Gatos portadores de doenças raras ganham cuidados especiais

Em comemoração ao mês dos namorados, contamos a história de Helena Steinhaus e seu marido Rauel Moraes Silva Neto, de Itapoá-SC, que vivem com seus dois felinos Zeppelin e Ted, ambos portadores da FeLV, o vírus da leucemia felina, e não medem esforços e carinhos aos gatos. Para a dona, oferecer um bom tratamento e dedicar parte de seu tempo aos gatos é um meio de retribuir todo o bem que eles lhe fazem.

A paixão pelos bichanos sempre esteve junto de Helena, que chegou a ter mais de dez gatos ao longo da vida. “Gosto muito de cães, mas sempre preferi ter gatos. São animais mais independentes, limpos e organizados”, diz. No ano de 2011, depois de passar um bom tempo sem ter bichos de estimação, ela ganhou um gatinho com apenas quarenta dias de vida – doação de uma amiga. Seu nome, Zeppelin, foi escolhido em homenagem à banda Led Zeppelin, a favorita de Helena. No ano seguinte, ela pegou Ted de uma cria, quando o felino tinha cinquenta dias de vida.
Em comum, os dois gatos de Helena e Rauel não têm raça definida, são castrados e amigos, mas as diferenças entre eles também são muitas. Quando se trata de aparência, Zeppelin é claro, de pelos amarelos, já Ted tem pelos pretos. Na parte comportamental, o primeiro adora estar na companhia de pessoas e crianças, já o segundo, prefere se isolar na presença de algum estranho. Zeppelin também costuma dar mais trabalho do que Ted. Segundo Helena, ele passou por diversas complicações de saúde – umas mais graves, outras menos graves – e hoje é considerado um gato sobrevivente.
Tudo começou em 2013, quando Zeppelin ficou ictérico, ou seja, sua pele ficou amarelada, devido a uma lipidose hepática que, posteriormente, foi curada. Somado a isso, a dona notou que o gato não se alimentava há dois dias. “Levei-o para minha veterinária de confiança em Itapoá, que fez o que pôde, até que me orientou a leva-lo a uma clínica veterinária de Joinville. Lá, descobrimos que ele estava com anemia profunda, uma doença transmitida pela pulga infectada e a FeLV, uma doença crônica”, recorda Helena. O gato ficou internado na clínica durante dois dias e, a partir daí, o casal de donos passou a tratar as doenças em casa.
A FeLV, por se tratar de um vírus que ataca e enfraquece o sistema imunológico dos bichanos que, sem proteção, acabam infectados por outros diversos problemas que podem leva-los à morte, merece atenção. Vale ressaltar que a FeLV ainda não tem cura e o que se pode fazer nos casos de gatos acometidos pela doença é simplesmente tratar os sintomas e as principais complicações decorrentes da doença, visando amenizar o sofrimento do gato e prolongar sua vida com a maior qualidade possível.
Uma vez que a doença é viral, além do gato Zeppelin, Ted também foi infectado. Para evitar que se espalhe, seguindo orientações, Helena medica os felinos, lhes oferece ração de boa qualidade e com controle de calorias, e evita que eles fiquem estressados. “De acordo com os veterinários, quando apresenta manifestação da FeLV o gato tem, em média, mais três anos de vida, mas Zeppelin já está entrando no quarto ano de vida após a infecção”, conta a dona. Tudo isso, é claro, graças aos cuidados de Helena, Rauel e dos médicos veterinários.
Tempos depois, em setembro de 2016, Zeppelin também desenvolveu outra doença rara chamada colangite, que se trata de uma infecção nas vias biliares. “Ele começou a vomitar e emagrecer muito e também por indicação da veterinária que me ajuda em Itapoá, levei-o para fazer uma cirurgia em Joinville, na tentativa de desobstruir suas vias biliares. Chegando lá, o veterinário realizou um tratamento de sucesso, fazendo com que a cirurgia não fosse necessária”, explica Helena. Além da FeLV e da colangite, o gato Zeppelin também já passou por outras doenças e infecções – essas, um pouco menos graves.
Mesmo com todo o amor e carinho que tem pelos seus pets, Helena afirma que, depois de Zeppelin e Ted, não deseja ter outro bicho de estimação. “É muito triste se apegar a eles e vê-los sofrendo ou perde-los por conta de alguma doença, especialmente quando temos consciência de que não podemos fazer mais nada, pois ela (a doença) é crônica”, diz. Atualmente, Helena e Rauel vivem com seus dois gatos, Zeppelin, que tem hoje seis anos e cinco meses, e Ted, que está com quatro anos e seis meses. De oito em oito meses, o casal realiza hemogramas para checar a saúde dos bichanos. Além de todas essas vivências, a internet também é uma boa aliada de Helena, que se tornou uma grande conhecedora da saúde de gatos.
Com base nas experiências adquiridas, eles finalizam: “Ter gatos portadores de doenças raras e crônicas é viver dias complicados e imprevisíveis. Mas eles são nossos companheiros, como uma terapia para nós. Portanto, todos os cuidados especiais são uma forma de agradecimento ao bem que eles nos fazem”.

 

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