Arquivo da categoria: Notícias

No período de pandemia, família se adapta a novos hábitos em casa e no trabalho

Em tempos de isolamento, muitas famílias vêm se adaptando a novos costumes em seus lares. No município de Itapoá-SC, a pandemia do Covid-19 mudou por completo a rotina do casal Ana Paula Galvão Scatamburlo Machado, técnica em enfermagem, e Cláudio Luís Machado, colaborador do Porto Itapoá, e sua família.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

paula

Esta poderia ser mais uma história de famílias que buscam alternativas, novos hábitos e procedimentos de higienização diante do coronavírus, não fosse pela profissão de Ana Paula e Cláudio. Ela, técnica em enfermagem, atua no Pronto Atendimento 24 Horas de Itapoá e, ainda, realiza plantões no Hospital Municipal de Guaratuba-PR. Já ele, também formado em técnico em enfermagem – mas não mais atuante, atua no setor de inspeção do Porto Itapoá.

Vale lembrar que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e todos os demais envolvidos com a área da saúde estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus e são mais expostos à doença. “Em plena crise, o acesso da população ao SUS (Sistema Único de Saúde) é um instrumento de defesa para nós, brasileiros. Confesso que tenho, sim, receio diante dessa pandemia que vem assolando o mundo todo. Mas me sinto muito privilegiada em poder contribuir com meu trabalho, no sentido de prevenção e orientação”, fala Ana Paula, técnica em enfermagem há 25 anos.

Seguindo a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) do isolamento social para combater o coronavírus, a maioria dos comércios locais (exceto serviços essenciais) fechou suas portas. O Porto Itapoá, o maior porto do estado de Santa Catarina e o terceiro maior do Brasil, segue suas atividades, empenhado em garantir o abastecimento da cidade e toda a região. “Muitos munícipes estão preocupados com a atual situação e isso é totalmente compreensível. Enquanto colaborador do Porto Itapoá, posso afirmar que a empresa vem fazendo seu papel, adotando protocolos rigorosos de higienização, cartilhas de prevenção, distribuindo materiais de prevenção e orientando todos os colaboradores a realizar assepsia”, comenta Cláudio. Neste momento, o Porto Itapoá, com o engajamento e a dedicação de todos os colaboradores, cria alternativas saudáveis e eficazes para realizar seu trabalho de maneira mais segura possível.

Família em casa
No conforto do lar, o casal Ana Paula e Cláudio adota as medidas de higienização e segurança para combater o novo coronavírus. De acordo com a necessidade, a família se adapta. “Notamos que não havia um lugar para lavarmos as mãos na entrada de nossa casa, assim que chegássemos do trabalho. Então, tratamos de improvisar uma pia com um cavalete ao pé da escada. Agora, para entrar em casa, a parada para lavar as mãos e passar álcool em gel é obrigatória”, menciona a técnica.

Seguindo o exemplo de seus pais, os filhos Guilherme e Gabriel Scatamburlo também adotam medidas de precaução neste momento tão delicado. Guilherme, o filho mais velho, trabalha no cartório de registros de imóveis de Itapoá e conta: “Com o isolamento, o cartório disponibilizou um número de telefone para atendimento via WhatsApp. Continuamos trabalhando presencialmente no escritório, mas os cuidados de higienização estão ainda mais intensos e passamos a atender pessoalmente apenas os serviços essenciais. É muito interessante observar como nós, profissionais e clientes, estamos descobrindo novos meios de nos relacionarmos”.

Formada em Direito, Priscila Pitz, esposa de Guilherme, vem usando o tempo hábil no período de quarentena para ‘devorar’ livros e dedicar-se aos estudos para a prova da OAB. “Por conta do coronavírus, a data da prova foi adiada. Então, encarei isso como uma oportunidade de me preparar ainda mais. Leio questões, assisto a vídeos-aulas e faço simulados. Inclusive, em um dos simulados, Guilherme fez a função do fiscal, contabilizando o tempo para que a prova se tornasse mais real”, conta. Para focar nos estudos dentro de casa, a dica de Priscila é que sejam estipulados horários para o estudo, afim de que se torne algo rotineiro e prazeroso.

Gabriel, o filho mais novo de Ana Paula e Cláudio, estuda Engenharia de Software no Centro Universitário Católica de Joinville e atua no setor de PPEI (Processos, Projetos, Estratégia e Inovação) do Porto Itapoá. “Considerando que o setor em que trabalho é avançado no sentido de tecnologia e interação, neste período, estou tendo o privilégio de dar sequência ao meu trabalho dentro de casa, oferecendo suporte e boas práticas de home office aos demais colaboradores”, conta. Conforme Gabriel, algumas dicas podem ser adotadas para tornar o home office mais produtivo, tais como: cumprir o horário de trabalho mesmo dentro de casa – inclusive o horário de intervalo; escolher um local silencioso para trabalhar, sempre que possível; trocar de roupa como se fosse, de fato, sair para trabalhar; evitar interferências, como televisão e redes sociais; e comunicar sua agenda de trabalho a seus familiares – no caso de quem não mora sozinho.

A namorada de Gabriel, Thayane Minervi, também trabalha no Porto Itapoá, como jovem aprendiz. Ela estuda Recursos Humanos na Faculdade Anhanguera e, assim como o namorado, está tendo aulas online através de vídeos-chamadas. “É uma alternativa que tem seu lado positivo, pois perdíamos cerca de 4h todos os dias indo e voltando de Joinville-SC e, agora, este tempo de deslocamento pode ser aproveitado de outras maneiras”, fala.

Quarentena não é férias

 “Saímos do comércio, mas o comércio não saiu de nós”, afirmam Ana Paula e Cláudio, que por muitos anos tocaram o restaurante Dona Elza, em Itapoá. Eles, que conhecem a fundo a realidade do comércio local, têm empatia com todos os trabalhadores do município. “Hoje, falamos sobre a atual situação de uma nova perspectiva, pois eu estou na saúde e o Cláudio no Porto. Mas se este cenário fosse há três anos, quando o restaurante estava de portas abertas e em sua melhor fase, teríamos outras preocupações. Nos solidarizamos com todos os empreendedores, autônomos e funcionários de Itapoá, e achamos de suma importância essa mobilização que vem acontecendo na cidade, unindo a população para ajudar o comércio local e as pessoas em maior vulnerabilidade”, diz Ana Paula.

Enquanto moradores, outra situação preocupa o casal: a quantidade de turistas que veio passar o período de isolamento no município litorâneo. “Por se tratar de uma cidade pequena, tranquila e mais isolada geograficamente, uma quantidade absurda de turistas e veranistas está deixando suas cidades para passar a quarentena em Itapoá, pensando que aqui a probabilidade de contágio é muito menor, mas a verdade é que é totalmente o contrário. Apesar do excelente trabalho dos nossos profissionais da saúde, é fato que o nosso município tem muito menos estrutura para tratar um paciente diagnosticado com Covid-19 que uma cidade grande, como Londrina-PR ou Curitiba-PR. Isso sem contar a quantidade de idosos – grupo de risco do coronavírus, que representa boa parte da população itapoaense”, explica Cláudio, que reforça a máxima que “quarentena não é férias”.

Sobre os meses seguintes, muitas dúvidas e incertezas, mas uma coisa Ana Paula e Cláudio tem certeza: seja nas relações com as pessoas, no espírito de coletividade, nos âmbitos profissionais… muita coisa vai se reestruturar após o coronavírus. Vivendo um dia de cada vez, a técnica de  enfermagem cumpre com orgulho a missão de zelar pelos demais. Já a Ana Paula, na vida pessoal, faz deste período uma reflexão: “tenho sentido saudade de coisas pequenas, que nunca imaginei que me fariam tanta falta, como ir tomar um café com meus amigos, poder abraçá-los e jogar conversa fora”.

 

 

 

Compre em Itapoá: em meio à crise do coronavírus, apoiar o empreendedor local é um bom negócio para todos

O coronavírus vem mudando nossa rotina e afetando diretamente o comércio. Alguns hábitos precisaram ser mudados mediante essa crise e a forma como consumimos, também. Pensando nisso, os veículos de imprensa Jornal Em Foco, Folha de Itapoá, Itapoá Notícias e Revista Giropop unem forças em uma campanha que visa apoiar e valorizar o empreendedor local.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Compre do pequeno, compre local. Mais do que apelos para estimular empreendedores locais, ações nesse sentido são hoje imprecindíveis para a sobrevivência de uma grande parcela da população brasileira e também para a economia do país, fortemente abalada pela crise do coronavírus.

Respeitar o distanciamento social e a quarentena recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é imprescindível para a saúde e o bem-estar coletivo. Em contrapartida, a decisão afeta diretamente milhares de trabalhadores. Por isso, durante este período, é importante continuar apoiando o comércio local tanto para sua sobrevivência quanto para o desenvolvimento socioeconômico do país. Somente com a ajuda de todos os consumidores é que a economia sobreviverá a esta pandemia. Isso porque os pequenos negócios – responsáveis por mais da metade do emprego formal no país e por quase um terço de toda a nossa riqueza – precisam de você para continuar existindo.

Em Itapoá, o quadro não é diferente, e os munícipes precisam cada vez mais criar uma verdadeira rede de apoio ao comércio local, para que os empreendedores autônomos, negócios locais e de pequeno porte possam se fortalecer durante esta temporada de emergência e isolamento.

Vamos continuar a comprar no comércio local, estimulando a economia da região e, juntos, enfrentar a crise do coronavírus?

 

Importância de apoiar o comércio local

Os negócios locais são o combustível de toda a economia, e promover esse tipo de consumo gera ganhos para toda a região, pois ajuda a estabelecer um comércio mais justo, desde o pequeno agricultor até o restaurante da esquina, criando mais empregos e melhor distribuição de renda. Confira abaixo mais algumas vantagens de estimular a compra do pequeno negócio:

  • Promove-se o desenvolvimento social, já que o consumidor ajuda no fortalecimento dos pequenos negócios e, consequentemente, há estímulo para a empresa inovar, melhorar seu desempenho e aperfeiçoar o atendimento;
  • Comprar do pequeno negócio faz o dinheiro circular pelo seu bairro, o que propicia mais desenvolvimento local;
  • O consumo local afeta até o trânsito, já que produz menos deslocamentos pela cidade, além de contribuir para o meio ambiente, com a redução da emissão dos gases poluentes de carros e ônibus;
  • Opte sempre pelo mercadinho da esquina ou pela farmácia mais próxima de casa, pois, além de uma opção prática, segue a recomendação de evitar ir às ruas;
  • Comprar dos pequenos negócios ajuda a estimular a economia local e a manutenção de empregos. Assim, superaremos juntos este momento e contribuiremos para uma Itapoá mais forte e unida.

Faça parte do movimento

É momento de acolhimento, união e empatia. Com a sua força, o apoio da comunidade, do poder público e a criatividade, é possível evitar o fechamento de negócios. O dinheiro investido aqui gira a nossa economia e volta para você em forma de uma Itapoá ainda melhor.

Portanto, abrace essa ideia, confira as dicas que separamos para consumidores e empreendedores e, se puder, fique em casa.

 

Se você é consumidor itapoaense…

 ·  Se possível, dê prioridade aos pequenos comércios do seu bairro;

·   Se contratou algum serviço e não pode usufruir na data desejada, não cancele, adie. Fique com esse ‘crédito’ para utilizar assim que tudo isso passar;

·   Utilize os serviços de delivery dos estabelecimentos que gosta. Em Itapoá, até as lojas de roupas e sorveterias já estão adotando o delivery;

·  Divulgue em suas redes sociais os produtos e serviços dos pequenos empreendedores e negócios locais.

 

Se você é empreendedor itapoaense…

 ·  Planeje com os funcionários formas alternativas de venda;

·   Se aproxime dos seus clientes e comunique a eles soluções que está buscando para manter seu negócio ativo;

·   Pense novas formas de entregar seu produto;

·   Mobilize sua equipe ou contrate um motoboy/freelancer para fazer entregas;

·   Reforce a divulgação digital;

·   Crie metas e planeje suas ações “pós-crise”;

·  Observe e pesquise o que outros empreendedores estão fazendo.

A Itapoá Saneamento adota procedimento especial para emissão da conta de água em abril

Medida tem como objetivo reduzir riscos de contaminação de leituristas
e clientes durante pandemia da COVID-19.

4992612327022020164519251_

Atendendo às orientações das autoridades da saúde no controle à disseminação da COVID-19 e também para preservar o bem-estar dos clientes e colaboradores, a Itapoá Saneamento adotará, no mês de abril, procedimentos excepcionais para a medição do consumo de água e Itapoá. Será utilizada a média de consumo dos últimos seis meses ou, mediante escolha do cliente, a autoleitura. As medidas serão aplicadas a todos os imóveis com hidrômetros que não podem ser acessados das vias públicas.

“Normalmente o registro do consumo de água é feito por leituristas da concessionária. Em muitos casos, para que a medição seja realizada, é necessário que os funcionários entrem no terreno das residências e tenham contato direto com os moradores. Essa prática colocaria em risco a saúde dos profissionais e da população no atual cenário de pandemia, por isso adotamos um protocolo especial”, explica Julie Campbell, gerente operacional da Itapoá Saneamento.

Os procedimentos

A média de consumo é uma prática usual nas operações das empresas de saneamento, empregada ocasionalmente em algumas situações como a impossibilidade de acesso dos leituristas aos hidrômetros dos imóveis ou alteração/defeito no medidor que inviabilize o processo de leitura do consumo de água.

Os clientes podem ainda optar pela autoleitura. Para isso, devem tirar uma foto do hidrômetro do imóvel e enviar a imagem à empresa por meio do WhatsApp 17 99641-3259, solicitando a fatura. A foto deve ser nítida, apresentando os números pretos do visor limpo e sem reflexo. Os atendentes da concessionária irão avaliar os dados e enviar um retorno ao solicitante em um prazo de até 24 horas.

A Itapoá Saneamento conta com a colaboração e a compreensão dos clientes neste momento de restrições, confiante da normalização dos procedimentos de medição o mais rápido possível. A conta de água continuará sendo disponibilizada nas residências e pode ser acessada virtualmente no Digi Iguá, canal de serviços online da empresa (www.digiigua.com.br). A fatura também pode ser solicitada pelo telefone 0800 643-2750 pelo WhastApp 17 99641-3259 e webchat no site da Itapoá Saneamento.

Mais informações sobre como funciona o cálculo da média de consumo e sobre a autoleitura podem ser acessadas em www.iguasa.com.br/itapoasaneamento.

 

Sobre a Itapoá Saneamento – Por meio de concessão plena com validade de 30 anos, a Itapoá Saneamento assumiu os serviços de tratamento e distribuição de água e esgotamento sanitário no município de Itapoá em outubro de 2012. A concessionária atende a 21 mil pessoas e atua para universalizar o acesso da população aos serviços de saneamento. É controlada pela EBS e, desde 2017, pela Iguá Saneamento, companhia que está presente em 37 municípios brasileiros e que alcança 6 milhões de pessoas com o compromisso de ser a melhor empresa de saneamento para o Brasil.

 

Porto Itapoá mantém operações redobrando cuidados de prevenção contra o Covid-19

A atividade portuária é considerada essencial para o abastecimento de insumos para a área de saúde e outros setores da economia

PHOTO-2020-04-07-11-15-56_1

Integrando um setor essencial para o abastecimento nacional e internacional neste momento de crise causado pela pandemia por Covid-19, garantindo inclusive a segurança alimentar e de saúde da população, o Porto Itapoá vem redobrando esforços na prevenção ao combate ao coronavírus. Ações nesse sentido estão sendo adotadas desde janeiro deste ano e, nas últimas três semanas, as medidas foram intensificadas.

PHOTO-2020-04-07-11-16-25

Desde o dia 19 de março, mais de 90% do público administrativo do Porto Itapoá foi direcionado para trabalho remoto, a partir de suas residências, em regime de home office. Na operação, desde essa data todos os Colaboradores acima de 60 anos, e de grupos de risco acima de 50 anos, além de residentes em outros municípios, foram dispensados de suas atividades, sem comprometimento do salário. Sobre o não-desembarque das tripulações dos navios, a recomendação vem sendo acatada de forma integral pelos armadores que operam no Porto Itapoá.

PHOTO-2020-04-07-11-15-56

O Porto Itapoá passou pela fiscalização da ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, e todas as estruturas operacionais e administrativas avaliadas estão em conformidade, incluindo as ações de comunicação, conscientização e gestão. Destaque para o sistema de contingenciamento de equipes e recomendações para a suspensão de contatos físicos, bem como higienização e desinfecção de equipamentos compartilhados. Outras ações como o atendimento a caminhoneiros na via de acesso ao Terminal e a disposição de equipamentos de saúde e segurança, atendimento pré-Hospitalar para Caminhoneiros, Colaboradores, Prestadores de Serviços e servidores da Receita Federal e Ministério da Agricultura, também foram aprovadas pela fiscalização.

PHOTO-2020-04-07-11-15-57

O Porto Itapoá mantém um canal direto com a comunidade, autoridades, clientes e fornecedores para todas as dúvidas em relação a sua atuação na prevenção à pandemia do Covid-19 pelo telefone  +55 47 34438500 ou pelo email atendimento@portoitapoa.com.

Entre acordes e batucadas

Para um menino de apenas 12 anos de idade, Francisco Machado Pereira Costa Oliveira, de Itapoá (SC), detém um expressivo currículo musical.
Ele, que cresceu em meio aos instrumentos percussivos de seu pai, realiza aulas de violão na Escola de Música Tocando em Frente, participa da Orquestra Sua Majestade o Violão, é integrante da banda Djong’s Roots, foi um dos selecionados para estudar no Coree Music Institute e, recentemente, conquistou uma vaga na orquestra infanto-juvenil do Instituto.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

chico1
Francisco Machado Pereira Costa Oliveira tem apenas 12 anos e já é sucesso na música em Itapoá.

Francisco é filho de Patrícia Machado Pereira, pedagoga e psicopedagoga, e Francisco Eduardo Costa Oliveira, mais conhecido como Baiano, portuário e músico. Por influência de Patrícia, cresceu ao som de grandes artistas da Música Popular Brasileira, já de Baiano, ‘herdou’ o apreço pelo gênero musical reggae.
Desde muito cedo Francisco teve contato com instrumentos de seu pai, que é percussionista. Diferente da maioria das crianças, em muitos dos registros fotográficos de sua primeira infância, ao invés de estar cercado de brinquedos, está cercado de instrumentos percussivos, como bongô, atabaque e pandeiro. Seus pais ainda contam que, quando tinha cerca de 4 anos de idade, Francisco pegava um violão de brinquedo, tocava e cantava dizendo ser o “Mómemali” (Bob Marley).

chico2
Desde pequeno, teve contato com instrumentos percussivos por influência de seu pai, que é percussionista.

Observando o interesse e a facilidade do pequeno Francisco com os instrumentos, Patrícia e Baiano fizeram o combinado de que ele começaria a fazer aulas de música quando estivesse alfabetizado, para que pudesse ler as notas musicais das partituras.
O primeiro instrumento a ser dominado por ele foi o bongô, que aprendeu de maneira autodidata, apenas observando seu pai durante as apresentações pelas noites itapoaenses. Aos 7 anos de idade, Francisco ganhou seu primeiro violão e apaixonou-se pelo instrumento. Aprendeu as primeiras dedilhadas sozinho, até que aos 9 anos ingressou no coral Sementes do Amanhã e nas aulas particulares de violão da Escola de Música Tocando em Frente, com o professor Helmuth Kirinus.

chico3
Mais tarde, ingressou na Orquestra Sua Majestade o Violão,
idealizada pela Escola de Música Tocando em Frente.

O tempo passou e Francisco deu continuidade nas aulas particulares de violão, tendo conquistado uma vaga no teste seletivo da Orquestra Sua Majestade o Violão, uma orquestra de violonistas de Itapoá idealizada pela Escola de Música Tocando em Frente, que tem por objetivo a formação musical continuada e democratização de acesso à cultura. Com a Orquestra Sua Majestade o Violão, Francisco apresentou-se em eventos do município de Itapoá e outras cidades, como Joinville (SC) e Curitiba (PR).
A experiência de quatro anos como capoeirista na Associação de Capoeira Lenço de Seda, com o professor Primo Angola, também contribuiu para sua formação musical, uma vez que na capoeira aprendeu a dominar certos instrumentos, como atabaque, pandeiro e berimbau. Ainda, Francisco passou a fazer participações especiais nas apresentações da Djong’s Roots, banda de reggae, MPB, hip hop e samba rock, composta pelos músicos Diogo Silva, Baiano Roots (seu pai), Daniel Melo, Dérico Berté e Rodrigo. “Adoro tocar em público, como nas apresentações da orquestra ou com a Djong’s Roots, e gosto de assistir a outros músicos tocando, também”, diz Francisco.

chico4
Com o primo João Alexandre, seu parceiro musical. À esquerda, Francisco e João na primeira apresentação da Saint Groove, e à direita, durante uma apresentação da orquestra de violões.

No início de 2019, foi um dos oito itapoaenses aprovados para integrar o Coree Music Institute (Instituto Core de Música), de Joinville (SC), que atua na formação de jovens talentos para o desenvolvimento de orquestras de excelência. No Instituto, Francisco é bolsista e estuda percussão erudita, tendo acesso a diferentes instrumentos, como tímpano, bumbo, xilofone, vibrafone, marimba, prato, entre outros.
Conforme Helmuth Kirinus, professor de violão na Escola de Música Tocando em Frente, o jovem vem aprimorando cada vez mais suas habilidades na música. Em suas palavras: “O Francisco, além de uma musicalidade que desenvolveu na base familiar, tem uma história com os outros fundamentos da música, como a leitura rítmica e melódica que teve início no coral Sementes do Amanhã, e deu continuidade nas aulas particulares de violão. Acredito que esse conjunto fez com que ele conquistasse uma vaga no teste seletivo da Orquestra Sua Majestade o Violão e no Instituto Core, onde segue desenvolvendo seu aprimoramento. Ele também é muito criativo e assimila facilmente as sugestões técnicas do instrumento, no caso do violão”.

7

O papel da família
Além das aulas de violão e de percussão, na vida pessoal, Francisco adora tocar música ao lado de seus primos, que também seguem no caminho da música. “Meu primo Ícaro toca violão e é compositor, meu primo Thomas compõe versos e tem um grupo de rap, e meu primo João Alexandre toca violão e participa também da Orquestra Sua Majestade o Violão. Por isso, os encontros em família são sempre divertidos e musicais”, conta Francisco. Junto do primo João Alexandre, com quem compartilha afinidades musicais, criou o projeto instrumental “Saint Groove” – em que os dois primos tocam no violão músicas de reggae, MPB, rock, blues e samba. “A Saint Groove começou com uma brincadeira entre primos, nos encontros em família. Mas realizamos nossa primeira apresentação e as pessoas gostaram bastante”, diz.
Para um garoto de apenas 12 anos de idade, em fase de descobertas, transições e formação de caráter, é normal que Francisco seja eclético e tenha lá suas fases. Ele, que já gostou muito ora de reggae, ora de MPB, ora de rock, ora de funk, ora de samba, gosta também de música eletrônica e sonha em, um dia, poder manusear um toca-discos e um mixer como um DJ. Mas afirma: “Gosto de todo tipo de música. Vou do samba de Benito di Paula à música eletrônica de Alok em um minuto”.

10
Em 2019, Francisco foi um dos selecionados para participar do Coree Music Institute, onde faz aulas de percussão erudita. Na imagem ao meio, Francisco ao lado do professor Bruno.

Em qualquer projeto na infância e adolescência, o apoio da família é fundamental. Conforme sua mãe, Patrícia, que é também educadora: “O papel dos familiares neste processo é ficar atento às habilidades e aptidões de cada criança. Algumas têm habilidades para os esportes, outras para as artes, outras para a escrita, outras para as exatas, outras para a música, e por aí vai. Quando observamos que o que Francisco gosta e sabe fazer é música, nós o apoiamos, o estimulamos e o incentivamos o máximo possível para este caminho. É normal que nessa idade os jovens não tenham o comprometimento, a maturidade e o interesse que almejamos o tempo todo, por isso o estímulo da família é tão importante”.

chico5
Francisco também realiza participações ‘pra lá’ de especiais nas apresentações da banda Djong’s Roots, que tem como um dos músicos seu pai, Baiano Roots.

Já para o pai, Baiano, ver o filho seguindo seus passos na música é sinônimo de orgulho e emoção: “Muitos pais têm esse desejo de que os filhos se pareçam com eles, sigam seus passos na profissão, nas atividades ou na vida, mas com o Francisco foi algo natural. Acredito mesmo que ele, assim como eu, tem o dom da música, com ouvido apurado, facilidade em manusear os instrumentos e principalmente amor pela música. Mas sempre ensinamos a ele, que a vocação é importante, mas o estudo, também. Somente assim ele será um músico de sucesso, como seus ídolos”, comenta.
Dentro de casa, Francisco – que hoje toca violão, atabaque, pandeiro, cobel, meia-lua, bongô, cajón, ukulelê, entre outros tantos instrumentos – já tem seu primeiro fã-clube: seu pai Baiano, sua mãe Patrícia e sua irmã Ana Beatriz (quem vos escreve). Nas palavras do menino de 12 anos, “sou apaixonado pela música e gostaria de deixar um agradecimento aos meus professores, Mutti, da Orquestra Sua Majestade o Violão, e Bruno, do Coree Music Institute, por me ensinarem e fazerem parte da minha formação enquanto músico”.
Recentemente, ao final de 2019, o jovem participou de um processo seletivo para ingressar na orquestra infanto-juvenil do Coree Music Institute, sendo aprovado como o mais novo integrante da orquestra do grupo de percussão erudita. Se Francisco seguir por estes acordes e estas batucadas, ainda ouviremos muito o seu nome nos palcos da vida. Mas ainda que siga outra profissão, a música já cumpre seu papel, como formadora de cidadão, de caráter, personalidade e de valores.