Recém-casados e o sonho da casa própria

Quem nunca sonhou com a casa própria, principalmente na hora de unir as escovas de dente? Pois bem, estar com quem se ama e ter um lar não é uma tarefa muito simples, ainda mais quando o objetivo é construir a casa do seu jeito, com suas preferências em relação à localidade, tamanho e acabamento. Não é simples, mas muito possível: tudo começa com um bom planejamento.
Para brindar a edição sobre Casa e Construção, retomamos o tema e histórias da oitava edição, onde os recém-casados e o sonho da casa própria foram os protagonistas.

O resultado

r4Luana Gnata Viana e Raphael Mira.

Em julho de 2013 conhecemos um pouco das expectativas de Raphael Mira e Luana Gnata Viana, que estavam iniciando as obras da tão esperada casa própria em Itapoá. Juntos há cerca de dez anos, o casal iniciou a vida a dois em um imóvel alugado, mas com muito planejamento concretizaram o sonho e hoje vivem na casa que tanto arquitetaram.
A conquista veio através do financiamento da Caixa e, conforme Luana, a burocracia demorou cerca de três meses. Depois da definição do projeto e liberação dos recursos, foram mais dez meses de construção até o grande dia da mudança. Tudo foi muito bem planejado: desde as preferências de cada um, o número de cômodos, o tamanho e detalhes. Tudo da forma como imaginaram. Mesmo antes de comprarem o terreno, já pensavam, desenhavam e procuravam referências em revistas e internet. Também, quando perceberam que não conseguiam colocar no papel todos os desejos, procuraram um arquiteto e em um ano a casa dos sonhos estava toda planejada.
Planejamento, esta foi a palavra chave do casal. Luana explica que é preciso pensar em tudo: aliar o gosto, o orçamento e a funcionalidade do imóvel para o futuro. “Não se pode fazer nada correndo, é preciso planejar tudo”, afirma a esteticista. Segundo ela, é muito importante já pensar na disposição dos móveis, na ventilação e iluminação da casa. “Um ponto importante da nossa obra foi o projeto de iluminação, que muitos não dão muita importância, mas faz uma grande diferença estética e até econômica”, afirma. Outro ponto importante que necessita de atenção é o aterro. Quando realizada da forma correta, esta atividade que antecede a construção pode prevenir grandes problemas futuros.
Além do planejamento e pesquisa de preço, o casal afirma que também é preciso ter uma boa estrutura de relacionamento quando se está construindo. Afinal, uma obra envolve muitas coisas: diferentes gostos, preferências e dinheiro. Nesta hora a prioridade deve ser a mesma para garantir que ao final da obra a vontade de unir as escovas seja ainda maior.

Um sonho de cada vez

r3Patrícia Braz Guerra e João Guerra

O início da vida a dois em um imóvel alugado também foi a opção de Patrícia Braz Guerra e João Guerra. Na hora de trocar as alianças deram preferência à festa de casamento e planejaram com calma a construção em Itapoá. Planejamento também foi a palavra chave nesta história: tudo foi feito com calma e muita dedicação para contemplar todos os sonhos.
Depois do namoro e a certeza que gostariam de compartilhar todos os momentos da vida juntos, a primeira coisa foi a compra do terreno. Esta primeira fase já foi de muita pesquisa: a partir da preferência de localização, o casal visitou diferentes terrenos por um bom tempo. O escolhido precisou de sete meses de negociação, mas os agrada em todos os pontos. No início da primavera de 2013 já tinham a “terra própria”.
No verão, mais precisamente em dezembro, iniciaram toda a burocracia para o financiamento, até que chegou o casamento. O momento tão esperado do sim, o vestido de casamento, a decoração e a troca de alianças ocorreu em abril. Com isso, a construção ficou um pouco parada. “A ideia inicial era que eu cuidaria do casamento e o João da construção, mas no final era muita coisa e tivemos que elencar prioridades”, lembra Patrícia. Até porque, todo o casamento foi organizado pelos próprios noivos, famílias e amigos. “Passamos meses trabalhando e conseguimos fazer muita coisa da festa”, afirma. Além da economia, não teria melhor forma de deixar tudo da forma que tanto sonhavam.
Junto ao casamento, o casal foi atrás de um imóvel para locação e, quando todas as festividades da união encerraram, voltaram com todo o gás para o planejamento da obra. Com o financiamento aprovado, a obra iniciou em julho desse ano.
Como Luana e Raphael, o casal também afirma que é preciso uma boa estrutura na relação. “É preciso ter muita paciência e principalmente planejamento para conciliar o casamento e a construção”, afirmam. Para João, a principal coisa é estabelecer metas: “Mudamos a nossa rotina e tivemos que abrir mão de algumas coisas como, por exemplo, sair aos finais de semana, porque a prioridade agora é outra”.
Em relação à construção, a primeira dica é escolher um construtor de confiança. Como o pai de Patrícia trabalha no ramo há anos não foi difícil fazer a boa escolha, mas ela sugere: “Pesquise e escolha alguém que você realmente confie, pois o seu sonho fica na mão dessa pessoa”. Além do cuidado na execução do projeto e dicas pela vivência na área, o construtor também pode colaborar para a economia de tempo e material.
Fora isso, o segredo é um bom planejamento. O casal conta que todos os fatores foram levados em conta na hora do projeto: o número de filhos que pretendem ter, o número de visitas que recebem, o que gostam de fazer diariamente e a disposição dos móveis. Com tanta programação, não há como não ser o lar ideal. Mudanças à vista!

Augusta Gern

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 22 – Outubro

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Realizar sonhos, estar com quem se ama, ter um lar

Algumas decisões movimentam a nossa vida em ritmos desconhecidos. Por isso, um bom planejamento, independente de como é realizado, garante boas ideias e resultados.

1O casal Luana Gnata Viana e Raphael Mira foram os destaques da
primeira capa no formato novo da Revista Giropop.

Juntar as escovas de dente, alinhar os travesseiros, dividir a mesa das refeições, o sofá, o cobertor e a televisão no final de semana. Dividir sorrisos, carinho, despesas e um teto. Mais do que a festa ou a lua de mel, o planejamento de um casamento começa muito antes, com a procura ou a construção de um lar. Casa ou apartamento, rústico ou moderno, não importa: todo o casal sonha com um cantinho que possam chamar de “nosso lar”.

Às vezes esse sonho inicia junto com o pedido de casamento, outras vezes, logo nos primeiros meses de namoro, com rabiscos de plantas, de móveis e até localização. Mas ter um imóvel próprio logo depois do casamento nem sempre é fácil e requer muito planejamento. A opção, na maioria das vezes, é alugar um imóvel até surgir as primeiras oportunidades.

Este foi o caso de Raphael Mira (32) e Luana Gnata Viana (31). Juntos há nove anos, e casados há cinco, eles começaram a vida a dois em um imóvel alugado, mas hoje buscam construir o próprio cantinho aqui em Itapoá, com os gostos e preferências de cada um. Mais do que falta de recursos, para o casal a opção do aluguel também ocorreu pela incerteza de permanecerem em Itapoá.

Quando se conheceram, através de de amigos, Raphael estudava em Itajaí e Luana em Curitiba. Ao terminar o curso de medicina, o clínico geral acabou vindo trabalhar em Itapoá e o relacionamento era à distância, entre a Serra que separa o litoral catarinense e a grande metrópole curitibana. Com o tempo passando e a saudade aumentando, o casal oficializou o compromisso na formatura de Luana, com a presença de toda a família.

“Na época não conhecia muito Itapoá e morava de aluguel na casa de meu tio, na Barra do Saí. Então, quando resolvemos nos casar, procuramos uma outra casa, também para aluguel”, conta o médico. “Não tínhamos dinheiro para comprar ou construir uma casa, e também não tínhamos certeza de quanto tempo iríamos ficar por aqui”. Mesmo assim, o casamento já foi realizado planejando o futuro: não fizeram festa, optaram por investir o dinheiro em uma futura construção e uma viagem. “Abrimos mão de algumas coisas para ter outras, mas aproveitamos bastante”, afirma Luana. A história do casamento é curiosa e até faz parte de um dos grandes eventos climáticos de Itapoá: “O nosso casamento foi bem um daqueles dias de enchente, há cinco anos atrás. No dia, a família ficou presa do lado de fora da cidade e nós aqui dentro… Não conseguimos nem sair para jantar”, lembram.

E junto com o objetivo de um dia construir uma casa, o planejamento foi intensificado pelo mar de ideias. “Acho que mesmo quando ainda não se tem condições de executar, todo o casal fica sonhando e pensando em como será a sua casa. A Luana, como tem mais experiência com esse assunto (fez design de interiores), sempre acabava dando ótimos palpites. Também, sempre que víamos alguma coisa legal acabávamos anotando”, conta Raphael. Além disso, conforme eles, sempre tiveram muitas revistas sobre móvies, construção e decoração, e dali surgiam várias ideias.

Assim, quando perceberam que as coisas em Itapoá estavam dando certo e que já estavam envolvidos em muitas coisas, ele trabalhando como médico clínico geral e Luana como esteticista, resolveram dar forma ao sonho. Além dos planos e ideias já construídos nos rabiscos e pensamentos, o primeiro passo foi a compra de um terreno. Ao invés de comprar uma casa pronta, optaram pela construção. “Se comprássemos uma casa pronta, iríamos acabar fazendo reformas e não valeria a pena”, explica Luana.

Com o terreno, ideias e planos em mãos, deram o segundo passo: “como não conseguíamos colocar no papel tudo que queríamos de uma forma possível, procuramos um arquiteto para nos ajudar”. O projeto levou cerca de um ano e, quando finalmente aquele tão sonhado lar estava todo planejado no papel, pensaram em como executar.

“Como não temos recursos para construir uma casa à vista, optamos pelo financiamento. Apesar de ter prestações todos os meses, foi a forma mais viável de termos o nosso canto: vamos continuar pagando parcelas, mas ao final a casa será nossa”, fala Raphael. Hoje, o financiamento pela Caixa Econômica, conhecido como “Minha casa, minha vida”, apesar da burocracia, é a forma mais procurada para a realização do sonho de casa própria.

Luana e Raphael deram entrada com o projeto na Caixa Econômica há três meses e o engenheiro do banco já realizou a primeira vistoria do terreno. Agora, aguardam a aprovação dos documentos para começar a construção da casa.

Augusta Gern

Matéria publicada na Revista Giropop – Ed 8 Julho