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Laurita da Silva, uma empreendedora de sucesso

Como sugere o significado de seu nome (“loureiro símbolo de honra e vitória”), a trajetória de Laurita da Silva (63) também é marcada por vitória.
Depois de passar por dificuldades, deu a volta por cima e abriu seu próprio negócio. Hoje, a Laurita Center Mega Store possui nove unidades pelos
estados do Paraná e Santa Catarina e, acompanhada dos filhos, Laurita tornou-se
referência enquanto mulher empreendedora.

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Laurita da Silva é criadora da rede de lojas Laurita Center Mega Store, espalhadas pelos estados do Paraná e parte de Santa Catarina.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Nascida em Campo Mourão (PR), passou a residir na capital paranaense em 1983, já casada e mãe de quatro meninos. Nos fundos de seu quintal mantinha uma pequena empresa de confecção de roupas para academias e lojas de shopping. No ano de 1990, ela divorciou-se – um ato de coragem para a época. “Quando isso aconteceu, fiquei com os quatro filhos e uma maquininha de costura que não tinha sequer motor. Depois de quitar um consórcio, optei por comprar uma máquina de costura overloque ao invés de uma motocicleta, para poder continuar trabalhando”, recorda. Já em 1991, seu filho mais velho foi diagnosticado com leucemia e, depois de contrair meningite, veio a falecer no ano seguinte.
“Foi uma fase sofrida, pois em um curto período de tempo me divorciei, perdi um filho e, com a chegada do plano real, a demanda na confecção diminuiu consideravelmente”, conta. Em busca de novas oportunidades, mudou-se com os três filhos para Matinhos (PR), onde moravam alguns familiares, com a pretensão de praticar o que aprendeu em um curso de confeitaria.

Novos ares
Chegando ao litoral, junto do filho mais novo, iniciou uma pequena fábrica de gesso, que não deu certo. Ainda assim, não desistiu: “Desejava abrir uma loja de ‘tudo um pouco’, pois a cidade necessitava de produtos variados, mas não tinha capital inicial para tal.
Então, um de meus filhos contou desse meu sonho para um distribuidor. Felizmente, ele fez uma proposta muito boa: forneceu a mercadoria para eu quitá-la conforme as vendas”, recorda.
Assim, em 1998, com uma pequena quantidade de mercadoria consignada, nasceu a primeira loja Laurita Center Mega Store – um ponto comercial de 30 m², que vendia artigos de 1,99 e peças de gesso

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A primeira loja inaugurada por Laurita,
em Matinhos, no ano de 1998.

Família
De lá para cá, Laurita realizou o sonho da casa própria e o negócio cresceu com a ajuda dos filhos – Gabriel Fernando, Alexandre Cristiano e Paulo Henrique – que, nas palavras da mãe, “tomaram gosto pela coisa”.
Com o casamento dos rapazes, cada um deles passou a ser dono de uma filial em determinada região.
Além dos filhos, a matriarca da família também vem expandindo as lojas que estão sob sua responsabilidade. Atualmente, são nove unidades da Laurita Center Mega Store espalhadas pela região do litoral paranaense, como Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Paranaguá, além de duas lojas no município litorâneo de Itapoá, norte de Santa Catarina.
Muito bem abastecidas com “um pouco de tudo”, o conceito da rede de lojas é que o cliente possa sair delas com tudo o que precisa, desde itens infantis até artigos para cama, mesa e banho.
Para ampliar o mix de produtos e buscar o que há de novidade no mercado, a família da Silva visita feiras e realiza diversos cursos no Sebrae.
Contudo, creditam boa parte do sucesso da rede de lojas aos mais de 300 fornecedores, cerca de 160 funcionários – muitos deles, presentes desde o início dessa trajetória – e inúmeros clientes.

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Hoje, a família aumentou e também faz parte dos negócios.
Laurita e seus netos e ao lado de um casal de amigos e seus filhos e noras.

Triunfo
As conquistas não param por aí: depois de ganhar elevador de acesso para pessoas da terceira idade, uma das lojas Laurita Center Mega Store de Itapoá será ampliada em breve.
Hoje, Laurita se declara satisfeita com os frutos de seu trabalho e apaixonada pelo que faz: “Adoro escolher as mercadorias, fazer as compras, expor os produtos, decorar as lojas, atender os clientes e gerenciar a equipe. Acredito que o visual e até mesmo o cheiro da loja são essenciais para que os clientes sintam-se bem dentro dela”.
Além de trabalhar, a empresária gosta de curtir os filhos e netos, praticar exercícios físicos e viajar – inclusive, nos roteiros dentro e fora do Brasil encontra inspiração, como, por exemplo, para as vitrinas ou iluminação das lojas.
Em setembro deste ano, a Laurita Center Mega Store completa 20 anos de muito suor e trabalho. “Creio intensamente no poder de Deus e, antes de qualquer passo, oro e peço a Ele. Sempre fui uma mulher de palavra e de honrar meus compromissos”, conta Laurita, uma referência enquanto empreendedora, mãe e mulher.

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Laurita e o gerente da loja na Avenida Celso Ramos em Itapoá, Ronaldo Camargo.
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Mestre Piazetta: entre caixas, pratos, surdos e bumbos

Se os instrumentos do título acima recebessem um nome, este seria Luiz Antonio Piazzetta ou, simplesmente, Piazzetta.
Conhecido no município de Itapoá (SC) por fundar e reger a Fanfarra Municipal, o Mestre detém um currículo extenso, que passa por escolas de samba, bandas, orquestra, artistas renomados, entre outros projetos, que fazem dele um verdadeiro amante da música.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Luiz Antonio Piazetta com sua esposa Mirlete Muller Piazzetta.

Nascido em 14 de novembro de 1938, na cidade de Curitiba (PR), Piazzetta não conheceu o avô, pianista, mas acredita que herdou dele o gosto por música. Sua carreira musical iniciou aos 9 anos, tocando caixa em escolas de samba de Curitiba. Ele recorda um episódio que marcou sua infância: “Meu tio, José Santiago de Oliveira, era diretor da Caprichosos de Pilares, no Rio de Janeiro. Aos 12 anos, fui ao Rio com meus pais e tive o prazer de tocar repinique no ensaio da escola de samba. Meu tio desejou que eu morasse por lá, para estudar música, mas eu era filho único, muito apegado à mãe, e não quis”. Com 14 anos de idade, o jovem Luiz Antonio começou a tocar bateria e, até mesmo, tocou em boates, acompanhando o cantor Miltinho, autor do sucesso “Palhaçada”, de 1961.
Aos 18 anos, foi convocado para servir ao Exército. Em seguida, se casou com Mirlete Muller Piazzetta: “com uma mulher bonita como aquela, foi impossível não me apaixonar”. Logo, aos 21 anos de idade, entrou para a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e, inevitavelmente, para a Banda de Música da PMPR, onde tocou tímpano, caixa clara e prato bongo, e dedicou boa parte de sua trajetória. Nesse período, estudou música na Academia de Belas Artes, para se formar como Cabo Músico.

O apaixonado por música destaca suas principais contribuições durante os 30 anos à frente da Banda de Música da PMPR: “participei da gravação de oito discos; vencemos o concurso nacional de bandas, em 1964; tocamos ao lado do rei Roberto Carlos, na época da Jovem Guarda e, por fim, atuei como Sargenteante da banda”. Concluindo uma trajetória de muitas histórias e melodias, aos 50 anos de idade, Piazzetta se aposentou como Sargento da Polícia Militar do Paraná. Segundo Mirtes: “ele (Piazzetta) sempre foi muito trabalhador e, mesmo depois de aposentado, continuou se envolvendo com projetos musicais”.

Ainda em Curitiba, iniciou mais de 50 fanfarras escolares e atuou como professor de percussão musical na Escolinha de Arte do Colégio Estadual do Paraná. Posteriormente, trabalhou como empresário musical nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, gerenciando o início da carreira de grandes nomes do cenário musical, como a dupla Gyan & Giovani, Martinho da Vila, Gretchen e o falecido Cauby Peixoto.
Contudo, acredita que seu maior legado à capital paranaense foi enquanto maestro e fundador de uma orquestra, a Status Band Musical Show: “Nós tocávamos em bailes, boates, eventos militares, festas particulares e nos clubes mais renomados do país. Para dimensionar a qualidade de meus músicos, gosto de citar Dironil (hoje, já falecido) que, mais tarde, se tornou saxofonista do rei Roberto. Infelizmente, os melhores integrantes vieram a falecer o projeto foi interrompido. Mas a orquestra sempre foi e sempre será, para mim, sinônimo de muito orgulho”.

Trajetória em Itapoá

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Centenas de alunos da rede municipal fizeram parte da história da
Fanfarra Municipal de Itapoá, sob regência do Mestre Piazzetta.

Por conta da Associação de Subtenentes e Sargentos da PMPR, localizada na região do Pontal, Piazzetta já frequentava as praias itapoaenses desde 1959. Mas foi em meados dos anos 2000 que encontrou a oportunidade ideal para residir no município litorâneo junto à família.
Em um primeiro momento, ministrou aulas de dança na Associação dos Idosos Maria Izabel. Já em 2001, foi convidado para criar a famosa Fanfarra Municipal de Itapoá. “Naquele tempo, Ervino Sperandio e Márcia Regina Eggert Soares (prefeito e secretária de educação da época), a quem agradeço até hoje, souberam que eu tocava em uma igreja e desejaram conhecer minha trajetória musical. No início da fanfarra, foram comprados alguns instrumentos musicais, outros foram doados de Curitiba”, recorda o Mestre.

 

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Alunos das Escolas João Monteiro Cabral e Alberto Speck juntamente com um grupo de alunos
participantes da Fanfara, prestaram homenagem em 2016 ao mestre, em sua residência.

Sob sua regência, a fanfarra fez a alegria de centenas de alunos da rede municipal, ensinando cerca de 40 instrumentos e trabalhando ritmos, como samba, olodum, timbalada e anos 60. Saudoso, lembra: “A Fanfarra Municipal de Itapoá foi muito aplaudida na cidade de Itapema (SC) e ficou entre as 33 melhores no V Festival Nacional de Verão de Bandas e Fanfarras”. Anos mais tarde, a banda passou a integrar uma das disciplinas do extinto Projeto Ampliação de Jornada Escolar (AJE). Ao todo, foram 15 anos de grandes feitos pela Fanfarra Municipal de Itapoá.
Também no município, Piazzetta organizou Carnavais de Rua, fundou o Bloco das Baianas (do Clube Céu Azul da Terceira Idade, do Pontal) e foi campeão como Mestre do Bloco do Brasão por dois anos consecutivos.

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Um de seus maiores orgulhos foi ter participado, há 3 anos, da harmonização da nova
versão do Hino de Itapoá, com banda e coral.

Mas um de seus maiores orgulhos foi ter participado, há 3 anos, da harmonização da nova versão do Hino de Itapoá, com banda e coral: “Foi um projeto trabalhoso, mas o resultado me rendeu muitas alegrias. Quando assisti à apresentação do hino, com a banda do 62º Batalhão de Infantaria do Exército, em Joinville (SC), não contive a emoção”. Segundo o Mestre, esse é um legado que pretende deixar para todos os seus familiares e munícipes. Porém, Piazzetta lamenta: “muitos lugares ainda não se atualizaram e apresentam a antiga versão do Hino de Itapoá como oficial”.

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Piazetta recebeu medalha de honra ao mérito pelos serviços prestados à comunidade no ano de 2015. (Foto arquivo)

O sonho continua
Há 61 anos casado com Mirlete, é pai de quatro filhos: Ogimar Natal Piazzetta, Margareth de Fátima Piazzetta Antunes, Sirlete do Rocio Piazzetta e Paulo Roberto Piazzetta – este último, segue seus passos, está estudando para cursar Música e se tornar Mestre. De geração em geração, os netos e bisnetos também têm afinidade com os ritmos e as notas musicais.
Recentemente, nas festividades de Natal de 2017, Piazzetta e o filho Paulo reviveram a Fanfarra Municipal de Itapoá por alguns meses, o que rendeu, inclusive, uma homenagem da banda do 62º Batalhão de Infantaria. “Foi uma alegria viver isso novamente. Desde que a fanfarra acabou, tive depressão e adoeci. Se Deus quiser, esse projeto voltará à ativa e terei a honra de retomá-lo, dessa vez, na companhia de meu filho Paulo”, fala. Além da fanfarra, Piazzetta também sonha em fundar uma Banda Marcial de Itapoá, apenas com metais.
Aos 79 anos de idade e dono de um extenso currículo no meio musical, depois de algum tempo de conversa, tentamos questionar Piazzetta sobre sua vida pessoal, algo que não fosse relacionado à música, mas não teve jeito. Como ele mesmo diz: “A música é minha verdadeira paixão. Eu vivo a percussão musical”.

Laci Joana de Mendonça: das dificuldades ao empreendedorismo de sucesso

No “Quem É?” desta edição, contamos a história de uma mulher que, há anos, decidiu tentar a vida em Itapoá e, hoje, é proprietária de uma das empresas de materiais de construção que mais cresce no município. Estamos falando de Laci Joana de Mendonça, proprietária do Mendonça Materiais de Construção, e do seu amor por empreender em família.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Com esforço, Laci Joana de Mendonça enfrentou as dificuldades e hoje é proprietária de uma das lojas de materiais de construção que mais cresce no município.

Natural do interior de Barra Velha-SC, Laci veio de uma família grande e simples. “Nós éramos quatorze irmãos e nossos pais eram pessoas humildes e batalhadoras”, fala. Tempos depois, em 1979, formou-se em Pedagogia e casou-se com Osmar de Mendonça. O casal residiu durante um tempo em Joinville-SC, onde trabalhava no setor administrativo de uma grande empresa, que estava com sérios problemas financeiros. Demitidos por corte de custos e preocupados com o futuro, pois Laci estava grávida de seu segundo filho, resolveram morar em Guaratuba-PR, onde abriram a empresa Mendonça Artefatos de Cimento Ltda.

Sem o mínimo de conhecimento na área, sem funcionários especializados para auxiliar na produção, com dois filhos pequenos e muitas dificuldades financeiras, tiveram que batalhar por dez anos para aprender e conquistar o mercado. Além disso, fizeram muitos amigos e, em 1988, nasceu o terceiro filho do casal.

Em 1993, com o intuito de realizar o sonho antigo de construir uma empresa no ramo de materiais de construção e criar os três filhos em um município menor e mais tranquilo, o casal optou por investir e morar na recém-emancipada Itapoá – município que já frequentavam desde 1984.

“Quando chegamos a Itapoá, abrimos uma pequena loja de artigos de praia, na Barra do Saí. Mas, as pessoas iam à nossa loja procurar por materiais de construção e, por isso, fomos direcionando nosso negócio para este segmento”, recorda Laci. Aos poucos, depois de muito trabalho em família, a pequena loja de artigos de praia tornou-se a primeira loja do Mendonça Materiais de Construção. Caminhando de acordo com a demanda do município dentro de um mercado próspero, a família abriu uma filial na Avenida André Rodrigues de Freitas, no bairro Itapema do Norte, depois, outra filial na Avenida Brasil, no bairro Itapoá e, por fim, uma quarta filial também na Avenida Brasil, próxima ao balneário Bamerindus. Em 2013, o Grupo Mendonça também criou uma usina de concreto, localizada na estrada José Alves, no bairro Itapoá.

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Laci com os filhos André, Thiago e Osmar Júnior e o esposo Osmar de Mendonça.

Formada em Pedagogia, Laci realizou alguns cursos e, recentemente, formou-se em Gestão de Varejo. Seus filhos também fizeram carreira na área de administração e, hoje, seguem os passos dos pais nos negócios da família, cada qual com sua função. “É um trabalho árduo e cansativo, mas amo o que faço”, fala Laci, que tem a pretensão de, um dia, se desligar das empresas e deixa-las para os filhos.

Além do trabalho, ela também é apaixonada por viagens. “Adoro conhecer outros lugares e culturas. Mas, apesar de já ter viajado para diversos países e vivenciado culturas tão opostas à nossa, acredito que morar em Itapoá foi a melhor decisão de minha vida”, fala. Porém, mais que trabalho, viagens ou Itapoá, sua verdadeira paixão é a família: “seja no trabalho ou em um almoço de domingo, adoro estar na companhia do meu marido, filhos, noras e netos”.

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Família reunida, uma das principais alegrias de Laci.

Em outubro deste ano, Laci completará 63 anos e afirma não ter problema algum com a idade. Ela também se diz satisfeita com tudo que construiu e conquistou. Para ela, o sucesso do Mendonça Materiais de Construção se deve à honestidade, à cumplicidade e à vontade de batalhar junto de toda a família e de seus funcionários. Em seus planos futuros, estão alguns sonhos, como conhecer a Grécia e viver por muitos anos para acompanhar o crescimento dos netos. Por fim, Laci conclui: “já batalhei e passei por muitas dificuldades nessa vida e, hoje, vejo que tudo valeu a pena, pois sou uma pessoa feliz e realizada com a profissão que escolhi, com a família que tenho, com as pessoas que me cercam e com o lugar onde moro”.

Conheça Zeca e Zia, os irmãos gêmeos mais populares de Itapoá

Quem mora em Itapoá-SC ou até mesmo frequenta suas praias durante as férias, já deve ter cruzado com estas duas figuras marcantes pelas ruas de Itapema do Norte: eles são Zeca e Zia, uns dos primeiros irmãos gêmeos nascidos no município. Muito populares e queridos entre os itapoaenses, além da própria aparência, os irmãos têm em comum a simpatia, o amor por Itapoá e, é claro, boas histórias para contar.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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À esquerda, José Bento Alves de Souza, o Zeca ou Zequinha,
já à direta, seu irmão gêmeo Josias Bento Alves de Souza, o Zia.

Essa história começa através dos falecidos Bento Alves de Souza, que veio da Bahia, e Ambrosina da Silva, que veio do Vale de Itapocu, em Santa Catarina. Juntos, eles tiveram onze filhos – quase todos batizados com nomes bíblicos –, entre eles, estão os gêmeos José Bento Alves de Souza, mais conhecido como Zeca ou Zequinha, e Josias Bento Alves de Souza, mais conhecido como Zia, nascidos dentro de casa, com a ajuda de uma parteira, em Itapoá, no ano de 1966.

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Baseado nos relatos de sua mãe Ambrosina, Zeca e Zia contam que nasceram com míngua (uma doença que afeta o desenvolvimento do bebê) e que a parteira lhes segurava com uma mão, enquanto lhes dava banho com a outra mão. Para curar os filhos, seu pai Bento fez a seguinte simpatia: entrou no mar e buscou água de sete ondas de um navio para banhá-los. Quando bebês, os gêmeos foram batizados na igreja católica, mas, quando cresceram, foram batizados novamente na igreja adventista, no Rio Mendanha, em Itapoá. Criados no município litorâneo, Zequinha e Zia sempre moraram próximo à praia, no bairro Itapema do Norte e, antigamente, para se comunicarem um com o outro da Primeira à Terceira Pedra, eles criaram seu próprio assovio.
Desde seu nascimento, a ligação dos gêmeos vai muito além da aparência. Eles contam que, por diversas vezes, sentiram as dores e alegrias um do outro à distância, tiveram os mesmos pensamentos e sonhos e, até mesmo, adoeceram na mesma época. Eles também relatam que dona Ambrosina tinha o costume de vestir os gêmeos com roupas iguais: “não porque era moda, como é nos dias atuais, mas, sim, porque usávamos as roupas com o tecido que tinha”, conta Zequinha.

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Por conta da semelhança física, Zequinha e Zia já foram confundidos por amigos, professores e, inclusive, pelos próprios pais. “Quando eu aprontava e notava que meus pais estavam me procurando, para me safar, dizia a eles que eu era o Zeca e, então, era ele (o Zeca) quem acabava apanhando”, recorda Zia, que se intitula como o mais peralta dos gêmeos. Até hoje, quando é confundido com o irmão, Zia fala que não desmente no momento, e que os irmãos se divertem com a situação: “já peguei carona de Itapoá até outra cidade e, somente quando cheguei ao destino final, contei que sou, na verdade, o Zia, e não o Zeca”.
Desde os tempos da infância a maior diversão dos irmãos é a praia: “éramos uns dos primeiros a chegar à praia, pela manhã, e uns dos últimos a deixa-la, quando já era noite”. Nas areias, suas individualidades começaram a se destacar nos esportes: Zia criou gosto pelo futebol, enquanto Zequinha se apaixonou pelo vôlei. Eles contam que aprenderam a pescar com seu pai, mas que não criaram muito gosto pela atividade. Anos depois, a escolha pelas profissões e estilos de vida também diferenciou os dois irmãos.
Em Itapoá, Zia trabalhou com construção e, principalmente, como garçom dos principais restaurantes e hotéis do município. “Sempre gostei de viajar e conhecer novos lugares, o que me motivou a deixar o município para tentar a vida em Curitiba-PR e no Rio de Janeiro-RJ, por alguns anos”, conta. Ele também lembra que, ao longo de sua vida, chegou a ser internado por problemas relacionados ao alcoolismo: “mas, felizmente, encontrei fé e cura na religião umbandista”, fala Zia, que, hoje, trabalha como vendedor no tradicional Mercado do Peixe de Itapoá e é pai de um menino de nove anos de idade, também morador do município.
Já Zequinha, autor dos típicos cumprimentos “oi, querida” e “fala, garoto”, conta que morou apenas cinco meses de sua vida fora do município litorâneo, em Curitiba, mas não se adaptou ao frio da capital paranaense. Assim como seu irmão, ele também trabalhou como garçom em Itapoá, além de atuar durante anos como zelador da Escola Estadual Nereu Ramos, como professor de Educação Física em diversas escolas do município e no extinto Projeto Ampliação de Jornada Escolar, além de ter obtido o certificado técnico e básico de massoterapia e trabalhar como massoterapeuta.
No entanto, a fama de Zequinha se deve, principalmente, por, em 1991, começar a treinar seus colegas de classe no voleibol e, mais tarde, de 2002 a 2004, criar a primeira escolinha de treinamento de voleibol na rede escolar municipal e estadual de Itapoá, além de, gentilmente, montar suas próprias redes na praia para a diversão dos turistas – o que lhe rendeu o apelido de Zequinha do Vôlei. Para ele, o esporte é sinônimo de disciplina, responsabilidade, respeito e a melhor opção para a saúde e prevenção às drogas e, por isso, merece atenção: “existem grandes talentos no município, nas mais diversas modalidades; o que falta é incentivo”, diz Zequinha, que, em 2016 chegou a se candidatar a vereador nas eleições municipais, realizou o sonho de concluir a faculdade de educação física e que, recentemente, recebeu o diploma de massoterapeuta. “Por tudo aquilo que conquistei, agradeço imensamente ao ex-prefeito Ervino Sperandio, aos professores do curso de Educação Física da Univille, e aos meus amigos Rafaela, Sérgio Cavalo, Júlio César Abreu e Manassés Nogueira”, fala Zequinha.
Recentemente, no dia 15 de junho, os gêmeos completaram 51 anos de idade, mas, até hoje, são confundidos um com o outro. Atualmente, Zequinha e Zia residem juntos, em Itapema do Norte, mas têm rotinas e horários diferentes: enquanto o primeiro tem a massagem como fonte de renda e divide o tempo livre com o voleibol, o segundo trabalha durante o dia no Mercado do Peixe e passa as horas vagas curtindo seu filho e se dedicando à religião. Mesmo trabalhando em diferentes lugares, Zequinha e Zia garantem que conhecem quase todas as pessoas por onde andam, cada qual com sua fiel companheira, a bicicleta. E, assim, os gêmeos desejam continuar escrevendo a sua história, cercado de amigos, boas lembranças e no lugar que mais amam: Itapoá.

Ighor Zakaluk: A paixão e a importância de lecionar biologia

No dia 3 de setembro é comemorado o Dia do Biólogo. A área de atuação deste profissional é bem ampla, podendo atuar dentro de empresas com laudos ambientais, pesquisas para indústrias, análises, parques ecológicos, preservação de animais, projetos ambientais, na educação, como professor, entre outras ramificações. Contemplando os profissionais desta área, entrevistamos Ighor Zakaluk, professor de biologia na Escola Estadual Nereu Ramos, em Itapoá. Para ele, o importante é ter consciência que, assim como toda profissão, é necessário muita dedicação.

Ana Beatriz

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Ighor nasceu em Campo Mourão, no Paraná, mas cresceu em Palmital, região centro-oeste do estado. Desde criança, ele conta que sempre teve interesse na área de ciências, se empolgava com reações químicas, físicas e em conhecer os seres vivos. “Alguns colegas de séries mais avançadas sempre tentavam inventar alguma coisa, e minha curiosidade aumentava. Além, é claro, da feira de ciências que a escola promovia, ficava muito empolgado”, recorda. Isso o motivou a cursar a faculdade de Ciências Biológicas, em Ivaiporã-PR. Em 1999, ainda frequentando o último ano de faculdade, Ighor se mudou para Itapoá e viajava até Ivaiporã para completar os estudos.
Já no município litorâneo, o professor começou lecionando na Escola Municipal João Monteiro Cabral, onde trabalhou em 1999 e 2000. Também em 1999, trabalhou no supletivo, na época na Escola Municipal Frei Valentim. Ele começou na Escola Estadual Nereu Ramos em 2000 e, dois anos depois, se tornou efetivo. Atualmente, leciona apenas ao Ensino Médio, mas já trabalhou com turmas de ciências. Junto com alguns professores, neste ano iniciou um cursinho pré-vestibular e para o ENEM, o “Super Ação”.

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Ighor costuma dizer a seus alunos que a biologia significa o estudo da vida, ou seja, que ela explica muito do dia a dia e da vida de cada pessoa.
“É através deste estudo que entendemos o motivo e a importância de alimentos específicos, o que é alimentação saudável, como certos medicamentos agem em nosso corpo, entre outros. Também conhecemos a vida que nos cerca, nas diferentes formas, tanto animais e vegetais, quanto outros grupos como os fungos, bactérias e vírus, os quais muitas vezes pensamos que só existem para causar problemas, mas, sem eles o planeta como conhecemos não seria possível”, explica. Ainda de acordo com o processor, é com este conhecimento que entendemos a necessidade de respeitar o ambiente e as formas de vida que interagem com a sociedade.
Para compreensão desses conhecimentos, Ighor utiliza métodos práticos, como projetos, maquetes, experimentos e pesquisas, a fim de deixar a aula de biologia mais dinâmica e interessante.
“É uma disciplina que contém vários ‘nomes complicados’, como dizem alguns alunos, portanto, ficar apenas na teoria, cansaria muito. Também em conversa com alguns ex-alunos, soube que alguns desses trabalhos foram úteis na faculdade, pois também foram cursar biologia, e outros concordaram que algumas das técnicas vistas em sala os ajudaram nas pesquisas da faculdade ou de cursos técnicos”, conta.
Os projetos e pesquisas desenvolvidos pelo professor Ighor também têm como base outras especializações que ele fez: Ecoturismo e Mídias na Educação.
Nesta era tecnológica, ele afirma que é preciso saber usar diferentes ferramentas, e que a biologia permite isso. “Como, por exemplo, imagens melhores de parte da célula ou do corpo que antes não eram possíveis; trabalhos e pesquisas com recursos tecnológicos, como produção de filmes, áudios, slides, etc.”, diz. Para o professor, a facilidade de acesso à informação também contribui.
“Quando o aluno encontra alguma reportagem e traz para discutir na aula, ajuda no melhor entendimento do conteúdo. Mas é preciso ficar alerta, pois muitas informações são incorretas, sendo preciso ensina-los a interpretar e reconhecer”, explica.
Hoje, aos 38 anos, casado, Ighor se define como um profissional que está para fazer a diferença, tanto na área da educação quanto na área da biologia. “Através da educação, a biologia pode ajudar as pessoas a serem melhores na vida e ver o ambiente que vivem como parte integrante da sociedade”, afirma. À medida que começou a lecionar, vendo o resultado dos trabalhos, o empenho de muitos alunos e suas conquistas no ENEM e no vestibular, ele conta que seu interesse pela profissão se reforçou.
“Hoje, cada vez que encontro um ex-aluno e ainda sou chamado de professor, é um incentivo a mais, pois sei que em algum momento pude fazer a diferença, em sua vida profissional, acadêmica ou também social”, conclui. Para o professor Ighor, isso tudo é o que deixa a paixão pela profissão continuar acesa.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 44 – Setembro/2016

Evaldo Speck: Memória que vale ouro

Grande parte da história do Saí Mirim foi vivenciada por ele, nasceu e durante toda a vida morou na comunidade. É o patriarca da família mais tradicional na região e neto de um dos primeiros colonizadores do Saí Mirim. De forma bem genérica podemos definir assim a vida de Evaldo Speck.

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Evaldo Speck guarda com carinho as lembranças do time Cruzeiro.

Augusta Gern

Com uma valiosa memória e muita simpatia a conversa interrompeu o descanso depois do almoço e nos fez viajar por uma remota Itapoá. Tudo começou em 1914 quando seus avós, Germano e Ana Speck deixaram o município de Pedras Grandes, no sul do estado, e chegaram a Itapoá, mais precisamente no Saí Mirim. Conforme Evaldo, os avós souberam de uma colonização na região e vieram atrás de trabalho. Assim, ali seu pai nasceu, cresceu e conheceu sua mãe. E em 1932, exatamente 82 anos atrás, Evaldo nasceu.

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Casa dos avós de Evaldo, feita de madeira, argilha e palha.

Sua vida sempre foi na roça, já trabalhou com arroz, banana, pinus, eucalipto e há alguns anos tem uma serraria, que oferece madeira para quase todos os materiais de construção do município.

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Serrareria da família.

Até chegar o crescimento e o desenvolvimento, teve uma vida com bastantes dificuldades. “Para comprar qualquer coisa tínhamos que ir caminhando até a Vila da Glória e a remo atravessávamos a Baía até São Francisco do Sul”, conta. Durante a Segunda Guerra Mundial lembra que todos ficaram um bom tempo sem conseguir comprar querosene e sal: “tínhamos que nos virar”. Neste tempo estrada era luxo, eram apenas picadas.
Este relato se assemelha muito ao casal Loli e Laura Gerker, do Braço do Norte. Esperado ou não, o entrelaçamento de famílias não é recente, sua falecida esposa, Brandina Fernandes Speck era do Braço do Norte, irmã de Laura. Assim, é difícil que as histórias não se repitam, não se unam e não formem uma grande família. Evaldo também passou por São Francisco do Sul, Garuva até Itapoá efetivamente se emancipar.

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Um ponto muito curioso de sua vida e de toda a comunidade foi o surgimento do time Cruzeiro. Fundado em 1955, Evaldo foi diretor por 30 anos. Fotos antigas revelam as diferentes gerações que nele jogaram, tanto masculina como feminina. Em sua casa um quarto é reservado para os troféus, que não são poucos. Desde o primeiro título municipal até os torneios menores, fica difícil sugerir quantas dezenas de troféus preenchem o cômodo. Além das fotos e títulos, um armário também guarda de forma muito organizada quase todas as camisetas do time. “Algumas se perderam com o tempo, mas a maioria está aí”, afirma.
Evaldo conta que em 1955 já existiam torneios municipais, mas as coisas eram bem diferentes: quando iam jogar no balneário Itapema do Norte, por exemplo, não dava para ir e voltar no mesmo dia. “A gente ia caminhando até o Pontal e depois pela praia seguíamos até Itapema do Norte”, lembra. Apesar de não ter participado em campo nos campeonatos, sempre que podia treinava junto com os titulares do time. O futebol sempre foi uma paixão. E esta paixão é seguida pela comunidade até hoje: apesar do time não existir mais há anos, todos os domingos e às vezes durante a semana moradores do Saí Mirim se reúnem para “bater uma bolinha”.
Outro marco importante foi a participação na abertura da estrada em 1957. Junto com Dórico Paese, Evaldo trabalhou no meio do mato para tornar aquele sonho uma realidade. “Dórico trabalhava mesmo com pá e não era fácil acompanha-lo”, conta.

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Suas lembranças afirmam que sempre esteve envolvido nas negociações e projetos para melhorar a cidade. Na época da luta para emancipação do município, Evaldo também esteve presente na capital do estado e acompanhou as discussões políticas. Hoje lamenta escolhas, para ele mal feitas: “Por que colocaram o nome dessa estrada para uma pessoa que rejeitou o município no momento de sua criação? Enquanto isso Dórico Paese, que lutou por Itapoá, não tem nem sequer o nome de uma rua”, fala. Datas e nome de pessoas envolvidas são muito bem lembradas, como se o ocorrido fosse ontem.
Além disso, Evaldo também recorda muito bem antigas paisagens do Saí Mirim. A casa de seus avós, por exemplo, além de estar registrada em uma foto original, permanece em detalhes na sua memória: “era uma casa de madeira, argila e palha, naquela época não havia tijolos por aqui”. A Escola Municipal Alberto Speck existe há muito tempo, desde o tempo em que Itapoá pertencia a São Francisco do Sul: “antigamente era chamada de Prainha do Saí”. Também são muito antigos o Posto de Saúde da Família e a igreja, ponto de encontro para muitos eventos da comunidade. “Antes a igreja era de madeira e tinha duas torres, mas como o vento acabou derrubando as torres, construíram uma nova igreja no local que se encontra atualmente”, recorda sua filha mais nova, Silmara Speck dos Santos, que também nasceu e mora na localidade.
Assim, entre filhos, netos e muitas lembranças, Evaldo aproveita a vida no Saí Mirim. Para ele, a localidade é um bom lugar para se viver, por isso mesmo completa seus 82 anos no mesmo local, seguindo a tradição da família Speck. Conforme Silmara, para setembro, quando se completam os 100 anos dos Speck no Saí Mirim, estão programando uma bela festa para celebração. É tradição que vale mesmo bastante comemoração.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 16 – Maio/2014

A 5ª geração de uma tradição

No jardim o pé de carambolas está cheio, na cozinha é preparada a culinária alemã e, na comunidade onde vive está a sua família. Nascida e criada no Saí Mirim, Jéssica Speck dos Santos, 19 anos, faz parte da família mais tradicional da comunidade.

Augusta Gern

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Há 100 anos seus tataravôs Speck chegaram e iniciaram a história que hoje torna grande parte da localidade uma só família. Avô, tios, primos e tantos outros familiares moram na vizinhança.
Jéssica é daquelas meninas que teve uma infância invejada. Subir em pés de árvores, conhecer diferentes animais e diferentes plantas, correr e pular à vontade, e o melhor: tudo nas redondezas de casa. Filha única, ela conta que sempre brincou muito com seus primos e fez dali um parque de diversões.
Diferente da comunidade vizinha Braço do Norte, no Saí Mirim a internet chegou há alguns anos e o celular pega razoavelmente, dependendo da operadora e o local em que se está. Porém, as dificuldades para o estudo também não foram poucas. O primeiro grau foi todo realizado na escola municipal da própria comunidade, Alberto Speck. Depois, no ensino médio Jéssica passou para a Escola Nereu Ramos, onde dependia do transporte escolar. Estudou na mesma época em que estavam asfaltando a SC 416 e durante alguns dias o trânsito era quase impossível.

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Jéssica com o avô Evaldo e a mãe Silmara.

“Como a maioria do pessoal estudava a noite, pela manhã erámos poucos no ônibus e muitas vezes ficamos no caminho”, conta. Segundo ela, muitas vezes os vizinhos agricultores os “salvavam” no trajeto com o caminhão dos produtos que comercializavam.

Além disso, alguns apelidos e brincadeiras pelo local onde vivia sempre a incomodaram, esta foi a única fase que quis sair do campo e morar na praia. Fora isso, a comunidade sempre foi muito amada e hoje faz parte dos planos da futura fisioterapeuta.
Além de fazer faculdade e apreciar as belezas do Saí Mirim, junto com sua mãe, Silmara Speck dos Santos, Jéssica está sempre envolvida nos eventos da família e da comunidade. Ali o que não faltam são encontros de família e jogos de futebol. Quase todos os finais de semana a conversa e risadas reúnem boa parte dos Speck. Também não se pode negar a boa mão para doces: chocolates, docinhos e até bolos saem daquela casa como nenhuma outra.
Assim, em uma rotina tranquila e cheia de sonhos, segue sua vida na amada comunidade. Para Jéssica, mais do que conhecer bastante gente, a tranquilidade e simpatia do local agradam muito. “Aqui você sai na rua e sempre recebe um bom dia, diferente de cidade grande, onde ninguém se olha”, fala.

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Os avós de Evaldo foram os primeiros a chegar a comunidade.

Para ela, isso e a liberdade de se viver junto à natureza fazem do Saí Mirim um lugar perfeito para viver. A localidade também já conquistou seu namorado e a expectativa é que daqui alguns anos mais uma geração da família cresça no Saí Mirim.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 18 – Maio/2014