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Fotografia como ferramenta de cura

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“Uma fotografia mais visceral que cerebral, intuitiva, menos racional e de alma feminina” – assim a fotógrafa e instrutora de Yoga Claudia Baartsch Stephan (39), mais conhecida por Dashmesh Kaur (nome espiritual que recebeu no Yoga), define seu trabalho. Para ela, a fotografia, assim como o Yoga e a meditação, é uma ferramenta de cura, amor-próprio e empoderamento.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Nascida e criada em Joinville (SC), Dashmesh viveu em Curitiba (PR), onde cursou Biologia e, em 2003, viveu um intercâmbio na Inglaterra, a fim de estudar inglês. Ela lembra que sempre foi apaixonada pela fotografia como hobby, e encontrou nesta arte a sua forma de expressar-se no mundo.
Logo aos 13 anos de idade interessou-se pela máquina Olimpus 35, de seu pai, e participou de um concurso fotográfico em Joinville, no qual foi ganhadora. Depois disso, seu pai lhe presenteou com uma câmera Canon analógica com lentes intercambiáveis. “Comecei a pedir filmes fotográficos de presente e depois a revelação, pois na época era caro. Eu fotografava e anotava cada foto, a abertura, a velocidade, asa, e depois comparava nas imagens, vendo o que tinha feito”, lembra. Em 2007, cursou Fotografia no Centro Europeu de Curitiba, onde teve contato com todas as áreas de fotografia e profissionais renomados.
No ano de 2005, em sua primeira formação em Kundalini Yoga, Claudia recebeu o nome Dashmesh Kaur, cujo significado é “princesa que vive com os valores e as virtudes de um guerreiro”. Ela conta: “Me identifiquei muito com este nome e o uso desde então”.
O tornar-se fotógrafa profissional (aquele que vive disso) aconteceu de maneira inesperada. “Trabalhava como bióloga e instrutora de Kundalini Yoga até então e, em 2010, de volta a Joinville e sem emprego, me indicaram uma vaga de um mês no jornal Notícias do Dia, para cobrir as férias de um fotógrafo – já que viram minhas fotos no Flickr e gostaram delas. Consegui e aceitei a vaga, uma vez que um de meus grandes sonhos na adolescência era ser fotojornalista. Ao final da experiência, tive duas propostas de emprego e passei a trabalhar como fotojornalista no Jornal A Notícia. Foi minha grande escola. Era uma correria, mas amava o que fazia”, recorda.
Três anos depois, grata por todo o conhecimento adquirido, decidiu seguir por outros caminhos, dedicando-se aos trabalhos autorais, ensaios e às aulas de Yoga.
Ares itapoaenses
Dashmesh frequenta as praias itapoaenses desde que nasceu, já que seu avô tinha casa na Barra do Saí. “Itapoá sempre foi minha segunda casa. Vínhamos para cá durante as férias escolares e aos finais de semana. Tempos depois, meus pais construíram uma casa, também na Barra, onde residem até hoje”, fala.
Em novembro de 2015, seu esposo, Luiz Henrique Stephan Filho, foi aprovado no concurso público para ministrar aulas de inglês no município – a oportunidade perfeita para que o casal se mudasse para o litoral em janeiro de 2016.
“Morar na praia, perto de meus pais e ainda em um lugar tão íntimo para mim, foi a realização de um sonho. Aqui em Itapoá, eu e meu esposo nos tornamos pais e vivemos a rotina que sempre planejamos para criar uma criança: com ar puro, tranquilidade e mais tempo para estar com a família”, fala Dashmesh, “sentimos que fomos acolhidos com muito amor na cidade e, hoje, temos orgulho ao falar que temos uma filha itapoaense”.

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Fotografia como cura
“Um exercício de presença, paciência, amor e conexão. É a maneira que uso para me expressar no mundo, servir, enxergar e encarar a vida” – é assim que Dashmesh define a fotografia.
Para a profissional, mais importante que a estética – onde a sociedade impõe os padrões de beleza –, é capturar a luz interior das pessoas. “Sou muito grata a essa profissão, essa medicina da Luz, que me permite contar histórias sobre o tempo que passa tão depressa e, se usada de maneira terapêutica, alcança resultados lindos na vida de uma pessoa”, diz.
Dashmesh acredita fortemente no poder da fotografia como uma ferramenta de cura, onde a mulher se observa linda, plena e imperfeitamente perfeita, como realmente é.
A fotografia é composta de fases: sempre que o artista evolui, estuda, muda e se expressa de forma diferente, em consequência, novas possibilidades surgem e sua obra também muda. Hoje, Dashmesh leva a fotografia junto de seu percurso de autoconhecimento – “ela é uma parte de mim”, diz. Ainda que em constante mudança, a fotógrafa vem se identificando muito com ensaios do Sagrado Feminino e fotografia artística.

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Alma feminina
Sua missão é capturar a luz interior da mulher, registrá-la livre, sem preconceitos e vergonha, e mostrar toda a sua força. Ela explica que isso envolve a mulher em suas inúmeras fases: a menina, a mulher gestando, a mulher mãe recém-nascida com seu filho, a mulher madura e a anciã. Para tanto, estar em sintonia com a fotografada é fundamental, bem como sua entrega e confiança na profissional.
“Através do olhar de outra mulher, a fotografada pode enxergar o que ela muitas vezes esconde ou a própria sociedade pede para que esconda. Minha missão é que ela se permita ser, tenha a coragem de ser ela mesma, tenha esse encontro com a alma, com seu eu, com seu poder nato”, diz. Nas palavras de Dashmesh, “toda mulher tem a potencialidade de ser plena, consciente, intuitiva, forte, segura, corajosa e tranquila – só que muitas vezes todas essas qualidades acabam sendo ofuscadas”. Para ela, a fotografia, assim como o Yoga e a meditação, é uma ferramenta de cura, amor-próprio e empoderamento, que ajuda para o alcance dessas qualidades.
Fotografar mulheres é, para ela, uma grande responsabilidade, já que não acessa apenas a imagem da mulher, mas, também, toda a sua história, o momento em que vive, com muita entrega e confiança.
Além de ensaios de alma feminina, Dashmesh Kaur também fotografa famílias, eventos e vivências, produz imagem com câmeras analógicas e oferece impressões em Fine Art – processo de impressão dentro dos critérios que garantem preservação, fidelidade e permanência da imagem.
Na prática, a profissional procura sempre respeitar a experiência de cada pessoa, e pede licença antes de iniciar um trabalho, principalmente em vivências, pois de alguma maneira está vivenciando as emoções de cada pessoa e sendo confiada a realizar este trabalho. “Seja em vivências, famílias ou mulheres, sempre aprendo muito com quem fotografo. Sou uma eterna aprendiz, aberta a novos conhecimentos e experiências”, conclui.

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Maternidade
Para ampliar seu repertório visual, gosta de viajar, ler, estudar e fazer cursos. Sua principal fonte de inspiração é a biodiversidade, as florestas e as águas do mar, que acalmam, centram e inspiram. “Meditação e Yoga também são grandes aliados, pois quando estamos calmos e relaxados, nossa mente é naturalmente mais criativa”, comenta.
Contudo, a experiência mais transformadora de sua vida foi a maternidade. Há dois anos e meio Dashmesh tornou-se mãe da pequena Flora, a maternidade mudou completamente sua vida e, consequentemente, seu olhar para o mundo e sua forma de trabalhar. Ela conta: “Hoje, sou mãe full time e não tenho mais tanto tempo livre para produzir. E está tudo bem, pois foi nossa escolha e sou grata a essa oportunidade. Flora é minha maior inspiração, minha pequena-grande mestra, para ser sempre alguém melhor”.
Quando se tornou mãe, passou a olhar com mais carinho e atenção para as mulheres – especialmente às mães e futuras mamães. “Ser mãe é muito desafiador e ter uma rede de apoio, amigas próximas e um tempo para si é muito importante. Dou muito valor a um trabalho realizado por uma mulher mãe, pois sei o quanto ela se desdobra para conseguir organizar a sua agenda infindável de tarefas para realizar seu trabalho”, diz Dashmesh.

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Missão
Aos poucos, conforme Flora cresce e ganha independência, a Dashmesh fotógrafa, instrutora de Yoga, bióloga e estudante de Pedagogia (sua segunda graduação) volta a atuar. “Amo o que faço. Realizando meu trabalho como fotógrafa e no caminho do Yoga, sinto estar cumprindo meu papel, minha missão. É como um chamado de dentro, da alma. Neste processo, tenho conhecido pessoas lindas e feito muitas amizades, e isso é muito gratificante. Humildemente, agradeço toda a confiança em meu trabalho e minha pessoa”, fala.
Não é à toa que o trabalho de Dashmesh Kaur tem como uma de suas principais características a sobreposição de imagens: ela acredita que todos os seres estão interligados, e que todas as mulheres são várias em suas várias fases em uma – e a sobreposição traz essa sensação, da vastidão de seres e elementos que somos todos.
Com gratidão e coração aberto, a fotógrafa contribui para o desenvolvimento do município de Itapoá, o qual considera de energia potente, rico em preservação e biodiversidade. Através da fotografia, Dashmesh Kaur, a Claudia, mãe da Flora, aflora, cura e inspira.

A paisagem em arte fotográfica

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Para Alfabile Richardson Santana (33), fotógrafo especializado em fotografia artística de paisagens, a fotografia é uma boa terapia e poderosa ferramenta social.
O fotógrafo, que aprendeu a dominar as técnicas de forma autodidata, já teve seu trabalho publico em alguns dos maiores veículos de comunicação da área, como National Geographic e Landscape Photography.
Turista de Itapoá e apaixonado pelo local, Alfabile coleciona e eterniza belíssimos momentos deste município litorâneo.

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Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Alfabile nasceu em Balneário Camboriú (SC), mas vive no município de Itajaí (SC). Através de um amigo de infância, descobriu que desde criança já demonstrava interesse por paisagens em fotografia. Ele recorda: “Comecei a fazer fotos com meu primeiro celular com câmera fotográfica, e era algo que me fazia muito bem, além de prender totalmente minha atenção e curiosidade. Com o tempo, as pessoas começaram a perceber um olhar diferenciado em minhas fotografias e foram me incentivando a me aperfeiçoar e me dedicar”. E assim ele o fez.
De forma autodidata, através de vídeos na internet, aprendeu mais sobre regras e técnicas, e foi evoluindo seu olhar fotográfico. Certa vez, trocou seu celular por uma câmera profissional e duas lentes. Alfabile que, naquele tempo, trabalhava na área de logística em uma multinacional, se dedicou intensamente, treinou e aprendeu a operar o equipamento fotográfico. Assim, nasceu sua identidade visual e foi se percebendo fotógrafo.

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Desde sempre, soube que amava fotografar paisagens e que este seria seu nicho. “Minha fotografia é autoral, onde tenho total liberdade em pós-processar a imagem até eu acreditar que esteja agradável ao meu olhar e, posteriormente, aos olhares das demais pessoas”, comenta Alfabile, que tem como maior inspiração na fotografia de paisagens o fotógrafo australiano Peter Lik.
Sempre em busca de novos estilos, técnicas e formas de transformar seu trabalho, o profissional também é apaixonado por viagens. Em suas andanças pelos territórios nacionais ou internacionais, amplia seu portfólio de imagens, sua cultura e enriquece suas fotografias. Nas palavras de Alfabile: “Minhas fotografias sempre ajudam a atrair turistas e curiosos para os lugares que eu fotografo. Muitas pessoas se utilizam dessas fotos para escolher seus destinos turísticos. Por isso, sinto a responsabilidade de mostrar o melhor de cada local, aquilo que muitas pessoas muitas vezes nem dão mais importância”.

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Em terras itapoaenses
Há oito anos, o fotógrafo visita Itapoá durante as férias de verão. “Conheci o município porque minha cunhada tem casa em Itapoá há muitos anos. A casa fica próxima à Terceira Pedra e, coincidentemente ou não, essa é a região que mais gosto de fotografar. Acho essa pedra muito linda e cheia de possibilidades”, diz.
Alfabile também trabalha com decoração de ambientes, criando quadros Fine Art. As imagens produzidas por ele de Itapoá fazem parte de seu portfólio, podendo ser comercializadas para projetos gráficos ou no formato de quadros.
Ao eternizar a natureza exuberante da cidade através das lentes, o profissional sente-se parte do local. “Itapoá tem uma beleza praiana muito única e me enche de inspiração por toda sua formação de praia, céu e mar”, fala o fotógrafo.

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De Itajaí para o mundo
Atualmente, Albabile tem uma coluna de fotografia diária no Jornal Diarinho, um dos jornais mais populares do litoral centro-norte de Santa Catarina, e no Jornal dos Bairros, de Itajaí. Suas obras decoram e dão vida a inúmeros estabelecimentos, como Hilton Garden Inn, na Praia Brava de Itajaí, Hotel Mercure, em Itajaí e Navegantes, entre outros.
Seus clicks também ultrapassaram as fronteiras do Brasil e conquistaram os maiores veículos de comunicação da área. As revistas National Geographic, Landscape Photography e Fotografe Melhor foram alguns dos veículos que já publicaram trabalhos do fotógrafo.

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“Fotografia é vida. Quando estou fotografando, me sinto vivo, energizado, realizado e completo. Fotografia é uma boa terapia e poderosa ferramenta social – tanto para o fotógrafo quanto para o espectador. Durante todos estes anos de experiência, recebi feedbacks incríveis de pessoas que estavam passando por momentos de depressão ou tristeza e, ao olhar alguma fotografia minha, foram comunicadas por algo que as tirou momentaneamente dessa estado de tristeza. Esse é o poder da fotografia”, conta.
Aos aspirantes a futuros colegas de profissão, Alfabile aconselha: “É muito importante filtrar o que ouvi, pois muitas pessoas, especialmente no início da carreira, tentam nos desmotivar por diversos motivos. É preciso acreditar, de verdade, no amor pela fotografia e lutar para conseguir seu espaço ao Sol. Nada na vida é fácil, mas quando fazemos algo que amamos nossa vida se torna incrível”.
Por fim, o fotógrafo Alfabile expressa sua gratidão à cidade de Itapoá, que lhe oferta com belezas mil: “Agradeço também a seus moradores, que sempre foram simpáticos comigo e meu trabalho. Gratidão a toda a equipe da revista Giropop pela oportunidade de falar e apresentar ainda mais meu amor pela fotografia”.

O paraíso visto de cima

 

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Cleberson de Almeida Frigo, mais conhecido por Cleber Frigo (35), não é nascido tampouco criado em Itapoá. Mais que frequentar e desfrutar das belezas naturais do litoral, este turista perpetua e eterniza tais belezas.
Fotógrafo e cinegrafista na empresa DroneLook, a condição de cadeirante não impede Cleber Frigo de trabalhar duro e produzir belíssimas imagens aéreas da praia de Itapoá – cidade que tanto ama. “Produzir essas imagens é uma forma de agradecer e deixar um legado. É como se me tornasse parte da história deste lugar tão belo”, diz.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Natural de Arapongas, norte do Paraná, atualmente Cleber vive em Coronel Vivida, sudoeste do estado. Recordando o início da sua carreira, conta que sempre fora aficionado por paisagens e pores do Sol: “Ambos são únicos, estão em constante mudança em frações de segundos”. Fascinado pela natureza, passou a registrar paisagens com fotografias e vídeos, usando um drone simples, de brinquedo. “Comecei por hobby, não aspirava por destaque ou me colocar no mercado de fotografia e imagens aéreas. De forma natural, surgiram trabalhos em diversas áreas, desde eventos esportivos até marketing e propaganda, cobertura de desfiles e eventos militares em parceria com o Exército Brasileiro, o qual sempre me deu oportunidades incríveis de acompanhar e registrar belas imagens”, comenta.
Depois de um acidente dentro do meio militar, o qual sempre teve e tem paixão, Cleber sofreu uma lesão medular na coluna e ficou paraplégico. “Pude encontrar na fotografia e nos drones uma forma de sair e ultrapassar limites. É claro que desde então foi uma adaptação, mas hoje em dia com os drones podemos ir onde queremos e isso nos dá uma nova percepção de ver um lugar ou cenário”, diz. Em 2015, cursou Fotografia no SENAC e, de lá para cá, aperfeiçoou e profissionalizou seu trabalho.

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Registrando Itapoá
Ao final de 2001, Cleber conheceu o município de Itapoá e se apaixonou pelo local. “Naquele tempo, não tinha a noção de que a cidade se desenvolveria tão rápido, mas as belezas naturais sempre estiveram aqui e ainda são preservadas”, conta.
Uma vez que já trabalha com imagens aéreas no interior do Paraná, na sua empresa, a DroneLook, Cleber pôde ver, registrar e mostrar ainda mais a beleza de Itapoá. Ele recorda: “Pensei que seria legal ter imagens diferentes, com areia e mar, por outros ângulos. Passeando por toda a praia, a região das Três Pedras foi o que mais me chamou a atenção. No horizonte, seja em direção ao mar ou a terra, sempre há algo peculiar, como o verde das algas ou da mata, a areia ou o sol refletivo, e o azul do mar ou do céu”.
A princípio, as imagens de Itapoá eram produzidas para portfólio e por prazer, mas à medida que foram divulgadas na internet, ganharam visualizações e elogios dos espectadores. “Itapoá, por si só, já é linda, mas vista de outro ângulo é ainda mais. Tive vários acessos de moradores, empresários e turistas que gostaram tanto da cidade quanto das imagens que fiz”, conta Cleber, que chegou a produzir imagens aéreas específicas para empresas locais.

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Com base em sua experiência de vida e bagagem profissional, ele tem, por natureza, a curiosidade em tentar ver tudo de um novo ângulo, ou seja, apresentar um olhar diferente às pessoas. Para ele, apresentar esse olhar ao público itapoaense é uma honra: “Gosto muito de Itapoá e venho para cá quase todo verão ou sempre que surge uma oportunidade de trabalho. Enquanto cadeirante, vejo muitos aspectos positivos na cidade, como a acessibilidade das praias e das ruas principais, além da receptividade dos moradores, o bom atendimento nos comércios, a limpeza das praias e das ruas, a balneabilidade do mar, entre outros. Produzindo essas imagens, sinto como se estivesse contribuindo para o lugar. É como se eu me tornasse parte da história de Itapoá”.

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Perpetuando memórias
Como a tecnologia dos drones é ainda recente, Cleber aprende diariamente, seja praticando, na internet, com o trabalho de colegas de outros países da Europa e América do Norte, ou através das comunidades de operadores de drones. Para ele, registrar uma imagem aérea é perpetuar um lugar ou eternizar uma memória. “Representa um legado, uma história a ser contada para as próximas gerações. A produção de imagens segue aquele velho ditado que diz que ‘uma imagem vale mais do que mil palavras’, e pode alcançar a todos, seja no campo online ou off-line”, acrescenta.
Atualmente, Cleber Frigo, da DroneLook, produz imagens empresariais voltadas a propagandas online e institucionais – mas sempre sobra aquele tempinho para uma foto mais artística de alguma paisagem.
Para ele, tudo na vida é questão de adaptação e prática. “As pessoas costumam se surpreender por eu ser cadeirante e ativo, e ainda mais por trabalhar na produção de fotos e vídeos. A mensagem que quero deixar é que não é porque estou na condição de cadeirante que devo desistir, muito pelo contrário. Todos nós temos coragem e força de vontade, é só buscarmos dentro de nós”, diz Cleber, uma inspiração para a fotografia e para a vida.
Apesar de não nascer ou morar em Itapoá, é exemplo positivo de um turista que frequenta as praias itapoaenses com respeito e admiração, eternizando suas belezas naturais e contemplando os apaixonados por Itapoá com imagens de tirar o fôlego.
Nas palavras do profissional: “Agradeço à equipe da Revista Giropop por acompanhar meu trabalho e abrir este espaço. Fico lisonjeado e imensamente feliz em poder fazer parte deste trabalho, que é um legado para Itapoá. É uma satisfação poder registrar e compartilhar com vocês as belezas deste município, vistas por outro ângulo. Vocês, itapoaenses, com toda a certeza, vivem em um pedacinho do paraíso. Às vezes só precisamos parar e observar”.

Itapoá em arte e pelas lentes de uma itapoaense

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Um surfista a caminho do mar, o nascer do Sol, o vai-e-vem das ondas e a dança das nuvens no céu itapoaense são cenas que enchem os olhos (e o cartão de memória) de Chaiana Monique Müller (25).
Fotógrafa, surfista e caiçara de Itapoá (SC), Chaiana produz fotografias Fine Art, um trabalho autoral pautado nas suas experiências pessoais e inquietações. Seu desejo é provocar diferentes sensações aos espectadores e enaltecer a beleza de Itapoá.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Chaiana nasceu em Canoinhas (SC), mas mudou-se para Itapoá com a família quando tinha apenas dois anos de idade. Foi no município litorâneo ao Nordeste de Santa Catarina que cresceu, viveu bons momentos e, aos 15 anos, descobriu uma de suas grandes paixões: o surf.
“Na época, era uma menina bagunceira, e o surf me ajudou a ser mais atenta e consciente, a me alimentar melhor, dormir melhor e dar valor às pequenas coisas da vida”, conta. Foi na Terceira Pedra, em Itapoá, que aprendeu a surfar – e é lá que continua sendo seu pico favorito.
Em 2011, aos 17 anos, Chaiana, ao invés de cursar uma faculdade, optou por fazer um intercâmbio e, aos 18, embarcou para Austrália – uma das experiências mais transformadoras de sua vida. “Fui sozinha, na cara e na coragem. Vivi um intercâmbio de sete meses na Austrália, onde pude aprender uma nova cultura”, conta. De volta ao Brasil, morou em Curitiba (PR), onde realizou um curso técnico e formou-se em Turismo no ano de 2013. Com saudade da vida simples e da brisa do mar, retornou a Itapoá e chegou a morar durante certo tempo na Ilha do Mel (PR).
Já em 2017, sentiu que precisava aprender algo novo. “Costumo dizer que não escolhi a fotografia, a fotografia me escolheu. Acredito que todos nós temos um dom, uma missão. Quando encontrei a fotografia, encontrei minha essência”, conta. Era uma quarta-feira de cinzas quando Chaiana juntou suas economias e partiu para Florianópolis (SC) com o objetivo de cursar Fotografia. “Foi tudo muito rápido e intenso. Aluguei um quarto em Floripa e na segunda-feira já estava em sala de aula estudando”, recorda.

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O curso
Quando se matriculou em Fotografia, Chaiana imaginou que seria um curso relativamente fácil, mas surpreendeu-se: “a fotografia é desafiadora, cheia de aprendizados, erros e acertos, e ao mesmo tempo apaixonante”.
No curso, estudou fotografia de moda, publicidade, fotojornalismo, entre outros. Realizou um estágio na Prefeitura Municipal de Florianópolis, na área de fotojornalismo, o que oportunizou a ela grandes aprendizados e conhecer profissionais renomados do ramo. “Dentre as pessoas especiais que conheci, está Cristiano Andujar, fotógrafo, formado em Jornalismo e um excelente profissional. Aprendi muito com ele e tive muita sorte em tê-lo como mentor”, acrescenta Chaiana, que durante os estudos também trabalhou ao lado de lendas do surf, como Jacqueline Silva e Teco Padaratz.
Enfim, em 2019 formou-se em Fotografia pela UNIVALI de Florianópolis. “Para mim, a fotografia é uma forma de emprestar meu olhar a outras pessoas, com o propósito de entregar aquilo que nem elas sabiam que existia. Acho que os artistas fazem isso, encontram respostas para perguntas que nem sabíamos que existia”, comenta.

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De volta às raízes
Com facilidade para adaptar-se de uma cena para outra, Chaiana já fotografou casamentos, trabalhou com fotografia social, fotografia publicitária e fotojornalismo. “Estou sempre me adaptando ao ambiente em que estou, aos equipamentos que tenho em mãos e procuro sempre captar o melhor daquilo que sinto”, diz.
De volta a Itapoá, ela diz: “Itapoá sempre foi meu quintal de casa! Sou caiçara, adoro andar com os pés descalços até a praia, reencontrar amigos de infância, acordar cedinho para ver as ondas ou como está o tempo. Itapoá nos proporciona simplicidade e isso é muito bonito”.
Inspirada pela cidade onde cresceu, Chaiana passou a fotografar as belezas de Itapoá e o lifestyle de surfistas da cidade. “Meu desejo é compartilhar mais que fotografias turísticas, mas, também, provocar diferentes sensações no espectador. Tem tanta gente que ama Itapoá, então por que não devolver esse amor à altura?”, fala a fotógrafa, que gosta de capturar o balanço do mar e as paisagens ao redor.
Para ela, fotografar em Itapoá tem lá suas peculiaridades: a calmaria, simplicidade, quietude, as tonalidades, a beleza das ondas em um dia flat ou de swell, itapoaenses sorrindo, andando de bike cedinho pela praia – todas as pequenas coisas se tornam cenas. “Espero que as pessoas se sintam tocadas por este lugar e que, ao verem uma de minhas fotografias, sintam-se mais próximas da praia. Ou, ainda, desejo despertar o olhar de quem não conhece este pedacinho de paraíso”, diz.
A fotógrafa que é caiçara de Itapoá confessa que se entristece quando pessoas desvalorizam o potencial da cidade. “Itapoá é uma cidade nova, está engatinhando e deve ser olhada com mais carinho pelos políticos, turistas, veranistas e também moradores. São poucas as cidades do Brasil onde as belezas naturais ainda são preservadas e as crianças podem brincar na rua sem medo. É preciso dar valor a isso”, afirma.

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A arte de fotografar
Nas palavras de Chaiana, “fotografia é técnica, mas também é repertório visual”. Viajar, surfar, ficar por dentro do mundo da moda e lifestyle, ouvir músicas, assistir vídeos e acompanhar o trabalho de outros fotógrafos são meios que a fotógrafa utiliza para ampliar seu repertório.
Na fotografia, ela tem como referências os fotógrafos Annie Leibovitz (foi fotógrafa da revista Rolling Stone e depois migrou para a fotografia de moda), Cristiano Andujar (fotógrafo esportivo), Ana Catarina (fotógrafa de surf), Roberta Borges (fotógrafa, primeira campeã brasileira de surf e uma das pioneiras do esporte no país) e Diórgenes Pandini (fotojornalista e amigo).
O trabalho de Chaiana Müller é resultado de vivências, referências, atenção e uma eterna busca. “O feedback que tenho dos espectadores é que meus registros trazem paz, e isso é muito legal, porque em Itapoá vivo uma rotina de paz”, comenta.

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Fine art
Depois de muitos estudos e clicks, a artista adotou a fotografia Fine Art – uma prática da fotografia mais pautada nas experiências pessoais do autor, refletindo seus desejos, experiências e inquietações em um tom fantasioso e criativo.
Em busca de um trabalho mais autoral, Chaiana vem experimentando este universo da fotografia como fina arte e imprimindo suas fotografias na impressão Fine Art – um processo de impressão extremamente especializado dentro dos critérios que garantem preservação, fidelidade e permanência exigidos por museus, galerias e colecionadores.
O material utilizado nas impressões é o mesmo que artistas usam em pinturas. São papéis com texturas, que podem ser algodão ou alfa celulose, e as tintas são feitas de pigmentos naturais, o que permite um aspecto de pintura para a foto.
“Produzir a arte física, os quadros, tem sido apaixonante. Escolhi a dedo os papéis para impressão e as molduras das fotos, sempre mantendo a qualidade que a Fine Arte entrega. Optei por um papel específico não somente pelo efeito de pintura que dá à foto, mas também pela durabilidade, já que alguns deles chegam a durar até 200 anos, uma vez que não desbotam. E este é o interessante da fotografia Fine Art: ela entrega as melhores cores, as melhores luzes e os melhores contrastes – uma qualidade que seria impossível com impressoras simples e papel fotográfico comum”, explica a artista.
Recentemente, Chaiana Müller lançou a série “Nuvens Dançando no Céu de Itapoá” – três fotografias emolduradas que captam a beleza do céu de dezembro em Itapoá. “Escolhi este nome porque enquanto o mar estava mexido para os surfistas, o céu estava enfeitado de nuvens, e me chamou a atenção a quantidade de pássaros voando em bandos. É como se o tempo parasse quando finda a tarde só para vê-los passando…”, conta.
Os quadros em Fine Art da fotógrafa são feitos por encomenda e a moldura é a gosto do espectador. O trabalho de Chaiana Müller é para todos aqueles que amam Itapoá, desde o jovem surfista até a senhorinha que deseja ter um registro do mar na parede da sua sala de estar.

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Faça o coração vibrar
Dia após dia, Chaiana acorda cedo para ver o mar, e fica em dúvida se leva a prancha de surf ou a câmera fotográfica: “acabo levando a câmera, já que a luz da manhã é minha favorita, e o surf tem ficado para mais tarde”.
A profissional também produz outros tipos de trabalho, como fotografia de produto, fotografia empresarial, ensaios individuais e de casais, aniversários, entre outros, mas está mergulhando e se apaixonando cada vez pelo universo da fotografia Fine Art. “Tenho a pretensão de entregar à cidade de Itapoá muito mais que quadros, mas uma experiência em cores e sensações, que sensibilize todos os apaixonados pela cidade”, fala.
Às pessoas que estão iniciando na fotografia e se inspiram em seu trabalho, Chaiana diz: “Pratique, pratique e pratique! Parafraseando o fotógrafo Sebastião Salgado, ‘você não fotografa com sua máquina; você fotografa com toda sua cultura’”. Por fim, a fotógrafa e artista conclui: “Desejo que todos encontrem aquilo que faz seu coração vibrar, assim como a fotografia é para mim. Que possamos fazer de Itapoá um lugar cada vez mais colorido, criativo, cercado de boas ideias e mais encontros como esse”.

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Projeto social promove conhecimento e cultura através da leitura

Em um momento de dor e angústia, a professora Mariza Aparecida de Souza Schiochet, de Joinville (SC), buscou forças para levar esperança onde não há. Assim, nasceu o projeto social “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, que espalha caixas de leitura em instituições sociais, comunidades carentes e hospitais de Joinville e região.

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Mariza conta que seus pais sempre foram envolvidos com atividades religiosas e, também, que os livros sempre fizeram parte de sua vida. Foi, inclusive, o amor aos livros e às crianças que levou Mariza a formar-se em Letras e fazer pós-graduação em “Gestão Escolar” e “Inclusão e Teoria em Libras”. “Sempre acreditei que as crianças são bons motivos para exercitarmos o convívio humano, uma vez que elas não têm preconceito. E, caso tenham, temos o dever de direcioná-las ao caminho para o bom convívio em sociedade”, comenta a professora.
Certas vez, enquanto Mariza levava sua mãe, diagnosticada com câncer, para o tratamento de quimioterapia, no Hospital Municipal São José, observou a ociosidade de pacientes e acompanhantes nos momentos de espera das consultas. Ela, então, encontrou a solução ideal em uma de suas paixões: os livros. No setor de Oncologia do hospital, disponibizou algumas obras literárias, a fim de entreter e enriquecer os pacientes e acompanhantes. Também, seus alunos levaram muita esperança e carinho aos pacientes do hospital escrevendo a eles cartinhas amorosas. A iniciativa deu tão certo que a apaixonada por leitura resolveu espalhar mais caixas em outros lugares. E foi assim que, há aproximadamente sete anos, nasceu o projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, da professora Mariza.

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As crianças do Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz vestiram a camisa (literalmente).

Ler é Viajar Sem Sair do Lugar
Com o objetivo de promover conhecimento e cultura através da leitura, o projeto (sem fins lucrativos) recebe as chamadas “Caixas de Leitura” do Movimento de Pessoas Melhores (www.pessoasmelhores.com) e tem apoio do Tio Cid, pub de um ex-aluno de Mariza, que sempre que possível realiza a compra do material solicitado.
“Tenho muitos anjos que, direta ou indiretamente, contribuem com o projeto. Sou muito grata a eles”, diz a professora. As Caixas de Leitura são especialmente decoradas por Mariza, com a ajuda de alunos e de seu marido. Então, as mesmas são abastecidas com livros doados por amigos, escritores, livrarias e simpatizantes do projeto. Entre os exemplares, estão romances, contos, gibis e histórias prazerosas que possam ser lidas em curto tempo. Em seguida, as caixas são espalhadas em instituições sociais, comunidades carentes e hospitais de Joinville e região.
De acordo com Mariza, a ideia é distribuir livros onde não há, especialmente nos bairros mais carentes, criar ambientes convidativos para despertar o interesse de crianças e, ainda, realizar contação de histórias. “Buscamos envolver cada vez mais leitores no universo prazeroso e lúdico da leitura e, assim, construir uma sociedade mais justa e humana, além de contribuir na formação de valores e cidadania”, acrescenta a idealizadora do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”.

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O IGP – Instituto Geral de Perícia também ganhou cantinho especial dedicado à leitura.

Depoimentos
Conforme Giane Costa, recepcionista do CENEF – Centro de Estudos e Orientação da Família, o projeto permite que aqueles que estão na sala de espera desfrutem de uma boa leitura. Ela ainda conta que aqueles mais absortos na leitura levam o exemplar para casa, a fim de ‘devorar’ o livro. Para Maria Eduarda, recepcionista do LABCenter – Laboratório de Análises Clínicas, o projeto é um bom incentivo para que as pessoas substituam os celulares por livros. “Muitos de nossos pacientes, que ficam em curva de lactose por duas horas a fio, aproveitam este tempo para ler”, fala Maria Eduarda.
Já no IGP (Instituto Geral de Perícia), uma pessoa pôde conhecer o projeto enquanto seu filho brincava no cantinho organizado com brinquedos e livros: “Atitudes como essa nos dão esperança de que o mundo pode ser melhor. Em uma Era Digital, onde muitos princípios estão se perdendo, é através do nosso exemplo que podemos ensinar nossas crianças que a leitura é, sim, muito importante”.

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Registro do Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz.

Poder transformador
O projeto, que nasceu da vontade de compartilhar com outras pessoas o poder transformador da leitura, acabou transformando a vida da própria idealizadora. Dentre tantas pessoas e histórias que lhe marcaram, Mariza fala sobre o “Espaço da Leitura”: “Certo dia, a convite de uma amiga, fui fazer uma contação de histórias em uma comunidade carente. Após a contação, veio o convite de colocar uma Caixa de Leitura ali. Relutei, pois o local era muito distante, não tínhamos apoio e gastaríamos com gasolina. Mas o apelo das crianças falou mais alto. A proprietária da casa, Miriam Padilha, conhece a realidade de cada uma daquelas crianças, que começaram a ler, emprestar e interessar-se por livros. Então, em sua garagem, iniciaram-se encontros semanais, com atividades lúdicas e de leitura. Sempre entusiasmada, Miriam foi recebendo cada vez mais crianças. Contudo, no inverno, o frio e a chuva atrapalhavam esses encontros. Portanto, eu e meu marido resolvemos unir nossas finanças para fechar uma parte da garagem. E o resultado foi uma alegria! O Espaço ficou muito aconchegante e uma vez ao mês levamos um escritor, um artista ou quem quer que possa contribuir com uma palavra de esperança, amor e cultura para as crianças da comunidade”.

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Pintura do artista plástico Luiz Arão, livros e uma brinquedoteca na delegacia que pode, também, ser um espaço cultural àqueles que estão na sala de espera.

Além das páginas e da sala de aula, Mariza adora caminhar e pedalar na boa companhia de seu marido, seus filhos e de Debby, sua cachorrinha – daí a logomarca do projeto, criada pelo artista plástico Humberto Soares.
O projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar” nasceu de um momento de sofrimento, mas a mãe de Mariza, felizmente, foi curada e, hoje, aos 90 anos de idade, ajuda a filha a carimbar os livros que serão dispostos nas Caixas de Leitura.
Por sua vez, professora Mariza, transformadora e transformada, conclui: “Costumo falar que passei do cálvario até a ressureição, pois aprendi a colocar-me na dor do outro. Cada dia naquele setor de Oncologia com minha mãe foi sinônimo de aprendizagem e enriquecimento. Ali, aprendi a aceitar, conviver e buscar sempre motivos para levar um pouco de esperança ao próximo, seja através de uma cartinha (que seus alunos escrevem até hoje para os pacientes diagnosticados com câncer), uma leitura ou um sorriso”.

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Além da leitura, Mariza, a idealizadora do projeto, adora caminhar e pedalar na boa companhia de seu marido, seus filhos e de Debby, sua cachorrinha.

Fique atento aos pontos de distribuição de livros do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”:
• Joinville (SC): Setor de Oncologia do Hospital Municipal São José; HEMOSC – Hemocentro de Santa Catarina; Casa Padre Pio; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt; CENEF – Centro de Estudos e Orientação da Família; Mercado Municipal – voluntária Stella Maris de Carvalho; Maternidade Darcy Vargas; LABCenter – Laboratório de Análises Clínicas; Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso; IGP – Instituto Geral de Perícia; Casa de Acolhimento São Lázaro; Igreja Católica, no bairro Itinga – voluntária Cláudia Cidral; CIRETRAN Joinville; Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz.
• São Francisco do Sul (SC): Posto de Saúde, na Praia da Enseada – voluntária Cláudia Cidral.
• Piçarras (SC): RECREA – Atividades de Lazer e Esportivas.

Amigos, parceiros e amantes da leitura, entrem em contato com Mariza através do e-mail izaschiochet@gmail.com ou telefone (47) 99651-7701. Com a compra de uma camiseta do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, no valor de R$ 30,00, você apoia essa iniciativa. Saiba mais em facebook.com/livroparatodos