APREMAI busca parceiros e voluntários para atuarem na proteção da reserva do mangue de Itapoá

“Preservar a natureza é respeitar a vida e o futuro” – esta é a ideologia da Associação de Proteção da Reserva do Mangue de Itapoá, a APREMAI. Atuante na região da Barra do Saí, mais precisamente na área de mangue onde desemboca o Rio Saí Mirim, que percorre todo o município, a APREMAI tem o intuito de sensibilizar a comunidade local e os turistas sobre educação ambiental e preservação do meio ambiente. Mas, para que a associação dê continuidade aos projetos já executados, busca parceiros e voluntários com um objetivo em comum: uma Itapoá mais responsável ambientalmente.

 

 

 

Idealizada a partir de uma reunião dos moradores e pescadores da região da Barra do Saí, a APREMAI é uma organização independente, registrada em 22 de agosto de 2006; no entanto, já vem cuidando da área há, aproximadamente, dezesseis anos. Segundo Carlos José Sentone, mais conhecido como Carlinhos, presidente e um dos idealizadores da associação, “a projeção da APREMAI é estimular o conhecimento ambiental e a formação de um pensamento crítico sobre os problemas e soluções para o meio ambiente. Tudo isso, através de um conjunto de ideias e objetivos, trabalhando em equipe e idealizando a obtenção de conhecimento”.
Entre os projetos da associação, destaca-se o Projeto de Educação Ambiental, que visa o uso sustentável dos recursos naturais locais, trabalhando a importância da conservação do meio ambiente e do bem estar social da comunidade em geral. Disseminando o conhecimento para as próximas gerações, a APREMAI realiza parcerias com instituições escolares do município de Itapoá, com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Itapoá e recebe, inclusive, visitas de escolas de outras cidades, como Blumenau-SC e Itajaí-SC. “A parceria com as escolas e demais associações, como a APAE, é muito significativa para nós, pois, através da dinâmica de vídeos, palestras, maratonas, gincanas ecológicas e brincadeiras, formamos novos cidadãos e futuros protetores dos nossos manguezais e do Rio Saí Mirim”, fala o presidente da APREMAI.
Várias mudanças positivas foram observadas desde o início do trabalho da associação. Segundo Carlinhos, os 159.000 metros de área de mangue estavam bastante comprometidos, devido à poluição e à ocupação indevida. “Muitos pescadores se queixavam que não havia mais peixe no rio”, recorda. Hoje, moradores e visitantes do local estão mais conscientes e a área de mangue na Barra do Saí é, segundo Carlinhos, uma das mais preservadas de todo o Rio Saí Mirim. De acordo com moradores locais, a mata ciliar se recuperou, e nas redondezas do mangue é possível observar o jacaré-de-papo-amarelo, gaviões-pega-macaco, caranguejo guaiamum, além de aves de espécies raras. Já no rio, para o bem daqueles que sobrevivem da pesca, encontram-se peixes, como tainhas, robalos, caratingas e escrivãos. Nas palavras do presidente da associação: “o mangue voltou a viver”.
Atualmente, a APREMAI conta com 11 membros ativos e, aproximadamente, 20 associados. Carlinhos, o presidente, conta que, sempre que possível, por hábito, prepara seu barco e realiza o monitoramento de toda a área. “Mas, para fazer mais pelo mangue da Barra do Saí, estamos recrutando corpo técnico, voluntários e estagiários”, diz. Alguns dos projetos previstos para a associação são: oficializar o espaço como área voltada ao turismo ecológico, realizar oficinas e palestras, e desenvolver pequenas ações sustentáveis, como, por exemplo, horta comunitária, viveiro de mudas de árvores, oficinas de reciclagem, plantio de mudas de espécies nativas, gincanas de limpeza de praias e mangues, etc.
Para Carlinhos, para manter um equilíbrio ambiental é preciso a participação de todos. “Salvar o mangue é salvar as espécies que desconhecemos e proteger a biodiversidade do planeta. Nossa mudança de atitude é urgente, pois as mudanças climáticas já estão acontecendo e nos afetando”, explica, “esse cuidado com o meio ambiente deve ser coletivo e institucional, uma vez que estamos todos aprendendo que já destruímos o bastante e agora necessitamos aprender a construir e salvar”. Por fim, ele deixa o convite: “se você deseja ajudar a salvar os nossos manguezais e o nosso Rio Saí Mirim, apoie a causa da APREMAI, limpando, monitorando, promovendo educação ambiental e, assim, inspirando outras pessoas a mudarem atitudes”.

Deseja fazer parte da associação ou, então, firmar alguma parceria?
Entre em contato com o Carlinhos através do telefone (47) 9 9605-4005, diretamente na sede da APREMAI, situada ao final da Rua Tupy (Rua 60), nº. 465, na Barra do Saí ou, ainda, pela página “Apremai”, no facebook.

Ana Beatriz Machado
Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 51

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