Ufologia

Terra Oca: Existe um outro mundo no centro da terra

Vivemos em uma região onde a energia é incalculável, existe um outro mundo no centro da terra e os portais para este novo mundo podem estar mais perto do que imaginamos.
Afirmações como essas podem ser assustadoras e até duvidosas para muitas pessoas, mas há quem acredite, estude e prove tudo isso.

Augusta Gern

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O Monte Crista em Garuva, o Canta Galo na Vila da Glória,
e o Castelo dos Bugres na Serra do Dona Francisca.

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Mirabel Krause.

Existe um alinhamento perfeito entre três morros de Santa Catarina, pontos que se tornaram chamariz para gente de diferentes crenças e culturas que buscam energia. O Monte Crista, em Garuva, o Canta Galo, na Vila da Glória, e o Castelo dos Bugres, na Serra Dona Francisca, formam um triângulo com distâncias exatas: são 21 km de distância entre o Monte Crista e os outros dois morros e, entre o Canta Galo e o Castelo dos Bugres, 32 km, formando a base da forma geométrica. Quem descobriu essa e outras curiosidades da região foi Mirabel Krause, blumenauense.

 

 

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Empresária em sua cidade natal, ela nunca acreditou que pudessem existir seres de outros planetas, até que teve contatos e uma prova incontestável da existência.
“Os contatos iniciaram através de um médium e, apesar de despertar o interesse sobre o assunto, fiquei na dúvida e pedi uma prova”, conta.
Mirabel lembra que eles marcaram um local e um horário e disseram que iriam aparecer em três naves, uma na frente e as outras duas atrás, formando um triângulo e sinalizando com as cores antes combinadas.
“Eu fui com mais cinco amigos e, mal chegamos ao local, as naves sobrevoaram por cima de nossas cabeças. Novamente, eles fizeram contato através do médium que estava comigo”, lembra.
Com isso, não apenas passou a acreditar como iniciou pesquisas sobre o assunto. As mensagens eram de seres que habitam o planeta Marduk, também conhecido como Nibiru ou Planeta X, para os espíritas. Após o episódio das naves, continuaram o contato de diferentes formas e Mirabel começou a transcrever as mensagens recebidas: apenas em 2010 foram transcritas cerca de 600 páginas. O material deu origem ao livro “Crônicas de Outro Mundo – Revelações dos Deuses Extraterrestres”. Mas além de seus contatos, foi atrás de pesquisas sobre a região.
O primeiro ponto surgiu do interesse em descobrir o porquê do Rio do Júlio, em Joinville, ser o local escolhido para o encontro em 2010 quando viu as naves.

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“Um dia eles me passaram algumas coordenadas que eu precisava localizar e fui parar na montanha Cambirela, em Palhoça. Foi um tempo de pesquisa até eu conseguir chegar lá e descobrir que aquele era um ponto de energia”, conta.

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A partir daí ligou a informação que próximo à Joinville existem montanhas místicas e percebeu o alinhamento entre elas. O rio do Júlio, por surpresa, também estava alinhado: “se continuarmos o traço do Monte Crista ao Castelo dos Bugres, vamos chegar ao rio”.
Com essa descoberta, muitas pessoas começaram a procura-la para conhecer esses pontos e ela constatou toda a energia presente. “Comecei a acompanhar médiuns ou pessoas guiadas por eles e percebi que havia uma energia diferente, algumas pessoas até entravam em uma espécie de transe”, conta.
Conforme ela, cada ponto representa um elemento da natureza: o Rio do Júlio representa a Terra, o Castelo dos Bugres representa o Ar, o Canta Galo o Fogo, o Cambirela a Água e, o Monte Crista, a Quinta Essência.

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Estrada para o Rio do Julio, Rio do Júlio representa a Terra

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Castelo dos Bugres representa o Ar

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Castelo dos Bugres

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Vista do Castelo dos Bugres | Naiara Santos

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Canta Galo o Fogo

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Cambirela a Água

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Monte Crista, a Quinta Essência.

trianguloenergetico17Porém, mais do que pontos energéticos, esses são locais que possibilitam a entrada dos portais para o outro mundo, segundo a pesquisadora. A partir de estudos mais documentais, Mirabel constatou que Raymond Bernard, escritor do livro “A Terra Oca”, esteve na região de Joinville e documentou a entrada para o outro mundo nesses pontos de energia.
“Ele veio fugido dos Estados Unidos pelas suas ideias revolucionárias e veio para esta região com o objetivo de criar uma comunidade alternativa. Todos o conheciam como Bernard, mas seu nome mesmo era Walter Siegmeister. Há registros de compra e venda de uma área na cidade de Barra Velha – SC para a criação dessa comunidade”, relata.
Porém, seus planos mudaram quando recebeu a carta de um descendente de Inca que afirmou ter encontrado um portal para outro mundo, Atlante.

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Raymond Bernard, escritor do livro “A Terra Oca”.

“Bernard mudou então completamente de ideia e renovou seu interesse em OVNIs, Atlântida, alienígenas, túneis subterrâneos e a ‘teoria da terra oca’. Ele acreditava que o Brasil possuía entradas para túneis que levavam a esta nova terra”, fala Mirabel.
Esta “carta do Inca” foi publicada na revista Americana Search Magazine, edição número 35, em março de 1960. A pesquisadora transcreveu os relatos e publicou um vídeo na página do youtube com o nome “Carta Inca – Terra Oca – Santa Catarina”.

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Almirante Richard E. Byrd

O livro de Bernard, “A Terra Oca – A Descoberta de Um Mundo. Anunciado como a maior descoberta geográfica da história feita pelo almirante Richard E. Byrd na misteriosa terra além dos polos – a verdadeira origem dos discos voadores”, foi publicado em 1969 e também pode ser encontrado na íntegra na internet.
No livro o cientista diz que a verdadeira base dos discos voadores se encontra num imenso mundo subterrâneo, cuja entrada é uma abertura no Polo Norte.
Ele acreditava que no interior oco da Terra vive uma super raça que não deseja manter contato com o homem da superfície; seus discos voadores somente foram lançados depois que o homem ameaçou o mundo com as bombas atômicas.
Na página 218 do livro é possível encontrar um relato sobre esta região de Santa Catarina:
“Um dos primitivos colonos alemães de Santa Catarina, no Brasil, escreveu e publicou um livro em alemão antigo, tratando do Mundo Subterrâneo e baseando-se para isto em informações dos índios. O livro descreveu a Terra como sendo oca, com um sol no seu centro. O interior da Terra foi dito ser habitado por uma raça de frugívoros, livres de doenças, e de vida muito longa. Este Mundo Subterrâneo, o livro afirmava, era ligado à superfície por túneis, que se abriam principalmente em Santa Catarina e regiões limítrofes do sul do Brasil”. Em seguida, Bernard fala que este autor dedicou quase seis anos de investigação aos estudos dos túneis misteriosos que entrelaçam o estado, construídos provavelmente por uma raça antiga que queria alcançar as cidades subterrâneas. E complementa: “Numa montanha, perto de Joinville, o canto coral dos homens e mulheres atlantes tem sido ouvido repentinamente – também o ‘Canto do Galo’, que é a indicação da existência da abertura de um túnel que conduz a uma cidade subterrânea. O canto não é produzido por um animal, mas provavelmente por alguma máquina”.
Segundo Mirabel, o autor do livro faleceu em Joinville. Referente aos seus relatos, a pesquisadora conta que foi conversar com antigos moradores da região, os quais também relatam sobre as possíveis cavernas.

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O que eles dizem  por aqui

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Luiz Prestes Junior, presidente do Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina

Conforme Luiz Prestes Junior, presidente do Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina, há muitas teorias com relatos de civilizações antigas de que existem seres vivendo no centro da Terra. Ele acredita que possam sim existir túneis ou bolsões em baixo da terra e afirma que o número de avistamentos de naves que entram e saem da áua, no caso o mar, e de montanhas é grande.

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Helias Barros Correa, morador da Vila da Glória

Segundo Helias Barros Correa, morador da Vila da Glória, comunidade pertencente ao município de São Francisco do Sul, existe uma lenda onde dizem que um galo canta a noite em cima do morro, por isso recebeu o nome de Cata Galo. Para ele isso não passa de histórias para que as pessoas preservem o meio ambiente e não subam no morro a qualquer hora, mas: “histórias fazem parte do folclore e precisam ser levadas pra frente”. Segundo ele, na década de 40 um alemão ficou meses pesquisando a região e suas histórias.

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João Gonçalves Batista, mais conhecido como Jango,
nasceu na região do Canta Galo

João Gonçalves Batista, mais conhecido como Jango, nasceu na região do Canta Galo e também lembra algumas lendas. Alguns barulhos a noite os incomodavam: “Antigamente tinha um assovio que passava a noite, diziam que era para avisar que ali tinha ouro”. Ele recorda que sua mãe contava histórias que os donos das terras enterravam ouro e, ao lado, um negro para cuidar do tesouro. “O assovio seria do negro para mostrar onde está o ouro e se libertar”, conta. Outra coisa que diziam é que na região havia lobisomem: a noite os cachorros avançavam e brigavam muito, mas eles não viam nada.
Em relação ao morro, Jango afirma que nunca foi lá, mas os filhos já subiram e viram que existe um túnel depois de uma gruta. Ele conta também que quando pescava à noite na Baía da Babitonga, às vezes via uma luz que saía dali em direção ao morro.
“Algumas pessoas falavam que era o Boi Tatá, outros que era sinal de ouro, mas não sei realmente o que é”, diz. O que Jango tem certeza é de que tudo isso, todas as magias e mistérios da natureza (presentes em todas as coisas lindas que existem), são obra de Deus, mesmo não sabendo como foram feitas.

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José Scussel, responsável pela pousada Monte Crista. (in memorian)

Em relação ao Monte Crista, José Scussel, responsável pela comunidade que beira a montanha, fala que o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo constatou que nesta região não existem cavernas pela formação geográfica, mas que a escadaria do Morro antecede a época Colombiana.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 25 – Fevereiro/2015