Arquivo da categoria: Adote um Atleta

Ondas, conquistas e sonhos do atleta itapoaense de surfe Ryan Cordeiro

Ele se apaixonou pelo esporte no extinto Projeto Ampliação de Jornada Escolar, superou grandes nomes da nova geração do surfe catarinense e paranaense, liderou rankings e conquistou diversos títulos. Hoje, quando o assunto é surfe itapoaense, Ryan Cordeiro é destaque e serve de inspiração, especialmente para a nova geração de surfistas.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Ryan Cordeiro começou a surfar no Projeto Ampliação de Jornada Escolar e, hoje, lidera rankings de campeonatos da região.

Sua história com o surfe começou em 2011, aos 10 anos de idade, no extinto Projeto Ampliação de Jornada Escolar (AJE), provando a importância de uma política pública municipal comprometida com o esporte. Desde suas primeiras aulas, Ryan chamou atenção dos professores e se destacou nas ondas. “Os professores do Projeto AJE foram essenciais para que eu criasse gosto pelo esporte. Eles me levaram para competir fora de Itapoá pela primeira vez, me incentivaram para que eu comprasse minha primeira prancha de surfe e me motivaram a evoluir cada vez mais no esporte”, diz.

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O atleta na fábrica da Pró-Ilha Surfboards, um dos seus patrocinadores.

Depois de obter o 3º lugar em uma edição da Copa Catarinense de Surfe Infantojuvenil (Copinha), realizada em Itapoá, Ryan criou gosto por competições e passou a ter o objetivo de participar de todos os campeonatos da região e conhecer diferentes picos e ondas – e, assim, aconteceu. Por ser menor de idade, o atleta recebeu apoio de muitos amigos que o levaram e ainda o levam para competir Itapoá afora: “sou eternamente grato aos meus amigos Ricardo Brauer e Ronaldo Camarão, que já me ofereceram muitas caronas e, especialmente, a Elaine Nemoto (mãe da atleta Julie Arissa Nemoto Tamura) e ao atleta Gabriel Castigliola, meu treinador, empresário e grande amigo, a quem devo muito por minha evolução”, ressalta Ryan.

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Em Itapoá, seu município, Ryan costuma surfar as ondas da Terceira Pedra e em frente à tradicional Barra do Açaí. Entre os sonhos do surfista, está representar o Brasil no WCT.

Para os atletas da nova geração do surfe itapoaense, Gabriel Castigliola é tido como um “pai”, uma vez que treina, gerencia e torce pela carreira de muitos deles. Sobre Ryan, Gabriel afirma: “Gosto muito de poder passar o melhor daquilo que aprendi nestes longos anos dentro do mundo do surfe aos mais novos e, com o Ryan, não é diferente. Ele é um garoto educado, talentoso e com um futuro muito promissor no esporte. Eu o tenho como ‘filho’, ‘irmão’ e melhor amigo, ao mesmo tempo”.
Entre os melhores títulos já conquistados pelo surfista Ryan Cordeiro estão: Campeão Catarinense de Surf da categoria Iniciantes, em 2015; Vice-campeão da categoria Iniciantes do Circuito Surfuturo, em 2015; Campeão da categoria Sub-16 do Circuito Storm Kids, em 2016, entre outros pódios colecionados pelo atleta nas disputas dos circuitos Catarinense de Surf Amador, Paranaense de Surf Amador e da Associação Itapoaense de Surf.

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Ao final de 2016, Ryan teve sua primeira surftrip para o exterior. Na foto, ele em Lobitos, no Peru.

Para manter o bom desempenho nas ondas, a rotina do atleta é intensa: além dos treinos de surfe, que acontecem de acordo com as condições do mar, Ryan estuda, faz Pilates, treinamento funcional e, durante as temporadas, costuma trabalhar com a venda de pranchas de surfe na loja Tribo do Sol. “Quando as condições do mar não estão muito boas, costumo ficar um pouco depressivo”, brinca Ryan, “mas, em casa, gosto de assistir gravações onde eu estou surfando para corrigir e melhorar meus movimentos, além de assistir ao surfe de outros atletas que me inspiram”, conclui o surfista, que tem como inspiração os atletas profissionais Mick Fanning, Gabriel Medina e o “pai” Gabriel Castigliola.
Para o atleta Ryan, especializado em manobras de linha, o surfe representa mais que um esporte: “É todo um estilo de vida, de contato e respeito à natureza, que permite aos seus praticantes conhecimentos sobre ventos, ondulações, marés, luas, entre outros. Por isso, as pessoas costumam brincar ao dizer que todo surfista é um pouco meteorologista. O surfe também representa um eterno desafio, pois existem dias de mar bom e dias de mar ruim, e você tem que saber lidar com todas essas adversidades do tempo”.
Em meio a tantos nomes que contribuem com sua carreira no esporte, o surfista destaca os amigos Ronaldo Camarão, Gabriel Castigliola e sua mãe, Maria Helena Cordeiro, além de seus patrocinadores e apoiadores Pró-Ilha Surfboards, Prefeitura Municipal de Itapoá, New Arts Comunicação Visual, Tribo do Sol, Excusa Mama Tatuaria, Krovel City Beach, Inspira Estúdio de Pilates, Barra do Açaí e Soul Fins. Ainda assim, para cobrir os inúmeros gastos exigidos pelo esporte, como inscrições, viagens, hospedagem, alimentação e equipamentos, o atleta está em busca de um patrocínio master, que proporcione ainda mais evolução em sua performance.
Hoje, aos 16 anos de idade, Ryan Cordeiro está se fortalecendo para competir o circuito paranaense e, em 2018, planeja participar do circuito de acesso à elite do surfe (WQS), na Argentina. Através do surfe, ele pôde realizar alguns de seus sonhos, como, por exemplo, conhecer o surfista profissional Gabriel Medina, se tornar campeão catarinense de surfe e surfar as ondas de Lobitos, no Peru – sua primeira surftrip para o exterior. Mas, para o jovem, o oceano é o limite: “ainda sonho em competir em alto nível, representar o meu país no WCT e viver do esporte”.

Deseja apoiar ou patrocinar o atleta itapoaense de surfe Ryan? Entre em contato
com ele através do número
(47) 99753-9445 ou do
perfil “Ryan Cordeiro”,
no Facebook.

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Ozires Gava Neto: Jovem de Itapoá é revelação das artes marciais

Cada vez mais as pessoas estão descobrindo o prazer da vida saudável. O resultado desta tendência é o elevado índice de crescimento de praticantes de diversos esportes, entre eles, as artes marciais. No município de Itapoá-SC, as artes marciais vêm se popularizando e revelando grandes talentos, como o atleta Ozires Gava Neto. Com menos de um ano de carreira no jiu-jitsu, muay thai e nas Artes Marciais Mistas (MMA), Ozires já conquistou dezessete títulos em campeonatos. Hoje, é inspiração para aqueles que desejam iniciar nas artes marciais e carrega o nome de Itapoá Brasil afora.

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O atleta de artes marciais Ozires Gava Neto, de Itapoá-SC. Na foto, comemorando o título de campeão paranaense de jiu-jitsu, em 2016.

Ana Beatriz Machado

A paixão por esportes vem de berço. João Gava, pai de Ozires, já foi lutador de karatê, judô, boxe e campeão brasileiro de queda de braço. No entanto, seu filho seguiu um caminho diferente: jogador de futebol do Clube Atlético Paranaense (CAP), onde treinou na base do sub-17. Quando encerrou a carreira futebolística, Ozires mudou-se para Itapoá, onde, há aproximadamente um ano e meio, começou a fazer musculação para manter a saúde. “Vi que na academia onde eu treinava, a Pride Center Gym, também ofereciam aulas de jiu-jitsu e muay thai, e como já sabia dos benefícios, decidi fazer também”, conta. De imediato, se identificou com as artes marciais e, com apenas cinco meses de treinos, resolveu participar de um campeonato.

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Algumas das principais medalhas
obtidas pelo atleta em 2016.

Logo em sua estreia, em uma etapa do campeonato paranaense de jiu-jitsu, Ozires ganhou a medalha de ouro. A partir de então, aprimorou suas técnicas, reforçou os treinos e obteve diversos títulos, dentre eles: campeão catarinense de muay thai tradicional, campeão brasileiro de muay thai tradicional, campeão paranaense de No Gi (treino sem quimono), campeão paranaense de jiu-jitsu, campeão da Copa Sul-Brasileira de Jiu-Jitsu, vencedor de todas as etapas em que participou do Campeonato Catarinense de Jiu-Jitsu, vencedor de todas as etapas paranaenses e catarinenses do Circuito Stance de Jiu-Jitsu, medalha de bronze na seletiva de jiu-jitsu dos Emirados Árabes, contando também com um cartel de três lutas de MMA – tudo isso, apenas em 2016.

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Apesar de ter apenas 18 anos, ele já compete com lutadores de diversas faixas e categorias, e é conhecido como um grande finalizador.

Apesar dos bons resultados, o atleta deixou de participar de algumas etapas de campeonatos por carência de patrocínios. Ozires é treinado e recebe orientação dos seus treinadores Felipe Siqueira (muay thai) e Michael Souza (jiu-jitsu), que lhes acompanham nos campeonatos, no entanto, todos os gastos com inscrições, viagens, suplementos nutricionais e equipamentos são custeados por seus pais. Assim como João, a mãe de Ozires, Janaína Gava, o acompanha em todos os campeonatos e vibra com as conquistas do filho. “Como ele mora sozinho, nos falamos por telefone com frequência. Enquanto o seu pai faz o papel de empresário, ajudando financeiramente e correndo atrás de patrocínios, eu cobro muito a parte da alimentação”, conta Janaína.
Com 18 anos de idade, apenas doze meses de jiu-jitsu e dez meses de muay thai, Ozires já compete com lutadores de diversas faixas e categorias, e é conhecido como um grande finalizador. Por trás deste reconhecimento, há uma intensa rotina, com condutas, dietas e treinos diários. Para o atleta, sua disciplina e o bom psicológico são méritos de seus pais. “Sempre transmitimos confiança a ele, pois acreditamos que autoconfiança é tudo para um atleta. Hoje, nosso filho é um atleta focado e sabe o que quer”, falam João e Janaína. Foram, inclusive, a determinação de Ozires dentro dos tatames e sua frieza nos campeonatos que lhe renderam o apelido de “Ice Man” (homem de gelo).

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Ozires e seus pais João e Janaína Gava,
em sua primeira luta de MMA, em 2017.

Ele, que é um dos atletas de Itapoá incentivadores à prática de campeonatos, hoje serve de inspiração para jovens itapoaenses que iniciam nas artes marciais. “Essas modalidades estão cada vez mais populares entre crianças, jovens e adultos, de ambos os sexos, em Itapoá. Eu acho isso muito bom, pois as artes marciais, além de proporcionar um bom condicionamento físico e noções de defesa pessoal, oferecem controle emocional, valores, paciência, equilíbrio, flexibilidade e agilidade”, diz.
Se nos tatames Ozires costuma finalizar o oponente em pouco tempo, na vida, ele fala que ainda há muitos movimentos a serem feitos até que a “luta” acabe. “Estamos em busca de patrocinadores e apoiadores locais que acreditem no seu potencial e no poder do esporte”, fala João, pai de Ozires. Para o futuro, o atleta conta que deseja fazer carreira no MMA e conquistar o tão sonhado título mundial. Ainda para este ano de 2017, ele planeja abrir um espaço junto à academia Pride Center Gym para dar aulas de artes marciais, formando novos lutadores no município de Itapoá. Para Ozires, tão importante quanto sonhar, é acreditar no sonho de alguém.

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Para patrocinar ou apoiar o atleta Ozires, entre em contato através do número (WhatsApp): (47) 99199-7636.

Ketllin Zeni: Corridas, Itapoá e o desejo de uma atleta amadora

Saúde, qualidade de vida, lazer e novas amizades: são inúmeros os benefícios da corrida para seus praticantes, especialmente no município de Itapoá-SC, aonde o esporte vem se difundido a cada dia. Depois das primeiras passadas na corrida, alguns chegam a adentrar o universo de competições, como aconteceu com a atleta amadora Ketllin Zeni, de Itapoá. Grande apreciadora de atividades físicas, Ketllin corre por amor e, assim como outros esportistas, leva o nome de Itapoá em cada uma de suas provas.

Ana Beatriz Machado

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De Itapoá, Ketllin Zeni é atleta amadora de corrida.

Natural de Curitiba-PR, desde criança Ketllin se interessa por esportes. “Sempre fui ativa e apaixonada por novos desafios”, fala a atleta, que já se aventurou em diversas modalidades esportivas, como bicicleta e jiu-jitsu. Assim que conheceu seu marido, que corria regularmente, foi apresentada ao universo da corrida. “Quando comecei, não tinha a pretensão de participar de competições, mas a corrida nos estimula a evoluir cada vez mais e, neste contexto, competir foi algo natural”, conta.

Natural de Curitiba-PR, desde criança Ketllin se interessa por esportes. “Sempre fui ativa e apaixonada por novos desafios”, fala a atleta, que já se aventurou em diversas modalidades esportivas, como bicicleta e jiu-jitsu. Assim que conheceu seu marido, que corria regularmente, foi apresentada ao universo da corrida. “Quando comecei, não tinha a pretensão de participar de competições, mas a corrida nos estimula a evoluir cada vez mais e, neste contexto, competir foi algo natural”, conta. Sua primeira corrida oficial aconteceu em abril de 2015, no aniversário de Itapoá.

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Para ela, saúde é o bem mais
precioso de qualquer ser humano.

Por ser sua primeira vez, Ketllin concluiu o percurso e deixou o evento sem ver o resultado. Depois, por intermédio de amigos, foi surpreendida com a notícia de que havia ficado em 3º lugar na categoria feminina, de 30 a 39 anos. A partir de então, ela, que também faz musculação há quinze anos, tomou gosto por competir, reforçou seus treinos, e a corrida foi se tornando cada vez mais presente em sua vida.Em Itapoá, Ketllin possui uma empresa de aluguel de brinquedos para festas e é atual presidente da Associação dos Corredores de Itapoá (ACORI), sendo também um dos membros fundadores da associação. Além do trabalho, é mãe de quatro filhos e, hoje, aos 41 anos, compete como atleta amadora. “Costumo programar minha rotina a partir dos treinos, pois acredito que, primeiramente, devo me sentir bem e disposta, para, depois, encarar os demais afazeres”, fala.

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Para Ketllin, cada uma das medalhas ou dos troféus representa história, amigos, lugares, limites e superações

Na casa de Ketllin, todos praticam atividades físicas e têm alimentação regrada. Como mãe, ensina a seus filhos que a saúde é o bem mais precioso da vida de qualquer ser humano. Enquanto corredora, Ketllin participa de provas e carrega, com orgulho, o nome de Itapoá.

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O evento que mais lhe marcou foi a Corrida de São Silvestre, no fim de 2016, em São Paulo-SP.

Entre seus resultados mais significativos estão: 1º lugar por categoria na Corrida Rústica de 7 de Setembro, em Itapoá; 3º lugar por categoria em Jaraguá do Sul-SC; 1º lugar por categoria em Doutor Pedrinho-SC; 2º lugar por categoria na Corrida de Montanha de Campo Alegre-SC; 2º lugar geral na Corrida Let’s Run, em Joinville, e 3º lugar geral na Corrida da Marinha de São Francisco do Sul-SC. Porém, o evento que mais lhe marcou foi a Corrida de São Silvestre, no fim de 2016, realizada anualmente, em São Paulo-SP. “Desde criança, assistia a São Silvestre pela televisão”, conta Ketllin, “quando concluí o percurso me emocionei muito, pois foi um sonho realizado”.Em dois anos de competições, a atleta participou de cerca de trinta provas, sendo três delas competições de meias maratonas (percursos de 21 km).

Para Ketllin, cada uma das medalhas ou dos troféus carrega mais que uma colocação. “Cada medalha ou troféu representa uma história, amigos que fiz, lugares que conheci, limites e superações”, fala. Para focar nas competições, a rotina da atleta é bastante intensa, com musculação três vezes por semana, e corrida de cinco a seis vezes por semana. Atualmente, Ketllin recebe patrocínio da academia DPJ e apoio do fisioterapeuta Flavio Martelozo, especializado em medicina esportiva. No entanto, busca novas parcerias, apoios e patrocínios que possam agregar no seu rendimento ou colaborar com as competições, que envolvem inscrições, equipamentos, hospedagem, transporte, alimentação, entre outros.

Para dividir com outras pessoas os benefícios do esporte que tem transformado sua vida, há um ano Ketllin criou o grupo “Club da Corrida”, no Facebook e WhatsApp. Nestes espaços, compartilha informações, reportagens, eventos e incentiva novos adeptos à corrida. “Além de saúde e qualidade de vida, o Club da Corrida, assim como a ACORI, tem o objetivo de unir as pessoas e formar novas amizades”, ressalta. E a iniciativa tem dado resultado: influenciadas pelas postagens de Ketllin, várias pessoas, de Itapoá e outras cidades, deram suas primeiras passadas na corrida.

Há alguns dias, o Club da Corrida saiu das redes sociais e foi para as ruas, pois a atleta organizou uma caminhada com uma turma de vinte pessoas, oferecendo companhia e incentivo àqueles que desejam começar a correr. “Como moradora de Itapoá, atleta amadora de corrida, criadora do grupo Club da Corrida e presidente da Associação dos Corredores de Itapoá, desejo fazer mais em prol do esporte em nosso município, incentivando e ajudando a todos que querem ter qualidade de vida através do esporte e da corrida”, fala a corredora, que, recentemente, participou da Corrida de Aniversário de Itapoá e da Meia Maratona de Balneário Camboriú, e vem treinando para participar da sua primeira maratona (percurso de 42 km). Evoluir e alcançar resultados ainda melhores são os desejos da atleta Ketllin, de Itapoá, que tem a corrida como motivação e estilo de vida.

Deseja apoiar ou patrocinar a corredora amadora Ketllin Zeni? Entre em contato com ela através do e-mail ketllin_zeni@hotmail.com ou do número (47) 9 9724-5398. Se você deseja iniciar na corrida, vale procurar pelo grupo “Club da Corrida”, no Facebook.

Jocilei de Macedo: Pedalando por um mundo mais saudável

A Revista Giropop iniciou uma série de entrevistas com pessoas apaixonadas por esporte, que desejam representar Itapoá e Guaratuba nas mais diversas modalidades esportivas.
A nova seção “Adote um Atleta” dará espaço e oportunidade para que atletas e times contem suas histórias de superações, treinos e competições. E, quem sabe assim, encontrem apoiadores, patrocinadores ou simplesmente contagiem outras pessoas com o amor pelo esporte.
Deseja participar? Envie um e-mail para giropop@gmail.com com um breve resumo sobre a sua história como atleta ou do seu time, com foto e telefone para contato.

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Mais do que um meio de transporte ecológico e divertido, a bicicleta é também uma das atividades que mais oferece qualidade de vida. Na cidade de Guaratuba, o ciclista Jocilei de Macedo começou a pedalar assiduamente há dois anos para curar problemas de saúde. Hoje, fundou a Associação Guaratubana de Ciclismo (AGC) e, depois de inúmeros trajetos, quilômetros, viagens e competições realizadas de bicicleta, ele afirma: “Pedalar faz bem para o corpo, para a mente e para a alma”.
Sua história com os pedais começou aos 15 anos de idade, porém, por conta da rotina de trabalho, filho e casamento, a bicicleta foi deixada de lado. Aos 36 anos, Jocilei recorda que começou a ganhar muito peso e que isso resultou em problemas de saúde. Para reverter a situação, não pensou duas vezes em voltar a pedalar: “Sempre fui determinado e com a bicicleta não foi diferente”.
Quando ele começou a pedalar frequentemente, não havia um grupo de ciclistas em Guaratuba. Foi aí que reuniu pessoas para pedalarem aos finais de semana e, mais tarde, durante a semana. “As pessoas foram se interessando e aderindo ao movimento, então, fundei a AssociaçãoGuaratubana de Ciclismo”, conta. Hoje, a AGS conta com mais de 100 pessoas envolvidas nos projetos de pedais.
Durante dois anos pedalando constantemente, Jocilei fala que evoluiu muito. Por incentivo de amigos, começou a participar de competições de ciclismo, sempre obtendo bons resultados. Começou pedalando 100 km, depois 200 km e, em seguida, 300 km. A partir de então, o ciclista manteve uma participação assídua nas competições mais importantes e nos trajetos mais longos. De bicicleta, ele também realizou diversas viagens, como até Navegantes – SC (310 km), Agudos do Sul – PR (350 km) e São Paulo – SP (414 km), esta última, chegando perto do recorde brasileiro de 480 km pedalados em um dia.

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Superar e desafiar seus limites é uma atividade constante para o ciclista. Família na bike: O atleta, sua esposa Ana Paula e seu filho Murilo.

Para Jocilei, os momentos das longas pedaladas são sinônimos de muitas coisas boas. “É quando me encontro com Deus, me desligo de tudo e coloco minhas ideias em ordem”, fala. Além da melhora da saúde e do equilíbrio interior, o ciclista destaca que fez grandes amigos através da bicicleta, que ele e sua família adotaram hábitos alimentares mais saudáveis, e que também se sente satisfeito em contribuir para que o ambiente seja menos poluído. “É uma superação diária, pois sempre desejo que meu desempenho seja melhor que o dia anterior. É isso que me move a pedalar”, afirma.
De acordo com ele, existem alguns mitos acerca do ciclismo como, por exemplo, de que este é um esporte caro. Jocilei ressalta que comprar uma bicicleta é um investimento, uma vez que a pessoa, através da atividade física, deixa de comprar remédios para a dor, pressão, depressão, sono e afins. “Existem bicicletas para todos os gostos, preços, perfis e finalidades. Antes de investir em uma, é ideal que a pessoa tenha definido isso em mente e conte com a ajuda de um profissional ou de um ciclista”, diz. Assim como a roupa e o tênis utilizado nas competições de ciclismo, afirma que a bicicleta também deve “vestir” o atleta, de modo a deixa-lo seguro, confortável e lhe oferecer um bom desempenho.

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O ciclista Jocilei de Macedo, de Guaratuba, recebendo a premiação de uma de suas competições.

Na cidade de Guaratuba, o ciclismo cresceu muito nos últimos anos. “Ainda enfrentamos alguns problemas, como motoristas que não respeitam os ciclistas e ciclistas que desconhecem as leis de trânsito, mas, aos poucos, isso vem melhorando”, conta. Para Jocilei, a difusão do esporte, de modo geral, depende muito dos praticantes. Por isso, ele aconselha aos que
pedalam: “Devemos sempre respeitar a sinalização de trânsito e os pedestres, sendo ciclistas bem educados, de modo que qualquer pessoa que nos olhe também deseje pedalar e ter sua vida mudada para melhor”.

Deseja patrocinar, apoiar ou criar uma parceria com o ciclista Jocilei de Macedo, de Guaratuba? Entre em contato com ele:
Telefone: (41) 9152-4625 E-mail: jocileimacedolelo@hotmail.com

Julie Arissa Nemoto Tamura,: De Itapoá, menina de apenas oito anos é promessa do surfe brasileiro

Se você é morador de Itapoá-SC, já deve ter visto uma menina japinha que está “quebrando a vala” (pegando boas ondas, traduzido do dicionário dos surfistas). Se você não mora em Itapoá, mas acompanha o surfe feminino e infantil, especialmente nos estados do Paraná e Santa Catarina, também já deve ter cruzado com o seu rostinho em algum campeonato de surfe. Ela é a atleta Julie Arissa Nemoto Tamura, de apenas oito anos de idade. Praticante assídua do esporte há dois anos, Julie já coleciona uma mesa de troféus, além de muitos elogios de surfistas renomados. Junto de sua mãe, Elaine Cristina Nemoto, ela fala sobre ser menina e criança no mundo do surfe, e conta alguns de seus sonhos.

Ana Beatriz Machado

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Julie e seus troféus ganhos em dois anos de surfe.

Julie Arissa nasceu no Japão, no ano de 2008. Com oito anos de idade, é a filha mais velha, seguida dos irmãos Brian Haru Nemoto Hirata, de seis anos, e Brendon Yukiu Nemoto Hirata, de três anos. Após a tragédia de um tsunami no país, em 2011, sua família veio morar no Brasil. Virada a página, foi no município litorâneo do norte catarinense que Julie iniciou uma nova fase da sua infância. No início de 2014, ela entrou na Ampliação de Jornada Escolar (AJE), um projeto gratuito para as crianças da rede municipal, mantido pela Prefeitura Municipal de Itapoá, onde teve seu primeiro contato com as aulas de surfe.

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A pequena Julie Arissa Nemoto Tamura sobre as ondas.

O projeto também organizava campeonatos de surfe locais e, logo na sua primeira participação em um deles, Julie foi classificada para a semifinal. A pequena recorda que sentiu um pouquinho de medo, mas que “a sensação foi muito legal”. Já a mãe, também sentiu medo por ver a filha, tão pequena, dentro da água, mas fala: “o orgulho e a felicidade foram maiores que o medo”. No ano seguinte, ela participou de outra edição em Itapoá, também organizada pela AJE, onde obteve o 2º lugar. A mãe Elaine conta como foi o primeiro campeonato da filha fora de Itapoá: “O pessoal do projeto convidou os alunos para participarem de um campeonato misto (meninos e meninas surfando juntos), de um projeto chamado Escola na Onda, em São Francisco do Sul-SC. Como ela estava criando gosto e mostrando talento para a coisa, levamos a Arissa e ela ficou em 3º lugar”.

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Mais troféus para Itapoá: Julie com o atleta Gabriel
Castigliola, seu treinador, e o amigo e atleta Ryan Cordeiro.

Infelizmente, em 2015 o projeto foi encerrado para corte de gastos, mas Elaine decidiu insistir na paixão da filha pelo surfe e passou a leva-la em aulas com professores particulares. A família e os professores deram todo o suporte necessário e levaram a pequena para seu primeiro campeonato catarinense, onde participou da categoria Petiz sub 10 misto (para meninos e meninas de até 10 anos de idade), e do sub 18 feminino (para meninas de até 18 anos de idade). O resultado: no sub 10, Arissa ficou em 5º lugar e no sub 18, onde competiu com meninas já adolescentes que surfavam há muito mais tempo, ela obteve o 4º lugar.
Tendo em vista os bons resultados da surfista, ela passou a receber treinamento do atleta Gabriel Castigliola. “O trabalho e a dedicação do Gabriel foram um marco para a evolução dela”, afirma Elaine. Sobre o desempenho da aluna, Gabriel fala: “Tento visualizar a Julie por seu potencial, não pelo carisma e ‘fofura’ dessa japinha. Às vezes, é difícil. Ela é uma joia a ser lapidada, dona de um talento e dedicação ao esporte que muitos profissionais não têm. Sua evolução é diária, por isso, não tenho medo de cobrá-la. Mas, é claro, sempre lembrando que ela é uma criança e deve se sentir feliz fazendo isso”. Para o atleta e treinador, a menina vai longe.
A rotina da pequena atleta é intensa: além do surfe, que acontece de acordo com as condições do mar, Julie faz balé, treinamento funcional e natação. Mas ser mãe de atleta também exige certos esforços. Para que a filha possa participar dos campeonatos pela região – que implicam em inscrições, transporte, hospedagem, alimentação e afins –, Elaine já economizou dinheiro, pediu apoio e patrocínio nos comércios locais, fez campanhas e até vendeu números de rifa durante a madrugada. “Hoje, agradecemos imensamente aos apoiadores da Arissa, que são: Pró-Ilha Surfboards, Tide Rise, Up to You, Farmácia Confiança, Auto Posto Miranda, Itapema Motos, Fisiopilates, Voando Alto Bijuterias, Rodrigo Lopes Imobiliária, Anjos da Noite Alarmes e Monitoramento, Cacau Show, Panificadora Don Rodopho, Arena Itapema, Loja Cucó, G’CabeloArte e Estúdio Inspira”, diz Elaine.

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Da esquerda para a direita, Julie com os surfistas profissionais
Gabriel Medina e Adriano de Souza, o Mineirinho.

A tia e madrinha Eliane Nemoto também é peça fundamental para a carreira de Arissa e acompanha a pequena, sempre que possível, em suas aventuras nas praias catarinenses. Assim como a irmã, Brian também surfa e participa de competições. Na casa da família Nemoto, o surfe é um dos assuntos em pauta e a linguagem utilizada por eles é repleta de gírias e expressões oriundas do esporte.
E se o esforço da família é muito, ele vem sendo recompensado. Em setembro de 2016, Julie participou do Wizard Feminino de Surf, na Praia de Itamambuca-SP, e ficou em 4º lugar no sub 10 brasileiro, a conquista mais importante de sua carreira. Lá, ela conheceu o surfista profissional Gabriel Medina, o primeiro surfista brasileiro a conquistar o título de campeão mundial de surfe, em 2014.
Segundo a japinha, outro momento marcante para sua vida foi o evento Red Bull Local Hero, em Florianópolis-SC, organizado pelo surfista profissional Adriano de Souza, o Mineirinho, campeão mundial de surfe de 2015. “Ele me assistiu surfando, disse que sou linda e tenho futuro. Fiquei muito contente”, recorda Julie. Encantado com o talento e a beleza da pequena, de última hora, Mineirinho criou o Prêmio Revelação para presenteá-la com uma câmera à prova d’água. “Ele disse para eu fazer boas filmagens, porque um dia ele irá assistir e ver a minha evolução”, conta a surfista. Arissa também conheceu a ídola Jacqueline Silva, campeã brasileira de surfe de 2015. Juntas, gravaram um vídeo onde a surfista profissional dá conselhos para a pequena e diz que ela vai chegar ao título mundial.
No entanto, ainda há um caminho a ser percorrido para sua participação efetiva nos campeonatos de surfe da região. “Infelizmente, mesmo com a disseminação do esporte nos últimos anos e com o surgimento de várias meninas na água, ainda há certa resistência contra as categorias de surfe feminino em alguns campeonatos”, fala Elaine. Para lutar pelas mulheres no surfe, ela e outras mães criaram um grupo, onde trocam informações e se unem para convencer os organizadores dos eventos a lançarem a categoria feminina. Graças a essa união, o campeonato catarinense de 2017 já lançou a categoria sub 12 feminino e sub 14.
Fora da água, Julie é considerada uma aluna estudiosa, gosta de comer frutas e verduras e de brincar. Ela, que já surfou em algumas praias do Brasil, afirma: “a praia que eu mais gosto é Itapoá, na Terceira Pedra, onde aprendi a surfar”. Depois de arriscar umas rasgadas nas ondas, Julie conta que seu maior desafio atualmente é passar a arrebentação sozinha. Com dezoito troféus em menos de dois anos, sua trajetória no surfe está apenas começando. “Sonho em viajar para o Hawaii, aprender manobras como o aéreo e, um dia, participar do campeonato mundial de surfe”, diz a pequena, que tem como inspiração a surfista Tainá Hickel.
Para aqueles que desejam torcer pela japinha sobre as ondas, ela participará do Circuito Catarinense Surf Talentos 2017 em São Francisco do Sul, nos dias 4 e 5 de fevereiro, e de mais uma etapa do Circuito Catarinense, nos dias 1º e 2 de abril, ainda sem local definido. Já àqueles que não apreciam o esporte, fica o convite e um bom motivo dado por Julie: “porque o surfe é muito divertido”.

Deseja patrocinar, apoiar ou acompanhar o surfe da atleta Julie Arissa, de
Itapoá? Entre em contato com sua mãe, Elaine:

Telefone: (47) 99669-0612
facebook/juliearissa

Paulo Henrique Gonçalves: de Itapoá para o mundo

Conheça a história do atleta paraolímpico de
tênis de mesa que trouxe ouro para o Brasil

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O atleta Paulo Henrique Gonçalves Fonseca, o PH, na companhia de sua mãe (à esquerda) Daniela Gonçalves, e seu amigo e treinador (à direita) Alan Rezende da Silva.

Diferente do que muitos imaginam, o tênis de mesa é um esporte bastante complexo e benéfico a seus praticantes. Porém, para as pessoas com deficiência, ele simboliza muito mais que saúde, mas também superação. De Itapoá-SC, o atleta paraolímpico de tênis de mesa Paulo Henrique Gonçalves Fonseca, mais conhecido como PH, comprova a grandiosidade e representatividade deste esporte: com apenas 16 anos, já possui bons resultados a nível nacional, sendo, inclusive, convidado para integrar a Seleção Brasileira de Tênis de Mesa em uma grande disputa, em março deste ano, onde obteve medalha de ouro para o Brasil, tornando-se grande motivo de orgulho para o município de Itapoá.

Em março deste ano, PH foi convocado pela Seleção Brasileira de Tênis de Mesa Paraolímpica para defender o Brasil nos Jogos-Parapan Americanos de Jovens.

Momentos marcantes de Paulo Henrique ao longo de sua carreira no tênis de mesa.

Natural de Londrina-PR, a história do nascimento de Paulo Henrique envolve um milagre. Sua mãe, Daniela Gonçalves, conta que, até o oitavo mês de gestação, o filho não apresentava os dois braços através do ultrassom. Depois de Daniela fazer uma promessa para Nossa Senhora Aparecida, quinze dias antes do nascimento de Paulo Henrique, sem qualquer explicação, ele apresentou desenvolvimento na formação nos braços. Ele nasceu, então, com mão torta ulnar, uma má formação dos cotovelos para baixo, mas com os dois braços – contrariando até mesmo a medicina.
Desde pequeno, PH, como é carinhosamente chamado, realiza consultas em fisioterapeuta, médicos e recebe, também, acompanhamento ortopédico. Durante sua infância, por conta de sua deficiência física, foi vítima de preconceito algumas vezes. Filho de professora, felizmente, Paulo sempre recebeu instrução e educação da família para lidar com as críticas e sentir-se bem-resolvido. No ano de 2006, passou a residir no município litorâneo do norte catarinense, onde, assim como tantas outras grandes revelações do esporte itapoaense, Paulo Henrique desenvolveu sua paixão por esportes através do Projeto Ampliação de Jornada Escolar (AJE) – um projeto gratuito para as crianças da rede municipal, mantido pela Prefeitura Municipal de Itapoá, que foi encerrado em novembro de 2015, para corte de gastos – onde fazia aulas regulares de surfe.
Já aos 11 anos de idade, Paulo Henrique, mesmo com a má formação de seus braços, realizava diversas atividades que exigiam esforço dos mesmos: surfava, tocava guitarra e violão. Mas, sua verdadeira paixão era o tênis de mesa, esporte que praticava em cada minuto livre na escola. Em 2013, impressionado com o desempenho do aluno no tênis de mesa, seu atual professor de Educação Física, Alan Rezende da Silva, passou a ajuda-lo a participar de competições locais, já sonhando em, um dia, criar uma associação para revelar e treinar talentos locais. “Minha intenção, na época, era mostrar a ele o mundo mágico do paradesporto e todas as modalidades que ele poderia praticar”, conta Alan, que, tempos depois, fundou a Associação Esportiva e Paradesportiva de Itapoá (ASEPI).
Com apenas três meses de treinamento na ASEPI, Paulo Henrique participou de sua primeira disputa, os Jogos Escolares Paradesportivos de Santa Catarina (PARAJESC), onde participou de competições no atletismo e tênis de mesa, obtendo, logo de início, medalhas de prata para o município de Itapoá. “Quando isso ocorreu, alguns de meus amigos vislumbraram atuar como técnicos do Paulo”, recorda Alan, “chegamos a ser muito assediados para que ele fosse parar no atletismo, mas, devido às possibilidades e afinidade com o esporte, sua palavra final foi seguir carreira do tênis de mesa”. Desde então, o menino vem incansavelmente participando de competições regionais, estaduais e nacionais, representando clubes como a ASEPI e a Seleção Catarinense de Tênis de Mesa, na categoria individual, por dupla e por equipes.
Além do professor Alan, responsável por revelar o talento do jovem, outra pessoa crucial para a carreira de PH é Daniela, sua mãe. Nas horas vagas, além do portão da escola, a professora exerce outras funções: “sou um pouco de tudo: empresária, divulgadora, psicóloga, motorista, assessora de imprensa e, principalmente, fã dele”. Durante dois anos, Daniela encarou a rotina semanal de levar o filho para treinar tênis de mesa em Joinville. Junto de toda a família, ela também já organizou eventos e rifas para ajudar o filho a realizar seu sonho. “As competições, que acontecem, no mínimo, uma vez ao mês, envolvem gastos com transporte, hospedagem, alimentação, materiais importados (pois estes influenciam na agilidade e movimento das jogadas) e afins”, explica a mãe. Para tentar reverter parte desta situação, PH concorre anualmente ao Bolsa Atleta – um programa que patrocina atletas e para-atletas que mantêm o alto rendimento nas competições de sua modalidade.
Para manter o bom desempenho, Paulo Henrique é treinado e recebe patrocínio do Estúdio Inspira de Pilates e Treinamento Funcional, da academia Pride Center Gym e do Espaço Zen, onde realiza acupuntura e massoterapia. Além das atividades físicas e do calendário de competições, ele possui uma rotina de treinos e vai à escola regularmente. Sendo o mais jovem atleta paraolímpico de tênis de mesa do campeonato brasileiro, Paulo Henrique, que tem como inspiração o mesa-tenista paraolímpico Hugo Calderano, do Brasil, e o mesa-tenista olímpico Dimitrj Ovtcharov, da Alemanha, descreve a sensação: “viver isso tudo com apenas 16 anos é assustador e, ao mesmo tempo, empolgante”. Por todo este frenesi de emoções, o jovem também recebe apoio de um psicólogo, que estimula sua confiança e concentração para conciliar todas as tarefas e alcançar o pódio.
Alan, que hoje é treinador de Paulo Henrique, fala que o menino possui perfil de um verdadeiro atleta. “O Paulo não sabe e não consegue se doar aos treinos pela metade, ele se entrega verdadeiramente em todos os momentos. Age sempre com respeito e atenção a todas as instruções de seus técnicos, sempre disposto a executar e repetir os exercícios quantas vezes for necessário, para chegar o mais próximo da perfeição”, diz Alan, “se existe outro atleta tão disciplinado em qualquer outra modalidade dentro de nosso município, eu não conheço”.
O apoio da família, dos parceiros, profissionais e amigos, somados à dedicação e disciplina de PH têm resultado em grandes e significativas conquistas. Entre as principais estão: 1º lugar na categoria individual no PARAJESC de 2014; 3º lugar em duplas no 47º Campeonato Brasileiro de 2014; 3º lugar nas seleções no 47º Campeonato Brasileiro de 2014; 1º lugar no PARAJESC de 2015; 1º lugar na categoria individual, 1º lugar na categoria por duplas e 1º lugar na categoria por equipes nas Paralimpíadas Escolares de 2015; 3º lugar na categoria individual do Circuito Catarinense de Tênis de Mesa, no Open Paralímpico, em 2016; 3º lugar em duplas no 49º Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa de 2016; 1º lugar na categoria individual no PARAJESC de 2016; 1º lugar por equipes no 50º Campeonato Brasileiro de Tênis de Mesa de 2016; 2º lugar na categoria individual, 3º lugar por duplas e 1º lugar por equipes nas Paralimpíadas Escolares de 2016.
Mas, até o presente momento, o marco histórico da carreira de PH foi a convocação para integrar a Seleção Brasileira de Tênis de Mesa Paraolímpica, para defender o Brasil nos Jogos-Parapan Americanos de Jovens – evento que envolveu 800 atletas de 19 países, entre os dias 15 e 26 de março, em São Paulo-SP. No seu primeiro campeonato a nível internacional, Paulo Henrique ficou em 5º lugar na categoria individual e, na categoria por equipes, foi decisivo para trazer a medalha de ouro para o Brasil. “Quando vi que o resultado estava em minhas mãos, fiquei muito ansioso, pois não estava acostumado com isso. Mas, felizmente, consegui me concentrar e colocar todos os pensamentos a meu favor”, conta o atleta, “no momento em que fechei o último ponto, foi uma sensação de alívio e alegria. Dei o meu melhor e tive a sensação de que fiz história, não por ser o primeiro atleta a ser convocado, mas por ter sido o principal responsável pelo resultado do jogo, que acabou com o Brasil em 1º lugar”. Após a competição, de volta à Itapoá, o atleta foi ovacionado por uma carreata de amigos e familiares, todo com o semblante de orgulho e felicidade.
Com apenas 16 anos e tantos pódios alcançados, a história de PH influencia jovens a batalharem pelos seus sonhos e é sinônimo de orgulho para todo o município. E ele tem planos de alcançar voos ainda mais altos: se tornar um atleta efetivo da Seleção Brasileira de Tênis de Mesa Paraolímpica e participar dos Jogos Paraolímpicos – quem sabe, em Tóquio, em 2020. Considerado um atleta bastante autocrítico, persistente, disciplinado, sonhador e cheio de fé, Paulo Henrique tem uma frase favorita que gosta de compartilhar com aqueles que torcem por ele ou inspiram-se nele: “Treine, esforce-se ao máximo, lute, dê sempre o seu melhor e jamais desista daquilo que te faz feliz. O resto é apenas consequência”.

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Ana Beatria Machado

Matéria publicada na Revista Gi