Estilo de Vida

Família Silveira e o amor pela tradição gaúcha

Para Rogério da Costa Silveira, o rodeio é programação para pelo menos um final de semana por mês. Natural de Itapoá, tudo começou pelo amor por animais na infância: como se criou na roça, sempre quis um cavalo. Em 1999, por influência de amigos foi ao primeiro Rodeio, começou a laçar e de lá pra cá não parou mais.

Augusta Gern

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Rogério com a esposa Edilene e os filhos Milena e Ramon em sua chácara
no Saí Mirim.

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Em sua chácara, seu refúgio, construiu uma cancha, passou a treinar com mais frequência e já conquistou vários troféus. “É muito emocionante você representar a sua cidade em um evento desses”, afirma. “A adrenalina é muito grande e sempre dá um frio na barriga”.
O gosto pelo esporte se uniu à afinidade que já tinha à cultura gaúcha: sempre gostou muito de bailes e da música tradicionalista; durante um tempo até fez aulas de gaita. “Sou apaixonado pela tradição gaúcha”, afirma.
E toda essa paixão também contagiou outras gerações da família. O sobrinho Robson e o filho Ramon também laçam, já a filha Milena, não vê a hora de aprender. “Ela gosta muito de cavalos e tem até um vestido de prenda, mas ela ainda é muito novinha para participar de competições de laço”, fala o pai.
Com tanto amor, Rogério hoje é patrão do CTG Herdeiros da Tradição.

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Rogério e Ramon na prova de laço, na categoria pai e filho.

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O filho Ramon Silveira.

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Sobrinho, Robson Ruan Silveira

Desde a infância

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O amor do pai pela tradição também incentivou a pequena Milena Batista Silveira, 10 anos. Filha de Rogério, a pequena sempre teve contato com animais, ama cavalos e sonha em ser veterinária. Segundo ela, tudo começou há quatro anos quando estava em um rodeio, acabou dormindo em cima de um cavalo e o animal disparou assustado. Mesmo com todo o susto, ela tomou gosto.
O melhor programa de família é quando visitam os cavalos aos domingos. Ela adora passear com o seu cavalo e, segundo o pai, tem um ciúmes danado do animal. “Eu ainda não consigo colocar a cela nele, mas sempre o escovo, gosto muito dele”, afirma. Seu sonho é aprender a laçar e poder participar de competições.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 20 – Agosto 2014