Um lar para chamar de ‘nosso’

Do interesse em comum pela engenharia civil nasceu a história de Stéfanie Liara Cristine e Jonatha Aguiar, de Itapoá (SC). Há pouco mais de um ano, o casal de engenheiros vivia um turbilhão de emoções simultâneas: a chegada do primeiro filho e a experiência de construção.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Além da experiência com a construção, o casal de engenheiros pensou em otimizar espaços na casa.

Stéfanie e Jonatha se conheceram na UniSociesc, em Joinville (SC). Naquele tempo, ambos estudavam Engenharia Civil. Mais tarde, passaram a trabalhar juntos no escritório Aguiar & Carvalho Engenharia, em Itapoá, onde Jonatha é sócio. Com o passar do tempo, perceberam que tinham afinidades além da engenharia – o que acabou, ou melhor, começou em namoro.
Era setembro de 2016, Stéfanie e Jonatha eram namorados e moravam com os pais, até que foram surpreendidos com a notícia de que ela estava grávida. “Como todo casal, também conversávamos sobre morarmos juntos quando nos sentíssemos prontos”, contam, “mas a vida mudou nossos planos e, desde que soubemos que teríamos um filho, passamos a planejar a vida a três”. Felizmente, Jonatha já possuía um terreno no bairro Itapoá, que de possibilidade de negócio passou a possibilidade de lar.
Tendo em mente que iriam construir uma casa no terreno, Stéfanie e Jonatha foram em busca de recursos financeiros. Para tanto, usaram suas economias, receberam ajuda dos pais e de uma herança de família. “Nós podíamos ter financiado ou parcelado a construção, mas por conta do bebê, optamos por não deixar muitas pendências, pois poderíamos precisar de dinheiro em emergências de saúde e afins”, contam Stéfanie e Jonatha, que já pensavam no melhor para o filho antes mesmo de seu nascimento.

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A experiência
Uma edícula em alvenaria, ou seja, uma casa pequena, localizada no fundo do terreno, com sala, cozinha e lavanderia integradas, quarto e banheiro, que comportasse o casal e o bebê, lhes proporcionasse conforto e segurança e, ainda, que fosse planejada cogitando uma ampliação – esse era o desejo dos papais de primeira viagem. Enquanto Jonatha foi o autor do projeto, um construtor responsabilizou-se pela obra, que iniciou em abril de 2017.
Para Stéfanie, este período foi um frenesi de emoções, já que vivia os dias de construção e também de gestação. Sobre a ansiedade, ela responde: “Estava bastante ansiosa, mas pude ficar mais tranquila em relação à casa e me dedicar mais à gestação, pois Jonatha assumiu a obra e sei de seu capricho e profissionalismo”.
Enfim, o pequeno Bernardo nasceu no mês de junho, quando a construção estava a todo vapor. “Foi uma alegria para nós e nossas famílias. Durante seus primeiros meses de vida, continuei na casa de meus pais com o bebê, enquanto Jonatha dormia na casa de seus pais, se dividia entre nossa família e a obra. De certa forma, isso nos deixou aliviados, pois deixamos de lado daquela pressão de concluir a casa antes do nascimento do Ber, e pudemos deixar tudo pronto, do nosso jeitinho e no nosso tempo”, comenta a mamãe Stéfanie.
Mais que construir, o casal também mobiliou toda a casa com móveis novos e planejados. A disposição dos móveis foi pensada com muito cuidado pelo casal, como, por exemplo, a estante no alto, para que não ficasse ao alcance do bebê, e o balcão da cozinha, com encaixe para cadeira de criança.
Com exceção da cerâmica, que Jonatha teve a oportunidade de comprar direto de fábrica, e dos acabamentos elétricos, que foram comprados pela internet, todo o restante do material para a casa e da mobília foi comprado em Itapoá. “Nós moramos aqui, trabalhamos aqui, vamos criar nosso filho aqui e, por isso, achamos muito importante priorizar a compra aqui, em comércios locais”, diz Jonatha.
Ele, que está prestes a se formar e já possui bastante experiência na área de construção civil, conta que tomou certos cuidados para obter conforto e funcionalidade em espaços reduzidos. Na cozinha, optou pelo canto alemão, móvel que normalmente possui formato em L, criado para otimizar o espaço compactado da sala de jantar de uma forma diferenciada. Já na área externa, projetou um pergolado de madeira coberto com policarbonato – opção com bom custo-benefício para utilizar como garagem e extensão da área de lazer, onde os amigos do casal costumam fazer churrascos.
A mudança aconteceu, de fato, no dia 30 de dezembro de 2017, em plena alta temporada, e simbolizou muitas coisas: a saída de Stéfanie e Jonatha da casa dos pais, o sonho realizado de ter sua própria casa e o início de uma nova família.

Lar, doce lar
Antes que a obra fosse concluída, Stéfanie e Jonatha pensavam logo na reforma de ampliação, mas, hoje, morando na casa relativamente pequena, percebem que estão felizes, confortáveis e seguros assim. “Nosso Ber está com um ano e dois meses e já não depende de nós como antes, quando recém-nascido. Estamos vivendo uma fase muito boa e queremos aproveitá-la ao máximo”, comentam.
Com base em sua experiência, o casal recomenda àqueles que desejam construir, mas não têm recursos financeiros para a ‘casa dos sonhos’, que priorizem o necessário na construção, mas pensem em um projeto a longo prazo, que possa ser ampliado. E, como um bom casal de engenheiros, ressalta a importância de um profissional de Engenharia Civil que, além de ter responsabilidade sobre a obra, oferece assessoria, soluções inteligentes e inovadoras.
Recentemente, o lar ganhou um novo integrante: um filhote de cachorro, da raça buldogue francês, para ser o companheiro de Bernardo. Enquanto essas palavras estavam sendo redigidas o filhotinho ainda não havia recebido um nome, mas certamente trará ainda mais alegrias ao lar que Stéfanie, Jonatha e o pequeno Ber chamam de ‘nosso’.