Estilo de Vida

Entre o amor e o gol: Tradição que trouxe a união

Augusta Gern

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Altair Gonçalves do Nascimento e Maria Salete Ceccatto
se conheceram pelo amor ao futebol.

Foi o futebol que os uniu há nove anos e até hoje faz parte da rotina dos dois.  Desde criança Altair joga no time Marumbi, do balneário Pontal. O time, que é tradição de sua família – pai e tios sempre jogaram – é o mais antigo que ainda participa de campeonatos na cidade: foi fundado em 1964. “É um time de família, a tradição passa de pai para filho na comunidade”, conta Altair. Hoje o jogador atua como goleiro no Marumbi, além de ajudar a treinar a criançada.
De fora do campo, Maria Salete também é atuante no time. Há 12 anos em Itapoá, sempre esteve envolvida na comunidade, atividade que foi aliada ao gosto pelo futebol: há dois anos participa da diretoria do time e atualmente ocupa o cargo de presidente.
Assim, entre treinos e campeonatos o casal está sempre junto à frente da organização do Marumbi. Uniforme, chuteiras, transporte, documentação de jogadores e tantas outras necessidades de um time de futebol são providenciadas na própria casa. “Aqui futebol é assunto todos os dias”, conta Maria Salete.
Da mesma forma que está no papo, também é muito assistido. Apesar de torcerem por times diferentes na sala de televisão, ele para o Flamengo e ela para o Atlético Paranaense, o resto da casa tem um só coração: o Marumbi. Também, difícil se fosse diferente: o casal se conheceu em uma aula de dança, mas o primeiro encontro foi em uma quadra de futebol. “A primeira vez que ele me convidou para sair foi em um campeonato”, lembra Maria Salete. A torcida foi boa: naquele dia o time ganhou de 7 a 1.
O amor pelo Marumbi é visível nos olhos: brilham intensamente como um troféu. Por ser tradição não apenas na comunidade do Pontal, mas para todo o município, o casal mostra-se orgulhoso em fazer parte dessa história. Antes da emancipação da cidade, o Marumbi representava Itapoá nos campeonatos de Garuva, segundo Altair.
Hoje o time conta com um acervo de mais de 200 troféus e, dos 24 anos que disputou o campeonato municipal, 15 foi campeão. “É um time de família, as mulheres do Marumbi são torcedoras ativas”, afirma Maria Salete.

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Time do Marumbi,  grupo de 1976.

Mas a tradição não fica apenas em lembranças, também está no futuro: o time treina a criançada da comunidade e pega firme em princípios como educação, responsabilidade e disciplina. “Eu sou chata nos jogos, sempre pego no pé quando vejo alguma coisa errada, mas as coisas estão dando certo”, afirma Maria Salete.
Além do carinho, responsabilidade e tradição para crianças da comunidade, o amor por futebol cativou também o próprio filho de Maria Salete: com 21 anos, sempre que está em Itapoá o jovem busca participar dos jogos. Aí então aguenta coração: jogador, torcida e diretoria em uma única família.

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