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Revista mensal, com conteúdo próprio, entregue em expositor próprio nas cidades de Itapoá -SC e Guaratuba - PR.

Itapoá em arte e pelas lentes de uma itapoaense

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Um surfista a caminho do mar, o nascer do Sol, o vai-e-vem das ondas e a dança das nuvens no céu itapoaense são cenas que enchem os olhos (e o cartão de memória) de Chaiana Monique Müller (25).
Fotógrafa, surfista e caiçara de Itapoá (SC), Chaiana produz fotografias Fine Art, um trabalho autoral pautado nas suas experiências pessoais e inquietações. Seu desejo é provocar diferentes sensações aos espectadores e enaltecer a beleza de Itapoá.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Chaiana nasceu em Canoinhas (SC), mas mudou-se para Itapoá com a família quando tinha apenas dois anos de idade. Foi no município litorâneo ao Nordeste de Santa Catarina que cresceu, viveu bons momentos e, aos 15 anos, descobriu uma de suas grandes paixões: o surf.
“Na época, era uma menina bagunceira, e o surf me ajudou a ser mais atenta e consciente, a me alimentar melhor, dormir melhor e dar valor às pequenas coisas da vida”, conta. Foi na Terceira Pedra, em Itapoá, que aprendeu a surfar – e é lá que continua sendo seu pico favorito.
Em 2011, aos 17 anos, Chaiana, ao invés de cursar uma faculdade, optou por fazer um intercâmbio e, aos 18, embarcou para Austrália – uma das experiências mais transformadoras de sua vida. “Fui sozinha, na cara e na coragem. Vivi um intercâmbio de sete meses na Austrália, onde pude aprender uma nova cultura”, conta. De volta ao Brasil, morou em Curitiba (PR), onde realizou um curso técnico e formou-se em Turismo no ano de 2013. Com saudade da vida simples e da brisa do mar, retornou a Itapoá e chegou a morar durante certo tempo na Ilha do Mel (PR).
Já em 2017, sentiu que precisava aprender algo novo. “Costumo dizer que não escolhi a fotografia, a fotografia me escolheu. Acredito que todos nós temos um dom, uma missão. Quando encontrei a fotografia, encontrei minha essência”, conta. Era uma quarta-feira de cinzas quando Chaiana juntou suas economias e partiu para Florianópolis (SC) com o objetivo de cursar Fotografia. “Foi tudo muito rápido e intenso. Aluguei um quarto em Floripa e na segunda-feira já estava em sala de aula estudando”, recorda.

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O curso
Quando se matriculou em Fotografia, Chaiana imaginou que seria um curso relativamente fácil, mas surpreendeu-se: “a fotografia é desafiadora, cheia de aprendizados, erros e acertos, e ao mesmo tempo apaixonante”.
No curso, estudou fotografia de moda, publicidade, fotojornalismo, entre outros. Realizou um estágio na Prefeitura Municipal de Florianópolis, na área de fotojornalismo, o que oportunizou a ela grandes aprendizados e conhecer profissionais renomados do ramo. “Dentre as pessoas especiais que conheci, está Cristiano Andujar, fotógrafo, formado em Jornalismo e um excelente profissional. Aprendi muito com ele e tive muita sorte em tê-lo como mentor”, acrescenta Chaiana, que durante os estudos também trabalhou ao lado de lendas do surf, como Jacqueline Silva e Teco Padaratz.
Enfim, em 2019 formou-se em Fotografia pela UNIVALI de Florianópolis. “Para mim, a fotografia é uma forma de emprestar meu olhar a outras pessoas, com o propósito de entregar aquilo que nem elas sabiam que existia. Acho que os artistas fazem isso, encontram respostas para perguntas que nem sabíamos que existia”, comenta.

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De volta às raízes
Com facilidade para adaptar-se de uma cena para outra, Chaiana já fotografou casamentos, trabalhou com fotografia social, fotografia publicitária e fotojornalismo. “Estou sempre me adaptando ao ambiente em que estou, aos equipamentos que tenho em mãos e procuro sempre captar o melhor daquilo que sinto”, diz.
De volta a Itapoá, ela diz: “Itapoá sempre foi meu quintal de casa! Sou caiçara, adoro andar com os pés descalços até a praia, reencontrar amigos de infância, acordar cedinho para ver as ondas ou como está o tempo. Itapoá nos proporciona simplicidade e isso é muito bonito”.
Inspirada pela cidade onde cresceu, Chaiana passou a fotografar as belezas de Itapoá e o lifestyle de surfistas da cidade. “Meu desejo é compartilhar mais que fotografias turísticas, mas, também, provocar diferentes sensações no espectador. Tem tanta gente que ama Itapoá, então por que não devolver esse amor à altura?”, fala a fotógrafa, que gosta de capturar o balanço do mar e as paisagens ao redor.
Para ela, fotografar em Itapoá tem lá suas peculiaridades: a calmaria, simplicidade, quietude, as tonalidades, a beleza das ondas em um dia flat ou de swell, itapoaenses sorrindo, andando de bike cedinho pela praia – todas as pequenas coisas se tornam cenas. “Espero que as pessoas se sintam tocadas por este lugar e que, ao verem uma de minhas fotografias, sintam-se mais próximas da praia. Ou, ainda, desejo despertar o olhar de quem não conhece este pedacinho de paraíso”, diz.
A fotógrafa que é caiçara de Itapoá confessa que se entristece quando pessoas desvalorizam o potencial da cidade. “Itapoá é uma cidade nova, está engatinhando e deve ser olhada com mais carinho pelos políticos, turistas, veranistas e também moradores. São poucas as cidades do Brasil onde as belezas naturais ainda são preservadas e as crianças podem brincar na rua sem medo. É preciso dar valor a isso”, afirma.

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A arte de fotografar
Nas palavras de Chaiana, “fotografia é técnica, mas também é repertório visual”. Viajar, surfar, ficar por dentro do mundo da moda e lifestyle, ouvir músicas, assistir vídeos e acompanhar o trabalho de outros fotógrafos são meios que a fotógrafa utiliza para ampliar seu repertório.
Na fotografia, ela tem como referências os fotógrafos Annie Leibovitz (foi fotógrafa da revista Rolling Stone e depois migrou para a fotografia de moda), Cristiano Andujar (fotógrafo esportivo), Ana Catarina (fotógrafa de surf), Roberta Borges (fotógrafa, primeira campeã brasileira de surf e uma das pioneiras do esporte no país) e Diórgenes Pandini (fotojornalista e amigo).
O trabalho de Chaiana Müller é resultado de vivências, referências, atenção e uma eterna busca. “O feedback que tenho dos espectadores é que meus registros trazem paz, e isso é muito legal, porque em Itapoá vivo uma rotina de paz”, comenta.

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Fine art
Depois de muitos estudos e clicks, a artista adotou a fotografia Fine Art – uma prática da fotografia mais pautada nas experiências pessoais do autor, refletindo seus desejos, experiências e inquietações em um tom fantasioso e criativo.
Em busca de um trabalho mais autoral, Chaiana vem experimentando este universo da fotografia como fina arte e imprimindo suas fotografias na impressão Fine Art – um processo de impressão extremamente especializado dentro dos critérios que garantem preservação, fidelidade e permanência exigidos por museus, galerias e colecionadores.
O material utilizado nas impressões é o mesmo que artistas usam em pinturas. São papéis com texturas, que podem ser algodão ou alfa celulose, e as tintas são feitas de pigmentos naturais, o que permite um aspecto de pintura para a foto.
“Produzir a arte física, os quadros, tem sido apaixonante. Escolhi a dedo os papéis para impressão e as molduras das fotos, sempre mantendo a qualidade que a Fine Arte entrega. Optei por um papel específico não somente pelo efeito de pintura que dá à foto, mas também pela durabilidade, já que alguns deles chegam a durar até 200 anos, uma vez que não desbotam. E este é o interessante da fotografia Fine Art: ela entrega as melhores cores, as melhores luzes e os melhores contrastes – uma qualidade que seria impossível com impressoras simples e papel fotográfico comum”, explica a artista.
Recentemente, Chaiana Müller lançou a série “Nuvens Dançando no Céu de Itapoá” – três fotografias emolduradas que captam a beleza do céu de dezembro em Itapoá. “Escolhi este nome porque enquanto o mar estava mexido para os surfistas, o céu estava enfeitado de nuvens, e me chamou a atenção a quantidade de pássaros voando em bandos. É como se o tempo parasse quando finda a tarde só para vê-los passando…”, conta.
Os quadros em Fine Art da fotógrafa são feitos por encomenda e a moldura é a gosto do espectador. O trabalho de Chaiana Müller é para todos aqueles que amam Itapoá, desde o jovem surfista até a senhorinha que deseja ter um registro do mar na parede da sua sala de estar.

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Faça o coração vibrar
Dia após dia, Chaiana acorda cedo para ver o mar, e fica em dúvida se leva a prancha de surf ou a câmera fotográfica: “acabo levando a câmera, já que a luz da manhã é minha favorita, e o surf tem ficado para mais tarde”.
A profissional também produz outros tipos de trabalho, como fotografia de produto, fotografia empresarial, ensaios individuais e de casais, aniversários, entre outros, mas está mergulhando e se apaixonando cada vez pelo universo da fotografia Fine Art. “Tenho a pretensão de entregar à cidade de Itapoá muito mais que quadros, mas uma experiência em cores e sensações, que sensibilize todos os apaixonados pela cidade”, fala.
Às pessoas que estão iniciando na fotografia e se inspiram em seu trabalho, Chaiana diz: “Pratique, pratique e pratique! Parafraseando o fotógrafo Sebastião Salgado, ‘você não fotografa com sua máquina; você fotografa com toda sua cultura’”. Por fim, a fotógrafa e artista conclui: “Desejo que todos encontrem aquilo que faz seu coração vibrar, assim como a fotografia é para mim. Que possamos fazer de Itapoá um lugar cada vez mais colorido, criativo, cercado de boas ideias e mais encontros como esse”.

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Itapoá ‘bombando’ nas redes

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Um click estonteante da praia de Itapoá (SC); uma informação em tempo real; aquela notícia diária sobre o clima, o trânsito nas rodovias ou a segurança; a divulgação e cobertura de um evento; um anúncio de imóveis ou uma indicação de um bom restaurante. Ele está online 24 horas e presta trabalhos para milhares de internautas diariamente. Ele é Júlio Penteriche, fotógrafo e responsável pelas mídias sociais dos jornais Tribuna de Itapoá e Itapoá Notícias, e o maior divulgador do município nas plataformas digitais.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

 

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Nascido e criado em Londrina (PR), Júlio e sua família visitam Itapoá desde meados dos anos 80. Ele narra o dia em que a família conheceu o município litorâneo: “Estava uma tempestade e a única entrada para a cidade estava alagada. Para irmos do lugar onde é hoje o posto da Polícia Rodoviária Estadual de Coroados, em Guaratuba (PR), até a Rua 1710, em Itapoá, levamos em torno de seis horas. Por conta da precariedade das ruas e da condição do tempo, o carro andava e morria o tempo todo. Chegando à Rua 1710, onde mais tarde minha mãe construiria uma pousada, havia apenas uma moradora, que vivia à luz de velas, pois não havia energia elétrica”. Apesar dos contratempos daquele dia, a família Penteriche se apaixonou pelas belezas naturais e decidiu investir no local.
Júlio, que vivia em Londrina, onde tocava uma videolocadora, mudou-se para Itapoá, de fato, no ano 2000, para ajudar na pousada e a administrar os imóveis da família. “Sempre sonhei em ter uma vida mais simples e viver perto da praia, e Itapoá me oportunizou isso”, fala.
Durante seu primeiro ano em terras itapoaenses, atuou como guarda-vidas e trabalhou no conhecido Rancho da Tia Cida. No ano seguinte, ajudou a tocar o bar Kojak, na Barra do Saí – point de eventos e campeonatos de surf da época.
A partir de então, Júlio passou a se dedicar exclusivamente à locação de apartamentos e formou-se em Administração. Em busca de atrair turistas e veranistas para Itapoá, notava um recorrente problema: “Muitas pessoas nunca tinham sequer ouvido falar em Itapoá. E foi aí, na tentativa de conseguir inquilinos, que comecei a fotografar as belezas do município e postar na internet”.

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A cada paisagem, um flash
Naquele tempo, a rede social que atraía milhares de internautas era o Orkut – foi lá que Júlio Penteriche passou a divulgar a cidade litorânea ao Nordeste de Santa Catarina que poucos ouviam falar. “Comecei fotografando as praias de forma bem amadora, com um celular. Na época, as câmeras dos celulares não tinham a qualidade de hoje. Mas, ainda assim, as fotos tinham um bom alcance entre moradores, turistas e veranistas”, recorda.
Aos poucos, Júlio tornou a ficar conhecido pelos seus clicks. O Sol nascendo no mar, um dia de arco-íris, os pássaros sobrevoando a praia, um fim de tarde risonho, uma noite de Lua cheia – a natureza exuberante de Itapoá virou marca registrada de seus registros fotográficos.
O hábito de fotografar Itapoá e compartilhar os registros na internet virou rotina. Com um público fiel na internet, espectadores de diferentes regiões do Brasil passaram a ansiar pelas fotos de Itapoá. “Comecei a receber mensagens diariamente pedindo fotos do dia, de como estava o tempo, e até mensagens de pessoas relatando sua história de amor com Itapoá. Até os dias de hoje é assim”, conta Júlio.
Seja para matar a saudade daquela praia que marcou um momento especial, para apreciar a beleza da natureza ou para atrair novos visitantes a Itapoá, as fotos de Júlio Penteriche fizeram e ainda fazem história na internet.

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Itapoá nas redes
Com o avanço da tecnologia, as mídias sociais também evoluíram, dando espaço para o Facebook, onde Júlio criou, em 2012, a página “Praia de Itapoá SC” (facebook.com/praiadeitapoasc), com enfoque turístico. A página no Facebook, que tem por objetivo compartilhar clicks autorais e de colaboradores das paisagens de Itapoá, possui atualmente quase 80 mil curtidas e postagens de até um milhão de visualizações. Mais tarde, a “Praia de Itapoá” ganhou um perfil no Instagram (@praia_de_itapoa), que reúne atualmente quase 15 mil seguidores.
Em 2018, Júlio foi convidado pelo jornalista Thiago Gusso a integrar a equipe dos jornais Tribuna de Itapoá (digital) e Itapoá Notícias (impresso). Nos veículos, atua como fotógrafo, é responsável pelas mídias sociais e por captar informações no meio virtual. “Os jornais contribuíram muito para minha carreira em Itapoá, da mesma forma em que pude contribuir com meu conhecimento com o público e a fotografia. O Thiago é um grande profissional e amigo, é muito bom trabalhar ao seu lado”, comenta.
Além da “Praia de Itapoá SC”, Júlio Penteriche também é autor de outras páginas de sucesso no Facebook, como: “Itapoá Notícias” (facebook.com/jornalitapoanoticias) e “Tribuna de Itapoá” (facebook.com/tribunadeitapoa); “Itapoá Guia” (facebook.com/itapoaguia), criada para divulgar empresas e serviços da cidade; “Itapoá SC – Fotos e Vídeos” (facebook.com/itapoafotosevideos); “Conexão Itapoá” (facebook.com/conexaoitapoa), com informação geral de tudo o que acontece em Itapoá; e “Itapoá 24hrs” (facebook.com/itapoa24hrs), com notícias policiais de Itapoá e região. Somadas, as páginas administradas por Júlio Penteriche contabilizam mais de 145 mil internautas. Ainda, o fotógrafo presta serviço de gerenciamento de mídias sociais para empresas locais.
E o trabalho não para por aí! No WhatsApp, Júlio administra e alimenta cerca de 50 grupos – grupos para informar e divulgar reportagens dos jornais; grupos de classificados, voltados a locações e divulgações de imóveis na região; grupos de plantão para a temporada, a fim de informar sobre o trânsito nas rodovias; grupos para trocar notícias instantâneas e informações policiais; grupos de bate-papo e troca de fotos e vídeos, entre outros.
Sempre em combate contra as inverdades na internet, o trabalho de Júlio requer, antes de tudo, checar as fontes da notícia, para somente depois compartilhar aos internautas. Por isso, está em contato frequentemente com a Prefeitura Municipal de Itapoá, o Corpo de Bombeiros Militar de Itapoá, a Polícia Civil e Militar de Itapoá, o Pronto-atendimento 24 horas, etc. Em suas palavras, “conciliar isso tudo é uma doação diária e uma responsabilidade muito grande, mas vale a pena pelo carinho que sinto por este lugar”.

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Por amor
Todos os dias, a história se repete: Júlio acorda antes dos primeiros raios de Sol, prepara seu equipamento e caminha até a praia, em busca do click perfeito. Em seguida, checa grupo por grupo, página por página. Posta, responde, anuncia, produz, edita e divulga.
Autodidata, através de tutoriais na internet, Júlio vem aprimorando seu trabalho e ganhando intimidade com seu equipamento. “Minhas fotos não são profissionais, meu equipamento não é profissional e nunca fiz curso de Fotografia. No entanto, minhas fotos sensibilizam, tocam, encantam e atraem e, a mim, é isso que importa: entregar um trabalho com propósito”, fala. Não raramente Júlio recebe relatos de pessoas que conheceram Itapoá através de suas fotos, e hoje vivem e investem na cidade.
Volta e meia, algum internauta vai até ele para agradecer pessoalmente a pessoa que está por trás daqueles belos registros fotográficos que mudaram sua vida. Por fim, Júlio Penteriche conclui: “Amo o que faço. Essa praia é minha paixão. Sou honrado em fazer parte do crescimento e da história desse município. Desejo que a cidade cresça e se desenvolva com consciência, e que as pessoas sintam cada vez mais orgulho ao dizer ‘eu amo Itapoá’”.

 

Itapoá Saneamento | Comunicado de Utilidade Pública

A Itapoá Saneamento informa que, dia 12 de fevereiro (quarta-feira), em virtude da realização de obras de melhorias no sistema, o abastecimento será interrompido às 23h e retomado, de forma gradual, a partir das 06h, de quinta-feira (13).

Durante este período, ressaltamos que haverá uma diminuição na pressão da rede de distribuição, ocorrendo intermitência no abastecimento nas regiões de: Itapema do Norte até a Barra do Sai.

Contamos com a compreensão e colaboração de todos, para que adotem rotinas de uso consciente, evitando o desperdício.

Itapoá Saneamento compartilha dicas de economia de água

Com a chegada da temporada de verão e as altas temperaturas, o consumo de água aumenta significativamente. Contudo, é preciso ficar atento para que o uso dos recursos hídricos não se transforme em desperdício.

De acordo com dados do Atlas de Saneamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o consumo per capita de água no Brasil é de 320 litros por dia. No verão, chega a saltar para 450 litros – volume três vezes superior aos 150 litros indicados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Consumo consciente
Apesar das melhorias operacionais realizadas pela Itapoá Saneamento, com investimentos de mais de R$ 15 milhões que representam um incremento de 35% no volume de água tratada distribuída na cidade, a orientação da concessionária é que os clientes não abusem do recurso.

A água das piscinas, por exemplo, não precisa ser renovada diariamente. De acordo com a gerente operacional da concessionária, Julie Campbell, para limpeza e eliminação dos odores da água das piscinas infláveis, o ideal é usar cloro, que pode ser encontrado em casas especializadas. Outra alternativa, mais simples e prática, é adicionar uma colher de água sanitária a cada mil litros. O procedimento não purifica a água, mas evita a proliferação de bactérias.

Banhos de mangueira ou demorados também são vilões do meio ambiente. Um banho de 15 minutos, por exemplo, consome cerca de 80 litros de água. A recomendação é que o tempo seja reduzido para cinco minutos, o que representa uma economia de 60 litros.

Confira outras dicas úteis para contribuir com a preservação desse importante recurso da natureza:

Não jogue papel higiênico, absorventes, cigarros ou outro tipo de lixo no vaso. O acionamento da descarga consome em média de 6 a 10 litros de água;
Junte bastante roupa suja antes de ligar a máquina ou usar o tanque. Não lave uma peça por vez. Caso use lavadora de roupa, procure utilizá-la cheia e ligá-la no máximo duas vezes por semana;
Se as roupas são lavadas no tanque, deixe de molho e use a mesma água para esfregar e ensaboar. Use água nova apenas no enxague. E você ainda pode aproveitar essa última água para lavar o quintal, a garagem, a calçada ou a própria área de serviço;
No tanque, com a torneira aberta por 15 minutos, o gasto pode chegar a 280 litros. Já a lavadora de roupa com capacidade para cinco quilos consome 135 litros;
Antes de lavar a louça, tire o excesso de sujeira de pratos e panelas com uma toalha de papel ou deixe as panelas mais sujas de molho por um tempo com água e sabão;
Feche a torneira enquanto ensaboa a louça e enxague tudo de uma vez, assim, você economiza até 20 litros de água;
Deixe frutas e verduras em água com um pouco de vinagre por alguns minutos antes de lavar – a economia chega a 10 litros;
Utilize sabão ou detergente biodegradável, que, por se decompor mais facilmente, não polui os rios;
Feche bem a torneira. Torneiras que pingam podem desperdiçar entre 30 e 200 litros de água por dia.

Sobre a Itapoá Saneamento – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Itapoá Saneamento assumiu os serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário no município de Itapoá em outubro de 2012. A concessionária atende a 18 mil pessoas e atua para universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento. É controlada pela EBS e, desde 2017, pela Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 7,1 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

Cuidados com às águas vivas e caravelas

Desde o início do verão da temporada 2019-2020 (22 de dezembro de 2019), registramos um total de 4.683 lesões causadas por águas vivas e caravelas na área do 7o Batalhão de Bombeiros Militar, que abrange desde Itapoá, ao norte, até Itajaí, ao sul do Batalhão.

A praia que apresenta o maior índice de lesões por águas vivas e caravelas são as praias de São Francisco do Sul, no norte do estado catarinense, seguido de Itapoá e Penha. Em decorrência do clima, dos ventos e das correntes marítimas, estes seres se aproximam da costa e podem causar lesões nos banhistas que acabem em contato com elas.

O maior cuidado que devemos ter ao chegar na praia, no que tange às águas vivas e caravelas, é verificar se no posto de guarda-vidas existe uma bandeira lilás hasteada, o que indica a presença destes seres na praia. Tal consulta também pode ser realizada pelo aplicativo Praia Segura, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina para orientar o cidadão. Ainda, o banhista também pode observar a praia e verificar se existe alguma água viva ou caravela na orla, um forte indício de sua presença no mar.

Mas caso o banhista venha a ter o contato com uma caravela, ele deve se direcionar para um dos postos de guarda-vidas e cumprir as seguintes orientações:

Não coçar o local, não esfregar e lavar com água doce, somente com água do mar;
Tirar os cnidocistos com cuidado, usando uma pinça;
Aplicar o vinagre de uso doméstico na zona afetada para evitar que os outros cnidocistos dos tentáculos que ainda não deram sinal , o dêem, usando de preferência uma gaze e sem comprimir o local;
Para o alívio da dor, recomenda-se o uso de compressas de gelo;
Caso a pessoa desenvolva uma reação alérgica, deve ser encaminhada imediatamente a uma unidade hospitalar para devido tratamento.

Quando os segundos contam, conte com a gente!
Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina

Tenente BM João Ricardo