Quem é?

A 5ª geração de uma tradição

No jardim o pé de carambolas está cheio, na cozinha é preparada a culinária alemã e, na comunidade onde vive está a sua família. Nascida e criada no Saí Mirim, Jéssica Speck dos Santos, 19 anos, faz parte da família mais tradicional da comunidade.

Augusta Gern

jessica1

Há 100 anos seus tataravôs Speck chegaram e iniciaram a história que hoje torna grande parte da localidade uma só família. Avô, tios, primos e tantos outros familiares moram na vizinhança.
Jéssica é daquelas meninas que teve uma infância invejada. Subir em pés de árvores, conhecer diferentes animais e diferentes plantas, correr e pular à vontade, e o melhor: tudo nas redondezas de casa. Filha única, ela conta que sempre brincou muito com seus primos e fez dali um parque de diversões.
Diferente da comunidade vizinha Braço do Norte, no Saí Mirim a internet chegou há alguns anos e o celular pega razoavelmente, dependendo da operadora e o local em que se está. Porém, as dificuldades para o estudo também não foram poucas. O primeiro grau foi todo realizado na escola municipal da própria comunidade, Alberto Speck. Depois, no ensino médio Jéssica passou para a Escola Nereu Ramos, onde dependia do transporte escolar. Estudou na mesma época em que estavam asfaltando a SC 416 e durante alguns dias o trânsito era quase impossível.

jessica2

Jéssica com o avô Evaldo e a mãe Silmara.

“Como a maioria do pessoal estudava a noite, pela manhã erámos poucos no ônibus e muitas vezes ficamos no caminho”, conta. Segundo ela, muitas vezes os vizinhos agricultores os “salvavam” no trajeto com o caminhão dos produtos que comercializavam.

Além disso, alguns apelidos e brincadeiras pelo local onde vivia sempre a incomodaram, esta foi a única fase que quis sair do campo e morar na praia. Fora isso, a comunidade sempre foi muito amada e hoje faz parte dos planos da futura fisioterapeuta.
Além de fazer faculdade e apreciar as belezas do Saí Mirim, junto com sua mãe, Silmara Speck dos Santos, Jéssica está sempre envolvida nos eventos da família e da comunidade. Ali o que não faltam são encontros de família e jogos de futebol. Quase todos os finais de semana a conversa e risadas reúnem boa parte dos Speck. Também não se pode negar a boa mão para doces: chocolates, docinhos e até bolos saem daquela casa como nenhuma outra.
Assim, em uma rotina tranquila e cheia de sonhos, segue sua vida na amada comunidade. Para Jéssica, mais do que conhecer bastante gente, a tranquilidade e simpatia do local agradam muito. “Aqui você sai na rua e sempre recebe um bom dia, diferente de cidade grande, onde ninguém se olha”, fala.

sai9

Os avós de Evaldo foram os primeiros a chegar a comunidade.

Para ela, isso e a liberdade de se viver junto à natureza fazem do Saí Mirim um lugar perfeito para viver. A localidade também já conquistou seu namorado e a expectativa é que daqui alguns anos mais uma geração da família cresça no Saí Mirim.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 18 – Maio/2014

Categorias:Quem é?

Marcado como:,