Itapoá-SC

A Babitonga de Itapoá

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A maior baía navegável de Santa Catarina também beija as terras de Itapoá. Sim, muito conhecida por margear as cidades vizinhas de São Francisco do Sul e Joinville, a Baía da Babitonga também marca presença no município itapoaense. Em um contraste sintonizado entre o desenvolvimento e a calmaria, o início da Baía, localizada no balneário Pontal, é hoje uma adas paisagens mais cobiçadas pelas lentes fotográficas. Em um único local abriga o desenvolvimento portuário e a comunidade pesqueira, o ritmo acelerado de contêineres e a tranquilidade do mar, a inovação e a tradição.

Augusta Gern

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Junto a todo o desenvolvimento presente nas três cidades que fazem parte desse cenário, o local também tem grande importância ambiental: abriga um conjunto de 24 ilhas e é cercada de manguezais e grandes áreas de Mata Atlântica. A Baía também é um grande criador de aves aquáticas e espécies marinhas, além de abrigar animais em extinção.
Para unir as três cidades, o percurso pode ser feito por terra ou mar. De Itapoá podemos chegar a Joinville ou São Francisco através de balsas que atravessam a Baía.

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Além de impulsionar o turismo, este acesso também deve colaborar para o crescimento e desenvolvimento da região, já conhecida pela importante vocação portuária. O Porto Itapoá, por exemplo, tem-se mostrado como um grande impulsionador da economia da cidade, atraindo diferentes empresas do setor.
Junto com a geração de emprego e arrecadação de impostos para a cidade, o terminal também se transformou em um ponto turístico: até um píer de observação foi construído para a contemplação da movimentação de contêineres.

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E mais atrativos devem chegar por aí. Ainda não há nada confirmado, mas burburinhos percorrem toda a cidade: mais um porto pode se instalar na região. Alguns até arriscam em falar que a Baía Babitonga pode ficar conhecida internacionalmente como a “Baía dos Portos”.

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Pelo sim ou pelo não, atrativos não faltam na Baía, que tem o poder de encantar os olhos dos mais variados públicos: grandes empresários, ambientalistas e turistas.

Baía para todos os gostos
Para aproveitar a Babitonga de Itapoá o que não faltam são opções: em terra ou no mar, para os mais calmos aos que gostam de mais emoção, para homens, mulheres, crianças e idosos. Sim, na Baía itapoaense não há restrições para se divertir.
Em um breve passeio é possível visitar todos os pontos turísticos da região: o farol do Pontal, o píer de observação do Porto, o trapiche, e claro, o belo cenário do encontro entre a areia branca, o ritmo tranquilo do mar e os coloridos barcos de pesca.
As atividades mais praticadas na região são náuticas: moradores e turistas procuram o cenário para a pesca no trapiche, a pesca embarcada, andar de caiaque, stand up, jet-ski, entre outros.

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Areia branca, o ritmo tranquilo do mar

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Farol do Pontal

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Pescadores na Baía, ao fundo o Porto de São Francisco do Sul.

Nos decks de madeira

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Pier de observação do Porto Itapoá

Os espaços mais cobiçados sem dúvida são o píer de observação do porto e o trapiche. Ali, dezenas de pescadores se divertem e nem percebem o dia passar. Com sardinha durante o dia e peixe espada pela noite, os baldes saem cheios e a refeição é garantida.
O casal Alaor de Souza Lima e Roseli Binhara Lima, ambos com 66 anos, são assíduos: marcam presença pelo menos três vezes por semana para pescar. Há pouco mais de um ano na cidade, aproveitam a aposentadoria para fazer o que sempre curtiram: pescar juntos. “Aqui fizemos muitos amigos, tanto da cidade como de fora”, conta Alaor. Segundo eles, muitas pessoas de outras cidades escolhem o local apenas pela pescaria.
É o caso de Antônio Carlos da Silva. De Curitiba, sempre que visita a mãe em Itapoá reserva um dia para pescar no Pontal. “E aqui se pega bastante peixe, tem para todo mundo”, afirma.

 

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O casal Alaor de Souza Lima e Roseli Binhara Lima.

Da quantidade de peixe não se pode mesmo duvidar. Santina B. de Oliveira e o esposo Manuel de Oliveira pescam no local há alguns anos e já viram muito peixe sair dessa água: em um único dia Santina pescou 285 sardinhas. Moradores de Itapoá há 13 anos, afirmam que só a paisagem já vale a atividade que é realizada toda a semana: “Precisamos valorizar o que temos aqui”, fala Manuel.
E quase esta mesma paisagem é que motiva a pescaria de Albino Sangali, o que muda é o lado de onde observa o Porto. Pelo tamanho e cobertura, o aposentado prefere pescar no píer de observação, ao invés do trapiche: “trago a minha cadeirinha e fico vendo a movimentação dos contêineres”.

 

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Manuel de Oliveira.

Em alto mar
Além de pescar na praia, a Baía também é muito procurada por quem tem barcos. Grandes ou pequenos, novos ou antigos eles dividem o espaço com os grandes navios.  Rudipelt Maus, mais conhecido como Rudi, é um dos pescadores assíduos no mar. Às vezes na baía, outras vezes em alto mar, ele pesca há oito anos e já sabe “onde dá peixe”. O gosto pela pescaria vem de Mato Grosso, onde tinha nove tanques de peixe. Logo que chegou aqui já voltou a praticar, primeiro com a esposa, depois sozinho e hoje, com um companheiro de pesca. Aos 74 anos, ele acorda cedo, do balneário Itapema do Norte leva o barco à baía e, às 5h30, já o coloca no mar.Para ele, a Babitonga é um ótimo lugar para se pescar, alguns anos atrás já pegou um linguado de 8kgs e raias de até 12kgs, “mas dessas nunca mais, é difícil repetir”. O único problema do local é a movimentação gerada pelos portos: “às vezes precisamos correr dos navios”, brinca.

Esporte e lazer

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Corretor de Imóveis Alencar Ribas de Oliveira.

Outra atividade muito praticada no local é andar de caiaque. Com o mar lisinho e pouco vento, não há como Alencar Ribas de Oliveira resistir ao esporte. “Quando eu estou correndo vejo o mar, é como se ele me atraísse”, conta. Assim, pelo menos uma vez por semana, depois de fazer seu percurso diário de corrida, leva o caiaque para o mar e rema por cerca de duas horas.De forma tranquila, o caiaque proporciona um ótimo exercício com cenário exuberante: pode-se acompanhar a costa para ver a praia de outro ângulo, ou seguir pelo mar. “É uma ótima maneira de reunir a família e fazer exercício brincando”, afirma o corretor de imóveis.Conforme ele, para a prática primeiramente é preciso gostar do mar, depois ter um bom equipamento e claro, muita disposição. Além do caiaque, Alencar também já praticou stand-up na baía, a arte de surfar em pé com uma prancha e um remo.

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Este formato de surfe também é praticado por Everton Assis Sabadini. Depois que andou uma vez, foi como amor a primeira vista: comprou e há cinco meses visita diferentes lugares para praticá-lo. Na Babitonga teve apenas uma experiência, mas já notou os benefícios para o esporte: é extensa e tem um mar próprio, bem calmo. Segundo ele, diferente de outros lugares, na Baía é possível andar por muito tempo sem repetir a paisagem, além de poder acompanhar todo o movimento dos navios.

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Corretor de Imóveis Everton Sabadini e Alessandra Bellorini.

 

Com a turma reunida

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Além desses esportes, a Babitonga oferece outros tipos de lazer. Para os que preferem se divertir em grupo, uma boa opção é o passeio com a escuna Pérola Negra. Operando desde 2002, o passeio tornou-se tradição nos dias quentes de verão. De forma confortável e animada, é possível desfrutar das belezas da Baía e conhecer algumas de suas ilhas.

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Sofisticação
Mas as opções não acabam por aí. A Babitonga de Itapoá também conta com muito requinte. Todo esse cenário de belezas naturais e a diversidade de atividades podem ser apreciados com muito conforto no Itapoá Chá Hotel. Famoso em diferentes estados, o hotel destaca todo o charme de se estar à beira mar. Com 15 apartamentos e a estrutura completa: fitness, sauna, sala de reuniões e decks com vista para a baía, ali também não se fica parado. Anexo ao hotel, ainda há uma marina que não deixa a desejar no conforto. Além dessa, a região conta com outras marinas, que exercem diferentes atividades para atender todos os clientes que chegam pela Baía.

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Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 18 – Junho/2014