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A história “de amor” do Restaurante Bom Sucesso

De melhores amigos, Analú Melcheretto e Jairo Ernani de Araújo passaram a ser um casal. Eles são proprietários do Restaurante Bom Sucesso, no município de Itapoá (SC). Companheiros de vida, de trabalho e de família, a história de amor desse casal é, também, a história do Restaurante Bom Sucesso.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Frente ao Restaurante Bom Sucesso, em Itapoá, o casal Analú Melchioretto
e Jairo Ernani de Araújo, acompanhados da filha Natália Araújo.

A história de amor de Analú e Jairo é daquelas que daria um bom enredo para um filme ou uma novela. Eles se conheceram na escola, na cidade de Guaratuba (PR) e, quando estudavam na 7ª série, viveram um romance. “Era um namorico de escola, mas durou sete meses, foi ali que tudo começou”, recordam.
Os pais de Analú e Jairo eram amigos, as famílias moravam próximas e, com o passar dos anos, eles se tornaram grandes amigos. Eram parceiros, tinham uma turma grande de amigos e trocavam confidências – mas tudo não passava de amizade.
Quando Jairo casou-se, convidou Analú para ser uma de suas madrinhas de casamento, que prontamente aceitou o convite, tamanho era o apreço que sentiam um pelo outro. “Assisti ao seu casamento e torcia muito pela sua felicidade, assim como torcemos por qualquer amigo”, ela conta.
O tempo passou e as responsabilidades da vida adulta fizeram com que Analú e Jairo se distanciassem. Até que, certa vez, ele e sua então esposa se divorciaram. Nesse período, Analú costumava sair com a mesma turma de amigos e, certa vez, convidaram Jairo para juntar-se a eles.
A reaproximação entre os amigos aconteceu e eles saíram muitas vezes juntos acompanhado dos amigos. Certo dia, em um pagode, para a surpresa dos dois e de todos os seus amigos, aconteceu o inesperado: Analú e Jairo se beijaram. Ela recorda: “Lembro-me que fiquei apavorada e fui correndo contar tudo para minha irmã (Janete Melchioretto Silva, da Beira Rio Esquadrias). Estava confusa por sentir aquilo, afinal de contas, éramos grandes amigos e eu havia sido sua madrinha de casamento”.
Felizmente, a ex-mulher de Jairo fora bem-resolvida com a situação e tudo fluiu perfeitamente. Em pouquíssimo tempo, Jairo e Analú passaram a namorar e, em 1997, foram morar junto. “Nosso sentimento, até o dia em que nos beijamos, era somente de amizade. Mas, hoje, pensando melhor, talvez tivéssemos um amor adormecido, lá dentro do peito, desde a infância”, comentam.

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Bom Sucesso
Analú e Jairo passaram bons anos da vida a dois curtindo e aproveitando os bons momentos. “Nossos pais sempre foram muito festeiros e pegamos isso deles. Gostamos muito de festas e tivemos bons momentos juntos”, recordam. Foram oito anos de curtição, até que nasceu a filha do casal, Natália Araújo (hoje, aos 13 anos de idade), e os momentos de curtição a dois se transformaram em curtição em família.
Na época, ela trabalhava como funcionária pública e ele como bancário, mas se encontravam insatisfeitos no trabalho. “Conhecíamos Itapoá, pois já tínhamos familiares que aqui residiam há muito tempo. Sempre tivemos o sonho de ter nosso próprio negócio, e, com a chegada do Porto Itapoá, decidimos que este seria o lugar ideal para abrir um comércio e para prosperar junto à cidade”, falam.
Em busca de novos horizontes, o casal optou por abrir um restaurante no município de Itapoá. O nome escolhido pelos guaratubanos foi para homenagear a padroeira de Guaratuba, Padroeira Nossa Sra. do Bom Sucesso. No ano de 2013, Analú e Jairo – acompanhados da filha Natália, se mudaram para Itapoá, onde abriram o Restaurante Bom Sucesso.
Há cinco anos eles batalham diariamente para que o restaurante seja reconhecido no município pela deliciosa comida caseira, à la carte e pelo atendimento receptivo que dedicam com muito amor aos clientes amigos.
Especialmente há nove meses o restaurante mudou de endereço – agora, situado na Avenida Celso Ramos. “Para nós, esse tem sido um recomeço. Não é fácil, mas é gratificante a luta diária para nos mantermos firme”, comentam Analú e Jairo.
Com muita fé e dedicação, o casal vence cada uma das batalhas e provações que lhes são impostas. A receita da deliciosa comidinha caseira do Restaurante Bom Sucesso é segredo, mas a receita de empreender em casal eles contam: paciência, companheirismo e equilíbrio.

 

Vida, amor e trabalho a dois

No município de Itapoá, o casal Adriana da Silva (41) e Eliseu Teles da Silva (51) compartilha afinidades, o relacionamento e o trabalho, na Teles Auto Peças. Para os eternos apaixonados, o amor está nos pequenos gestos do cotidiano.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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O casal Eliseu Teles da Silva e Adriana da Silva, da Teles Auto Peças, em Itapoá.

Nascida na cidade de Joinville (SC), Adriana deixou São Francisco do Sul (SC) e passou a viver no município de Itapoá no ano de 1990, na companhia da família. Já Eliseu, nasceu em Santo Amaro (SP), e veio de Curitiba (PR) para Itapoá em 2004, com o propósito de empreender no município litorâneo – haja vista já estar no ramo automotivo em Curitiba.
Em 2001, ela, que trabalhava como servidora pública, e ele, que era empresário, se conheceram em Itapoá. “Somos muito parecidos e nos apaixonamos imediatamente”, recordam. Na época, Adriana vivia em Itapoá, enquanto Eliseu vivia em Curitiba.
A impossibilidade de conviverem na mesma cidade fez com que os encontros ocorressem somente aos finais de semana – e assim aconteceu durante quase três anos. Já em 2004, Eliseu, pai de dois filhos do primeiro casamento, encontrou a oportunidade perfeita para mudar-se para Itapoá, onde estabeleceu sua residência e empresa Teles Auto Peças.
No ano de 2006, Adriana e Eliseu passaram a viver juntos e, ali, iniciou-se uma vida a dois. “Nós tínhamos uma vontade em comum: ser feliz. Encontramos o carisma e a felicidade um no outro, e isso foi o que nos uniu”, comentam. Em 2012, Adriana concluiu seu curso de Ensino Superior e, desde então, dedica-se ao financeiro da Teles Auto Peças, enquanto as funções do amado são basicamente compras e atendimento ao cliente.

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Para eles, o segredo de trabalhar a dois está na cumplicidade.

Conforme Adriana e Eliseu, o empreendedorismo em casal não é uma tarefa fácil: “Temos de abdicar de muitas coisas juntos, porém, a grande vantagem é que estamos 24 horas um ao lado do outro e podemos, assim, ganhar coragem e superação para enfrentarmos todos os desafios”. Em suas palavras, a cumplicidade é principal chave dessa relação de quase vinte anos.
Juntos, gostam de se divertir em viagens, praticar atividades físicas, como pedaladas e caminhadas rotineiras na praia. Ainda, o casal gosta de curtir o tempo livre com seus dois pets, pelos quais são apaixonados.
Atualmente, o maior desejo de Adriana e Eliseu, após quinze anos de atuação da Teles Auto Peças, é permanecer caminhando juntos, na mesma parceria, com muita dedicação e muitos sonhos:

“Nós sonhamos muito, temos o dever disso, e sonhar junto é melhor ainda. O sonho é o que nos impulsiona para a realização”, dizem.

Autodeclarados como “eternos apaixonados”, Adriana e Eliseu acreditam que a paixão está nos pequenos gestos do cotidiano e na capacidade de se reconhecer no outro.

Sonhando e realizando juntos

Sempre juntos, batalhando, sonhando e conquistando seus objetivos, a história de amor do casal Luciane dos Santos Batista Marco e Rodrigo Marco é daquelas que inspiram. Pais de dois filhos e apaixonados pela vida no mato, eles trabalham juntos há quinze anos, na Auto Elétrica Marco.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Curtição na neve! Luciane e Rodrigo com os filhos Murilo e Vinicius. a família adora conhecer novos lugares.

O ano era 2002. Aos finais de semana, a diversão em Itapoá era se encontrar à noite na Avenida André Rodrigues de Freitas, em Itapema do Norte. Certa vez, Luciane estava na avenida acompanhada de uma amiga. “Essa amiga em questão tinha uma motocicleta Ela estava interessada em um rapaz e, para achar um pretexto para falar com ele, parou-o na rua e simulou uma falta de gasolina”, recorda Luciane. O rapaz não tinha a gasolina, mas interessou-se em ajudar as duas moças e imediatamente ligou para um amigo.
O amigo era Rodrigo que, enfim, chegou com a gasolina de que “precisavam”. “Ele chegou e nós pensamos ‘e agora?’, já que a história da falta de gasolina era mentira. Então, fomos nós quatro dar uma volta”, lembra Luciane. O romance entre sua amiga e o tal rapaz não foi para frente, mas Luciane e Marco se apaixonaram e começaram a namorar.
Mais tarde, souberam que sempre frequentaram os mesmos lugares, mas por algum motivo não haviam se conhecido antes. Ainda, Luciane descobriu que Rodrigo era o rapaz de quem seu pai pretendia lhe apresentar: “Meu pai era cliente de Rodrigo, que na época já tinha a Auto Elétrica Marco. Ele sempre falava sobre um rapaz, o qual gostaria de apresentar para mim. Mas o destino encarregou-se de nos aproximar naquela noite”.
E assim nasceu essa história de amor, graças a uma “falta” de– uma mentirinha do bem, que deu muito certo.

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Todo ano, Luciane e Rodrigo tiram férias
para aproveitar o merecido descanso.

‘Do mato’
Logo em 2003, Luciane e Rodrigo se casaram. “Nos entendemos muito bem, pois tínhamos muitas afinidades em comum, principalmente por conta de nossa criação” comentam.
Luciane fora criada em meio ao mato, no município de Tijucas do Sul (PR), onde costumava acampar, andar a cavalo e ajudar seu pai que trabalhava com corte de madeira. Ela conta que começou a trabalhar desde os DEZ anos de idade, ajudando a cuidar de bebê , por isso, aprendeu a dar valor no dinheiro e no suor do trabalho. Seus pais, Zelinda e Ivo (popularmente conhecido como `Ivo do Carvão´ pelos moradores do município de Itapoá), foram as influências primordiais para que Luciane levasse o relacionamento adiante, conta ela: “Sempre me espelhei muito no casamento dos meus pais, onde meu pai sempre cuidou muito bem da minha mãe, sempre tiveram um relacionamento baseado em parceria e confiança. Além de que meu pai sempre cuidou muito bem dos filhos, ele sempre fora aquele tipo paizão em que a gente pode contar para tudo. E eu sempre pensava comigo mesma, que no dia em eu viesse a ter alguém para compartilhar a vida e ter os meus filhos, que fosse um relacionamento assim como o dos meus pais. E eu só tenho a agradecer pela influência de vida que eles me deram, pois, se hoje sou quem eu sou e levo a vida que eu tenho, é graças à eles, que sempre foram as pessoas mais importantes para mim”.
Por sua vez, no interior de Canoinhas (SC), Rodrigo fora criado no sítio, na companhia de animais e vida no mato. Desde criança trabalhou com o pai em sua oficina mecânica. Em Itapoá, seu pai abriu uma pequena auto elétrica. Quando Rodrigo casou-se com Luciane, decidiu montar seu próprio negócio, uma auto peças e auto elétrica. “Ganhei algumas peças de meu pai, Sergio Marco, aonde tenho muito a agradecer, e minha mãe Marcia, a quem tenho eterna gratidão e admiração, pois, assim como ela, Luciane viera mais tarde a trabalhar junto comigo, e assim como meus pais, construindo juntos o nosso próprio alicerce.” E o restante batalhamos muito para conseguir. Na época, escolhi vender meu carro, uma Saveiro, e com o dinheiro da venda comprei uma caixa de peças – tudo isso para investir no negócio”, lembra.
Assim como Luciane, Rodrigo também tinha espírito aventureiro, de quem gosta de viver em meio ao mato, fazer trilhas, acampamentos, viagens de motocicleta, entre outras. Graças à sua criação, ambos tornaram-se pessoas fortes, resistentes aos problemas da vida e batalhadoras.

Prosperando
Quinze anos atrás, quando juntaram as escovas de dente, Luciane deixou seu emprego para trabalhar ao lado do esposo, na Auto Elétrica Marco. No âmbito profissional, a dupla teve muito entrosamento, também. Rodrigo, com anos de expertise em consertos de veículos, gosta mesmo é de estar “com as mãos sujas de graxa” – como ele diz. Enquanto isso, Luciane tornou-se responsável pelo atendimento e pela administração da empresa.
Lá no início, quando compraram o terreno e construíram a Auto Elétrica Marco na Rua Ana Maria Rodrigues de Freitas, em Itapema do Norte (onde a empresa funciona até os dias atuais), o casal passou a viver em um espaço pequeno, nos fundos da loja. “Juntos, trabalhamos muito, até mesmo depois do horário comercial. Sempre demos muito valor para as coisas e, por isso, tínhamos consciência de guardar cada centavo, seja para construir a empresa ou nossa casa”, recordam.
E não foi somente nos negócios que Luciane e Rodrigo prosperaram. Quatro anos após o casamento, em plena obra da casa, veio o primeiro filho do casal, Vinicius (atualmente, com 11 anos de idade). Intencionalmente, pensando na amizade entre os irmãos, menos de três anos depois, veio Murilo (atualmente, com 8 anos de idade). A fama de guerreira que Luciane leva não é à toa. Ela já perdeu o bebê de duas gestações, mas nunca desistiu de tentar, até que chegaram Vinicius e Murilo. Ela lembra: “Em minha primeira gestação, trabalhei até o dia em que fui para o hospital ganhar o Vinicius, e sete dias depois já estava trabalhando novamente. Na segunda vez, quando dei à luz ao Murilo, ansiosa para sair daquele hospital, coloquei meu bebe no carro e vim dirigindo para casa feito uma doida”.
Trabalhar em casal tem seus prós e contras. Todo ano, Luciane e Rodrigo viajam de férias. Ele conta que até consegue se desligar do trabalho, mas ela não. “Durante as férias, sempre que dava um sinalzinho de rede, me pegava resolvendo alguma coisa do trabalho. Não gostaria de perder um cliente por não conseguir atender uma ligação”, confessa a workaholic. Aos poucos, o casal aprendeu a deixar os problemas de trabalho apenas no ambiente do trabalho e a curtir o tão merecido descanso.
Juntos
Preço justo, qualidade do serviço e bom atendimento são os fortes da Auto peças Marco. Além de peças, elétrica e mecânica, o casal incluiu recentemente em seus serviços uma locadora de veículos. “Percebemos que muitas pessoas deixavam seus veículos no conserto, mas enquanto isso tinham compromissos inadiáveis. Daí a ideia de incluir a locadora de veículos”, explica Luciane. Sempre em busca de novidades, Rodrigo FEZ um curso de especialização em ar condicionado automotivo, aumentando ainda mais o leque de serviços oferecidos.
Nas horas vagas, realizar trilhas com motocicleta é uma das paixões de Rodrigo. Já Luciane, gosta de pedalar e de e sempre estar em busca de uma nova aventura.. Os filhos, Vinicius e Murilo, já seguem os passos dos pais: gostam de acampar, de ir ao sítio da família, em Tijucas do Sul, da vida no mato e de andar de motocicleta. “Eles são nossos parceiros para tudo”, diz o casal.
São quinze anos casados e empreendendo a dois. Hoje, a Auto Elétrica Marco é referência no município de Itapoá, conta com uma equipe de 14 colaboradores especializados, oferece serviços de auto elétrica, autopeças, mecânica e locadora de veículos. Olhando para trás, os proprietários não deixam de agradecer aos seus clientes: “nossos clientes nos motivam todos os dias”.
Ainda, Luciane e Rodrigo ressaltam as qualidades do outro pelas quais se apaixonaram: “o zelo que ele tem por mim”, diz ela, e “ela ser forte, guerreira e parceira”, diz ele. Para o futuro, o casal planeja continuar cuidando de sua família e de seu trabalho, caminhando junto e com os mesmos objetivos.

O romance do 1010

Eles se conheceram dentro do ônibus 1010 (dez-dez) da Transtusa. quando ele era motorista do transporte universitário e ela estudante. E, mesmo com quase vinte anos de diferença de idade, Roberta Nicole Iepeco (37) e Antonio Amauri Vieira (55), mais conhecido como Amauri, têm uma relação admirável: de muito respeito, afinidades e, claro, muito amor.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Como tudo começou: a estudante Roberta e o motorista de ônibus Amauri.

O ano era 2015 e, na época, universitários que moravam no município de Itapoá tinham acesso ao ônibus universitário, que levava, diariamente, os estudantes até Joinville (SC). Foi, inclusive, no transporte universitário, mais precisamente no 1010 da empresa Transtusa, que Roberta e Amauri se conheceram.
De Irati (PR), Amauri conta que sempre trabalhou estrada afora, ora como caminhoneiro ora como motorista de ônibus – profissão que exerce há mais de vinte anos. Já em Itapoá, trabalhou durante cinco anos como motorista de ônibus, transportando universitários em busca do tão almejado Ensino Superior. Dentre eles, estava Roberta, que cursava Educação Física na Univille – Universidade da Região de Joinville, no turno da manhã.

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Apesar da diferença de idade, a sintonia entre o casal foi muito grande.

Simpático e disposto, Amauri sempre fora bem-quisto por todos os estudantes. Todos os dias, por volta das 5h da madrugada, o motorista passava nos pontos de ônibus para pegar os universitários rumo a Joinville. Ao contrário dos demais colegas, a estudante de Educação Física tinha dificuldade para pegar no sono durante a viagem. “Eu não conseguia dormir, pois tinha receio que acontecesse algum acidente de trânsito. Então, costumava passar os 80 km de viagem fazendo companhia para o motorista”, recorda.
Sendo assim, a estudante e o motorista de ônibus formaram uma forte amizade. Todos os dias, conversavam, escutavam músicas, tomavam café na cabine do ônibus e davam boas risadas no famoso 1010. “Ela levava um pen drive com músicas para escutarmos na viagem e, coincidentemente, gostava das mesmas músicas que eu”, lembra Amauri, que também apreciava a companhia de Roberta nas rotineiras viagens.
Em suas memórias, Roberta recorda que planejava apresentar o motorista para a sua mãe, a fim de que engrenasse um romance com ela. Mas ela conta que não adiantou: “o destino tinha planos ainda maiores que o meu”.


Certa vez, a estudante fez uma cirurgia e teve de afastar-se da faculdade durante um período para recuperar-se. “Foram dois meses em que fiquei em casa, de repouso. Quando me dei conta, não estava sentindo saudade da rotina ou dos estudos, estava sentindo saudade dele, do Amauri, de conversar com ele e vê-lo todos os dias”, conta. Depois de trocarem algumas mensagens via celular, Amauri visitou Roberta em sua casa e, desde então, perceberam que aquele sentimento ultrapassava a amizade.
A partir daí, passaram a namorar discretamente, sem que os demais estudantes do ônibus soubessem. Felizmente, os universitários do turno matutino criaram laços de amizade. “Tínhamos um grupo no WhatsApp, chamado ‘1010 Matutino’, e nos tornamos amigos. A companhia de todos eles deixava tudo mais leve, e aquela viagem rotineira passou algo prazeroso”, lembram. Quando descoberto o romance entre Roberta e Amauri, os estudantes festejaram e vibraram pelo casal.
O motorista Amauri, com seus óculos ray ban escuro – sua marca registrada, passou a fazer as viagens ainda mais sorridente, assim como Roberta, que fez amizade com os demais motoristas da empresa Transtusa e ganhou dos colegas universitários o apelido de “Primeira-dama do 1010”.
O famoso ônibus fez história. Para celebrar a união de Roberta e Amauri e a amizade entre a galera do 1010, os universitários do turno matutino promoveram uma festa junina no próprio ônibus – palco do início da história de amor entre Roberta e Amauri.
Cumplicidade


De relacionamentos anteriores, Roberta tem um filho, enquanto Amauri tem três filhos biológicos (dois homens e uma mulher) e duas enteadas, que também considera como filhas. “Desde que nos conhecemos, sempre fomos honestos e francos um com o outro. Felizmente, a família aprovou esse amor, pois ficou nítido o bem que fazíamos um ao outro”, comentam. Logo depois de sete meses de namoro, o casal passou a morar junto.
Mesmo com quase vinte anos de diferença de idade, a sintonia entre o casal é forte. Amauri e Roberta gostam das mesmas músicas, dos mesmos programas e são parceiros para tudo. O motorista, que já transportou muitos grupos de excursões para lugares turísticos, como Florianópolis (SC) e Nova Trento (SC), fez questão de levar a amada em todos eles. Já Roberta, que de uns anos para cá adotou um estilo de vida mais saudável, ajudou o amado com a alimentação e na prática de exercícios físicos. Hoje, eles realizam caminhadas e malham juntos na Swell Academia, onde Roberta trabalha.
Festar é com eles mesmos! Além disso, Roberta é uma costureira de mão cheia. Assim, uniram o útil ao agradável: participam de bailes, festas de flashback, carnavais e outras datas comemorativas, sempre com fantasias costuradas por ela. Pedrita e Bambam, Batman e Mulher Gato, Marilyn Monroe e Michael Jackson são apenas alguns dos personagens já incorporados pelos dois.

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Caminhar, malhar na Academia Swell, passear, festar e dançar são os verbos preferidos desse casal.

Para o motorista, o 1010 da Transtusa era mais que um ônibus. “Adorava limpá-lo e dirigi-lo. Cuidava dele como se fosse meu”, diz Amauri. Com o fim do transporte universitário, trabalhou na empresa Transita e hoje trabalha na empresa Oceania, fazendo as linhas dentro do município de Itapoá. Mas confessa um desejo: “comprar um ônibus para poder transportar os universitários de Itapoá novamente, pois esse ofício me deixava muito feliz”.
Cinco anos após o romance no ônibus, Amauri e Roberta se declaram apaixonados pelas mesmas qualidades: “Nossas afinidades, o respeito, a educação, a confiança e o companheirismo. Cuidamos muito bem um do outro e caminhamos sempre juntos”. Eles também compartilham seu grande sonho: “Temos o sonho de, um dia, nos casarmos dentro do ônibus 1010, onde tudo começou”.
Recentemente, Roberta foi diagnosticada com dois tumores na região pélvica e um tumor no fígado. Para cobrir gastos com consultas e exames, seus amigos Carol e Evandro, proprietários da Swell Academia, disponibilizaram uma caixinha na academia para doações de quantia de qualquer valor. Além dos alunos da academia, ela também recebeu ajuda da Casa Espírita de Itapoá, amigos e familiares. Ela fala: “Acredito que Deus não coloca as pessoas em nosso caminho sem um propósito. O Amauri foi esse anjo em minha vida, principalmente nessa batalha que terei de enfrentar agora”. Enquanto isso, escrevem juntos sua história de amor e cumplicidade.

Um lar para chamar de ‘nosso’

Do interesse em comum pela engenharia civil nasceu a história de Stéfanie Liara Cristine e Jonatha Aguiar, de Itapoá (SC). Há pouco mais de um ano, o casal de engenheiros vivia um turbilhão de emoções simultâneas: a chegada do primeiro filho e a experiência de construção.

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Além da experiência com a construção, o casal de engenheiros pensou em otimizar espaços na casa.

Stéfanie e Jonatha se conheceram na UniSociesc, em Joinville (SC). Naquele tempo, ambos estudavam Engenharia Civil. Mais tarde, passaram a trabalhar juntos no escritório Aguiar & Carvalho Engenharia, em Itapoá, onde Jonatha é sócio. Com o passar do tempo, perceberam que tinham afinidades além da engenharia – o que acabou, ou melhor, começou em namoro.
Era setembro de 2016, Stéfanie e Jonatha eram namorados e moravam com os pais, até que foram surpreendidos com a notícia de que ela estava grávida. “Como todo casal, também conversávamos sobre morarmos juntos quando nos sentíssemos prontos”, contam, “mas a vida mudou nossos planos e, desde que soubemos que teríamos um filho, passamos a planejar a vida a três”. Felizmente, Jonatha já possuía um terreno no bairro Itapoá, que de possibilidade de negócio passou a possibilidade de lar.
Tendo em mente que iriam construir uma casa no terreno, Stéfanie e Jonatha foram em busca de recursos financeiros. Para tanto, usaram suas economias, receberam ajuda dos pais e de uma herança de família. “Nós podíamos ter financiado ou parcelado a construção, mas por conta do bebê, optamos por não deixar muitas pendências, pois poderíamos precisar de dinheiro em emergências de saúde e afins”, contam Stéfanie e Jonatha, que já pensavam no melhor para o filho antes mesmo de seu nascimento.

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A experiência
Uma edícula em alvenaria, ou seja, uma casa pequena, localizada no fundo do terreno, com sala, cozinha e lavanderia integradas, quarto e banheiro, que comportasse o casal e o bebê, lhes proporcionasse conforto e segurança e, ainda, que fosse planejada cogitando uma ampliação – esse era o desejo dos papais de primeira viagem. Enquanto Jonatha foi o autor do projeto, um construtor responsabilizou-se pela obra, que iniciou em abril de 2017.
Para Stéfanie, este período foi um frenesi de emoções, já que vivia os dias de construção e também de gestação. Sobre a ansiedade, ela responde: “Estava bastante ansiosa, mas pude ficar mais tranquila em relação à casa e me dedicar mais à gestação, pois Jonatha assumiu a obra e sei de seu capricho e profissionalismo”.
Enfim, o pequeno Bernardo nasceu no mês de junho, quando a construção estava a todo vapor. “Foi uma alegria para nós e nossas famílias. Durante seus primeiros meses de vida, continuei na casa de meus pais com o bebê, enquanto Jonatha dormia na casa de seus pais, se dividia entre nossa família e a obra. De certa forma, isso nos deixou aliviados, pois deixamos de lado daquela pressão de concluir a casa antes do nascimento do Ber, e pudemos deixar tudo pronto, do nosso jeitinho e no nosso tempo”, comenta a mamãe Stéfanie.
Mais que construir, o casal também mobiliou toda a casa com móveis novos e planejados. A disposição dos móveis foi pensada com muito cuidado pelo casal, como, por exemplo, a estante no alto, para que não ficasse ao alcance do bebê, e o balcão da cozinha, com encaixe para cadeira de criança.
Com exceção da cerâmica, que Jonatha teve a oportunidade de comprar direto de fábrica, e dos acabamentos elétricos, que foram comprados pela internet, todo o restante do material para a casa e da mobília foi comprado em Itapoá. “Nós moramos aqui, trabalhamos aqui, vamos criar nosso filho aqui e, por isso, achamos muito importante priorizar a compra aqui, em comércios locais”, diz Jonatha.
Ele, que está prestes a se formar e já possui bastante experiência na área de construção civil, conta que tomou certos cuidados para obter conforto e funcionalidade em espaços reduzidos. Na cozinha, optou pelo canto alemão, móvel que normalmente possui formato em L, criado para otimizar o espaço compactado da sala de jantar de uma forma diferenciada. Já na área externa, projetou um pergolado de madeira coberto com policarbonato – opção com bom custo-benefício para utilizar como garagem e extensão da área de lazer, onde os amigos do casal costumam fazer churrascos.
A mudança aconteceu, de fato, no dia 30 de dezembro de 2017, em plena alta temporada, e simbolizou muitas coisas: a saída de Stéfanie e Jonatha da casa dos pais, o sonho realizado de ter sua própria casa e o início de uma nova família.

Lar, doce lar
Antes que a obra fosse concluída, Stéfanie e Jonatha pensavam logo na reforma de ampliação, mas, hoje, morando na casa relativamente pequena, percebem que estão felizes, confortáveis e seguros assim. “Nosso Ber está com um ano e dois meses e já não depende de nós como antes, quando recém-nascido. Estamos vivendo uma fase muito boa e queremos aproveitá-la ao máximo”, comentam.
Com base em sua experiência, o casal recomenda àqueles que desejam construir, mas não têm recursos financeiros para a ‘casa dos sonhos’, que priorizem o necessário na construção, mas pensem em um projeto a longo prazo, que possa ser ampliado. E, como um bom casal de engenheiros, ressalta a importância de um profissional de Engenharia Civil que, além de ter responsabilidade sobre a obra, oferece assessoria, soluções inteligentes e inovadoras.
Recentemente, o lar ganhou um novo integrante: um filhote de cachorro, da raça buldogue francês, para ser o companheiro de Bernardo. Enquanto essas palavras estavam sendo redigidas o filhotinho ainda não havia recebido um nome, mas certamente trará ainda mais alegrias ao lar que Stéfanie, Jonatha e o pequeno Ber chamam de ‘nosso’.