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Projeto social promove conhecimento e cultura através da leitura

Em um momento de dor e angústia, a professora Mariza Aparecida de Souza Schiochet, de Joinville (SC), buscou forças para levar esperança onde não há. Assim, nasceu o projeto social “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, que espalha caixas de leitura em instituições sociais, comunidades carentes e hospitais de Joinville e região.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Mariza conta que seus pais sempre foram envolvidos com atividades religiosas e, também, que os livros sempre fizeram parte de sua vida. Foi, inclusive, o amor aos livros e às crianças que levou Mariza a formar-se em Letras e fazer pós-graduação em “Gestão Escolar” e “Inclusão e Teoria em Libras”. “Sempre acreditei que as crianças são bons motivos para exercitarmos o convívio humano, uma vez que elas não têm preconceito. E, caso tenham, temos o dever de direcioná-las ao caminho para o bom convívio em sociedade”, comenta a professora.
Certas vez, enquanto Mariza levava sua mãe, diagnosticada com câncer, para o tratamento de quimioterapia, no Hospital Municipal São José, observou a ociosidade de pacientes e acompanhantes nos momentos de espera das consultas. Ela, então, encontrou a solução ideal em uma de suas paixões: os livros. No setor de Oncologia do hospital, disponibizou algumas obras literárias, a fim de entreter e enriquecer os pacientes e acompanhantes. Também, seus alunos levaram muita esperança e carinho aos pacientes do hospital escrevendo a eles cartinhas amorosas. A iniciativa deu tão certo que a apaixonada por leitura resolveu espalhar mais caixas em outros lugares. E foi assim que, há aproximadamente sete anos, nasceu o projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, da professora Mariza.

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As crianças do Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz vestiram a camisa (literalmente).

Ler é Viajar Sem Sair do Lugar
Com o objetivo de promover conhecimento e cultura através da leitura, o projeto (sem fins lucrativos) recebe as chamadas “Caixas de Leitura” do Movimento de Pessoas Melhores (www.pessoasmelhores.com) e tem apoio do Tio Cid, pub de um ex-aluno de Mariza, que sempre que possível realiza a compra do material solicitado.
“Tenho muitos anjos que, direta ou indiretamente, contribuem com o projeto. Sou muito grata a eles”, diz a professora. As Caixas de Leitura são especialmente decoradas por Mariza, com a ajuda de alunos e de seu marido. Então, as mesmas são abastecidas com livros doados por amigos, escritores, livrarias e simpatizantes do projeto. Entre os exemplares, estão romances, contos, gibis e histórias prazerosas que possam ser lidas em curto tempo. Em seguida, as caixas são espalhadas em instituições sociais, comunidades carentes e hospitais de Joinville e região.
De acordo com Mariza, a ideia é distribuir livros onde não há, especialmente nos bairros mais carentes, criar ambientes convidativos para despertar o interesse de crianças e, ainda, realizar contação de histórias. “Buscamos envolver cada vez mais leitores no universo prazeroso e lúdico da leitura e, assim, construir uma sociedade mais justa e humana, além de contribuir na formação de valores e cidadania”, acrescenta a idealizadora do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”.

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O IGP – Instituto Geral de Perícia também ganhou cantinho especial dedicado à leitura.

Depoimentos
Conforme Giane Costa, recepcionista do CENEF – Centro de Estudos e Orientação da Família, o projeto permite que aqueles que estão na sala de espera desfrutem de uma boa leitura. Ela ainda conta que aqueles mais absortos na leitura levam o exemplar para casa, a fim de ‘devorar’ o livro. Para Maria Eduarda, recepcionista do LABCenter – Laboratório de Análises Clínicas, o projeto é um bom incentivo para que as pessoas substituam os celulares por livros. “Muitos de nossos pacientes, que ficam em curva de lactose por duas horas a fio, aproveitam este tempo para ler”, fala Maria Eduarda.
Já no IGP (Instituto Geral de Perícia), uma pessoa pôde conhecer o projeto enquanto seu filho brincava no cantinho organizado com brinquedos e livros: “Atitudes como essa nos dão esperança de que o mundo pode ser melhor. Em uma Era Digital, onde muitos princípios estão se perdendo, é através do nosso exemplo que podemos ensinar nossas crianças que a leitura é, sim, muito importante”.

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Registro do Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz.

Poder transformador
O projeto, que nasceu da vontade de compartilhar com outras pessoas o poder transformador da leitura, acabou transformando a vida da própria idealizadora. Dentre tantas pessoas e histórias que lhe marcaram, Mariza fala sobre o “Espaço da Leitura”: “Certo dia, a convite de uma amiga, fui fazer uma contação de histórias em uma comunidade carente. Após a contação, veio o convite de colocar uma Caixa de Leitura ali. Relutei, pois o local era muito distante, não tínhamos apoio e gastaríamos com gasolina. Mas o apelo das crianças falou mais alto. A proprietária da casa, Miriam Padilha, conhece a realidade de cada uma daquelas crianças, que começaram a ler, emprestar e interessar-se por livros. Então, em sua garagem, iniciaram-se encontros semanais, com atividades lúdicas e de leitura. Sempre entusiasmada, Miriam foi recebendo cada vez mais crianças. Contudo, no inverno, o frio e a chuva atrapalhavam esses encontros. Portanto, eu e meu marido resolvemos unir nossas finanças para fechar uma parte da garagem. E o resultado foi uma alegria! O Espaço ficou muito aconchegante e uma vez ao mês levamos um escritor, um artista ou quem quer que possa contribuir com uma palavra de esperança, amor e cultura para as crianças da comunidade”.

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Pintura do artista plástico Luiz Arão, livros e uma brinquedoteca na delegacia que pode, também, ser um espaço cultural àqueles que estão na sala de espera.

Além das páginas e da sala de aula, Mariza adora caminhar e pedalar na boa companhia de seu marido, seus filhos e de Debby, sua cachorrinha – daí a logomarca do projeto, criada pelo artista plástico Humberto Soares.
O projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar” nasceu de um momento de sofrimento, mas a mãe de Mariza, felizmente, foi curada e, hoje, aos 90 anos de idade, ajuda a filha a carimbar os livros que serão dispostos nas Caixas de Leitura.
Por sua vez, professora Mariza, transformadora e transformada, conclui: “Costumo falar que passei do cálvario até a ressureição, pois aprendi a colocar-me na dor do outro. Cada dia naquele setor de Oncologia com minha mãe foi sinônimo de aprendizagem e enriquecimento. Ali, aprendi a aceitar, conviver e buscar sempre motivos para levar um pouco de esperança ao próximo, seja através de uma cartinha (que seus alunos escrevem até hoje para os pacientes diagnosticados com câncer), uma leitura ou um sorriso”.

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Além da leitura, Mariza, a idealizadora do projeto, adora caminhar e pedalar na boa companhia de seu marido, seus filhos e de Debby, sua cachorrinha.

Fique atento aos pontos de distribuição de livros do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”:
• Joinville (SC): Setor de Oncologia do Hospital Municipal São José; HEMOSC – Hemocentro de Santa Catarina; Casa Padre Pio; Hospital Regional Hans Dieter Schmidt; CENEF – Centro de Estudos e Orientação da Família; Mercado Municipal – voluntária Stella Maris de Carvalho; Maternidade Darcy Vargas; LABCenter – Laboratório de Análises Clínicas; Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso; IGP – Instituto Geral de Perícia; Casa de Acolhimento São Lázaro; Igreja Católica, no bairro Itinga – voluntária Cláudia Cidral; CIRETRAN Joinville; Espaço Criativo e Literário Júlio Emílio Braz.
• São Francisco do Sul (SC): Posto de Saúde, na Praia da Enseada – voluntária Cláudia Cidral.
• Piçarras (SC): RECREA – Atividades de Lazer e Esportivas.

Amigos, parceiros e amantes da leitura, entrem em contato com Mariza através do e-mail izaschiochet@gmail.com ou telefone (47) 99651-7701. Com a compra de uma camiseta do projeto “Ler é Viajar Sem Sair do Lugar”, no valor de R$ 30,00, você apoia essa iniciativa. Saiba mais em facebook.com/livroparatodos

 

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Arte plástica: forma de se expressar, repensar valores e quebrar padrões

Assim como a educação, o esporte e a cultura, a arte também se mostra como um caminho de infinitas possibilidades e de um mundo melhor. Em Itapoá não é diferente: Aos 25 anos, o artista plástico Juan Angelo Antunes é um ícone para a pintura do município. A ampla gama de interesses percorridos pelo artista, como ciência, filosofia, religião e outros assuntos relacionados à sociedade, pode ser percebida através de suas telas, que preenchem os olhos e a mente do público.

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Juan no teatro Juarez Machado em um evento cultural realizado pelo Conservatório de Belas Artes de Joinville, na ocasião ele pintou uma
tela ao vivo.

Ana Beatriz Machado

Nascido em Campo Grande – MS e filho de artista plástico, Juan teve contato com a arte desde pequeno. Durante muito tempo, ele e três de seus irmãos resolveram acompanhar as viagens do pai artista para correrem atrás do sonho de jogar futebol. Juan chegou a jogar, junto com seus irmãos, em vários times, mas hoje estacionou no campo das artes.
Além de seu pai, os cinco irmãos e a mãe de Juan também pintam. Apesar de crescer no meio artístico, ele começou a pintar efetivamente em fevereiro de 2009, quando tinha 18 anos. Hoje, aos 25, Juan conta que recebe influências de diversos artistas e de vários estilos. “A influência de meu pai é inevitável, mas é difícil fixar algum artista em particular. Grandes críticos do mercado de arte definiram meu trabalhocomo arte abstrata”, diz. Aos poucos, ele desenvolveu sua próprialinguagem, mas diz estar em constante processo de evolução.
Até desenvolver uma identidade própria, Juan conta que já experimentou diversos estilos, conceitos e materiais, como café, papelão e madeira, por exemplo. Atualmente, ele desenvolve pinturas com tintaacrílica sobre algodão cru, além de utilizar outras superfícies, como o linho e a juta.
Com alguns anos de experiência na arte, ele afirma que sua principal evolução se deu na temática e no conceito de suas obras. Através delas, Juan pretende ser cada vez mais atuante na sociedade. Para ele, a coisa mais valiosa na humanidade é a capacidade de se expressar: “É também a forma mais valiosa para você alcançar seus objetivos, por isso estou em contato com as pessoas através da arte”. Produzir uma tela é, para Juan, garantir um futuro não só para ele, mas para todos. “Desejo que minha arte sirva de estudo e reflexão para as pessoas, porque se eu pintar e não servir para ninguém, então não adianta nada”, diz.
No processo de criação, a escolha de um tema surge de forma inesperada. Segundo Juan, novas ideias surgem em um piscar de olhos, em um capítulo de um livro, em uma nova descoberta da ciência ou em uma conversa com alguém; mas suas obras sempre têm um significado. A partir de pesquisas sobre um determinado tema, as obras são pintadas e formam uma série. O jovem fala que procura expressar suas pesquisas nas telas e, como não consegue transmitir todas as ideias em uma única obra, inicia uma série e, dentro dela, busca as melhores formas de expressar seus estudos.
Até hoje, o artista plástico produziu cinco séries, todas com certa ligação ao município de Itapoá, caracterizadas com cores fortes, linhas e formas. “As primeiras serviram mais como pesquisa de técnicas a serem exploradas”, diz. Paralelamente às séries, ele também pinta quadros separados e encomendas.
A série “Padrões Caóticos” já dura algum tempo e, através das telas, o artista faz da arte uma quebra de padrões – padrões estes que vêm do caos, do nada. “A partir da pergunta ‘Quem é Deus?’, por exemplo, busquei desafiar a nova física, trabalhando questões como consciência e realidade”, conta. Juan, que já teve como inspiração a matemática, conta que, nesta série, as pesquisas estão mais centradas na área da ciência, religião e no método científico.

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Série Natureza Viva.

Diferente do que muitos pensam, o artista não está fazendo arte somente no momento de produção, na companhia de tintas e pincéis. Para Juan, o processo artístico é constante, pois, quando não está pintando, está pesquisando, à procura de novos conceitos que sirvam de inspiração. De acordo com o artista, os livros – outra de suas paixões – são extremamente necessários para a expressão. “Preciso entender determinado assunto para depois fazer dele uma reflexão através da arte e, então, levar para o público”, explica.
A arte também atua como exercício para a consciência. Acreditando nisso, Juan já realizou alguns trabalhos em escolas do município, em batepapos sobre arte com crianças e adolescentes. “Experiências como esta são muito bacanas, pois as crianças interagem, indagam e fazem perguntas pertinentes, e o que era para ser uma aula sobre as minhas obras, acaba sendo uma troca de saberes”, diz o artista. Para ele, esta aproximação entre as crianças e o mundo das artes é muito importante, pois leva o aluno a se interessar pelas produções que são realizadas por ele mesmo e por seus colegas, bem como por diversas obras consideradas artísticas a nível regional, nacional e internacional.
Como reconhecimento de seu trabalho, o artista já realizou diversas exposições Brasil afora, sendo as mais renomadas no espaço cultural da TV Guarani, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, no Museu de Artes de Joinville (MAJ) e na Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIMS). O público apreciador da arte de Juan também está por toda a parte.
Ele conta que muitas de suas obras estão por Curitiba, São Paulo e, inclusive, no exterior, como Espanha, Portugal e Estados Unidos.
Atualmente, o artista está desenvolvendo uma série em homenagem a Itapoá, com elementos característicos do município, como o porto, as três edras, o farol e a banca de pescadores. “Itapoá possui cenários inspiradores e cada um deles é capaz de transmitir uma ideia diferente.
Costumo andar por aí e ir captando estas ideias”, diz Juan. Para esta nova série, ele pretende misturar dois ou mais elementos em uma única pintura.
O resultado será conferido em maio, em uma exposição aberta à comunidade, na Sorveteria Pura Gula.
Em breve, ele pretende desenvolver mais uma série com o tema “Padrões Caóticos” e, desta vez, entrar em um estilo figurativo. “Hoje, possuo liberdade para me expressar através da pintura. É claro que cada pessoa interpreta a obra de acordo com sua própria linguagem, que é resultante do seu repertório e de sua bagagem. Mas gosto da discussão e do estudo que a arte proporciona às pessoas”, diz Juan. Em seus projetos, consta aproximar, cada vez mais, a comunidade itapoaense do meio artístico, como forma de se expressar, repensar os valores e quebrar os padrões.

Do descartável à arte: conheça os trabalhos do artista plástico And Fatiola

A crescente preocupação com as causas ambientais tem mudado os padrões de consumo. Assim como aconteceu com a moda, a arte consciente é a bola da vez. Apaixonado por arte e paisagismo, o artista plástico de Itapoá-SC Anderson Fatiola Flávio – que assina suas criações com a alcunha de And Fatiola –, fala sobre seus trabalhos que unem criatividade e consciência ecológica, e que ganham cada vez mais admiradores.

Mesmo exercendo a profissão de hairstylist há mais de quinze anos, And deu espaço a uma paixão que lhe acompanha desde a infância: a arte. Natural de Cambé-PR, ele foi criado no município de Bom Sucesso-PR e viveu por aproximadamente vintes anos em Ribeirão Preto-SP – onde conheceu Leila Ubbi Baldochi, uma de suas clientes do salão de beleza, arquiteta-urbanista, historiadora de arte e uma autoridade no meio artístico. “Ela me incentivou a participar de alguns cursos nas áreas das artes plásticas que ministrava. Isso foi determinante para desenvolver minha arte de forma profissional”, afirma.

Com poucos estudos na área, And desenvolveu suas primeiras peças como autodidata. Ele conta que, inicialmente, criava as peças para si mesmo, como uma forma de terapia e autoconhecimento. “Nunca pensei que elas viessem a ter valor comercial, mas, aos poucos, notei que ganhavam o interesse das minhas clientes do salão e, assim, de forma natural, aconteceram as primeiras vendas”, conta o artista, que chegou a expor seus trabalhos na conhecida Casa de Portinari.

Em 2013, And, que já visitava Itapoá há muitos anos, se mudou para o município à procura de qualidade de vida e novos ares. De imediato, a natureza incomum do lugar serviu de inspiração para novos estudos e experimentações artísticas. “Sempre tive interesse por plantas e jardinagem e, em Itapoá, me senti inspirado e encontrei a oportunidade perfeita para unir estas duas paixões: a arte e o paisagismo”, conta.

No mercado nacional de plantas, o artista sentiu a necessidade de vasos decorativos mais autênticos e criativos, que fugissem à linha tradicional e, assim, surgiram seus primeiros trabalhos profissionais. Fazendo uso de materiais recicláveis, tintas, tecidos, papel machê, galhos e argila, And desenvolveu charmosas esculturas em formato de cachepôs, utilizados para colocar plantas. Os trabalhos foram postados na plataforma de criativos Elo7 e ganharam o gosto de muitas pessoas, inclusive, do Canadá e Austrália. Para ele, o sucesso de suas criações se deve ao fato de que as pessoas estão cada vez mais informadas e preocupadas com o futuro do planeta e, consequentemente, dão preferências aos produtos de cunho sustentável.

Toda esta preocupação com a natureza se tornou a principal característica do trabalho artístico de And, que se formou como paisagista, em Joinville-SC.

Inspiração vem da natureza

 Dentre uma série de artistas que admira, o trabalho dos artistas James Ensor e Mark Ryden serve como referência. “Gosto desta estética maluca, caracterizada por desproporções, cores vibrantes, olhares mais profundos e personagens no estilo caricaturesco”, diz. No entanto, sua principal fonte de inspiração é a natureza. “Apesar de não trabalhar na área do paisagismo, muitas das técnicas paisagistas são aplicadas em minha arte, uma vez que estas peças têm o intuito de ressaltar a beleza das plantas e são ideais para decorar jardins e áreas naturais”, explica.

Para And, a arte é ilimitada, bem como os materiais utilizados por ele. Além dos cachepôs para plantas, o artista também cria latas decorativas para plantas, telas em acrílico e personaliza elementos da natureza, como pedras. No Carnaval de 2017, ele foi um dos artistas voluntários convidados pela Prefeitura Municipal de Itapoá para produzir telas com o tema “Carnaval Cultural”, evidenciando elementos da cultura local, que ficaram expostas na avenida principal de Itapema do Norte durante o feriado. Para esta proposta, And explorou a lenda das sereias e elementos da natureza, como as águas e os pássaros.

“Contemplar o meio ambiente com respeito é o primeiro passo para garantir recursos para a sobrevivência das próximas gerações, e a arte nos convida a participar desse processo de conscientização”, conclui o artista plástico And Fatiola, que continua trabalhando como hairsylist esporadicamente em Ribeirão Preto e vive em Itapoá, onde encontrou, na natureza exuberante, o lugar perfeito para se inspirar e criar.

 

Para acompanhar as criações do artista And Fatiola, de Itapoá, acesse o seu site http://www.andfatiola.com ou sua página no Facebook http://www.facebook.com/andfatiola.