Artesã encontra bem-estar e infinitas possibilidades nas conchas da praia

Vera Lúcia da Roza, de 62 anos, sofria de depressão e, em busca de qualidade de vida, mudou-se para o município litorâneo de Itapoá. Mas ela não contava que, além de saúde e bem-estar, as areias itapoaenses iriam lhe presentear com as conchas, matéria-prima que serve de base para seu artesanato e, também, para sua cura.

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Vera Lúcia da Roza Bonecas, flores, aves, todos feitos com conchas.

Nascida e criada na cidade de Joinville (SC), há cerca de dez anos Vera mudou-se para o município de Itapoá. “Eu sofria de depressão e, ao procurar um médico, este me orientou a buscar mais qualidade de vida”, recorda. Assim, Vera passou a morar próximo à praia e ocupar o tempo livre com o artesanato. Nas areias itapoaenses, começou a recolher conchas e, com as mesmas mãos que as recolhiam, criou uma infinidade de artesanatos.

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Das mãos de Vera Lúcia surgiram móbiles, flores, vestidos de bonecas, anjos, barquinhos, grutas e uma série de objetos decorativos – todos eles feitos com as conchas das praias de Itapoá e originários da mente criativa da artesã. Mas o amor pelas conchas está nítido, especialmente, em seu muro e nas paredes externas de sua casa, onde Vera cobriu com milhares delas. Hoje, a casa coberta com conchas, situada na região da Barra do Saí, chama a atenção dos transeuntes e é motivo de orgulho para a senhora que tratou a depressão com o artesanato.

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Para Vera, o momento de criação é como uma terapia, um exercício de paciência e autoestima. Além do universo das conchas, também trabalha com feltro e tem uma outra paixão: caminhar na beira da praia e contemplar a exuberante Itapoá, que tanto lhe faz bem.
Participante ativa das feiras de artesanato do município, especialmente as feiras realizadas próximas ao Porto Itapoá, a artesã tem a pretensão de que aconteçam feiras de artesanato também em sua comunidade, na Barra do Saí. “Nós, artesãs, apresentamos nossos trabalhos para o público que está presente nas feiras, sejam eles moradores ou turistas. Mas nem todos têm condições de se deslocar até uma delas, por isso é muito importante que estes eventos sejam itinerantes, ou seja, transitem por diferentes regiões”, fala.

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Sempre presente nas feiras e nas caminhadas na areia em busca de conchinhas, Antônio da Roza era marido de Vera, seu grande parceiro e principal incentivador de seu trabalho. Por conta de uma grave doença, há cerca de dois meses Antônio veio a falecer e, hoje, é no artesanato de conchas que Vera busca preencher o vazio deixado pela perda do amado.
Amante da criação e da natureza, a “artesã das conchinhas” ainda revela um sonho: “ter um espaço fixo onde eu possa expor meus artesanatos”.
De maneira espontânea, a praia de Itapoá mudou o rumo da vida da aposentada dona Vera, que, hoje, encontrou à beira-mar o material perfeito para ocupar o tempo livre, obter renda extra, curar a dor e a saudade.

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Para conhecer melhor a artesã Vera e seus artesanatos em concha, entre em contato com ela através do número 47 99272-4914.