Amorosas de Itapoá apoiam ações

Elas confeccionam almofadas em formato de coração para ajudar mulheres diagnosticadas com câncer de mama a terem mais conforto, promovem encontros nos Postos de Saúde da Família, oferecem carinho para que as pacientes sintam-se acolhidas e colocam o ‘câncer de mama’ cada vez mais em pauta no município.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Amorosas de Itapoá, participam da Caminha Outubro Rosa.

História
Em 2009, Alvina Vieira recebeu o diagnóstico positivo de câncer de mama. Após a mastectomia (cirurgia de retirada da mama), um detalhe, em especial, chamou-lhe a atenção: “Quando realizei o tratamento, ganhei uma almofada em formato de coração, que me ajudou a apoiar o braço, aliviar as dores e a dormência do pós-cirúrgico, reduzir o inchaço linfático provocado pela cirurgia, diminuir a tensão nos ombros e, quando usada debaixo do cinto de segurança do carro, proteger de eventuais golpes”. Os anos passaram-se, Alvina foi curada e pôde devolver sua almofada para que outras pacientes fizessem uso da mesma. Mas aquele simples gesto a marcou para sempre.
Já em Itapoá, Alvina conheceu Marli Colin, Suely Magalhães, Maria Batista – mais conhecida como Ica, Sueli Carijo e outras tantas com quem fez amizade. “Ela contou-nos sua luta contra o câncer de mama e sugeriu que participássemos desse projeto das almofadas, que acontece em todo o Brasil, para ajudar mulheres diagnosticadas com câncer de mama em Itapoá. Sem pensarmos duas vezes, abraçamos a causa”, recorda Suely Magalhães.

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Um abraço de amor
Pesquisando, as amigas descobriram que as almofadas são confeccionadas com muito cuidado. “Para ser ergonômica, a almofada tem medidas certas e a quantidade de enchimento certo – por isso, é pesada em uma balança de precisão. A costura deve ser específica porque senão fica desconfortável”, explica Alvina. O tecido também deve ser 100% algodão e o enchimento recebe fibra antialérgica.

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O trabalho voluntário conta com a ajuda de cerca de 20 mulheres, em sua maioria, aposentadas e com aptidão para artesanato. Valores simbólicos, tecidos, fibras, brindes e outros materiais foram doados por empresas e comerciantes de Itapoá. Durante as reuniões semanais na casa de Suely Magalhães, o grupo de amigas, intitulado ‘Amorosas de Itapoá’, descobriu qual era o forte de cada uma e delegou funções: um pequeno grupo corta o tecido, enquanto outro preenche a almofada, outro costura, etc.
Tudo é muito organizado e planejado nos mínimos detalhes. As voluntárias também criaram embalagens e folhetos explicativos sobre o uso da almofada, que foi batizada de ‘Almofada do Amor’. Afinal, trata-se de algo muito além do material.
A luta contra o câncer não é fácil, mas as Almofadas do Amor podem amenizar a dor, oferecendo autoestima, força, amor e solidariedade – intenções que as Amorosas sempre mentalizam em cada doação. Com base em sua experiência com o câncer de mama, a amorosa Alvina fala: “Queremos que as mulheres que recebam nossos corações sejam felizes e tenham fé. Isso foi a melhor coisa para mim”.

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Elas acreditam que o câncer de mama deve ser lembrado durante todo o ano, mas aproveitam o movimento de adesão mundial Outubro Rosa para apoiar uma série de ações no município de Itapoá, promovidas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Doações
Desde maio de 2017, quando o grupo foi fundado, até o presente momento, as voluntárias confeccionaram 230 almofadas. Para realizar as doações, oferecer apoio e trocar experiências, as Amorosas atuam em parceria com a Secretaria de Saúde de Itapoá, e organizam, anualmente, rodas de conversa com mulheres que lutam contra o câncer de mama nas unidades do ESF (Estratégia Saúde da Família) de Itapoá.
Também, realizam arrecadação e doação de perucas, turbantes, lenços, gorros, chapéus e bonés – acessórios que fazem a diferença na vida de pacientes com câncer, e tornaram a confeccionar pequenas almofadas de coração preenchidas com pedrinhas, para simular a prática do autoexame da mama.
As doações também acontecem quando as voluntárias visitam outras cidades ou por intermédio de terceiros. As Almofadas do Amor, confeccionadas pelas Amorosas de Itapoá, já ajudaram pacientes de diferentes cidades, como Florianópolis-SC, Ponta Grossa-PR, Balneário Camboriú-SC e Londrina-PR. Nas palavras de Suely Magalhães: “é só nos indicar uma pessoa que está lutando contra o câncer de mama, que nosso abraço em formato de coração, a almofada, chega até ela”.

Deseja tornar-se uma voluntária, contribuir com doações de lenços, chapéus, tecidos ou outros materiais? Entre em contato com a amorosa Suely Magalhães através do WhatsApp 43 98406-8035. Ou, acesse a página “Amorosas de Itapoá”, no Facebook.

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Autoexame, um alerta às alterações da mama

A melhor maneira de combater o câncer de mama é através da prevenção. Ao prevenir, a doença é diagnosticada em sua fase precoce e apresenta maiores chances de cura.
Do Laboratório de Diagnóstico por Imagem (LAD), de Guaratuba-PR, a ginecologista Angela Moser aconselha toda mulher a buscar um profissional uma vez ao ano para fazer exame clínico e obter orientação preventiva sobre doenças ginecológicas: “a falta de informação leva a um atraso no diagnóstico, impossibilitando muitas vezes o tratamento adequado”.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Durante muito tempo, em campanhas de conscientização para o câncer de mama fora divulgada a informação de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Contudo, o tempo passou, a medicina evoluiu e esta recomendação mudou. Segundo a ginecologista, hoje, para a prevenção deste tipo de câncer, além do autoexame, a mulher deve procurar seu ginecologista para o exame clínico, a mamografia (sempre complementada pela ecografia das mamas), e a orientação médica preventiva.
“O autoexame continua sendo importante, porém, de forma secundária”, conta Angela. Ela também explica que isso acontece porque quando o tumor atinge o tamanho suficiente para ser palpado, já não está mais no estágio inicial, e as chances de cura não são máximas. Ou seja, o autoexame não substitui a importância do exame clínico feito por um profissional ou da mamografia, pois só ela pode detectar precocemente um nódulo pequeno com grandes chances de cura. Mas, então, qual a finalidade do autoexame?
Ao contrário do que muitos pensam este hábito não tem como objetivo ensinar a mulher a detectar precocemente o câncer de mama, e sim, educar a conhecer seu corpo, em especial o aspecto e a textura normal de suas mamas, de modo a reconhecer alguma alteração que possa surgir. “Percebendo qualquer diferença, é importante buscar auxílio médico”, ensina a ginecologista. Vale lembrar que muitas dessas alterações percebidas não é câncer, porém, somente um profissional será capaz de identificar do que se trata.
Toda mulher a partir de, aproximadamente, 20 anos de idade deve ser estimulada e orientada a realizar regularmente o autoexame das mamas. “Apesar da incidência do câncer de mama ser maior entre mulheres a partir dos 35 anos de idade, não significa que não possa ocorrer em grupos etários mais jovens”, explica a ginecologista.
Segundo Angela, o procedimento do autoexame é recomendável todo mês, uma semana após o término da menstruação, quando as mamas estão menos sensíveis. Para as mulheres que não menstruam mais, o ideal é definir um dia específico do mês para fazê-lo como, por exemplo, todo dia 15.
Este hábito é muito simples e por ser rápido, indolor, sem efeitos secundários e sem custo, é também acessível. A ginecologista recomenda que o autoexame seja realizado durante o banho, com as mãos ensaboadas. “A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados em movimentos circulares desde a axila até o mamilo (bico da mama)”, explica. A mão direita examina a mama esquerda e a mão esquerda examina a mama direita, sempre em busca de alguma alteração.
Já as mulheres acima dos 40 anos de idade devem fazer seus exames de rotina, incluindo a mamografia. No entanto, no espaço de tempo entre as consultas ou exames de mamografia, o autoexame também deve ser realizado.
De acordo com Angela, o principal fator de risco deste câncer é ser mulher – uma vez que ele também se manifesta em homens, seguido da faixa etária, com o aumento da incidência a partir dos 35 anos de idade. Antecedente familiar de primeiro grau (como mãe, irmãs e filhas) também é outro fator de predisposição para o surgimento desses tumores.
Outros fatores, embora com menor peso, também são considerados fatores de risco, como: primeira menstruação precoce, menopausa tardia, gestação após os 30 anos de idade, uso prolongado de hormônios sexuais, obesidade, vida sedentária, uso frequente de bebidas alcoólicas e tabagismo, estresse, má alimentação, exposição excessiva à radiação, etc.
Ou seja, eliminar estes fatores é uma forma válida de praticar a prevenção. “Com práticas saudáveis é possível reduzir a probabilidade do câncer de mama, no entanto, mesmo mantendo esses hábitos as mulheres ainda estão sujeitas a desenvolverem a doença”, explica a ginecologista. Ela complementa que o câncer de mama, assim como os demais tipos de câncer, é resultado de mutação genética, que pode ser herdada ou então espontânea, como ocorre na grande maioria dos casos.
Portanto, o autoexame é somente uma das ferramentas para se detectar alterações mamárias. Ainda mais importante que ele, é visitar o ginecologista pelo menos uma vez ao ano, para que seja feito o exame clínico. A mamografia deve ser realizada, anualmente, após os 40 anos de idade, sempre complementada pela ecografia. Somente deverá ser realizada abaixo dos 40 anos em pacientes com antecedentes familiares.
“A realização regular dos exames deve estar entre as boas práticas para reduzir o risco de mortalidade por câncer de mama”, aconselha a ginecologista Angela.

E você, já realizou o autoexame neste mês e a mamografia neste ano?

Não tenha medo da mamografia

O outubro se vestiu de rosa e a Revista Giropop também. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil. Até o presente momento, neste ano de 2018, a estimativa é de 59.700 novos casos (Fonte: INCA). A fim de expandir o conhecimento sobre as medidas preventivas contra o câncer de mama, trazemos à tona este assunto de extrema importância, começando pela maneira mais avançada, eficaz e precisa para detectar este câncer em um estágio inicial: a mamografia.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Vera Lucia Dorneles Malaquias é técnica em Raios-X e especialista em mamografia
do Laboratório de Diagnóstico por Imagem (LAD), de Guaratuba-PR.

Fundamental e insubstituível, a mamografia pode detectar nódulos da mama em seu estágio inicial, quando ainda não são apalpados no autoexame feito pela mulher ou pelo profissional da saúde. Por serem pequenos, esses nódulos têm menor probabilidade de disseminação e mais chances de cura. Entretanto, para efetivar o atendimento e prevenir cada vez mais o câncer de mama, é preciso desfazer alguns mitos que afastam os pacientes da mamografia.
Para tirar algumas dúvidas sobre a doença e desmistificar o exame, conversamos com Vera Lucia Dorneles Malaquias, profissional que possui mais de trinta anos de expertise, é técnica em Raios-X e especialista em mamografia do Laboratório de Diagnóstico por Imagem (LAD), em Guaratuba-PR.
A vontade de seguir carreira nasceu de uma experiência pessoal de Vera, que trabalhou em Curitiba como secretária de um radiologista e se encantou pela área. “Realizei, então, minha primeira mamografia”, conta, “mas as técnicas da época não tinham conhecimento do quanto comprimir a mama, fazendo da mamografia algo doloroso e traumatizante”. Muitos relatos confirmam que, antigamente, as pacientes chegavam a desmaiar durante o exame, por conta da dor.
Felizmente, Vera tirou proveito da situação e decidiu ajudar aqueles que, assim como ela, pretendiam um exame sem dor. No ano de 1974, iniciou seu trabalho com Raios-X e, em 1984, especializou-se na área de mamografia. “Decidi desmistificar a história de que a mamografia é algo dramático e adequei uma compressão a cada tipo de mama”, explica. Afinal, cada ser humano possui seu grau de sensibilidade.
Desde o início da carreira, a profissional observa que os equipamentos para a mamografia evoluíram, dando rapidez e agilidade ao exame. Mas, apesar de todo o avanço tecnológico, Vera acredita que o câncer de mama ainda é tabu na sociedade. “Muitas mulheres não conversam a respeito e não mostram as mamas umas às outras, nem mesmo mães e filhas”, conta.
Ela lembra, ainda, que para efetivar o atendimento e prevenir o câncer de mama, as mulheres precisam desfazer estes mitos que as afastam da mamografia, como, por exemplo, o medo de encarar um possível diagnóstico, a ideia de que o exame é doloroso e até questões culturais, como vergonha do médico ou ciúme do marido.
A mamografia é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar a glândula mamária. “Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável”, explica Vera. São os chamados nódulos impalpáveis, geralmente menos agressivos e com chances de cura quando diagnosticados e tratados de forma adequada.
Este exame deve ser realizado anualmente a partir dos 40 anos e não há idade limite para parar. Ou seja, se uma mulher de 80 anos está apta a ir ao consultório médico e realizar exames de rotina, a mamografia deve estar entre eles. “Dependendo de seus fatores de risco, como por exemplo, antecedentes com câncer de mama, a programação quanto aos exames pode ser diferente”, diz Vera.
Vale frisar que a mamografia é a maneira mais avançada, eficaz e precisa para detectar o câncer de mama em um estágio inicial. Como resultado, ela salva vidas. Entretanto, como uma pequena porcentagem do câncer não pode ser identificada com a mamografia, podem ser realizados exames complementares, como a ecografia. “Também é aconselhável a realização do autoexame das mamas mensalmente”, lembra.
A profissional de mamografia conta que, normalmente, as pessoas chegam para estes exames fragilizadas e temerosas. “Para que o exame seja realizado com eficiência, procuro ser gentil e amorosa”, conta. O procedimento é realizado com um equipamento especialmente projetado para isso, que produzirá uma compressão, por alguns segundos, em cada mama, em algumas posições diferentes. O exame completo leva geralmente de cinco a dez minutos. Durante a mamografia, Vera posiciona sua mão sobre as costas do paciente e olha em seus olhos, oferecendo carinho e conforto.
O exame não tem contraindicações e pode ser feito mesmo em mulheres com prótese de silicone. “A prótese pode dificultar a visualização de tumores, mas existem manobras que aumentam o campo de visão na mamografia”, conta a especialista. Neste caso, a primeira parte do exame é igual e, na segunda, a técnica empurra a prótese e comprime apenas o tecido mamário.
Quando se fala em câncer de mama, a doença não se restringe às mulheres. Vera lembra que os homens também podem ter câncer de mama, mas que, por uma questão hormonal, os casos no sexo masculino são raros. Para eles, a indicação de necessidade do exame de mamografia é a existência de nódulos que podem ser sentidos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a proporção de câncer de mama em homens e mulheres é de 1:100, ou seja, a cada cem mulheres diagnosticas com câncer de mama, um homem terá a doença.
Todos os anos trabalhando com a mamografia são, para Vera, engrandecedores não só como profissional, mas também como ser humano. “Aprendo muito com a troca de experiências, pois cada paciente traz consigo uma bagagem que agrego em minha vida”, conta. Os relatos podem ser tristes ou felizes, porém todos são, para Vera, marcantes. O apelo desta profissional com mais de trinta anos de experiência é que as pessoas não tenham medo e façam a mamografia. Afinal de contas, o Outubro Rosa está aí e, juntos, somos mais fortes.

Câncer de mama: é melhor prevenir do que remediar

Quanto antes houver a descoberta do câncer de mama, maiores serão as chances de sucesso do tratamento. Portanto, a fim de inspirar mulheres a realizarem mamografia e exames de rotina, contamos a inspiradora história de Sandra Regina Medeiros da Silva, vencedora da batalha contra o câncer de mama e profissional da área da saúde, de Itapoá-SC.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Formada em Enfermagem pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), Sandra viveu boa parte de sua vida na cidade de Joinville-SC, onde se casou, teve duas filhas e deu os primeiros passos na profissão. Durante seis anos trabalhou no Hospital Municipal São José, já em 1990, começou o trabalho na Maternidade Darcy Vargas, onde atuou por 25 anos, entre os setores de obstetrícia, administrativo e ambulatório. Na maternidade, Sandra criou e coordenou diversos projetos e campanhas de melhoria de qualidade.
Para a enfermeira, trabalhar na área da saúde é poder enxergar a vida com outros olhos.

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A história de Sandra Regina Medeiros da Silva com o câncer de mama ressalta a importância da prevenção. Na foto com parte da sua equipe da Secretaria de Saúde do município.

“A essência de nosso trabalho é cuidar das pessoas para manter e reestabelecer sua saúde. Para seguir esta profissão é imprescindível gostar de lidar com pessoas e ter preparo emocional para confortar pacientes em situações de bastante fragilidade. Trabalhar na área da saúde, com certeza, fez com que me tornasse uma pessoa melhor, mudou meu olhar para as pessoas melhor e me incentivou ainda mais a cuidar de minha saúde”, fala.

Sempre realizando exames de controle, em dezembro de 2009, Sandra teve uma surpresa. Notando algo estranho, o médico solicitou exames de ultrassom, mamografia e biópsia (remoção de fragmento de tecido ou outro material de um organismo vivo para fins diagnósticos).

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Os exames, então, detectaram células malignas em todo o quadrante da mama direita. E, aos 50 anos de idade, Sandra, que já havia amamentado suas duas filhas e não possuía histórico de câncer na família, estava diante do diagnóstico positivo de câncer de mama.
“Nestes momentos, não importa se você é forte, tem autoestima, trabalha na área da saúde ou não. Você é um ser humano como outro qualquer”, comenta Sandra, “felizmente, recebi muito apoio de minhas filhas e de meu marido, que sempre pensou positivo e me incentivou a seguir em frente”.

O processo de Sandra foi bastante rápido: da descoberta do câncer até a cirurgia de mastectomia (excisão ou remoção total da mama) levou pouco mais de um mês. E, em um único dia, ela realizou a retirada da mama e o implante da prótese. Vale ressaltar que o principal fator que fez com que Sandra descobrisse o câncer de mama logo no início, não precisasse fazer sessões de quimioterapia ou radioterapia, e tratasse a enfermidade depressa foi seu antigo hábito de fazer exames religiosamente.

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Desde o diagnóstico até a recuperação da cirurgia, Sandra enfrentou momentos difíceis. “Mesmo depois que obtive a cura, vivi por aproximadamente cinco anos muito assustada, temendo correr o risco de recidiva (reaparecimento) do câncer”, conta. Para prevenir-se, após a cirurgia, além de sessões de fisioterapia, Sandra realizou exames de controle de três em três meses e, depois, de seis em seis meses. Ainda, tomou medicação via oral durante cinco anos.

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Atualmente, aos 59 anos de idade, quase nove anos após a descoberta do câncer de mama, Sandra realiza exames de controle anualmente, uma vez que médicos constatam que, dez anos após o câncer, a chance de uma metástase (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra) é reduzida. Ela, que hoje reside em Itapoá e contribui para a saúde do município, continua realizando exames de rotina e levando as lições da experiência. “Passar por um câncer nos ensina muitas lições.
Hoje, muitas coisas perderam o significado para mim, enquanto outras ganharam”, diz Sandra, que venceu o câncer de mama graças à prevenção.

 

Superação no combate ao câncer de mama de mãe para filha

Joana Soares da Silva, artesã, e Cintia Juliana da Silva Colotoni, enfermeira, são mãe e filha, amigas, confidentes e parceiras para momentos bons e ruins. Em períodos diferentes, ambas conheceram, viveram e venceram a dolorosa batalha contra o câncer de mama. Seja no campo da arte ou da saúde, a experiência de vida fez com que Joana e Cintia se reconhecessem e conhecessem, também, o propósito de suas vidas.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Joana (mãe) e Cintia (filha): amor e cumplicidade para os
momentos felizes e turbulentos, como o câncer de mama.

 

     Joana sempre fora saudável, ativa e feliz com a vida que levava na cidade de Maringá-PR. Ela enquadrava-se em um grupo de risco, uma vez que seu pai havia tido câncer no estômago e sua irmã, na mama. Em consultas anuais, Joana já havia descoberto e tratado alguns nódulos benignos em seu seio. Certa vez, no ano de 2005, quando tinha 51 anos de idade, em um dos exames de rotina recebeu o diagnóstico positivo de câncer em sua mama esquerda. Felizmente, graças ao hábito de consultar-se, o tumor foi descoberto logo cedo e pôde dar início ao tratamento.

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         Mãe de seis filhos e esposa de Anísio Salvatini da Silva, Joana estava com câncer do tipo carcinoma inflamatório, um dos mais agressivos, característico por deixar a mama com aparência de casca de laranja. Ela recorda a sensação: “A descoberta foi um período difícil, mas nos meses seguintes continuei fazendo meu artesanato, me dedicando ao meu jardim, à minha família e procurando viver minha vida. Sempre fui muito agitada e muito apegada com Deus. Nunca gostei de deixar meus familiares preocupados e, mesmo que tivesse meus momentos de tristeza, sempre procurei tranquilizá-los. Porque se minha família estivesse bem, eu estaria bem”.

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Durante o tratamento, depois de passar por trinta e oito sessões de radioterapia, Joana ainda sentia sensação de ardência e estranheza na mama. “Sentia que tinha outro tumor na mesma mama (esquerda) e, quando voltei ao médico, descobri que estava certa! Imediatamente, ele marcou uma cirurgia de mastectomia radical, ou seja, para retirada de todo o seio”, recorda. Apesar do desejo de retirar o seio e reconstruir a mama logo em seguida, Joana teve de aguardar o momento oportuno. Em 2007, três anos depois do diagnóstico, ela pôde fazer a cirurgia de enxerto de pele, que consiste em um pedaço de pele retirado de uma área e transferida a outra (no caso, a mama).

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Joana e o amado, Anísio Salvatini da Silva, seu ponto de apoio, força e otimismo.

Bordando e curando

Desde sua juventude, Joana é aficionada pelas artes, como dança, fotografia e poema, e por trabalhos manuais, como costura, pintura, escultura, crochê, bijuterias, decoração, bonecas em tecido, entre outras técnicas. Além do esposo, Anísio, que deu-lhe muito apoio, força e otimismo na batalha contra o câncer de mama, Joana contou com outra grande ajuda: do artesanato.

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Para ocupar o tempo livre e esvaziar a mente de pensamentos negativos, costumava decorar as paredes de sua casa e, para obter renda extra, confeccionou bonecas com gravetos, tecidos e aviamentos. Mas foi no bordado que encontrou a terapia perfeita para os dias de dor.

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Trazendo alegria, os bordados de Joana formam elementos da natureza coloridos e vibrantes.

Autodidata, desde 2005, quando descobriu a doença, Joana passou a fazer belíssimos bordados em tecidos, com a finalidade de transformá-los em quadros. Seus temas são variados, como flores, paisagens, animais, temas da praia e passagens bíblicas. “Todos os dias, eu abria a Bíblia em uma página aleatória, lia uma passagem bíblica e meditava sobre ela. Essas passagens me inspiravam a criar um bordado e um poema”, lembra Joana que, em muitos momentos, trocou os medicamentos pela terapia do bordado e da palavra de Deus.

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Para um de seus dos bordados, que retrata uma mulher em lágrimas, Joana escreveu: ‘corpo sem perna, corpo sem braço, lágrimas de pérola’. Conforme a artesã, o poema fala sobre depressão, já que o depressivo tem o corpo, mas sente como se não o tivesse e, então, chora.

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“Por diversas vezes, estivemos preocupados com Joana, mas ela nos surpreendia, sempre cantando, dançando e bordando”, comenta Anísio. Seja nos melhores ou piores momentos de sua vida, Joana, a artesã que pinta e borda, teve seus sentimentos extravasados no artesanato. Repetindo o mantra ‘Deus seja louvado em cada ponto desse bordado’, criou peças exclusivas, de cores vibrantes, cheias de identidade, histórias, mensagens e significados.

Batalha após batalha

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Defendo e levanto a bandeira das ações de campanhas
preventivas. Salvam vidas… Salvou a minha”, diz a enfermeira
Cintia, que posa ao lado das camisetas de inúmeras campanhas.

         Diferente da mãe, Joana, que seguiu para as artes, e do pai, Anísio, que é aficionado por letras e autor de cinco livros, Cintia encontrou-se na área de enfermagem. Tinha 38 anos e residia em Ortigueira-PR, quando ajudou a promover uma campanha do Outubro Rosa que mudou sua vida. Ela recorda: “Para incentivar mulheres a realizarem o autocuidado e a mamografia, eu mesma fui fazer o exame. Nunca imaginei que pudesse acontecer comigo. Acabei por me tornar exemplo de quão importantes são essas ações preventivas, que possibilitam mudar o destino das pessoas. Por isso, defendo e levanto a bandeira das ações de campanhas preventivas. Salvam vidas… Salvou a minha.”. Era ano de 2014, oito anos após o câncer de mama de sua mãe, e Cintia recebeu o diagnóstico positivo de câncer na mama esquerda, do tipo triplo negativo.

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         Naquela época, Cintia, que é mãe de cinco filhos, estava amamentando o caçula. “Eu atribuía o crescimento da mama à produção de leite, mas, ao final das contas, tratava-se de uma massa tumoral. Com 75% da mama comprometida, tive interromper a amamentação para realizar a mastectomia”, explica a enfermeira. Ela recorda este período como um turbilhão de emoções, pois residia em Ortigueira e fazia as sessões de quimioterapia em Curitiba-PR, uma viagem que durava, em média, quatro horas.

         Visto que Joana e Anísio já tinham uma casa no município de Itapoá desde 1994, Cintia veio ao município litorâneo do norte catarinense junto do esposo e dos cinco filhos, com o objetivo de estar mais próxima do tratamento, em Curitiba. Mesmo depois de realizar a mastectomia, Cintia não estava tranquila: “Eu queria retirar as duas mamas, pois sentia que havia algo de estranho na mama direita, também, mas o médico insistia que não. Desconfiada e seguindo minha intuição, decidi ir ao oncologista da família, que já havia tratado o câncer de mama de minha mãe e estava tratando o câncer de mama de minha irmã, paralelo ao meu, para pegar uma segunda opinião”. Em consulta e após de alguns exames complementares, descobriu que na mama direita também constavam células cancerígenas, e realizou, novamente, a mastectomia – dessa vez, para retirada do seio direito e esvaziamento total das axilas.

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Com base em sua experiência, Joana pôde ajudar e fortalecer as duas filhas que, na época, lutavam contra o câncer de mama. “Minha mãe foi como um anjo. Cuidou de mim, me trouxe a palavra de Deus quando mais precisei e dizia que eu estava linda com a cabeça raspada e utilizando turbantes. Ela também compartilhou comigo seu amor pelo artesanato e, para amenizar a situação, passei a bordar com ela”, recorda Cintia.

De acordo com os médicos, a enfermeira estaria apta para reconstruir ambos os seios três anos após o câncer de mama. Contudo, em 2017, já trabalhando, Cintia fora surpreendida durante os exames de rotina. “Através de um nódulo no ovário, descobri que estava com tumor pélvico. Senti todas aquelas emoções novamente, de medo, angústia e cansaço. Mas venci todas elas novamente, também”, conta Cintia que, após vencer o câncer de mama, venceu o câncer na região pélvica.

Por conta do tumor pélvico, a cirurgia de prótese nos seios teve de ser adiada para daqui a três anos, mas a enfermeira garante: “Quero, sim, colocar prótese, mas, hoje, a estética não é prioridade em minha vida. Sou feliz e grata por estar viva. Graças a Deus, pude aproveitar muito bem os meus seios, fornecendo alimento e nutrientes aos meus cinco filhos, que são meus tesouros”.

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Neste mês, Cintia veste a camisa da Campanha Mundial Outubro Rosa.

Lições que ficam

         Mesmo que diagnosticadas com câncer de mama em períodos diferentes, mãe e filha estiveram lado a lado, enfrentando e vencendo batalhas. Hoje, compartilham de uma nova vida e das lições que ficam. Aos 64 anos de idade, Joana, junto do esposo Anísio, instalou-se, de vez, em Itapoá. Para o casal, a vida é um sopro e deve ser aproveitada todos os dias. Por isso, dedicam-se aos ofícios e aos filhos que tanto amam, e até mesmo compraram um motorhome para viajarem.

         Na companhia do marido e dos cinco filhos, Cintia também reconstruiu sua vida no município litorâneo, onde trabalha como enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica e professora de enfermagem da escola técnica de enfermagem de Itapoá. Assim como a experiência do câncer guiou Joana até suas agulhas e pontos bordados, guiou Cintia para seu propósito na profissão. Hoje, aos 43 anos de idade, a enfermeira veste a camisa, ergue a bandeira e luta por campanhas de prevenção e combate ao câncer de mama.

         Depois que venceram uma grave enfermidade, mãe e filha pararam de fazer planos, de preocupar-se com pequenas coisas, e passaram a dar ainda mais valor à família e ao amor de Deus. “Hoje, sou uma pessoa diferente, não só porque sou uma sobrevivente do câncer de mama ou porque passei pelos momentos mais dolorosos de minha vida, mas porque vivo do jeito que sempre quis viver”, conta Joana. Não à toa, em uma de suas telas, bordou, para lembrar-se para sempre: ”O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmos 30:5).

Don Rodolpho: Pães, confeitos e receitas de família

Por trás das delícias encontradas na Panificadora Don Rodolpho, em Itapoá-SC,
estão as receitas e o amor pelo ofício que o proprietário Edson Luís Tavares herdou de seu pai. Com quase 30 anos de história no município, a panificadora lança, agora,
sua linha de produtos: os biscoitos Don Rodolpho.

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Da esquerda para a direita: Kristian (masseiro da Don Rodolpho), João Saidel (gerente da fábrica de biscoitos), Anderson (gerente do Sicredi e parceiro no projeto da fábrica), Mário (também parceiro no projeto), e o casal Edson e Márcia (proprietários da Panificadora Don Rodolpho).

Na cidade de Curitiba-PR, Rodolpho, pai de Edson, era proprietário de uma panificadora. “Meu pai amava colocar a mão na massa, literalmente. Ele tinha receitas próprias e ensinou todas elas para mim e meus irmãos”, recorda Edson, que aos 15 anos de idade já ensinava as demais pessoas a fazerem pães.
Os anos se passaram e Edson decidiu seguir os passos do pai, abrir sua panificadora e manter a tradição do sabor em família. No ano de 1990, passou a residir no município de Itapoá junto da esposa, Márcia Maria de França Tavares, e dos três filhos, Patrícia, Rodolpho e Raphael. Ainda nos anos 90, o casal abriu as portas da Panificadora Don Rodolpho para a freguesia itapoaense. A empresa, que carrega o nome do falecido pai de Edson, é uma homenagem àquele que lhe ensinou a arte de pães e confeitos.
As receitas de pai para filho caíram na boca – ou melhor, no paladar – do povo, e os pães, doces, bolos, salgados, lanches e demais produtos da Panificadora Don Rodolpho ficaram conhecidos por moradores da Barra do Saí ao Pontal. Conforme Edson, muitos turistas também já criaram o hábito de visitar o município litorâneo e passar em sua panificadora para comprar as delícias artesanais e fresquinhas. Além de produtos de qualidade, o grande diferencial da Don Rodolpho está no atendimento oferecido à clientela fidedigna.
“Nossa missão é que o cliente sinta-se em casa. Acreditamos que o cliente não é apenas mais um que vem parar comprar conosco, mas, sim, parte de nossa história”, comenta Edson.
Com 29 anos de atuação, a Panificadora Don Rodolpho cresceu junto do município de Itapoá. O sonho da panificadora que começou à dois, com Márcia e Edson administrando poucos produtos e funcionários, hoje conta com uma equipe de dez funcionários que trabalham há anos na panificadora e fazem parte da ‘família’ Don Rodolpho. O espaço também cresceu e, para melhor atender às necessidades da população, desde 2013, a panificadora está situada na Rua 860, número 893, em Itapema do Norte.
Recentemente, Edson pôde realizar um desejo antigo: montar uma fábrica de biscoitos em Itapoá e lançar uma linha de produtos da Panificadora Don Rodolpho.
Biscoitos Don Rodolpho
Na cozinha da panificadora, Edson habitualmente assava biscoitos de polvilho e oferecia aos clientes e funcionários – que, por sua vez, adoravam o produto. “As pessoas davam um feedback muito positivo sobre os biscoitos, diziam que eles eram deliciosos, crocantes e fresquinhos. Então, no ano passado, buscamos maquinários para modernizar a fabricação e registrar este produto”, explica.
No mês de setembro de 2018 o projeto da fábrica foi concluído com sucesso. Agora, a panificadora oferece doze produtos da marca registrada Panificadora Don Rodolpho, entre eles: joelhinhos, biscoitos amanteigados, palitos salgados, biscoitos de polvilho em bolinhas e biscoitos de polvilho em rosquinhas (com adicionais de queijo ou orégano). Vale ressaltar que as delícias da marca Don Rodolpho também são vendidas em bancas, conveniências e mercados de toda a Itapoá, e possuem representantes nas cidades de Guaratuba-PR, Joinville-SC e Araquari-SC.

Maior realização
Para o futuro da empresa, Edson tem a pretensão de manter o padrão de qualidade e continuar satisfazendo as necessidades da população itapoaense. Em nome de toda a equipe, o proprietário agradece aos clientes, funcionários e parceiros que deixaram sua contribuição nestes quase 30 anos de Panificadora Don Rodolpho.
Seja no atendimento ou na cozinha, batendo os pães, Edson sente-se realizado: “A nossa maior satisfação é, sem dúvida, deixar nossos clientes satisfeitos. Isso aqui é a minha vida, eu me realizo fazendo pães”.

Aos 16 anos, jovem de Itapoá irá formar-se bailarina profissional

O balé clássico fascina o imaginário de muitas meninas. Mas, para Mariana Oss, de Itapoá-SC, a dança foi muito mais que uma fase.
Aos 16 anos de idade, Mariana conta com quatorze anos de experiência no balé e, em outubro de 2018, irá realizar seu grande sonho: formar-se no nível técnico, obter o registro profissional e, enfim, tornar-se uma professora de balé.

 

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Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Mariana ainda estava na pré-escola, em Chapecó-SC, quando saía da sala de aula para observar as meninas mais velhas dançando balé. Certa vez, sua mãe conversou com a professora e a menina pôde, então, iniciar as aulas de balé na pré-escola – e nunca mais parou.
Ainda em Chapecó, Mariana estudou balé no SESC e na Ballare Escola de Dança (atual Vanessa Batistello Escola de Dança). “Quando iniciei no balé, achava tudo muito lindo, mas, antes mesmo de sonhar em tornar-me uma bailarina, sonhava em ser professora de balé clássico”, conta. Já residindo no município de Itapoá, fez aulas de balé no Laboratório Studio de Dança e, há aproximadamente três anos, treina no Coan Studio de Dança e Pilates.

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Ela conta que sempre teve como inspiração uma bailarina mais velha de sua antiga escola e sua ex-professora, Vanessa Batistello, que, mesmo à distância, lhe dá muito apoio: “Assim como Vanessa, cada um dos professores que fizeram e ainda fazem parte de minha formação são pessoas que me inspiram muito”, comenta. A experiência mais recente, no Coan Studio de Dança e Pilates, deixou Mariana a poucos passos de seu sonho.
O professor de balé do Coan Studio, Luiz Carlos dos Santos, discorre sobre a aluna: “Mariana já veio com cinco anos de trabalho pela escola cubana de sua cidade. Ela apresenta evoluções rápidas, muita agilidade, expressividade, grande evolução técnica dos movimentos do balé clássico e experiência na dança”.

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Recentemente, os alunos do Coan Studio de Dança e Pilates estiveram participando do XXIV Festival de Dança do MERCOSUL, na Argentina, onde Mariana conquistou três premiações:
duas em grupo e uma no DUO.

Ainda, Luiz explica que, para a aluna formar-se no nível técnico e obter o DRT (registro profissional tirado na Delegacia Regional do Trabalho, que significa que a bailarina estará apta a dar aulas), ela deverá ter em mãos seu currículo de bailaria (contendo TCC, anos de formação, apresentações e festivais dos quais participou) e ter dez anos de aulas de balé comprovados. Vale lembrar que a contagem dos anos de formação inicia-se a partir dos seis anos de idade, quando a bailarina aprende a estudar as técnicas.
Depois de estudar, ensaiar e subir ao palco muitas vezes, neste ano de 2018 Mariana irá realizar seu grande sonho de ser professora de balé. “Sou muito grata aos profissionais do Coan Studio, pois estes estão sempre dispostos a transmitir seus conhecimentos com muito amor, carinho e paciência. Estão, também, sempre se atualizando, pois o mundo da dança traz constantes novidades”, fala a jovem, “o DRT é, para mim, a representação de um sonho, de estar indo cada vez mais longe com meu conhecimento e minha dedicação”.

Nunca desistir
Conforme professor Luiz, uma bailarina precisa de muita dedicação para aprender os movimentos e seus respectivos nomes. “A teoria é aplicada durante o ensino de cada movimento, como executar de maneira correta e quais seus objetivos. Cada movimento tem uma intenção para o trabalho corporal, técnico e coreográfico”, explica.
O professor também frisa que o cuidado com a alimentação é necessário para a saúde corporal, e que a disciplina também é um fator importante, pois uma bailarina dedicada apresenta postura comportamental que compõe seu dia a dia em todas as atividades, na família, na escola e na sociedade.
Recentemente, os alunos do Coan Studio de Dança e Pilates estiveram participando do XXIV Festival de Dança do MERCOSUL, na Argentina, onde Mariana conquistou três premiações: duas em grupo e uma no DUO. Nas palavras de Luciana Coan, proprietária do Coan Studio: “Com ajuda da família, da equipe de profissionais e por conta de sua persistência e dedicação, Mariana vem a cada ano melhorando sua técnica no balé clássico. Hoje, é estagiária em nosso Studio e atua juntamente dos professores Thais Espindola (nas turmas de Baby Class) e Luiz Carlos dos Santos (nas turmas de Balé Iniciante). Além do balé, ela ainda pratica aulas de Jazz e aulas de pontas, sendo muito aplicada nos estudos e tendo todos os quesitos para ser uma bailarina de sucesso”.

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Aos 16 anos de idade e prestes a formar-se professora de balé, Mariana sonha em continuar participando de festivais, pois ama a sensação de subir ao palco. “Como o município de Itapoá é carente de um teatro, com estrutura adequada para apresentações, qualquer oportunidade de subir ao palco é rara e muito importante para mim”, fala. Sabendo da inspiração que tem para meninas mais novas, que também sonham em fazer carreira no balé, Mariana diz a elas que nunca desistam: “Como em qualquer atividade que você queira se dedicar, o caminho no balé não é fácil. É preciso ter paciência, determinação, procurar por fontes confiáveis e profissionais habilitados e, principalmente, sentir paixão pela dança”.

A bailarina Mariana Oss, do Coan Studio de Dança e Pilates, irá formar-se no dia 9 de novembro de 2018. A formatura acontecerá no Shopping Itapemar, em Itapoá-SC, durante o espetáculo de balé La Fille Mal Gardée, às 20h.
Para adquirir o convite do evento, basta entrar em contato com a equipe do Coan Studio (47 99902-5763 – Luciana Coan).
Para patrocinar ou apoiar a bailarina Mariana, contate sua mãe, Elenice, através do número: 47 98495-4806.