Arquivo da categoria: Atitudes e Doação

Itapoá Saneamento doa 25 mil sabonetes para o combate à pandemia de Covid-19

Produtos foram entregues com adesivo informativo sobre
higienização pessoal e uso consciente de água.

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Contribuindo com o controle da pandemia de Covid-19, a Itapoá Saneamento inicia nesta semana a doação de 25 mil sabonetes para a Prefeitura de Itapoá, com o objetivo de beneficiar espaços públicos e unidades de saúde em todo o município.

“Cada sabonete doado será acompanhado de um adesivo informativo para estimular a higienização pessoal e o consumo consciente de água. O saneamento é um fator essencial a saúde da comunidade, por isso devemos estimular o bom uso dos nossos recursos hídricos”, diz João Roberto Rocha Moraes, diretor operacional.

A ação integra os esforços da campanha “Cuidar da água é o nosso jeito de cuidar de você” (www.iguasa.com.br/juntos), que visa cooperar com o enfrentamento do coronavírus a partir da valorização da saúde.

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Ações sociais             

Além das doações de sabonetes, a concessionária  isentou as famílias de baixa renda inscritas no programa de tarifa social do pagamento da conta por 60 dias, em apoio às medidas adotadas pelo estado e aderiu ao movimento #nãodemita, preservando o emprego de diversas famílias que diariamente saem de casa e trabalham para garantir a segurança e o bem-estar dos nossos clientes.

Sobre a Itapoá Saneamento – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Itapoá Saneamento assumiu os serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário no município de Itapoá em outubro de 2012. A concessionária atende a 21 mil pessoas e atua para universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento. É controlada pela EBS e, desde 2017, pela Iguá Saneamento, com o compromisso de sere a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

 

Porto Itapoá viabiliza a confecção de 10 mil máscaras faciais para distribuição no município

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Ação é realizada em parceria com costureiras e costureiros do munícipio, Secretaria de Turismo e Cultura, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, Mãos do Bem e ADEA.

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Nessa semana foram iniciadas a distribuição de máscaras faciais para a população de Itapoá. Ao todo serão produzidas 10 mil unidades, que foram confeccionadas por um grupo de aproximadamente 50 pessoas, entre costureiras e costureiros do município.

A compra da matéria prima e pagamento da mão de obra das artesãs foram viabilizadas pelo Porto Itapoá. As máscaras começaram a ser produzidas no dia 16 de abril e, cerca de 3 mil unidades já começaram a ser entregues à população na última terça-feira, dia 21.

Outras doações específicas para profissionais de saúde

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O Porto Itapoá também tem contribuído com a doação de máscaras faciais profissionais (N95) e máscaras face shield (equipamento reutilizável) aos profissionais da Unidade de Pronto Atendimento 24h do Município. Ao todo já foram doadas mil máscaras descartáveis, 430 máscaras face shield, 600 aventais de enfermagem, gorros de proteção e óculos de segurança. Esses materiais estão sendo doados desde o fim de março, quando as medidas frente ao COVID-19 foram intensificadas no Município.

Orsegups realiza entrega de alimentos à Mãos do Bem

Na última terça (18), a Orsegups realizou a entrega de 20 Kg de alimentos à associação Mãos do Bem, entidade localizada em Itapoá.
A ação foi uma iniciativa conjunta dos times comercial e de operações da empresa, que, em palestra na região, angariaram doações para a associação.
A Mãos do Bem é um grupo de amigos que, desde 2011, ajuda e auxilia famílias em estado de vulnerabilidade social por meio da doação de cestas básicas, fraldas e roupas.
Atualmente, a associação – sem fins lucrativos – apoia 20 famílias carentes e, aproximadamente, 70 crianças em fase de formação, todos em Itapoá, SC.
A Orsegups acredita que ações como essa contribuem, e são fundamentais, para o fomento de uma sociedade mais justa e um País menos desigual.

Quer saber mais sobre as ações da empresa em nossa região? Acesse a página do facebook Orsegups Litoral Norte.

 

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Dany Roger Perrony, supervisor administrativo da Orsegups e a Srª Magda, representante da Mãos do Bem.

 

 

André Vinicius, força e superação na batalha contra o câncer

Conhecido e querido por munícipes de toda a Itapoá, há oito anos o professor André Vinicius Araújo trava uma batalha contra um tumor no cérebro.
Hoje, sente-se confiante e seguro para falar sobre a doença que sempre esteve no anonimato e agradecer o carinho que tem recebido de todas as partes: “o apoio de amigos e familiares me encheu de amor, força e esperança”.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

 

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André Vinicius Araújo, professor em Itapoá, responsável pela locução de diversos eventos
significativos para o município.

 

 

De Nova Esperança-PR, André Vinicius é formado em Educação Física e há dezesseis anos reside em Itapoá. No município, ministrou aulas nas escolas municipais Frei Valentim, Alberto Speck e João Monteiro Cabral, atuou na Secretaria Municipal de Educação e nos último ano trabalhou como diretor na Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo. Também, foi responsável pela locução de inúmeros eventos significativos para o município, como inaugurações de escolas, postos de saúde, asfalto, homenagens na Câmara Municipal de Vereadores, PROERD da Polícia Militar, eventos escolares e comunitários, entre outros. Há 12 anos, casou-se com Noemi Araújo, também professora da rede escolar municipal e, juntos, tiveram dois filhos: Yuri (8) e Marcos Vinicius (4).
Recordando o passado, André lembra que desde 2002 sentia fortes dores de cabeça. “Procurei um oculista, pois acreditava tratar-se de algum problema de visão, mas não. Fui protelando e até aprendi a conviver com aquela dor no dia a dia. Mas os anos passaram-se as dores foram aumentando gradativamente”, conta. Já em 2009, além de as crises tornarem-se mais frequentes e intensas, André passou a ter episódios de convulsão – preocupações que levaram-no a procurar um médico.
Após realizar ressonâncias, mapeamento cerebral e uma série de exames, em janeiro de 2010 – no dia do nascimento de seu primeiro filho –, André, que não possuía histórico de câncer na família, recebeu o diagnóstico constatando um tumor de 1,4 centímetros, situado no terceiro ventrículo do cérebro.

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André apresentando a inauguração do novo prédio da Prefeitura Municipal de Itapoá

Primeiros anos
Como o local onde o tumor encontrava-se era de difícil acesso, os médicos não podiam sequer realizar biópsias para descobrir seu grau – a não ser que realizassem uma cirurgia. Em consulta com duas equipes médicas em Curitiba-PR, André foi aconselhado a passar por uma cirurgia de urgência. Insatisfeito, ainda buscou a opinião de um terceiro médico, em Joinville-SC, que apresentou-lhe duas opções: submeter-se à cirurgia ou acompanhar, ao longo do tempo, o desenvolvimento do tumor através de exames periódicos. Após muitas pesquisas, André tomou conhecimento de que esta cirurgia oferecia muitos riscos (de sequelas e até morte) e, portanto, optou por realizar o acompanhamento.

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Ao lado de Cleniudo, seu amigo e compadre.

De 2010 em diante, viveu dias de dor de cabeça intermitente e náuseas, tendo sido internado diversas vezes, sempre recebendo o apoio de dois grandes amigos: Professor Eduardo e seu compadre Cleniudo, que sempre estiveram presentes e eram os únicos a saber o que realmente acontecia. “Onde quer que fosse, carregava cartelas de codeína, para mastigar sempre que a dor surgisse ou normalmente era atendido no pronto-atendimento para receber morfina”, recorda.
Naquele tempo, o professor fez um acordo consigo mesmo, de que quando passasse por algum episódio crítico, seria o momento de realizar a cirurgia. O marco aconteceu em março deste ano de 2018, quando André chegou a ter um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

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Tomando lugar na Academia de Letras de Itapoá

 

A cirurgia
Sabendo que durante o tratamento o cabelo iria cair, André forjou uma aposta aos seus filhos, a fim de que perdesse propositalmente e tivesse de raspar os cabelos. “Sempre deixamos nossos filhos a par de tudo, em uma linguagem mais simples, para que pudessem entender. Mas a brincadeira da aposta foi essencial para que o momento de raspar a cabeça se tornasse mais uma diversão do que um choque para eles”, comenta.
Durante os preparativos para a cirurgia, André Vinicius recorda uma intuição que dizia que ele não voltaria para casa: “Eu havia pesquisado muito sobre essa cirurgia e na grande maioria dos casos os pacientes vinham a óbito. Portanto, organizei documentos, deixei arquivos com todos os meus dados e senhas, revisei o seguro de vida e orientei um irmão para que na minha falta a família pudesse se organizar sem mim”. Em contrapartida, a esposa Noemi dava-lhe forças e insistia que tudo daria certo.

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Família reunida: André e a esposa Noemi, junto dos filhos Yuri (8) e Marcos Vinicius (4).

A cirurgia aconteceu em julho de 2018, totalizando aproximadamente doze horas de duração. Uma equipe de três neurocirurgiões e um neurofisiologista retirou boa parte do tumor que havia crescido para 2,8 centímetros – exatamente o dobro do tamanho de quando foi encontrado, em 2010.
Apenas um pedaço de cinco milímetros do tumor, situado dentro de um forame do cérebro, teve de ser mantido, já que, segundo os médicos, sua remoção total iria comprometer os movimentos das pernas.
Após o procedimento, André passou cinco dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), sentindo fortes dores e náuseas, tendo emagrecido quinze quilos em menos de uma semana, e mais três dias no quarto do hospital. No oitavo dia, antes de receber alta, as palavras de uma médica da UTI ficaram gravadas para sempre em sua memória: “Nem todas as pessoas que chegam aqui nesse estado, voltam para suas casas. Por isso, comemore esse dia como se fosse seu aniversário”.

 

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André com seu irmão Arthur, que esteve o tempo todo ao seu lado

De volta para casa
Conforme André Vinicius, pisar em casa e estar junto da família novamente foi uma emoção inenarrável. Ele, que saiu do hospital praticamente sem andar e com a visão turva, superou as expectativas da equipe médica e teve boa recuperação. “Tivemos de adaptar a casa, tirando tapetes do caminho e colocando barras de apoio. Com muita persistência, alongamento e exercícios para fortalecimento de perna, dentro de dez dias já voltei a caminhar sozinho, com a ajuda de uma bengala”, fala André.

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Com o irmão Ricardo, seus filhos e sobrinhos

O procedimento cirúrgico desencadeou alguns problemas de saúde, como diabetes, labirintite, náusea e problemas na tireoide. Dias depois, André ficou internado durante três dias, por motivos de fraqueza, tontura e náusea. Em setembro de 2018, submeteu-se à uma segunda cirurgia e quinze dias de internação, por conta de uma infecção causada por uma superbactéria e rejeição, momento este que foram removidas placas, parafusos e a tampa óssea que havia sido recolocada. Em compensação, desde a cirurgia de retirada do tumor as dores de cabeça cessaram de vez.

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registro no hospital com seu pai Alvacir.

Graças ao local onde o tumor está situado, a equipe médica descartou a possibilidade de quimioterapia. Neste mês de novembro, André Vinicius está prestes a realizar sua primeira sessão de radioterapia, a fim de conter os cinco milímetros que ainda restam no cérebro e tentar inibir a volta do tumor.
O caso de André foi mencionado por um dos médicos devido à rápida recuperação em relação ao tamanho do tumor removido, um dos maiores já retirados desta região. Três meses após a cirurgia, André Vinicius leva uma vida quase normal, exceto pela tontura e enjoos que aparecem de vez em quando.

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André com seu filho Marcos e com sua mãe Rosângela.

Durante os anos que antecederam a cirurgia, uma coincidência chamou a atenção de da equipe médica: foi um “achado” em seu filho menor, uma mancha no mesmo local do pai, encontrada através de exames, que vem sendo monitorada através de ressonância. O caso foi levado à estudos em uma conferência em São Paulo no ano passado.
“Agradecemos imensamente à equipe de enfermeiros e médicos, tanto de Itapoá quanto de Joinville, especialmente aos doutores Michael, Júlio, André e Marcos Vinicius, responsáveis pelo sucesso da cirurgia de retirada do tumor. Estes profissionais tiveram cautela ao nos transmitir segurança e confiança, sanando todas as nossas dúvidas em uma linguagem de fácil entendimento”, contam André e Noemi.

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André Vinicius e Noemi, casados há doze anos.

Ainda, o casal agradece o apoio de seus familiares e dos muitos amigos, que contribuíram das mais diversas formas: com dicas, indicações de remédios naturais, cirurgias espirituais, igrejas, conselhos, deram apoio quando as forças quase acabaram, fizeram promessas, ligações, orações, visitas, enviaram mensagens e boas energias. Nas palavras de André: “Nós temos o hábito de pensar que estamos sozinhos, mas nessas horas difíceis descobrimos o quanto somos queridos. Amigos e irmãos chegaram a raspar a cabeça em meu apoio. Recebi muito carinho e amor de pessoas próximas e até de quem eu não conhecia. Isso, com certeza, fez com que atravessássemos os períodos difíceis com força, esperança e fé em Deus”.

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Com os colegas de trabalho da Esc. Mun. João Monteiro Cabral.

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Um registro com os amigos Lala, Mirlei e Neri (ao fundo), Anderson, João Roberto e Yasmin.

O que fica
Segundo a equipe médica, o caso de André apresenta sobrevida de, em média, dez anos. No entanto, o professor prefere não dar atenção a isso e viver um dia de cada vez. Em seus planos futuros estão as viagens para Aparecida do Norte-SP e para uma igreja em Portugal, com o objetivo de pagar promessas, além de voltar aos palcos para fazer a locução de eventos – atividade que sempre desempenhou com muito prazer.
Hoje, aos 40 anos de idade, André Vinicius dá ainda mais valor aos seus pais, irmãos e amigos que acompanharam cada dia de dor, sofrimento e alegria. “Minha esposa e meus filhos são tudo para mim. Passei a apreciar ainda mais os momentos em que estamos juntos”, diz.
O professor, muito querido por munícipes de toda a Itapoá, conta que não costumava tornar a público os detalhes de sua luta contra o câncer, mas, hoje, sente-se livre e seguro para falar sobre a doença com os demais. Emocionados, André e a esposa Noemi se olham e concluem: “nós vencemos”.

Lutando contra o câncer, amor e união fazem a diferença

Nas mídias sociais, a hashtag #DinnoJuntosVenceremos prova o quanto o professor de Educação Física Claudinei Ferreira Mendes – mais conhecido como Dinno, serve de inspiração para muitos munícipes de Itapoá.
Há seis meses, ele luta diariamente contra o câncer. Ainda com um pouco de cansaço para falar, devido ao tratamento intensivo, Dinno conta com a ajuda da esposa, Vanilda de Souza – mais conhecida como Preta, para agradecer todo o carinho que vem recebendo e contar sua história, sinônimo de força e superação.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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O casal Preta e Dinno, e a psicopedagoga e atleta Mahara Hermógenes, amiga do casal e uma das
responsáveis pela campanha #DinnoJuntosVenceremos, que lhe deu apoio nas redes sociais.

Natural de Ponta Grossa-PR, Dinno escolheu o município de Itapoá para viver. Na cidade litorânea, construiu carreira como professor de Educação Física da Escola Municipal Frei Valentim, conheceu Preta, com quem é casado há dezesseis anos, e também seu enteado, Jonatha Aguiar, considerado por ele como filho do coração.
Certa vez, Dinno e Preta passaram por uma mudança radical no estilo de vida. O casal tornou a cultivar hábitos mais saudáveis, praticar regularmente atividades físicas e seguir uma dieta com base na orientação de uma nutricionista. Juntos, também abriram a Academia DPJ Fitness.
Há aproximadamente três anos, o professor desenvolveu uma curiosa alergia a diversos medicamentos. À medida em que Dinno era medicado, crescia a lista de remédios que lhe causavam reações alérgicas, como inchaço na face.
Em maio deste ano de 2018, começou a sentir dores entre a perna esquerda e o quadril. Depois de duas semanas convivendo com a dor, foi a Joinville-SC para consultar-se no pronto-atendimento. “Temíamos que ele recebesse algum medicamento desconhecido que lhe causasse reação alérgica. Paramos, então, em uma clínica para marcarmos um horário com um ortopedista e especialista em quadril. Acreditamos muito que Deus sabe de todas as coisas, pois havia um horário vago para aquela mesma tarde”, recorda Preta.
Conforme o ortopedista, a dor que incomodava somente a perna esquerda podia significar muitas coisas, daí a importância de um exame de ressonância magnética, realizado na semana seguinte. Feito o exame, Dinno recebeu o diagnóstico de que estava com um pequeno problema na cartilagem na perna esquerda, que não justificava sua dor. Porém, o exame acusou também um tumor já bem desenvolvido, com nove centímetros, ao lado direito do glúteo. Frente ao médico, Preta e Dinno receberam a inesperada notícia, e com fé em Deus descobriram forças para enfrentar os próximos dias.

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O casal Preta e Dinno, e a psicopedagoga e atleta Mahara Hermógenes, amiga do casal e uma das
responsáveis pela campanha #DinnoJuntosVenceremos, que lhe deu apoio nas redes sociais.

Mais notícias
O casal foi encaminhado para tratar do problema com outro médico, Dr. André, ortopedista, cirurgião e especialista em coluna, que pediu mais uma série de exames. Antes que retornassem ao hospital, o médico telefonou para Dinno e informou que o mesmo tumor encontrado no glúteo havia sido encontrado na coluna vertebral, na região da lombar, além de outros dois pontos menores encontrados na bacia – por isso, a dor no lado esquerdo da perna, que passou a pressionar e se expandir para a coluna.
Do mês de maio a outubro, em praticamente todos os consultórios médicos por onde Dinno, Preta e Jonatha passaram, as notícias ficavam ainda mais difíceis.
Com fortes dores na coluna e o movimento da perna esquerda já comprometido, Dinno realizou a biópsia, a fim de descobrir qual o tipo do tumor. Preta recorda o dia em que recebeu o resultado: “O médico nos telefonou dizendo que o resultado da biópsia era nada favorável, pois tratava-se de um lipossarcoma maligno. Em seguida, tive de dar a notícia ao Dinno. Foi muito difícil, pois o termo ‘tumor maligno’ está comumente associado a morte. Felizmente, ele foi forte ao receber a notícia, já eu, que sempre fui mais sensível, caí em desespero”.

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Família que é unida, permanece unida nos momentos bons ou difíceis. No registro: Dinno (na maca), sua esposa Preta e o filho Jonatha (ao fundo).

O caso
Imediatamente, a família procurou um oncologista clínico para dar início ao tratamento. Este, por sua vez, descartou a possibilidade de realizar uma cirurgia, reiterando que a única saída seria o tratamento com radiografia. Contudo, a intuição de Preta dizia para não se contentar com apenas uma opinião médica. “Aprendemos que os familiares devem, sim, pesquisar sobre a enfermidade em fontes confiáveis. Ter certo conhecimento sobre o assunto nos ajuda a questionar e não nos conformar com a primeira resposta que recebermos”, diz a esposa de Dinno. Felizmente, o segundo oncologista a ser consultado, Dr. Jackson, foi bastante otimista ao dizer que Dinno era jovem e era preciso apostar em sua cirurgia.
Mas, antes, o professor de Educação Física foi internado imediatamente para que os exames de mapeamento geral fossem feitos mais depressa. A internação durou sessenta dias e foi supervisionada pelos doutores Jackson e André, que passaram a trabalhar juntos no caso de Dino, e por doutor Álvaro, oncologista e cirurgião especialista em tumor de partes moles (tecidos como músculos, ossos e gordura).
O caso de Dinno, com metástase (formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra) em osso, na coluna vertebral, contrariou as estatísticas e chamou a atenção dos médicos, uma vez que o tumor do tipo lipossarcoma costuma apresentar metástase no intestino e principalmente no pulmão. Conforme os médicos, o estilo saudável que mantinha regularmente foi crucial para sua rápida recuperação e para impedir a metástase no pulmão.

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Um registro de Preta e Dinno, um casal companheiro, unido e forte.

Cirurgia e tratamento
Por ser o tumor que mais se desenvolveu e que estava ocasionando dor, a cirurgia consistiu na retirada do tumor da lombar. Felizmente, a equipe de médicos, que trabalhou em conjunto, realizou a cirurgia com sucesso, retirando 100% o tumor da lombar. Superando expectativas médicas, o paciente recuperou-se rapidamente da cirurgia.
Conforme os profissionais da saúde, uma vez que existiam três tumores pelo corpo (no glúteo e dois pontos menores na bacia, já que o da lombar havia sido removido), Dinno teria de fazer tratamento com quimioterapia. O primeiro ciclo das sessões de quimioterapia aconteceu no início de agosto de 2018 e foi bastante delicado, pois os médicos não sabiam se os medicamentos do tratamento causariam reações alérgicas.
Quatro dias depois de voltar para casa, Dinno apresentou indícios de febre. Voltou a Joinville e foi encaminhado para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital, com uma infecção pulmonar. Passou a respirar com a ajuda de aparelhos e de uma máscara de oxigênio. “Os medicamentos indicados para febre estavam em sua lista de medicamentos que lhe causam alergia. Portanto, para baixar sua temperatura, os médicos colocaram cubos de gelo nas partes quentes. Foi um episódio muito difícil, ele gritava de dor”, lembra a esposa. Mais tarde, Dinno voltou a ter febre e Preta e Jonatha revezaram-se durante trinta e quatro horas a fio fazendo compressa com uma toalha umedecida, já que o gelo o machucava muito.
Por felicidade, após cinco dias na UTI, Dinno melhorou e recebeu alta para voltar a Itapoá. O médico lhe deu um tempo para recuperar-se, até que retomasse as sessões de quimioterapia. Apesar das reações comuns à quimioterapia, como náusea e queda de cabelo, o segundo ciclo do tratamento foi melhor, pois, dessa vez, a equipe médica já tinha conhecimento de que os medicamentos não apresentavam reação alérgica, e Dinno pôde tomar uma injeção que auxilia na imunidade.
O tratamento do paciente é intensivo: cada ciclo acontece de segunda a sexta-feira, com duas semanas de intervalo – período em que Dinno pode fazer atividades físicas moderadas e descansar, até que se inicie um novo ciclo. Atualmente, o professor de Educação Física completou seu quarto ciclo do tratamento. Na noite em que antecedeu o fechamento desta matéria, recebemos boas novas de Preta, que estava emocionada: Dinno realizou a cirurgia que retirou 100% do tumor do glúteo. Os dois tumores menores, situados na bacia, estão controlados, e seus órgãos estão todos limpos e preservados.

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Dinno, juntos venceremos
Familiares, amigos, conhecidos, alunos da Escola Municipal Frei Valentim e da academia DPJ Fitness mobilizaram uma campanha nas mídias sociais. Utilizando a hashtag #DinnoJuntosVenceremos, criaram camisetas, prestaram homenagens, lembranças, palavras de apoio e otimismo a Claudinei, o Dinno.
Sua batalha contra o câncer serviu de inspiração para muitos que nele se inspiram para superarem seus desafios, o que rendeu a Dinno medalhas de amigos que correram maratonas, troféu dos alunos que participaram do campeonato Moleque Bom de Bola, camiseta autografada pelos jogadores do Operário Ferroviário Esporte Clube, de Ponta Grossa-PR, entre outros tantos presentes que lhe encheram os olhos.
Hoje, Dinno valoriza ainda mais os momentos com os amigos e familiares, especialmente junto da esposa, do filho, da nora e do neto, Bernardo, de apenas um ano, por quem se declara um “avô coruja”.

Avô coruja assumido, Dinno aprecia os momentos junto ao neto Bernardo.

Sua história é sinônimo de força, superação e a prova de que um estilo de vida saudável pode ser crucial para a saúde. O professor de Educação Física ressalta: “cuidar da saúde é a melhor forma de prevenção, praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação saudável e realizar exames de rotina”.
Emocionado ao recordar cada capítulo da luta que trava desde o mês de maio, Dinno deixa sua mensagem: “Essa doença apareceu de uma forma repentina em nossas vidas. Agradeço sempre a Deus pela família que me presenteou. Ao meu filho, Jonatha, que desde o primeiro diagnóstico está sempre ao meu lado, é meu parceiro, companheirão de todas as horas, e não mede esforços para me tranquilizar. À minha esposa, Preta, que não tenho palavras para descrever o que tem feito por mim neste momento tão difícil. Ela está 24 horas ao meu lado e mesmo que não contenha suas lágrimas em alguns momentos, continua firme diante das dificuldades. Sou grato pelos excelentes médicos, André Demo Boss (Clínica Athenas), Jackson Teixeira Martins (CHO) e Álvaro Rogério Novaes Carneiro (IOT), e enfermeiros que cuidaram tão bem de meu caso, e por cada mensagem de apoio, oração, conselho, ligação e homenagem que recebi de amigos e alunos. É isso que me mantém forte. Sempre falo que este é só período ruim que vai passar, pois acredito muito em Deus e na minha cura”.