Ufologia e a vida fora da Terra

Há vida fora da Terra? Essa é uma das perguntas mais difíceis do mundo e, a cada dia, a ciência encontra novas respostas para tal.
Motivados por essa pergunta, conhecemos a história e os estudos de Luiz Prestes Junior, morador do município de Itapoá (SC), ufólogo e presidente do GPUSC (Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina).

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Luiz nasceu em Curitiba (PR) e morou parte de sua infância na cidade de Morretes, no litoral do Paraná. Quando criança descobriu a paixão pelo universo e sonhava em ser astronauta.
Ainda na infância, seus pais lhe presentearam com um pequeno binóculo. Então, Luiz ficava por horas a olhar o céu através do binóculo. Até que, certa vez, aos 12 anos de idade, avistou um objeto no céu do litoral paranaense: “Era um objeto circular que se assemelhava a um disco voador. Lembro-me que fiquei extasiado com aquilo. Corri contar para meus pais, que não acreditaram muito em mim, mas não mediram esforços para que me aprofundasse cada vez mais no assunto”. A partir daquele dia, a vida de Luiz mudou por completo.

Complexo ALMA - Deserto do Atacama - Chile
O ufólogo Luiz explorando o Complexo ALMA, no Chile.

Primeiras experiências
Com o passar dos dias, Luiz pesquisava mais e mais sobre OVNIs (Objetos Voadores Não-Identificados). Logo aos 13 anos de idade, leu diversos livros científicos, e conheceu uma palavrinha que mudaria a sua vida: ufologia, o estudo de todas as hipóteses, evidências ou registros visuais dos UFOs (sigla de Unknown Flying Objects, que significa Objetos Voadores Desconhecidos).
Ele recorda que ‘devorava’ livros e revistas de ufologia, que seus pais compravam pelos Correios ou na banca de jornal. Mas uma das atividades favoritas do jovem Luiz era trocar correspondências a fim de debater o assunto com escritores e pesquisadores do fenômeno UFO.
Aos 17 anos de idade, enviou uma carta para a NASA, contando sua história, suas dúvidas e teorias acerca da vida fora da Terra. Para sua surpresa e alegria, a organização americana retornou a correspondência, e Luiz recebeu de presente um material da NASA destinado à exploração espacial. Todo o material era escrito em inglês e, especialmente para traduzir o conteúdo, Luiz realizou um cursinho para aprender a língua.
No ano seguinte, já residindo na capital paranaense, passou a participar assiduamente de um grupo de estudos de ufologia por cerca de três anos. Em 1997, época em que os computadores ainda eram pouco acessíveis, Luiz escolheu um computador em vez de um carro – tamanho era seu amor pelas pesquisas no ramo da ufologia. Com anos de expertise, sua paixão pela vida fora da Terra o levou a muitos lugares e fez com que conhecesse muitas pessoas na área. Quando o assunto é OVNIs e seres extraterrestres, Luiz Prestes Junior é a pessoa ideal para passar horas a fio buscando informações, conhecendo dados e pesquisas, e escutando relatos – com os olhos brilhando e muito embasamento e entusiasmo.

Pesquisa de Campo - Itapoá
Luiz durante uma pesquisa de campo no município onde mora, Itapoá (SC).

Currículo
De lá para cá, Luiz presenciou outros avistamentos, dedicou-se incansavelmente à ufologia e criou um portal online para divulgar relatos de avistamentos, contatos e casos de abdução. Até hoje já foram mais de 500 congressos, palestras e cursos na área. Dentre eles, ele comenta a experiência que mais lhe marcou: uma palestra onde teve a oportunidade de trocar conhecimentos com cosmonautas russos.
No ano de 2008, mudou-se para o município de Itapoá, onde ajudou a criar o GPCUI (Grupo de Pesquisa Científica e Ufológica de Itapoá). Depois de investir em equipamentos de astronomia, como telescópio profissional e câmera digital destinada à astrofotografia, viajou para o Deserto do Atacama, no Chile, especialmente por este ser um dos melhores locais do planeta para observar o céu. Ainda, realizou um curso de redação para aprimorar seu trabalho de divulgação de relatos na internet, e especializou-se em pesquisas ufológicas de campo.

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Caderno de Registro de Observações, utilizado
por Luiz em suas primeiras observações do céu.

Em 2012, foi convidado a gerenciar o GPUSC (Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina), um dos grupos mais atuantes em Santa Catarina, com um banco de dados de mais de 800 relatos de avistamentos e casos de abdução a serem estudados. Ele ainda presta consultoria para mídias como Massa News, RICTV e Diário Catarinense.
O grupo de pesquisa local, GPUSC, surgiu há nove anos, estuda todos os fenômenos da região e se reúne uma vez por mês. São pesquisadores de diferentes cidades, cada um com uma função específica. Sendo o atual presidente, Luiz conta que as informações e relatos sobre os fenômenos ocorrem de duas formas: recebem ligações e e-mails e vão atrás de moradores ou frequentadores das regiões citadas.

Pesquisa de Campo - Bom Jardim da Serra
Luiz é ufólogo e especializado em pesquisa de campo. Na imagem, durante uma pesquisa no município de Bom Jardim da Serra (SC).

Mais sobre a ufologia
Não existe universidade alguma que dê diploma válido de pesquisador do fenômeno UFO e ninguém se gradua em Ufologia. Mas Luiz conta que alguém que dedica sua vida à ufologia fará algo mais do que ler livros ou devorar vídeos sobre fenômenos. “O pesquisador do fenômeno UFO encara de maneira autodidata tarefas de investigação, compilação ou estudos relacionados ao assunto sem se importar com o método ou enfoque particular. É aquele que se comunica com outros denominados ufólogos, de forma que passa a integrar uma comunidade que discute temas afins”, explica o ufólogo, também apaixonado por trekking e montanhismo.
Conforme Luiz, a ufologia se divide em dois grupos: ufologia científica e ufologia mística/esotérica. A sua favorita é a ufologia científica, aquela que através da racionalidade e análise física e objetiva de evidências (como fotos, relatos pessoais, filmes e marcas de naves no solo) desenvolve pesquisas com base em metodologias aceitas na área acadêmica. Já a ufologia mística tem como base a espiritualidade e a filosofia para explicar as manifestações dos UFOs, ou seja, essa linha de pesquisa apoia-se na telepatia, psicografia, instituições sensitivas, viagens astrais, etc.

Marcas de suposto local de pouso de um ovni - Garuva
Marcas de um local onde supostamente posou um OVNI (Objeto Voador Não Identificado), em Garuva (SC).

O ufólogo ainda explica a diferença entre avistamentos e abduções. Os casos mais comuns são os avistamentos, quando os relatores observam fenômenos no céu, podendo ser naves circulares, triangulares ou de outros formatos. Já no caso da abdução o indivíduo é raptado de forma ofensiva, levado para dentro da nave contra a sua vontade e muitas vezes realizado diversos tipos de experiências. Apesar de haver dezenas de registros de contatos não traumáticos para com o abduzido, a maioria só pode ter suas histórias contadas com uso de hipnose regressiva, técnica médica que resgata informações no inconsciente das pessoas.
Com base em todos os seus anos de estudos e pesquisas, o ufólogo conta que a discussão sobre a Terra ser o único local com vida conhecida no universo ficou em segundo plano. “Hoje, a principal questão é quando os seres extraterrestres farão o primeiro contato oficial com a humanidade”, conta Luiz, um apaixonado pela vida além da Terra.

Entrevista para History Channel
Em Itapoá, Luiz concedendo entrevista para a série De Carona com os OVNIs, do History Chanel.

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Mais registros de avistamentos enviados por testemunhas. À esquerda, em Joinville (SC),
e à direita, em Itapoá (SC). (Créditos: Arquivo GPUSC)

Confira o site do Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina: http://www.gpusc.com ou escreva para contato@gpusc.com

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