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Revista mensal, com conteúdo próprio, entregue em expositor próprio nas cidades de Itapoá -SC e Guaratuba - PR.

Monte Crista: rico em histórias e paisagens

Ana Beatriz Machado
Em suas encostas, em um caminho colonial chamado de Três Barras, está a trilha que leva ao Monte Crista, a montanha mais popular da região, na Serra do Quiriri, localizado entre SC e PR o acesso é através do município de Garuva – SC. De acordo com Ademir Sgrott, integrante da Associação Joinvilense de Montanhismo (AJM), este caminho foi construído pelo Império Brasileiro no século XVIII, para servir de acesso ao planalto de Curitiba.
É um caminho calçado com rochas, construído sobre antigas trilhas dos povos pré-colombianos – conhecidas como Peabirus, ou caminhos limpos – que foi utilizado como rota comercial durante anos, tendo como período áureo entre 1870 e 1911. Diversas lendas povoam o lugar, versam sobre tesouros enterrados pelos jesuítas, atribuindo a eles, erroneamente, a construção do referido caminho e também acessos pelas fendas ao interior da terra, como menciona o livro “A Terra Oca” de Raymond Bernard.
Além do patrimônio histórico, o Monte Crista possui um grande patrimônio natural e paisagístico, proporcionado pela exuberante beleza da floresta, campos de altitude, rios, cachoeiras e as diversas formações rochosas que são a sua identidade. Ademir conta que o nome “Monte Crista” deriva de sua forma semelhante a uma crista de galo, detalhe esse visualizado quando se está na rodovia BR-101, na região de Garuva, sentido norte-sul ou de alguns locais do município. Próximo ao seu ponto culminante há uma formação rochosa, semelhante a um homem sentando, chamado por seus visitantes de “vigia”, “guardião” ou mesmo “homem sentado”. Em sua trilha, há também um antigo mapa indecifrável, feito provavelmente na época da construção do caminho; atualmente, este mapa foi alterado por vândalos.
Partindo do caminho que segue em direção ao interior da serra, há diversos locais para acampar e coletar água. “É bom lembrar aos visitantes não façam suas necessidades próximas a esses pontos, pois poderá alterar
a qualidade da água”, diz Ademir. Nas proximidades dos acampamentos, existem piscinas naturais e cachoeiras do rio Três Barras – ótimas opções para os dias mais quentes e também para repor as energias após uma longa caminhada, pois suas águas são sempre gélidas.
Para subir o Monte Crista, Ademir recomenda levar uma pessoa que já conheça a trilha. “A trilha é extensa, porém, não muito íngreme. Ela começa praticamente no nível do mar, atravessando uma floresta úmida e densa, que perde sua opulência com o ganho de altitude, chegando à região do cume, onde predominam campos”, conta Ademir. Vale ressaltar que os campos de altitude têm vegetação suscetível a queimadas, portanto, é preciso evitar o corte de vegetação para as fogueiras, para diminuir a probabilidade de incêndios indesejáveis. Recomenda-se o uso de fogareiros.
Do cume, Ademir conta que a vista é majestosa, sendo possível avistar a Mata Atlântica em suas encostas, vales verdejantes e árvores centenárias, onde correm o Rio Três Barras e o Rio da Crista – com suas cascatas despencando do alto, lajes de granito e pequenos lagos de águas geladas e cristalinas. Também é possível avistar a região de Caiobá, em Matinhos – PR, Itapoá – SC, Joinville – SC e São Francisco do Sul – SC.
Para os montanhistas mais experientes, a partir do Monte Crista, há um grande leque de opções para a realização de travessias pelos campos da serra com distâncias e durações variadas, como travessias pela Serra do Quiriri, saindo no Morro Garuva, cume do Bradador, ou no Morro da Tartaruga. Há ainda a possibilidade de estender estas travessias até o morro do Araçatuba, na Serra da Papanduva, já no estado vizinho do Paraná.
Para a realização das travessias, Ademir alerta que é necessária a autorização dos proprietários dessas terras, por isso, o visitante deve ir com alguém que já conheça o local, pois esta pessoa já tem esses contatos. “Também é preciso um conhecimento e uma logística bem apurada do lugar, de técnicas de orientação e meteorologia, pois quando o tempo fica com neblina, o montanhista perde totalmente a referência”, fala. Equipamentos como bússola, GPS e mapa, além de equipamentos, vestimentas e mantimentos para o trekking (caminhada) são indispensáveis nessa aventura, uma vez que se sai do nível do mar e vai até 1500 metros, e as condições climáticas sofrem variações bruscas. Recomenda-se para os
novatos realizar o famoso bate-volta, para se ambientar com a trilha quando retornar para acampar, mesmo indo com um caminhante experiente. Independente do objetivo de chegada do caminhante ao Monte Crista, Ademir recomenda: “É um local rico em histórias e paisagens e, por isso, deve ser visitado ao menos uma vez na vida”.

Mais informações sobre Monte Crista
Onde fica: Serra do Quiriri, em Garuva – SC
Primeira ascensão: Não há registro (provavelmente os índios)
Altitude: 967 m
Desnível: 940 m
Comprimento linear da trilha: Aproximadamente 10 km
Duração: 2h30m a 5h
Temporada ideal: Inverno
Como chegar: O acesso é feito pela BR-101, onde existe um posto de pesagem da PRF, no primeiro retorno de quem, vem de sul para o norte passando a ponte do rio Três Barras, primeira entrada a direita – indo até o quiosque do Sr. Harry Nagel, distante 2,4 km, local onde a AJM realiza na páscoa o controle educativo dos que vão ao cume.

Asplamb: Projetos de qualidade, ética e conscientização ambiental

 

Ana Beatriz Machado

     Visando elaborar projetos práticos e eficazes, reduzindo os impactos ao meio ambiente e visando o crescimento com equilíbrio, surgiu em Itapoá-SC a Assessoria e Planejamento Ambiental & Associados, a Asplamb Serviços Ltda. Com uma equipe multidisciplinar que trabalha com construção civil, consultoria e elaboração de projetos ambientais, e segurança do trabalho, a Asplamb presta serviços de excelência e é, hoje, referência no norte de Santa Catarina e sul do Paraná.

A história da empresa começou na cidade de Curitiba-PR, em 2007. Já no ano de 2010 a Prefeitura Municipal de Itapoá contratou a Asplamb para desenvolver alguns projetos e serviços e, desde então, a empresa se estabilizou no município litorâneo. De acordo com a bióloga Jéssica Holz, do Meio Ambiente da Asplamb, a principal dificuldade no início da empresa em Itapoá foi introduzir a importância dos serviços oferecidos à cultura local. “Dentro de nosso quadro de serviços, montamos toda a documentação necessária para atender as auditorias dos órgãos fiscalizadores, como Instituto Ambiental do Paraná (IAP), a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) e a vigilância sanitária. Assim que chegamos ao município, muitos desconheciam a necessidade das referidas licenças, por isso, tivemos de realizar um trabalho minucioso de direcionar o olhar de nossos clientes para isso”, explica.

Atualmente, a equipe da Asplamb é composta por: Alan Gleison Bauer, sócio da empresa e Diretor Geral da Construção Civil, Edson de Avila, Diretor Geral da Segurança do Trabalho, Jéssica Holz, bióloga e responsável técnica, Darlene Cechin, estudante de Geografia e membro da equipe técnica, além de profissionais que atuam como parceiros, como geógrafos, geólogos, engenheiros e afins, integrando, assim, todas as áreas. De acordo com os sócios da empresa, o principal diferencial da Asplamb é a multidisciplinariedade de sua equipe, que consegue suprir as necessidades de vários tipos de empresas, prezando sempre o bom atendimento e a qualidade dos serviços, além da especialização dos profissionais, que estão sempre se atualizando através de cursos, eventos e notícias, para melhor atender seus clientes.

A Asplamb Serviços Ltda. tem como base três pilares: o Meio Ambiente, a Segurança do Trabalho e a Construção Civil. No campo do Meio Ambiente, a empresa realiza projetos e serviços voltados ao licenciamento ambiental e florestal, estudos de fauna e flora, recuperação de áreas degradadas, tratamento de água e esgoto, dedetização, monitoramento ambiental, etc. Já para a Segurança do Trabalho, realiza projetos e serviços como introdução à segurança, higiene e medicina do trabalho, prevenção e controle de riscos em máquinas, legislação, normas técnicas, proteção contra incêndios e explosões, responsabilidade civil e criminal, entre outros. Por fim, na Construção Civil, executa projetos e serviços de construções e reformas em geral, colocação de pisos, elétrica e hidráulica, acabamentos, pinturas, grafiatos e texturas, projetos e execução de sistema de tratamento de esgoto doméstico, etc.

Com o objetivo de estar sempre comprometida e ser parceira de seus clientes, ser referência em projetos ambientais, ter total comprometimento com o prazo e, principalmente, com a qualidade de seus serviços, a empresa, que também já desenvolveu projetos para as cidades catarinenses de Garuva, Joinville, Barra do Sul, São Francisco do Sul e para Guaratuba-PR, elabora projetos práticos e eficazes para reduzir os impactos ao meio ambiente. Atualmente, a equipe da Asplamb conta que vem executando inúmeros projetos voltados à gestão ambiental de novas empresas – consequência do rápido desenvolvimento do município de Itapoá.

Dentre os planos futuros, a Asplamb Serviços Ltda. tem a pretensão de se especializar no segmento de empresas da área retro portuária e expandir seu quadro de serviços, incluindo paisagismo e conservação, além de caminhar de acordo com o crescimento do município. Em sua página no Facebook (www.facebook.com/asplamb) é possível se aprofundar sobre seus projetos, tomar conhecimento de informações da área de licenciamento ambiental, além de curiosidades, como animais encontrados em Itapoá e região. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h, e das 13h30 às 18h, a equipe da Asplamb se encontra disponível para realizar serviços com qualidade, ética e conscientização ambiental, formando, assim, uma perfeita harmonia entre o homem e a natureza no município de Itapoá.

Na foto: Jéssica Holz, bióloga e responsável técnica e Darlene Cechin, estudante de Geografia e membro da equipe técnica.

Projeto Giroteca: Leia e compartilhe o conhecimento

Mais do que reciclar livros, a ideia é compartilhar conhecimento. Com um pouco mais de três anos, o projeto Giroteca, criado pela revista, tem mostrado bons resultados, mas quer ainda mais. A regra é muito simples: gostar de ler e de repartir boas histórias.

São cinco expositores em Itapoá, Sacolão do Pontal, Prefeitura Municipal de Itapoá, Mercado Biss, Restaurante Dona Elza, Conveniência Skina na Barra do Saí,  e três em Guaratuba, Faculdade Isepe, Panificadora Brotpão e Panificadora Chateaubriand, com livros à disposição para leitura. Qualquer pessoa pode pegar um livro, deixar outro ou optar por uma única opção, o importante é lembrar que outras pessoas também podem conhecer aquela história e, quanto mais gente lê, mais importância o livro ganha.

O lugar de um livro é nas mãos de um leitor. Nada de pó de estante, caixa no armário e muito menos na lixeira. Livro é sinônimo de educação e conhecimento e, como bons letrados, sabemos que conhecimento nunca é demais e ele nunca estaciona, todos os dias surgem novas coisas para aprender.

Nos finais de semana, feriados e férias, o que aumenta é a curiosidade dos visitantes. Tturistas de diferentes cidades perguntam se os livros estão à venda ou se podem emprestar também. Há quem passa de vez em quando, mas também tem os leitores cativos.

Vanderlei Jardim é um deles. Há seis meses em Itapoá, já leu vinte livros desse único expositor. Como sempre gostou de ler, uniu o tempo livre para conhecer novas histórias. Segundo ele, ali aparecem livros dos mais variados gêneros, mas os seus preferidos são de histórias de espionagem que, para ele, exercitam a mente. “Aqui li toda a série de livros ‘Implacáveis’, entre outros muito bons”, conta.

O leitor já conhecia um projeto parecido nas linhas de ônibus de Curitiba e parabeniza a ideia. “É um projeto muito bom, desde que a pessoa não deixe os livros em casa. É preciso devolver e compartilhar novos livros”, afirma. Por enquanto, ele lamenta o fato de não estar com os livros em Itapoá para a doação, mas garante que devolve todos que empresta.

A consciência de devolução e de novas doações deve seguir a mesma linha do empréstimo. Participe dessa campanha de incentivo à leitura, de compartilhamento de conhecimento. Empreste, leia, devolva e doe!

Porto Itapoá é escala do maior navio de contêiner operando em águas brasileiras

Atracou em Itapoá no dia 27 de maio o navio Hyundai Loyalty, o maior porta-contêiner a operar em portos brasileiros. Com 340 metros de comprimento e 46 metros de largura, a embarcação do armador Hyundai Merchant Marine (HMM), tem capacidade total de armazenagem de 8,6 mil TEUs.

O Hyundai Loyalty compõe o serviço Ásia/América do Sul, e chegou ao Brasil na segunda semana de maio e, por suas dimensões, operou em poucos portos brasileiros, incluindo o Porto Itapoá.

“O Porto Itapoá é um terminal completo e preparado para receber os maiores navios que operam na costa brasileira. Além da infraestrutura, podemos contar com as condições naturais da Baía da Babitonga, com águas calmas e profundas, proporcionando um alto nível de segurança na operação de navios deste porte”, relata o Diretor Comercial do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo.

 

O Porto Itapoá começou a operar em junho de 2011 e hoje é o sexto maior terminal de contêineres do País, segundo a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Somente no primeiro trimestre deste ano, o Terminal registrou um aumento de 40% no volume das importações, comparada com o mesmo período de 2016. Uma das mais expressivas altas do mercado. A exportação também registrou alta de 17,2% neste período.

Vale destacar que o Porto Itapoá iniciou suas obras de expansão em outubro de 2016. O projeto prevê a ampliação da área do porto dos atuais 150 mil m² para 450 mil m². A capacidade de movimentação, ao final da expansão, deve ser quatro vezes maior, dos atuais 500 mil TEUs movimentados por ano, para cerca de 2 milhões de TEUs.