ficaria difícil listar todas as atrações que nós, mãe e filha, visitamos e nos apaixonamos no Pelô. Algumas delas foram: a Casa de Jorge Amado com o café Zélia Gattai, a varanda de Michael Jackson (onde ele gravou o videoclipe de They Don’t Care About Us, em 1996) e a ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola). Mas duas atrações no Pelourinho merecem destaque especial: a Terça da Bênção, na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, uma missa católica, ritmada com atabaques como nos terreiros de candomblé; e a Casa do Carnaval da Bahia, um museu moderno e interativo, com ambientes, figurinos, instrumentos musicais, guias e salas que contam a história do Carnaval, dos trios elétricos, das cantoras e dos cantores de Carnaval, do samba e do nosso povo.
Para visitar essas atrações, Patrícia dá as dicas: “A missa da Igreja dos Pretos acontece às terças-feiras. É gratuita, mas é abarrotada de fiéis e turistas, por isso, é bom chegar cedo. Vale muito a pena, pois é uma missa linda, onde o catolicismo anda de mãos dadas com as religiões de matriz africana. A fé e a emoção dos baianos nessa missa é de arrepiar! Já para a conhecer a Casa do Carnaval da Bahia é preciso pagar o ingresso no valor de R$ 30. O local é repleto de figurinos e instrumentos originais que marcaram a carreira de grandes artistas, como Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Timbalada e É o Tchan. Com um dispositivo e um fone de ouvido, podemos ouvir narrações e assistir a vídeos que contam, em temas, a história do Carnaval, do samba e da Bahia. O museu tem uma trilha sonora deliciosa, com clássicos do axé, e também nos leva a uma sala interativa, onde nos fantasiamos com adereços e aprendemos coreografias de músicas. Ao final, somos levados a um terraço colorido com uma vista linda para assistir ao pôr do Sol na Baía de Todos os Santos. Para quem vai ao Pelô, a ida à Casa do Carnaval da Bahia é imperdível”.

Um de nossos lugares favoritos em todo o Pelourinho: a Casa do Carnaval da Bahia.

Bonfim, Itapuã e Casa de Iemanjá
Depois de conhecer com calma cada cantinho da Praia da Barra, do Pelourinho e seus arredores, conhecemos a tradicional Igreja Senhor do Bonfim (padroeiro dos baianos), onde são distribuídas e amarradas em pedido as famosas fitinhas do Bonfim – um souvenir e amuleto típico de Salvador, e a famosa Sorveteria da Ribeira, que já faz parte do roteiro turístico de Salvador, uma vez que é point de celebridades como Ivete Sangalo, Gilberto Gil e Lázaro Ramos, e vende sorvetes com sabores de frutas típicas, como biribiri, cajá, mangaba, graviola e sapoti.
Mas, como boas filhas de Itapoá, aguardávamos ansiosas pela ida à Praia de Itapuã. Por lá, conhecemos a casa onde viveu o poeta Vinicius de Moraes, a Praça Vinicius de Moraes, a Praça Dorival Caymmi, o Farol de Itapuã e a praia vizinha, Stella Maris, que ganhou nossos corações com suas pedras que formam piscinas naturais, seus coqueiros e cactos que compõem cenários paradisíacos.
Ainda, desbravamos as belezas e o charme do Rio Vermelho, o bairro mais visitado de Salvador. “O Rio Vermelho é encantador tanto durante o dia, com sua vila de pescadores, paredes cheias de arte e estátuas de sereias por todo o canto, quanto durante a noite, a escolha certa para curtir a boemia baiana, com muito agito na Vila Caramuru, um conglomerado de restaurantes e bares com música ao vivo”, recorda Patrícia. No Rio Vermelho, está situada a Casa de Yemanjá, um espaço aberto para visitação com velas, estátuas de Iemanjá e rosas, onde pescadores, soteropolitanos e turistas agradecem e pedem bênçãos à Rainha do Mar.
Encantadas por cada canto do Rio Vermelho, em nosso último dia de viagem, fomos caminhando e curtindo cada praça, cenário e paisagem ao pôr do sol. A pé, passamos pela Praia da Paciência, por Ondina, até que, quando nos demos conta, havíamos caminhado mais de dez quilômetros e chego à Praia da Barra. E assim nossa viagem se encerrou: prestigiando a música baiana no La Bouche e brindando com acarajé no gramado do Farol da Barra – exatamente no mesmo lugar onde tudo começou.

Outros pontos turísticos apaixonates no Pelô: a Fundação Casa de Jorge Amado, a sacada onde Michael Jackson gravou seu videoclipe e a ABCA (Associação Brasileira de Capoeira Angola) — representada pelo Mestre Pelé da Bomba.

O que é que a Bahia tem
Essa foi nossa primeira viagem “mãe e filha” e adoramos a experiência. Nos tornamos mais amigas, mais parceiras, colecionamos memórias e bons momentos. Nas palavras de minha mãe, Patrícia: “Antes mesmo de embarcar, já sabíamos que iríamos nos apaixonar por Salvador, pois tudo lá é a nossa cara, desde as músicas até o clima ensolarado. Mas viver essa experiência com uma pessoa com quem temos um vínculo afetivo tão forte foi ainda mais especial”.
É certo que, em Salvador, nem tudo são flores: o assédio de vendedores e pedintes incomoda um pouco, especialmente no Pelourinho. Mas, diferente do que muitos aqui no Sul acreditam, o povo baiano é muito criativo, disposto e trabalhador. Antes mesmo que nós, turistas, pensemos em acordar, eles já estão na areia das praias com suas estruturas e barraquinhas montadas, oferecendo tudo o que você possa imaginar debaixo do Sol a pino. É incrível o esforço que fazem para tirar seu ganha-pão e ver, nós, os turistas, felizes. Nós frisamos que tão importante quanto visitar Salvador é conhecer sua história, a história do nosso povo. O Pelourinho, por exemplo, apesar de tantas cores, festividades e grupos musicais, nasceu como espaço de castigo dos escravos. O próprio nome ‘Pelourinho’ é originado da coluna de cantaria (pedra) com argolas de bronze (que estão presentes nas calçadas do Pelô até hoje), na qual escravos eram amarrados e torturados. Também há quem conte que, antigamente, escravos eram comercializados no subsolo do que é hoje o Mercado Modelo onde muitos morreram afogados. Já a famosa Ladeira da Preguiça leva esse nome porque era lá que mercadorias eram transportadas do porto para a cidade, nas costas de escravos ou em carretas abarrotadas empurradas por eles, enquanto a elite da época se divertia com gritos de “sobe, preguiça!”, ao presenciar os escravos subindo penosamente a ladeira.

Vista do Elevador Lacerda, em frente à tradicional Igreja Nosso Senhor do Bomfim,
e a Praia da Barra com vista para o Forte da Barra.

Entendida a história por trás de cada ponto turístico, Salvador se torna um local ambíguo: de energia forte, boa e ao mesmo tempo ruim, um lugar alegre e ao mesmo tempo triste, com um povo alegre, feliz, devoto e festeiro, mas que já sofreu (e ainda sofre) pela cor de sua pele.
Na cidade onde em cada canto há um gênero musical tocando (axé, forró, reggae, samba, MPB, diversos grupos percussivos, funk, entre outros), Patrícia lembrou muito da família: “A todo tempo, lembrava-me de meu filho Francisco, de 12 anos, músico e estudioso de violão e percussão erudita, e de meu esposo Baiano, músico percussionista na banda Djong’s Roots, filho de baianos do interior da Bahia. Nosso plano é voltar a Salvador – dessa vez, acompanhada deles, que são músicos maravilhosos e vão amar o lugar”.
Para Patrícia, todos deviam conhecer a capital baiana, rica em tradição, cultura, história e belezas naturais. “Ir a Salvador é aprender sobre a história do Brasil, a história do nosso povo”, diz. E a viagem mãe e filha deu tão certo que, em breve, iremos repetir a dose, com destino a Amazônia. Em nome de mainha e dessa filha que vos escreve, fica a sugestão: que todos os filhos façam ao menos uma viagem com suas mães, fortaleçam seu vínculo afetivo, aprendam, errem, acertem, passem perrengues e vivam experiências incríveis – tudo isso, de preferência, na capital baiana, que é mágica e contagiante.

Passando a tarde em Itapuã; saboreando o acarajé da Sônia;
agradecendo à Rainha do Mar na Casa de Yemanjá, situada no Rio Vermelho.

Está nas mãos, nas telas e nos celulares. Revista mensal, com conteúdo próprio e distribuição gratuita