Realizar sonhos, estar com quem se ama, ter um lar

Algumas decisões movimentam a nossa vida em ritmos desconhecidos. Por isso, um bom planejamento, independente de como é realizado, garante boas ideias e resultados.

1O casal Luana Gnata Viana e Raphael Mira foram os destaques da
primeira capa no formato novo da Revista Giropop.

Juntar as escovas de dente, alinhar os travesseiros, dividir a mesa das refeições, o sofá, o cobertor e a televisão no final de semana. Dividir sorrisos, carinho, despesas e um teto. Mais do que a festa ou a lua de mel, o planejamento de um casamento começa muito antes, com a procura ou a construção de um lar. Casa ou apartamento, rústico ou moderno, não importa: todo o casal sonha com um cantinho que possam chamar de “nosso lar”.

Às vezes esse sonho inicia junto com o pedido de casamento, outras vezes, logo nos primeiros meses de namoro, com rabiscos de plantas, de móveis e até localização. Mas ter um imóvel próprio logo depois do casamento nem sempre é fácil e requer muito planejamento. A opção, na maioria das vezes, é alugar um imóvel até surgir as primeiras oportunidades.

Este foi o caso de Raphael Mira (32) e Luana Gnata Viana (31). Juntos há nove anos, e casados há cinco, eles começaram a vida a dois em um imóvel alugado, mas hoje buscam construir o próprio cantinho aqui em Itapoá, com os gostos e preferências de cada um. Mais do que falta de recursos, para o casal a opção do aluguel também ocorreu pela incerteza de permanecerem em Itapoá.

Quando se conheceram, através de de amigos, Raphael estudava em Itajaí e Luana em Curitiba. Ao terminar o curso de medicina, o clínico geral acabou vindo trabalhar em Itapoá e o relacionamento era à distância, entre a Serra que separa o litoral catarinense e a grande metrópole curitibana. Com o tempo passando e a saudade aumentando, o casal oficializou o compromisso na formatura de Luana, com a presença de toda a família.

“Na época não conhecia muito Itapoá e morava de aluguel na casa de meu tio, na Barra do Saí. Então, quando resolvemos nos casar, procuramos uma outra casa, também para aluguel”, conta o médico. “Não tínhamos dinheiro para comprar ou construir uma casa, e também não tínhamos certeza de quanto tempo iríamos ficar por aqui”. Mesmo assim, o casamento já foi realizado planejando o futuro: não fizeram festa, optaram por investir o dinheiro em uma futura construção e uma viagem. “Abrimos mão de algumas coisas para ter outras, mas aproveitamos bastante”, afirma Luana. A história do casamento é curiosa e até faz parte de um dos grandes eventos climáticos de Itapoá: “O nosso casamento foi bem um daqueles dias de enchente, há cinco anos atrás. No dia, a família ficou presa do lado de fora da cidade e nós aqui dentro… Não conseguimos nem sair para jantar”, lembram.

E junto com o objetivo de um dia construir uma casa, o planejamento foi intensificado pelo mar de ideias. “Acho que mesmo quando ainda não se tem condições de executar, todo o casal fica sonhando e pensando em como será a sua casa. A Luana, como tem mais experiência com esse assunto (fez design de interiores), sempre acabava dando ótimos palpites. Também, sempre que víamos alguma coisa legal acabávamos anotando”, conta Raphael. Além disso, conforme eles, sempre tiveram muitas revistas sobre móvies, construção e decoração, e dali surgiam várias ideias.

Assim, quando perceberam que as coisas em Itapoá estavam dando certo e que já estavam envolvidos em muitas coisas, ele trabalhando como médico clínico geral e Luana como esteticista, resolveram dar forma ao sonho. Além dos planos e ideias já construídos nos rabiscos e pensamentos, o primeiro passo foi a compra de um terreno. Ao invés de comprar uma casa pronta, optaram pela construção. “Se comprássemos uma casa pronta, iríamos acabar fazendo reformas e não valeria a pena”, explica Luana.

Com o terreno, ideias e planos em mãos, deram o segundo passo: “como não conseguíamos colocar no papel tudo que queríamos de uma forma possível, procuramos um arquiteto para nos ajudar”. O projeto levou cerca de um ano e, quando finalmente aquele tão sonhado lar estava todo planejado no papel, pensaram em como executar.

“Como não temos recursos para construir uma casa à vista, optamos pelo financiamento. Apesar de ter prestações todos os meses, foi a forma mais viável de termos o nosso canto: vamos continuar pagando parcelas, mas ao final a casa será nossa”, fala Raphael. Hoje, o financiamento pela Caixa Econômica, conhecido como “Minha casa, minha vida”, apesar da burocracia, é a forma mais procurada para a realização do sonho de casa própria.

Luana e Raphael deram entrada com o projeto na Caixa Econômica há três meses e o engenheiro do banco já realizou a primeira vistoria do terreno. Agora, aguardam a aprovação dos documentos para começar a construção da casa.

Augusta Gern

Matéria publicada na Revista Giropop – Ed 8 Julho

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