Cuidados com às águas vivas e caravelas

Desde o início do verão da temporada 2019-2020 (22 de dezembro de 2019), registramos um total de 4.683 lesões causadas por águas vivas e caravelas na área do 7o Batalhão de Bombeiros Militar, que abrange desde Itapoá, ao norte, até Itajaí, ao sul do Batalhão.

A praia que apresenta o maior índice de lesões por águas vivas e caravelas são as praias de São Francisco do Sul, no norte do estado catarinense, seguido de Itapoá e Penha. Em decorrência do clima, dos ventos e das correntes marítimas, estes seres se aproximam da costa e podem causar lesões nos banhistas que acabem em contato com elas.

O maior cuidado que devemos ter ao chegar na praia, no que tange às águas vivas e caravelas, é verificar se no posto de guarda-vidas existe uma bandeira lilás hasteada, o que indica a presença destes seres na praia. Tal consulta também pode ser realizada pelo aplicativo Praia Segura, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para orientar o cidadão. Ainda, o banhista também pode observar a praia e verificar se existe alguma água viva ou caravela na orla, um forte indício de sua presença no mar.

Mas caso o banhista venha a ter o contato com uma caravela, ele deve se direcionar para um dos postos de guarda-vidas e cumprir as seguintes orientações:

Não coçar o local, não esfregar e lavar com água doce, somente com água do mar;
Tirar os cnidocistos com cuidado, usando uma pinça;
Aplicar o vinagre de uso doméstico na zona afetada para evitar que os outros cnidocistos dos tentáculos que ainda não deram sinal , o dêem, usando de preferência uma gaze e sem comprimir o local;
Para o alívio da dor, recomenda-se o uso de compressas de gelo;
Caso a pessoa desenvolva uma reação alérgica, deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade hospitalar para devido tratamento.

Quando os segundos contam, conte com a gente!
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

Tenente BM João Ricardo