Voluntárias doam corações e ajudam mulheres com câncer de mama

Lidar com a perda do seio para o câncer de mama é algo extremamente difícil para muitas mulheres que, após a mastectomia, sentem dor física e psicológica. Mas, simples almofadas em formato de coração foram desenvolvidas exclusivamente para ajudá-las a ter mais conforto e a se sentirem mais acolhidas nessa fase delicada.
Pensando nelas, um grupo de voluntárias do município de Itapoá (SC), se uniu para doar amor e lindos corações de tecido às mulheres que lutam contra o câncer de mama. Alvina Vieira, Marli Colin, Sueli Carijo, Suely Magalhães e Maria Batista, mais conhecida como Ica, são parte do grupo “As Amorosas de Itapoá”.

amorosas6
Da esquerda para a direita, Marli Colin, Sueli Carvalho,
Maria Batista Dias (a Ica), Alvina Vieira e Suely Magalhãs –
parte do grupo As Amorosas de Itapoá.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

No ano de 2009, dona Alvina foi diagnosticada com câncer de mama. Após a mastectomia (cirurgia de retirada da mama), um detalhe, em especial, chamou-lhe a atenção: “Na cidade de Joinville (SC), onde realizei o tratamento, ganhei uma almofada em formato de coração, que me ajudou a apoiar o braço, aliviar as dores e a dormência do pós-cirúrgico, reduzir o inchaço linfático provocado pela cirurgia, diminuir a tensão nos ombros e, quando usada debaixo do cinto de segurança do carro, proteger de eventuais golpes”. Os anos passaram-se, dona Alvina foi curada e pôde devolver sua almofada para que outras pacientes fizessem uso da mesma, mas aquele simples gesto a marcou para sempre.
Já participando das aulas de yoga do programa SCFC (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo), ofertado pelo CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) de Itapoá, dona Alvina fez amizade com Marli, Suely, Ica, Sueli e outras tantas. “Ela contou-nos sua luta contra o câncer de mama e sugeriu que nós participássemos desse projeto, que acontece em todo o Brasil, e ajudássemos mulheres diagnosticadas com câncer de mama em nosso município. Imediatamente, abraçamos a ideia e passamos a estudar sobre o tema”, recorda Ica.

Dona Alvina, que já venceu a batalha contra o câncer de mama,
posa com a Almofada do Coração.

Folheto explicativo sobre o uso da almofada.

Almofada de amor
Em contato com voluntários de Joinville, Alvina teve acesso ao projeto das almofadas, que são confeccionadas com cuidado. “Para ser ergonômica, a almofada tem medidas certas e a quantidade de enchimento certo – por isso, é pesada em uma balança de precisão. A costura deve ser específica porque senão fica desconfortável”, explica. O tecido também deve ser 100% algodão e o enchimento deve ser com fibra antialérgica.
O trabalho voluntário iniciou em maio de 2017 e contou com a ajuda de cerca de 20 mulheres, em sua maioria aposentadas e com aptidão para artesanato. Valores simbólicos, tecidos, fibras e outros materiais foram doados por empresas e comerciantes de Itapoá. O ponto de encontro para guardar o material arrecadado e confeccionar as almofadas tornou-se a residência de Suely Magalhães. “Descobrimos qual era o forte de cada uma do grupo e definimos as funções: algumas cortam o tecido, outras preenchem a almofada, umas costuram e por aí vai”, explica a anfitriã.
Tudo é pensado nos mínimos detalhes: as voluntárias também criaram embalagens e folhetos explicativos sobre o uso da almofada, que foi batizada de “Almofada de Amor”. Marli, uma das voluntárias, explica a origem do nome: “É muito mais que algo material. Ela proporciona apoio físico e psicológico, já que traz à paciente lago para abraçar como um símbolo de solidariedade”.

amorosas8

amorosas7
Semanalmente, as voluntárias reúnem-se para confeccionar almofadas que ajudam no tratamento contra o câncer de mama.

Doações
Em apenas seis meses, o grupo confeccionou 103 almofadas. Para realizar a doação das mesmas, escolheu o mês de outubro, que lembra o câncer de mama com a campanha Outubro Rosa. Para isso, as voluntárias atuaram em parceria com a Secretaria de Saúde de Itapoá, que realizou o levantamento de mulheres diagnosticadas com câncer de mama no município. Os dados surpreenderam: em outubro de 2017, havia 32 pacientes em Itapoá. “Mas queríamos mais que simplesmente fazer a doação das almofadas. Queríamos conhecer essas mulheres, ouvir suas histórias e oferecer carinho a elas”, fala Sueli Carijo.
E assim aconteceu: por intermédio da Secretaria de Saúde, as amigas organizaram, em cada unidade do PSF (Posto de Saúde da Família) de Itapoá, rodas de conversa com as pacientes. Suely Magalhães recorda: “Em cada bairro, vivemos diferentes emoções. Choramos, sorrimos, nos entristecemos e comemoramos. Mas estávamos todas lá, sempre juntas. Simbolizando apoio e fortalecimento àquelas mulheres”.
Através de amigas que intermediaram doações, as Almofadas do Coração também chegaram a pacientes de outros lugares, como Joinville (SC), Guaratuba (PR), Florianópolis (SC), Blumenau (SC) e Rolândia (PR). Suely Magalhães, que já tinha conhecimento de uma ONG em Londrina (PR), fez sua entrega pessoalmente, onde o grupo de voluntárias recebeu uma música em sua homenagem; bem como a colega Sueli Carijo, que visitou a Santa Casa de Ponta Grossa (PR), onde doou almofadas e emocionou-se com a história dessas guerreiras.

amorosas2amorosas5

amorosas1
Para realizar as doações das 103 almofadas confeccionadas, As Amorosas realizaram rodas de conversa.

Projetos futuros
Após muito trabalho e fortes emoções, o grupo de amigas intitulou-se “As Amorosas de Itapoá”, uma vez que a palavra é dividida por “amor” e “rosa” – cor que simboliza a luta contra o câncer de mama. As Amorosas receberam doações de camisetas que, em breve, serão estampadas com o logotipo do projeto.
O grupo, que participou de um passeio ciclístico promovido pelo PSF de Itapoá, tem em vista outros projetos. “Vamos organizar pontos de coleta de lenços, gorros, chapéus e bonés – acessórios que fazem a diferença na vida de pacientes com câncer. Também buscamos o apoio de uma advogada que possa levar informação às pacientes, pois, apesar do crescimento do número das acometidas pela doença, a falta de informação faz com que não tenham conhecimento dos direitos especiais citados na legislação”, conta dona Alvina, que já esteve desse mesmo lado.
Além das cinco entrevistadas, as voluntárias Adelina, Angélica, Elizabete, Eliete, Eusa, Marisa, Odete, Oliria, Marlene e Eliana, e as apoiadoras Silvia, Janaína, Licélia e Flávia também formam o grupo As Amorosas. Chá beneficente, Dia da Beleza, Desfile de Moda e palestras de prevenção são outras ações que planejam para o decorrer do ano. “Acreditamos que o câncer de mama merece visibilidade o ano todo, não somente durante o mês de outubro, pois dados comprovam que, se detectado na fase inicial, as chances de cura podem chegar até a 100% dos casos (Fonte: Instituto Brasileiro de Controle do Câncer)”, explica a amorosa Ica.

Trabalho voluntário
Nas reuniões semanais na casa de Suely Magalhães, As Amorosas trabalham, tomam café e divertem-se com as amigas. Exercer essa atividade tem, para elas, bons significados tanto para quem recebe quanto para quem doa. A amorosa Marli acredita que a ação beneficente é uma forma de crescimento pessoal e espiritual, enquanto a amorosa Sueli Carijo afirma que ajudar o próximo é gratificante e gera motivação, e complementa: “enquanto ajudamos o outro, ajudamos a nós mesmos”.
A luta contra o câncer não é fácil, portanto, as Almofadas do Coração representam autoestima, força e amor – intenções que As Amorosas sempre mentalizam em cada doação. Por fim, a amorosa dona Alvina conclui: “Queremos que as mulheres que recebam nossos corações sejam felizes e tenham fé. Isso foi a melhor coisa para mim”.

Deseja tornar-se uma voluntária ou contribuir com doações de lenços, chapéus, tecidos ou outros materiais? Entre em contato com a amorosa Marli através do WhatsApp
47 99930-0837 ou da amorosa Suely Magalhães através do WhatsApp 43 98406-8035.

Anúncios

Câncer infantil: conscientizar-se é preciso

Para conscientizar sobre o câncer infantil e valorizar a luta destas fortes crianças, contamos a história da pequena Julia Beatriz Dresch Martins, de Curitiba (PR). Filha de Regina Aparecida Dresch e enteada de Paulo Sérgio Kowaleski, foi diagnosticada com um tumor ósseo bastante raro. Hoje, a família coleciona memórias, emoções e superações.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

julia1a
Família reunida: o casal Paulo e Regina, junto dos filhos Murilo, Isabela e Julia (ao fundo).

Há três anos, Regina e Paulo conheceram-se. Naquela mesma noite, contaram um ao outro que tinham filhos de outros casamentos: Regina era mãe de Julia (na época, com 7 anos) e Paulo era pai de Murilo Brime Kowaleski (na época, com 2 anos). Intensa foi a paixão que, em quatro meses, optaram por morar juntos, tornando-se, assim, uma família de quatro membros. Felizmente, as crianças aprovaram a decisão e ficaram, inclusive, grandes amigas.
Pouco tempo depois, o casal descobriu uma coincidência: “temos primos em comum e já estivemos nos mesmos lugares por diversas vezes”. Mas, acreditam que era para ser assim, tudo no seu tempo. Afinal de contas, três meses depois, constataram que seriam pais novamente. Dessa vez, de Isabela Dresch Kowaleski, que trouxe ainda mais alegria à família.

julia2
A guerreira Julia, pronta para mais uma sessão de quimioterapia.

Dos sintomas ao diagnóstico
Aos 10 anos de idade, Julia, sempre mais alta do que as meninas da sua idade, passou a reclamar de dores, especialmente quando praticava exercícios físicos. Sua mãe, farmacêutica, detalha: “As dores eram passageiras, mas foram aumentando, até que levamos para o médico. Ele acreditava que era uma dor ocasionada pela dança, já que ela praticava Jazz. Então, retornou à rotina normal, até que sentiu dores ainda mais intensas, especialmente nas pernas”. Retornando ao médico, foi realizado um Raio-X que nada acusou. Com a possibilidade de ser Sinovite transitória, uma inflamação, iniciou um tratamento anti-inflamatório. Porém, já incapaz de fazer as atividades diárias, os sintomas persistiram.
No Hospital Pequeno Príncipe, a menina consultou-se com um pediatra, um ortopedista e um reumatologista, até que um exame de sangue apresentou alterações. Em junho de 2017, durante uma crise de dores, Julia foi levada ao hospital, onde ficou internada, tomando morfina – e por lá ficou. No dia seguinte, com o resultado de uma de suas ressonâncias, a hematologista do hospital olhou para Regina e disse: “é grave”. Em seguida, a profissional pediu uma punção da medula (para identificar qual o tipo do tumor) e a mãe, por conta da sua experiência na área da saúde, entendeu que tratava-se de câncer.

Sarcoma de Ewing
Com o resultado da punção da medula, o diagnóstico acusou Sarcoma de Ewing, um tumor ósseo bastante raro, que atinge principalmente crianças até os 10 anos. A notícia foi um baque para o casal: “Quando recebemos o diagnóstico, o mundo desabou. Sempre que pensamos em câncer, imaginamos o pior. Até porque o Paulo já havia perdido a primeira mulher para esta doença. Entre tantos pensamentos, nosso maior medo era perder a nossa Juju (como costumam chamá-la carinhosamente)”.
O próximo passo foi realizar uma série de exames para saber se havia metástase (quando o câncer se espalha para outras partes do corpo). Os diagnósticos indicaram que o tumor foi identificado, inicialmente, na pelve. Como as dores mais intensas estavam nas pernas, os médicos acreditavam que, provavelmente, o tumor já havia se espalhado para outra área. Assim, comprovaram a cintilografia e a ressonância: Julia estava com metástase na coluna, quase por todas as suas vértebras, no fêmur e em parte da calota craniana.
Segundo os profissionais, o Sarcoma de Ewing é facilmente confundido com osteomielite e, muitas vezes, descoberto em estágios avançados, quando o paciente já apresenta problemas respiratórios, por conta da metástase pulmonar. Felizmente, as médicas em questão já tinham experiência com casos parecidos e, por isso, o tumor foi rapidamente identificado.

julia4
Voltando aos estudos em casa.

Tratamento
Desde as crises intensas de dores, passando pela bateria de exames, a descoberta do câncer e o início do tratamento, Julia e a família completaram 21 dias vivendo no hospital. Quando soube que o tratamento seria feito com quimioterapia, o casal conversou com a menina: “Utilizando termos mais lúdicos, nunca escondemos nada a ela. Contamos que seu cabelo iria cair, que teria de deixar a escola para estudar em casa, que teria de ficar isolada (por conta da baixa imunidade) e que este tratamento duraria, em média, de 9 meses a 1 ano”. A pequena Julia, já debilitada, perdeu 9 quilos e não podia andar sozinha, pois corria risco de fraturas, uma vez que seus ossos estavam muito frágeis.
Vale citar que, geralmente, o tratamento do Sarcoma de Ewing é realizado com quimioterapia, radioterapia e cirurgia, para amputação do membro. No entanto, como o tumor de Julia atingiu a pelve, a possibilidade de cirurgia foi descartada.
Para dar início ao tratamento e dedicar-se à filha no hospital, Regina teve de deixar o emprego: “Nesse período, recebi muito apoio emocional e até financeiro de toda a família”. A primeira etapa consistia em 14 sessões de quimioterapia, para que a doença não se espalhasse ainda mais. Já a segunda etapa do tratamento aconteceu no Oncoville, não mais internada, mas via ambulatório. Lá, receberam a feliz notícia de que o tumor havia diminuído consideravelmente.
A partir daí, o tratamento consistiu em quimioterapia (a cada 21 dias) associada à (25 sessões diárias) radioterapia. Apesar de ser do desconhecimento de muitos, a quimioterapia oferece restrições ao paciente, como, por exemplo, alimentares. “Seus alimentos devem estar frescos, cozidos, só podem ser abertos para consumo imediato e, em sua maioria, industrializados”, explica Regina. Como as veias de uma criança ainda são fracas, Julia também só pôde receber os medicamentos – por sinal, bastante tóxicos – via cateter.

julia3
Em uma festinha organizada pelos amigos da escola.

Momentos marcantes
Além do estado debilitado e das crises de dor e choro, a queda de cabelo também marcou a jornada de mãe e filha: “Duas semanas depois que iniciamos o tratamento de quimioterapia, seu cabelo começou a cair. Ela chegou para mim e disse: ‘Olha, mãe, o meu cabelo está caindo! Você pode entrar no banho comigo para me ajudar a tirá-lo?’. Então, debaixo do chuveiro, eu passava a mão em seus cabelos e os fios caíam, um a um. Depois daquele banho, ela ficou praticamente careca. Aquele foi um momento que me marcou profundamente”.
A menina decidiu não usar peruca, apenas uma boina na cabeça. Depois que Paulo e Regina explicaram a Murilo o que estava acontecendo, sempre que alguma criança fizesse um comentário ofensivo a respeito de Julia, seu irmão tornava a defendê-la.
Com a alta do hospital, o tratamento continuou em casa. Para isso, Julia recebeu apoio de toda a equipe do colégio católico no qual estuda, que organizou um projeto, aprovado pela Secretaria de Educação de Curitiba, com o intuito de que a colega desse continuidade aos estudos dentro de casa. “Passei a ministrar os conteúdos para ela em casa, enquanto a professora sanavas suas dúvidas pela webcan. Seus colegas de classe também foram muito especiais, pois lhe enviaram cartinhas, fotografias e presentes”, recorda Regina.
As irmãs do colégio católico rezaram missas e fizeram correntes de oração. Também muito religiosa, a família de Julia fez novenas e orações – todos empenhados em uma só causa: vê-la feliz e saudável.

15179182_1201203749958733_546551595128840120_n
Um dos momentos em família.

Bagagem
Durante a experiência, Paulo e Regina, que viveram este frenesi de emoções com três filhos crianças, conheceram outras famílias que passam por situações parecidas. “Vimos que não é, de fato, um caso isolado, e que o câncer infantil é mais comum do que imaginamos”, dizem, “a luta é incessante e cansativa, mas é preciso apegar-se ao pensamento de que tudo vai melhorar”.
Para Regina, o apoio de Paulo foi seu principal suporte: “Ele já passou por essa situação e me explicou como aconteceria. Também me disse que, um dia, tudo iria passar e eu conseguiria conversar sobre o assunto, como parte natural de nossa rotina. E foi exatamente o que aconteceu. Acredito que as coisas acontecem como devem acontecer e que as pessoas entram em nossas vidas por alguma razão que, mais tarde, passamos a entender”.
Enquanto mãe, Regina ela fala que chorou muitas vezes escondida, mas sempre manteve-se forte perto da pequena: “ela é a criança, e eu o seu porto seguro”. A história foi uma lição para todos os familiares que – bem como todos aqueles que convivem ou já conviveram com o câncer – passam a enxergar a vida com outros olhos.

Um dia de cada vez
Neste ano, Julia cursa o 5º ano do Ensino Fundamental, em Curitiba. Restam apenas três sessões de quimioterapia para encerrar o período mais intenso de tratamento. Se os exames apresentarem bons resultados, ela poderá, enfim, voltar a frequentar a escola, reencontrar os amigos e realizar a tão almejada viagem em família. Somente então, receberá a manutenção de uma quimioterapia menos agressiva durante um ano.
Aos 10 anos de idade, a menina está respondendo ao tratamento, disposta, alimentando-se bem e brincando. Além do mais, recebe carinhos e cuidados de todos os lados: dos professores e amigos da escola, dos tios, primos e avós, das amigas, das famílias das amigas, de conhecidos, de desconhecidos, dos pais e dos irmãos Murilo (hoje, com 5 anos) e Isabela (com 1 ano e 8 meses), que a amam muito.
Hoje, na família de Juju, muitas coisas mudaram. Palavras como “problema” e “tempo” receberam significados diferentes. Afinal de contas, o que vale mesmo é agradecer pela saúde do dia de hoje e aproveitar a vida junto daqueles que amamos.

Desafios e superações da jornada contra o câncer infantil

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), todos os anos cerca de 11 mil crianças e adolescentes de 1 a 19 anos de idade são diagnosticados com câncer no Brasil. Entre eles, está a pequena Eloá da Luz Alves Fernandes (7), filha de Suellen Soares da Luz e de Jurandir Alves Fernandes. Moradora de Itapoá (SC), a família batalha há sete anos contra um tumor cerebral da menina.
Oportunizando o dia 15 de fevereiro, Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, contamos a história desta família, a fim de despertar a conscientização da população sobre o assunto e valorizar a luta de todas estas crianças que batalham para superar a doença.

eloa1
O casal Suellen e Jurandir e sua filha Eloá, de Itapoá.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Após cinco anos de casados, Suellen e Jurandir seriam pais pela primeira vez. O ano era 2010 e, depois de uma gravidez tranquila, nasceu Eloá, forte e saudável. Quando completou 1 ano e 11 meses, começou a ter súbitos vômitos em jato. “Levei-a para a Unidade do Pronto Atendimento, onde ouvi que tratava-se de uma virose. Mais tarde, novos sintomas apareceram: as roupinhas não entravam mais em sua cabecinha (que aparentava maior que o normal) e ela estava perdendo a visão, tropeçando nos móveis. Mesmo retornando à unidade, o médico pediatra insistiu que era apenas uma virose”, recorda Suellen. Passaram-se três meses e o casal levou a filha para consultar-se em um posto de saúde de Rio Negrinho (SC). Lá, o pediatra mediu sua cabeça com uma fita métrica e, imediatamente, acionou uma ambulância para transferir Eloá para Joinville (SC).
A menina foi diagnosticada com ependimoma grau II, um tumor na base do cérebro, em uma área chamada de fossa posterior. Como uma forma de defesa do organismo, o tumor, que ocupava metade da área de seu cérebro, também desenvolveu hidrocefalia, o que resultou em uma cirurgia de emergência. Jurandir recorda: “Após o tratamento cirúrgico contra a hidrocefalia, ela ficou internada durante um mês, tomando soro, sem entender muito o que estava acontecendo. Como tratava-se de um tumor agressivo, a equipe médica recusou-se a realizar a cirurgia para retirada do tumor, pois acreditava que esta não teria sucesso”. Por isso, os pais venceram uma série de burocracias e transferiram a filha, já bastante debilitada, para o Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR). Felizmente, Eloá caiu nas mãos do renomado Dr. Paulo Carboni Junior (hoje, já falecido), a quem os pais creditam muita gratidão pelo bom atendimento e trabalho.

eloa3

eloa2
Tão pequena e, ao mesmo tempo, tão forte: Eloá na luta contra um tumor cerebral.

Dias de luta
Segundo Suellen e Jurandir, sua filha entrou no centro cirúrgico sorrindo e saiu de lá em coma, após a cirurgia de retirada de 70% do tumor – e assim permaneceu durante um longo mês. “Aquele foi um período muito delicado, pois revezávamos os turnos para cuidar dela, que já não respirava sem ajuda dos aparelhos. Também, descobrimos que seu tumor era maligno e não reagiria à quimioterapia. Mas, ainda assim, optamos por tentar”, fala o casal.
Durante um ano a família viveu em uma ala do hospital, compartilhada por 25 crianças. “Lá, descobrimos que o câncer infantil é muito diferente do que retratam em filmes ou novelas: as crianças estão perdendo seu cabelo, vomitando sem parar e até morrendo. Em um dia uma criança está na cama ao lado, no outro já não está mais. E, então, ouve-se o grito de dor da mãe que recebeu a temida notícia”, recorda Suellen, que chegou a perder 18 quilos neste período.
No hospital, Eloá utilizou uma cadeira de rodas para movimentar-se, perdeu seu cabelo e viveu à base de aparelhos, sondas e cateteres. Depois de submeter-se a uma cirurgia gástrica (pois afogava-se ao ingerir alimentos), passou a ingerir apenas leite. Sua mãe conta: “Esse, para mim, foi o momento mais difícil de todos. Minha filha comia bem e, de repente, não podia dar a ela água ou qualquer alimento. Aquilo me doía muito, pois ela via as outras crianças do quarto comerem e dizia ‘mamãe, estou com fome’. Então, eu molhava um algodão com água para passar em sua boquinha”.
Entre idas e vindas, a família ausentava-se cada vez mais de Itapoá para dedicar-se aos dias intensos no hospital. Moraram em Penha (SC) e algum tempo em Curitiba, na casa de familiares. Mas, por conta da baixa imunidade de Eloá, o ambiente no qual residiria tinha de estar devidamente higienizad.
Muito mais que higiene, foi na Instituição APACN (Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia) que encontraram amparo, amigos, resultados e um ambiente acolhedor.

eloa4
Dias intensos de intenso tratamento, mas
muito amor e união entre a família.

Instituição APACN
Sendo a primeira instituição a amparar crianças e adolescentes com câncer no Brasil, a APACN acolhe e ampara dignamente famílias carentes que chegam a Curitiba desprovidas de condições financeiras, moradia, hospedagem ou meio de locomoção, para tratar de suas crianças diagnosticadas com tumores, do início ao final do tratamento. “A APACN disponibiliza quartos compartilhados, alimentação, professores, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas, van para levar e buscar ao hospital e todo o suporte necessário à criança e um adulto responsável por ela. Em troca, este responsável contribui com as tarefas domésticas”, explica Suellen, que viveu na instituição com a filha. Lá, fez amizades com funcionários, colaboradores, voluntários e mães de todo o Brasil. Ela complementa: “São pessoas solidárias, que me transmitiram muita força e levo para a vida toda”.

eloa5

eloa6
Registros do casamento de Suellen e Jurandir na APACN,
na companhia de outras crianças da instituição.

Tamanho era o espírito coletivo da equipe da APACN que, lá, na capela da instituição, Suellen e Jurandir realizaram o sonho de casar no religioso. O casamento teve chá de panela surpresa, presentes, dia de noiva, madrinhas, vestido branco, padre, daminha e pajem, bolo, decoração, valsa e pétalas de rosas. Desde os adultos às crianças, já carequinhas, todo mundo contribuiu para proporcionar um dia memorável ao casal.
Durante os dois anos em que mãe e filha viveram na instituição, Eloá andou com a ajuda de um andador e sondas, realizou tratamento de quimioterapia e 31 sessões de radioterapia. Na época, Jurandir desdobrava-se entre o trabalho, em Itapoá, e os cuidados à filha, em Curitiba. Apesar de estar longe do município litorâneo, da casa e do marido, Suellen afirma que desapegar nunca foi um problema: “sempre coloquei minha filha em primeiro lugar e me mudaria para onde quer que fosse para vê-la bem”.

eloa9
A pequena Eloá concentrada em suas habilidades artísticas, durante a escola.

De volta à casa
Com 3 anos de idade, a menina retornou, definitivamente, a Itapoá, quando teve pequenos internamentos e duas paradas respiratórias – uma delas quase fatal. Recentemente, os exames acusaram uma hemorragia dentro de seu tumor que, se comprimir determinada região do crânio, pode interromper sua respiração a qualquer momento. “Os médicos disseram-nos que o corpo de nossa filha não suporta mais quimioterapias e radioterapias. Portanto, sugeriram-nos uma cirurgia para prolongar sua vida por mais alguns meses. Mas, como esta cirurgia não teria nem 1% de sucesso garantido e seria de alto risco, optamos por não fazê-la. Escolhemos dar a ela um caminho que julgamos melhor: sem internamentos, sem dores, sem mais cortes e junto da família”, falam os pais, que receberam uma carta de sobreaviso para casos emergenciais.
A criança, que já consultou-se com fonoaudiólogo, psicólogo e fisioterapeuta, hoje realiza ressonâncias a cada semestre, além de consultas trimestrais com neurologista, dentista (uma vez que a radioterapia prejudica a dentição), entre outros profissionais. Para proteger sua imunidade, em sua residência, tudo é higienizado com álcool. Sua mãe, inclusive, frequentou o psicólogo durante certo tempo por ter ficado com mania de limpeza. “Nunca tomei medicamentos controlados ou entrei em depressão, pois não tenho tempo para isso, preciso cuidar dela. Tenho motivos de sobra para estar forte, sorrindo e ao seu lado”, fala Suellen, que até hoje mantém amizade com as mães do hospital e da casa de apoio.
Hoje, Eloá está em tratamento paliativo, ou seja, que melhora a qualidade de vida e alivia o seu sofrimento, mas não é capaz de curar a enfermidade. Em busca de ajuda, o casal, que tem fé em Deus, recorreu a diferentes crenças e simpatias: “acreditamos em tudo aquilo que venha para o bem”. Ainda, agradecem aos familiares e colegas de trabalho, que já realizaram bingos e campanhas a fim de contribuir com o tratamento de Eloá, a toda a equipe da Instituição APACN e do Hospital Pequeno Príncipe, que foram muito profissionais e, ao mesmo tempo, humanos. Por último, mas não menos importante, Suellen e Jurandir agradecem um ao outro, pela força e parceria cada vez em que precisaram dormir dentro do carro, oferecer o ombro amigo ou secar as lágrimas um do outro.

eloa7

eloa8
Os pais contam que Eloá é muito inteligente, carinhosa e vaidosa.

Os aprendizados
Não fosse o desequilíbrio de um lado do corpo, o retardo de crescimento, algumas cicatrizes e o inchaço do tumor que, volta e meia, provoca alterações de humor, Eloá não difere-se de uma criança saudável. Prestes a completar 8 anos de idade no dia 22 de fevereiro, neste ano de 2018 vai para o 3º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal Claiton Almir Hermes, onde recebe os cuidados de uma professora auxiliar. Também, é uma criança bem resolvida, muito inteligente, vaidosa e apaixonada pelos animais. Sobre o que mais gosta de fazer, Eloá responde: “ir à praia, comer feijão, brincar com minhas primas, brincar de massinha e de Barbie”.
Vale ressaltar que o câncer infantil é uma doença que tem grandes chances de cura quando diagnosticada precocemente. Conforme Dra. Mara Albonei Pianovski, cancerologista responsável pelo ambulatório da APACN: “quanto mais tempo perde-se para iniciar o tratamento, mais tempo o organismo é agredido pela doença. Porém, quando o diagnóstico é feito a tempo, mais de 70% das crianças são curadas”. Assim, Jurandir e Suellen, aconselham: “Com base em nossa experiência, esperamos que outras famílias não sejam vítimas de um erro médico. Portanto, não espere que seu filho apresente outros sintomas para, então, levá-lo a outro médico. Façam consultas em diferentes lugares e informem-se sobre a competência do profissional que está responsabilizando-se pela saúde de sua criança”.
Juntos há 12 anos, Suellen e Jurandir contam que a descoberta do câncer da filha uniu-os ainda mais enquanto casal e família. “Sempre que os médicos reencontram nossa filha, começam a chorar, pois acreditaram que ela não chegaria até aqui. Seu histórico hospitalar comprova que ela é um milagre”, dizem. Olhando a vida por novas perspectivas e vivendo um dia de cada vez, o casal conclui: “enquanto nossa Eloá estiver respirando, continuaremos lutando”.

Deseja saber mais sobre a Instituição APACN (Associação Paranaense de Apoio à Criança com Neoplasia), de Curitiba? Acesse http://www.apacn.com.br ou ligue para 41 3024-7475.

Procedimentos estéticos contribuem para saúde, bem-estar e autoestima

Estar em dia com a aparência e se preocupar com a imagem pessoal também são sinônimos de saúde e bem-estar. E para isso a estética por criada: para fornecer tratamentos, levar qualidade de vida e ajudar na autoestima das pessoas.
Para esclarecer um pouco sobre a importância desta área, os procedimentos estéticos e suas novidades, conversamos com a dermaticista Luana Gnata Viana, de Itapoá-SC. Há onze anos, ela optou por esta área e, hoje, atua na Itapoá Clínicas Integradas (ICI). Para a doutora, poder agregar beleza à saúde dos pacientes é algo muito prazeroso.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Giropop: Qual a importância de um dermaticista?
Dra. Luana: O dermaticista é o especialista em tratamentos de beleza e saúde, responsável por manter a integridade da pele, relacionar produtos e procedimentos que melhorem o seu aspecto, além de proporcionar carinho através do toque. Este profissional deve ter plena consciência da importância que tem para seus pacientes, já que, para muitos, a beleza é sinônimo de bem-estar consigo mesmo.

Giropop: Em sua opinião, quais os desafios desta profissão?
Dra. Luana: Acredito que o principal desafio é trabalhar as noções de “expectativa X realidade” dos pacientes. Diferente do que muitos imaginam, a estética não é milagrosa e não trabalha sozinha. Ela é preventiva, ou seja, retarda o envelhecimento e, quanto antes o paciente iniciar os procedimentos, mais benefícios ele terá. Por isso, costumo dizer que a sinceridade é essencial nessa profissão.

Giropop: A manutenção do procedimento estético em questão também contribui para o resultado?
Dra. Luana: Com certeza, a manutenção deve ser feita em qualquer procedimento estético. Por volta dos 25 anos de idade, nosso organismo inicia o processo de envelhecimento e se encontra em constante transformação. Portanto, devem ser realizadas todas as sessões e o paciente deve estar comprometido a obter resultados cada vez melhores.

Giropop: Quais tratamentos estéticos você oferece em seu consultório?
Dra. Luana: Procuro sempre trazer os melhores e mais novos tratamentos e equipamentos para que os itapoaenses tenham acesso aos procedimentos estéticos com tecnologia de ponta sem sair do município. Hoje, ofereço: limpeza de pele; rádio frequência facial – um tratamento para ptose cutânea e hidratação, que pode ser associado à limpeza de pele; peelings químicos; microagulhamento; estimulação muscular abdominal com corrente Aussie; tratamentos para gordura localizada e celulite – terapias combinadas com rádio frequência Spectra, ultrassom cavitacinal, corrente Aussie e plataforma vibratória; drenagem pré e pós-operatória; drenagem linfática para gestantes; depilação a laser; criolipólise; e a sensacional Power Shape 3ª Geração – a novidade do consultório.

Giropop: Há alguma contraindicação para tais tratamentos?
Dra. Luana: As contraindicações variam de tratamento para tratamento. Mas, sem dúvidas, grávidas não podem realizar estes procedimentos citados, exceto a drenagem e a limpeza de pele com produtos naturais.

Giropop: Quem, normalmente, opta por estes procedimentos estéticos? Há procura pelo público masculino, também?
Dra. Luana: A procura maior é por pacientes com mais de trinta anos de idade, que buscam minimizar os efeitos do tempo, de fatores genéticos ou externos, como o sol, o uso excessivo de álcool ou cigarro. Os procedimentos são direcionados para ambos os sexos, mas a maioria dos pacientes ainda pertence ao sexo feminino. Para todos os casos, se houver comprometimento e responsabilidade, os resultados são muito bons e contribuem diretamente para a autoestima dos pacientes.

Giropop: Quais são as principais tendências e novidades do momento?
Dra. Luana: A criolipólise, procedimento que congela e elimina as gorduras de vez, continua em alta e, quando associada ao Power Shape 3ª Geração, o paciente obtém resultados ainda melhores, trabalhando a gordura localizada, a flacidez cutânea e a celulite em períodos curtos. Já para o rosto, o microagulhamento, chamado de Drug Delivery, é a tendência da vez. Através das micro lesões, ocasionadas pelo sistema de rolamento com micro agulhas, ele oferece maior permeação dos ativos, sejam eles rejuvenescedores, redutores, entre outros.

Giropop: Existem tratamentos específicos para cada estação do ano?
Dra. Luana: Procedimentos invasivos e fototerapia devem ser feitos, preferencialmente, em estações frias, onde a incidência da radiação solar é menor. Já os demais procedimentos podem ser feitos em qualquer estação do ano. Lembrando que, se o paciente quiser obter uma pele mais saudável para o verão, o ideal é que ele inicie os tratamentos no inverno.

Giropop: Infelizmente, algumas pessoas ainda não reconhecem a importância dos procedimentos e cuidados com a pele. Com base no seu conhecimento profissional e nos relatos de seus pacientes, como você reforça a importância desses procedimentos?
Dra. Luana: Os cuidados com a pele são de extrema importância. Não podemos esquecer que ela se trata de um órgão e que, assim como os demais órgãos, também devemos mantê-la saudável. Costumo ouvir de muitos pacientes que os tratamentos estéticos resgataram sua autoestima e amor-próprio, o que é essencial para qualidade de vida, saúde física e mental.

Giropop: O que você diria às pessoas que têm o desejo de realizar algum procedimento estético, mas têm receios?
Dra. Luana: Em meu consultório, trato da beleza com responsabilidade e procuro discernir bem o que é da área dermatológica e o que é de minha alçada. Não há o que temer, pois tais procedimentos não são tão invasivos e podem ser feitos tranquilamente, desde que os pacientes entendam os efeitos de cada um deles e tenham todas as suas dúvidas sanadas.

Giropop: E para as pessoas que desejam ingressar nesta área?
Dra. Luana: É ideal para quem aprecia a estética e quer proporcionar tratamentos de qualidade e com responsabilidade. A faculdade envolve conhecimentos do corpo humano, cosmetologia, noções administrativas, além de muitas aulas práticas. Antes de qualquer coisa, é necessário que o estudante ou profissional tenha gosto pelo que faz.

Giropop: Qual a sua mensagem aos seus pacientes e futuros pacientes?
Dra. Luana: É bom lembrar que os procedimentos estéticos são apenas uma das contribuições para a estética. Além deles, outros fatores influenciam a imagem pessoal e a autoestima, como a prática de exercícios físicos e bons hábitos alimentares. Quando trabalhamos a parte externa, a parte interna melhora, também. Mas, antes de qualquer coisa, é muito importante ter consciência, se observar e se amar mais. Se você está insatisfeita com alguma parte do seu corpo, não precisa se modificar totalmente, mas, apenas melhorar, sem invadir ou agredir quem você realmente é. E lembrar que podemos melhorar sempre, mas que ninguém é perfeito – e é isso que nos torna tão especiais.

Deseja saber mais sobre a profissão de dermaticista ou se consultar com a doutora Luana? Seu consultório é anexo a Itapoá Clínicas Integradas (ICI), na rua Luiz Bosso, número 495. O contato também pode ser feito via WhatsApp (47) 99993-1525 ou telefone fixo 3443-0564.

 

Saiba mais sobre o curso de Nutrição e as futuras nutricionistas

Diferente do que muitos imaginam, o curso de Nutrição vai além dos estudos de ingestão, absorção e transporte de nutrientes, e envolve também a análise dos hábitos humanos e sua relação com os alimentos.
Para saber mais sobre este curso, que é do tipo bacharelado e tem duração média de quatro anos, conversamos com Crislaine da Rosa, de 22 anos, de Itapoá-SC. Ela cursa o quarto e último ano de Nutrição no Centro Universitário Católica de Santa Catarina, em Joinville-SC, e nos fala sobre a rotina de uma estudante de Nutrição, possibilidades do mercado de trabalho, perfil do estudante, principais disciplinas e áreas de atuação, entre outras curiosidades.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

São vários os motivos que levaram Crislaine a optar pelo curso de Nutrição: “Meus pais tiveram um restaurante durante vinte anos e, então, cresci observando meu pai administrar e minha mãe cozinhar com amor. Gostava muito de conviver naquele meio. Além disso, sempre fui muito agitada e ansiosa e, por diversas vezes, descontava este sentimento ingerindo alimentos calóricos, e desejava entender o porquê dessa atitude. Optei por esta área para melhorar não somente a minha vida, mas, também, a vida das pessoas, já que a nutrição tem esse poder”, conta.

crislaine1
Crislaine da Rosa, estudante de Nutrição, fala sobre as possibilidades do mercado de trabalho,
principais disciplinas e áreas de atuação, entre outras curiosidades do curso.

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas, o bacharel em Nutrição pode atuar nas seguintes áreas: Alimentação Coletiva (com gestão do processo produtivo de refeições em empresas fornecedoras de serviços de alimentação); Indústria de Alimentos (desenvolvendo produtos relacionados à alimentação e à nutrição); Nutrição em Esportes (com atividades relacionadas à alimentação e nutrição em academias e clubes esportivos); Marketing e Publicidade Científica (com atividades relacionadas à alimentação e nutrição, bem como assessoria e consultorias alimentar e nutricional); Docência (atividades de ensino, extensão, pesquisa e coordenação relacionada à alimentação e à nutrição); Saúde Coletiva (realizando atividades de alimentação e nutrição relacionadas com políticas e programas institucionais de atenção básica) e, por fim, Nutrição Clínica (com atividades de alimentação e nutrição realizada em clínicas e hospitais, instituições de longa permanência para idosos, ambulatórios, bancos de leite humano, lactários, centrais de terapia nutricional, SPAS e com atendimento domiciliar) – estas duas últimas, as favoritas de Crislaine. “Pretendo atuar na área de saúde coletiva ou nutrição clínica, pois tenho um enorme desejo de ajudar as pessoas a obter saúde e bem-estar”, diz a estudante.

crislaine2
Durante uma palestra sobre alimentação saudável, em
uma Unidade Básica de Saúde (UBS), em Joinville.

Segundo Crislaine, boa parte do curso é teórico e, normalmente, os alunos estudam os conteúdos para, depois, aplicarem os conhecimentos na prática. Entre as principais disciplinas do curso de Nutrição, ela destaca a Fisiopatologia e a Dietoterapia, ambas voltadas para a área de nutrição clínica. “Na primeira, estudamos a fisiopatologia das doenças, como, por exemplo, diabete, hipertensão, obesidade e câncer. Já na disciplina de Dietoterapia, aprendemos como aplicar os conhecimentos na prática, como, por exemplo, qual conduta seguir, quais alimentos permitidos e proibidos para cada doença, cálculos específicos para cada paciente, etc.”, explica Crislaine.
Estudo, dedicação e tempo são fundamentais na rotina do estudante de Nutrição. “Já deixei de viajar ou curtir o final de semana para me dedicar aos estudos, pois sempre levamos alguma tarefa para casa. O ideal não é estudar para, simplesmente, passar de ano, mas, sim, para ser um bom profissional, pois, futuramente, cuidaremos da saúde das pessoas e devemos estar preparados para desempenhar tal papel com muita responsabilidade”, diz Crislaine. Para ela, os estudantes de Nutrição devem ter alguns pré-requisitos, como: gostar de estudar; estar atento às novidades, uma vez que esta área está em constante evolução; gostar de trabalhar em equipe e respeitar as opiniões dos demais, pois isso é muito frequente no mercado de trabalho e, também, gostar de fazer contas, já que, diferente do que muitos pensam, o curso de Nutrição envolve muita matemática.
Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Crislaine abordou a relação entre a alteração do sono e a obesidade. Até o presente momento, ela também concluiu o estágio de saúde coletiva em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Joinville, e, a partir deste segundo semestre, irá realizar o estágio de nutrição clínica em um hospital, bem como o estágio de nutrição em alimentação coletiva em uma cozinha. Segundo a aluna, os estágios proporcionam desenvolvimento pessoal, conhecimentos práticos, contato com o público e outros profissionais, e são essenciais para o estudante identificar qual área deseja seguir. Além disso, ela participa constantemente de eventos voltados ao curso, já que todos os dias surgem novas dúvidas e novos estudos acerca dos alimentos.

Aos futuros estudantes de Nutrição, a veterana conta que o curso custa um pouco caro, pois envolve disciplinas práticas e estágios, e que, ao longo do mesmo, o estudante deverá investir em um jaleco, livros e muitas impressões.

“Ademais, é um curso apaixonante, que superou minhas expectativas, pois engloba diversos conhecimentos, muita prática, responsabilidade e sensibilidade”, fala Crislaine, que teve seus hábitos mudados desde que iniciou o curso. “Na faculdade, aprendi a criar gosto pelos estudos e, hoje, sou menos ansiosa, tenho mais responsabilidades, sou consciente de que tudo está intimamente ligado aos nossos hábitos alimentares e, dentro de minha casa, a alimentação mudou muito. Agora, sempre optamos por uma alimentação mais natural”, conta.
A todas as pessoas, que se interessam ou não pela área, Crislaine alerta sobre os perigos das “dietas da moda”, disponibilizadas na internet e popularizadas por artistas, blogueiras e, até mesmo, por pessoas próximas: “É preciso ter bom senso e o entendimento de que cada ser é único. Muitas vezes o tipo de alimentação que deu certo para uma pessoa pode não dar certo para outra. Devemos, sim, buscar mais qualidade de vida, mas qualquer mudança alimentar deve ser acompanhada por um bom profissional. Só assim seremos mais felizes e saudáveis”, conclui a estudante, que em 2018 se tornará, enfim, uma nutricionista.

Futuras nutricionistas

gabriela1
Gabriela Souza Speck

Em Itapoá, outras meninas pretendem seguir os passos de Crislaine e fazer a faculdade de Nutrição, como Gabriela Souza Speck, de 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nereu Ramos. “Pesquisei muito a respeito do curso e da profissão de nutricionista, e foi aí que me identifiquei, especialmente, pela área de nutrição clínica”, conta Gabriela que, além de Nutrição, também cogita cursar Odontologia.

Wesdra
Wesdra Cordeiro Gonçalves.

Já Wesdra Cordeiro Gonçalves, de 17 anos, também é estudante do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nereu Ramos, e planeja cursar Nutrição, Biologia, Educação Física ou, então, Fotografia. “Sempre cuidei da minha saúde e alimentação, e este é um assunto que me interessa bastante. Caso eu siga pelo caminho da Nutrição, tenho a pretensão de atuar na área de nutrição esportiva”, conta Wesdra.

anahi1
Anahi Riego é formada em Educação Física e trabalha como personal trainer em academias. Para ampliar os seus serviços e aprimorar seus conhecimentos sobre a saúde, ela também deseja fazer o curso de Nutrição.

Para algumas pessoas, a Nutrição também pode servir como um curso complementar, como é o caso de Anahi Riego, de 23 anos, formada em licenciatura em Educação Física e aluna do último ano de bacharel em Educação Física. Ela, que trabalha como personal trainer, deseja cursar Nutrição para ampliar os seus serviços e aprimorar seus conhecimentos sobre a saúde.
“Nas academias onde trabalho, meus alunos costumam me pedir dicas de cardápios, dietas e alimentos saudáveis, no entanto, segundo a lei, apenas um profissional formado em Nutrição pode fazer esta avaliação e prescrição. Portanto, pretendo fazer este curso e continuar trabalhando com musculação, oferecendo, assim, um serviço mais completo”, fala a personal Anahi, que salienta que – seja por objetivos estéticos, competitivos ou para obter mais qualidade de vida – os resultados satisfatórios só aparecem quando o exercício físico for aliado a uma alimentação adequada.

Nutricionista: mercado de trabalho, desafios e tendências da profissão

Muitas pessoas costumam procurar um nutricionista somente para começar uma dieta e emagrecer, mas a função deste profissional vai muito além: ele ainda pode auxiliar no tratamento de doenças, melhorar a concentração e proporcionar mais qualidade de vida – tudo isso, com base no estudo de alimentos e do efeito que eles produzem em nosso organismo.
Há dez anos, Marcela Lautert Caron escolheu ser nutricionista, pois acreditava no poder da alimentação para prevenir e tratar doenças, além de melhorar a sensação de bem-estar das pessoas e, hoje, atua em Curitiba-PR e Itapoá-SC – na Itapoá Clínicas Integradas (ICI). Em entrevista à Revista Giropop, a doutora fala sobre a importância do nutricionista e da boa alimentação, os desafios desta profissão, e as constantes novidades e tendências desta área.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

De acordo com doutora Marcela, o nutricionista é um profissional da área da saúde, que estuda os alimentos e o efeito que eles produzem em nosso organismo. Este profissional pode atuar em diversas áreas, como em restaurantes – para o controle de qualidade e elaboração de cardápio, em hospitais, escolas, clínicas, academias e, até mesmo, no acompanhamento de atletas profissionais, passando por pesquisas, marketing nutricional, consultoria nutricional, entre outros. Para ela, a ideia de que o nutricionista está relacionado apenas a questões estéticas é uma questão cultural e imposta pela mídia, porém, existe uma relação direta entre a nutrição, a saúde e o bem-estar físico, pois uma boa alimentação tem papel fundamental na prevenção e tratamento de diversas doenças, como, por exemplo, depressão, ansiedade e déficit de atenção.
Muitos são os motivos que levam alguém a consultar um nutricionista. Para Marcela, o momento ideal para procurar este profissional é antes que a doença ou o sobrepeso se instale, pois, assim, os resultados são alcançados de forma mais rápida e costumam permanecer. “Já para emagrecer, a pessoa precisa descobrir um propósito, um motivo muito forte, que vá além da parte estética, para que ela se sinta motivada durante a mudança de hábitos alimentares e as dificuldades que encontrar no período de tratamento”, explica a doutora.
No mundo atual, onde as pessoas têm acesso à informação instantânea na internet, a profissional ressalta os perigos de dietas milagrosas e sem o acompanhamento profissional: “Dietas devem ser planejadas levando em consideração o peso, a altura, a idade, os hábitos de vida, se há ou não o uso de medicamentos, entre outras características do indivíduo. Qualquer cardápio que desconsidere estes aspectos pode trazer graves consequências à saúde. Sabe-se, por exemplo, que uma restrição de calorias muito baixa pode desregular hormônios da saciedade, ou seja, futuramente, tal pessoa poderá engordar ainda mais do que o peso que havia perdido”.
Outro problema presente na atualidade é a química adicionada aos alimentos e, por isso, a nutricionista aconselha que, quanto mais você cozinhar e ter tempo hábil para isso, mais chances terá de consumir alimentos mais frescos e saudáveis. “Se puder ter uma horta em casa, melhor ainda. Caso não tenha tempo, é sempre importante priorizar verduras, frutas e alimentos com o mínimo de processamento possível”, diz.
Sendo a nutrição uma área muito ampla, que oferece diversos tratamentos, especializações e segmentos, Marcela cita alguns de seus favoritos: a fitoterapia e a nutrição funcional. “A fitoterapia utiliza plantas para tratar as mais diversas doenças e é uma ótima opção para auxiliar no tratamento das mais diversas condições. Já a nutrição funcional é uma especialização da nutrição e, quando comparada à nutrição tradicional, tem uma abordagem um pouco diferente, pois trabalha com a individualidade bioquímica e os efeitos dos alimentos no organismo de cada um, sendo mais abrangente do que apenas estabelecer planejamentos alimentares baseados em contagem de calorias. Esta maneira de conduzir a nutrição tem demonstrado resultados ainda mais positivos na saúde, por produzir melhoras no organismo como um todo”, conta a profissional.
Em constante evolução, a nutrição segue diversas tendências e novidades, ditadas, principalmente, por artistas e blogueiras. Segundo Marcela, as tendências atuais são a dieta “Low Carb, High Fat”, que propõe reduzir o consumo de carboidratos e aumentar o consumo de gorduras, e o jejum intermitente, que visa intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação. Mas, vale frisar: antes de começar qualquer dieta, é preciso procurar orientação de um profissional.
De acordo com Marcela, a escolha pela profissão de nutricionista também implica em algumas dificuldades, como, por exemplo, salários não atrativos e a prescrição de cardápios por profissionais não habilitados, no entanto, ela acredita que este profissional vem sendo cada vez mais valorizado, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido: “A maior dificuldade é com relação ao trabalho em conjunto com outros profissionais. Por exemplo, se os médicos encaminhassem pacientes para ajustar a alimentação em conjunto com a medicação ou para prescrição de cardápio, ou, ainda, se outros profissionais entendessem a importância da nutrição na prevenção e tratamento de outras doenças, já seria um grande avanço”, diz.
Para o futuro, a nutricionista Marcela deseja que a profissão seja ainda mais valorizada e que as pessoas compreendam a importância da boa alimentação para a qualidade de vida. Aos futuros nutricionistas, ela diz que, apesar de todas as dificuldades, é maravilhoso poder proporcionar saúde e bem-estar às pessoas. E, por fim, conclui: “Se o nosso organismo está em desordem, se estamos com uma alimentação desbalanceada, se nosso corpo não está sendo nutrido da maneira correta, perdemos o bem-estar. Um organismo bem nutrido promove maior felicidade ao indivíduo, bem como torna as passagens da vida – infância, adolescência, vida adulta e terceira idade – mais saudáveis e produtivas”.

Botox e preenchimentos com ácido hialurônico na odontologia

Com a aprovação da resolução nº 176, de 6 de setembro de 2016, o Conselho Federal de Odontologia autorizou a utilização da toxina botulínica e de preenchedores faciais pelo cirurgião-dentista, para fins funcionais e/ou estéticos – um grande marco para a odontologia brasileira, uma vez que ampliou a área de atuação dos cirurgiões-dentistas com capacitação nessa área.

Para esclarecer um pouco sobre este assunto, tiramos as principais dúvidas sobre procedimentos estéticos faciais em uma entrevista com Dr. Eduardo Elias Khoury, proprietário e diretor clínico da Dentalclin Clínica Odontológica – unidades em Itapoá-SC e Guaratuba-PR.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

10 1
Dr. Eduardo Elias Khoury, proprietário e diretor clínico da Dentalclin Clínica Odontológica, recentemente realizou um curso de Harmonização Facial na
Universidade de Harvard, nos EUA.

Revista Giropop: Qual a vantagem de realizar procedimentos estéticos faciais com profissionais de odontologia?
Eduardo Khoury: É a possibilidade exclusiva que estes possuem de utilizar anestésicos intra-orais para os procedimentos, minimizando ou, até, eliminando qualquer desconforto durante os procedimentos, além do grande conhecimento em relação à cabeça e pescoço, inerentes à nossa profissão.

O que é a Toxina Botulínica?
Dr. Eduardo Khoury: Popularmente conhecida como Botox, a Toxina Botulínica é um tratamento estético minimamente invasivo, indicado para o rejuvenescimento facial através do bloqueio da contração dos músculos da face, que formam as rugas. Ela previne que as rugas de expressão, que se formam durante o movimento do rosto, se tornem marcas profundas. Também suaviza as rugas dando uma aparência jovial e “descansada”.

Quem, normalmente, opta por aplicar o Botox?
Dr. Eduardo Khoury: Em nossa clínica, a procura maior é por pacientes com mais de trinta anos de idade, que buscam minimizar os efeitos do tempo. Também temos tido grande procura de pacientes que mostram demasiadamente a gengiva (sorriso gengival), uma vez que, com a aplicação da toxina, há uma menor exposição da gengiva. Os resultados são fantásticos e contribuem diretamente para a autoestima de nossos pacientes.

10 3

Há validade para esta aplicação?
Dr. Eduardo Khoury: A Toxina Botulínica tem duração média de seis meses e, após este prazo, ela deve ser reaplicada para manutenção do resultado obtido. Porém, depende da intensidade da força muscular de cada paciente.

Além do Botox, os profissionais da Dentalclin Clínicia Odontológica realizam algum outro procedimento estético facial?
Dr. Eduardo Khoury: Sim, o preenchimento com Ácido Hialurônico, uma substância com consistência de gel utilizada para dar volume. Por exemplo, para corrigir a profundidade das olheiras, aumentar do volume dos lábios, preencher o sulco (conhecido como “bigode chinês”), aumentar as maçãs do rosto, o queixo ou, até mesmo, o contorno da mandíbula.

Os tratamentos com Ácido Hialurônico oferecem riscos de rejeição aos pacientes?
Dr. Eduardo Khoury: Não, visto que esta substância já existe na composição da nossa pele. O Ácido Hialurônico retém água, agindo na hidratação e elasticidade, e ajudando a combater o envelhecimento e a flacidez. Portanto, além da correção, ele também é utilizado como tratamento para melhorar a qualidade da pele, estimulando, assim, a produção de colágeno.

10 4

Quais as diferenças entre o Botox e o Ácido Hialurônico?
Dr. Eduardo Khoury: Essa dúvida é bastante comum, até porque ambos os produtos atuam no rejuvenescimento e correção de linhas de expressão. A diferença é que o preenchimento facial com Ácido Hialurônico tem volume e ocupa um espaço no qual há uma depressão, enquanto o Botox é uma medicação que paralisa uma determinada musculatura, mas que não tem nenhum volume e não preenche nenhum espaço. Em resumo, o preenchimento facial age na consequência da contração muscular, que é a ruga em si (depressão da pele), e o Botox age na causa, impedindo a própria contração muscular. Na realidade, um complementa o outro, quando há necessidade.

Há alguma contraindicação para tais aplicações?
Dr. Eduardo Khoury: As aplicações são contraindicadas durante a gravidez, amamentação ou em pessoas com doenças autoimunes (em que anticorpos atacam células sadias do corpo), doenças neurológicas e que afetam os músculos, pessoas alérgicas à proteína do ovo ou que estejam fazendo uso de medicamentos com amino glicosídeo.

10 2

Quais os cuidados que devem ser tomados após estas aplicações?
Dr. Eduardo Khoury: Os cuidados são muitos, como, por exemplo, evitar se deitar por quatro horas, para permitir a adequada distribuição do produto na pele; evitar o uso de cosméticos e produtos para a pele por 24 horas; utilizar maquiagem leve somente após seis horas; e, esperar, pelo menos, dois dias para realizar atividades físicas normalmente, pois movimentos bruscos podem provocar a migração da toxina para músculos onde o relaxamento não é desejado, podendo desencadear uma reação adversa, como, por exemplo, ptose palpebral (queda de sobrancelha).

O que você diria às pessoas que desejam realizar algum procedimento com finalidade estética, mas têm receios?
Dr. Eduardo Khoury: Os medos e receios com os tratamentos podem e devem ser questionados durante a consulta inicial de avaliação. É de suma importância que o paciente entenda os efeitos de cada tratamento, bem como, tire todas as suas dúvidas neste momento. Desde que aplicados corretamente, por um profissional qualificado e capacitado, que saiba a medida correta de cada substância, o resultado é rejuvenescedor e mantém a expressão espontânea. Nos casos tratados em nossa clínica buscamos realizá-los sempre com muita cautela, para que o resultado apareça de forma muito natural. É essa a ideia.

Recentemente, você realizou um curso de Harmonização Facial na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América. Como foi esta experiência?
Dr. Eduardo Khoury: Participar deste curso foi uma grande realização pessoal, pois, além dos vastos conhecimentos adquiridos, pude conhecer a rotina e a metodologia de ensino aplicado em uma das melhores universidades do mundo. Os estudos científicos apresentados neste curso realmente me deixaram muito entusiasmado com os resultados que podemos obter em nossos pacientes. Após a conclusão do mesmo, criamos um grupo com profissionais do mundo todo que realizaram este curso, onde diariamente trocamos dicas, ideias, técnicas e dúvidas, assim, constantemente estou adquirindo novos conhecimentos que agregam em minha vida profissional.

Além da harmonização facial, a Dentalclin Clínica Odontológica oferece serviços em todas as áreas da odontologia: clínica geral, estética (lentes de contato dental e facetas), implantodontia, próteses, endodontia, ortodontia, ortopedia funcional e facial, dentística restauradora, periodontia, odontopediatria e odontogeriatria.

Para maiores esclarecimentos, Eduardo e toda a sua equipe altamente capacitada e atualizada se colocam à disposição, oferecendo soluções odontológicas eficazes e inovadoras. Afinal, na Dentalclin não são vendidos apenas serviços odontológicos, mas, também, qualidade de vida.

 

Ballet ou jazz, dançar faz bem para todas as idades

Dando continuidade à nossa série de pautas sobre diferentes atividades físicas, em parceria com a Fisiopilates, de Itapoá-SC, nesta edição, contamos um pouco sobre o Ballet Clássico, o Ballet Baby Class e o Jazz Dance. Quem nos explica melhor sobre a versatilidade e os benefícios da dança, em suas diversas modalidades, são os professores e bailarinos profissionais Luiz Carlos dos Santos e Gabriela Buiarski Antunes da Luz – que fazem parte do time de profissionais da Fisiopilates.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Ballet Clássico

03072017-8 1
Os professores e bailarinos Luiz Carlos dos Santos e
Gabriela Buiarski Antunes da Luz, com seus alunos, e a Thayna
Martins do estúdio da Fisiopilates.

“Uma arte com beleza, leveza e liberdade para mover o corpo e ativar a saúde física” – com estas palavras o professor Luiz define o Ballet Clássico, atividade que leciona para crianças, jovens e adultos, na Fisiopilates. Seus benefícios são: agilidade, postura, expressão facial e corporal, coordenação motora, noção de espaço, ritmo, equilíbrio, flexibilidade, resistência muscular e respiratória, autoestima, memorização e sociabilidade. Além disso, o professor destaca que o Ballet pode auxiliar seus praticantes no estudo escolar e relacionamentos, criando laços saudáveis e verdadeiros, e ativando a imaginação com a emoção musical.
Normalmente, as aulas de Ballet Clássico com o professor Luiz se iniciam com aquecimentos e alongamentos para fortalecer os músculos, obter flexibilidade e abertura, em seguida, preparando o corpo para a execução dos exercícios, que se iniciam na barra e são transferidos para o centro, onde são executados com força, beleza, técnica e leveza. Após o conhecimento dos mesmos, é elaborada uma junção dos passos e movimentos dentro de um ritmo musical – ali, diz o professor, “nasce uma coreografia, a transformação e a realização dos sonhos”.
Segundo Luiz, o Ballet Clássico consiste em um aprendizado lento e calmo, onde cada novo movimento depende do outro já aprendido. Desse modo, a evolução é gradativa, sendo respeitada e incentivada conforme as habilidades de cada aluno. Por fim, o professor conclui: “aguardamos sua presença para, juntos, dividirmos o conhecimento, o palco, a emoção e o aplauso”.

Ballet Baby Class

29062017-2
O Ballet Baby Class é direcionado às crianças de quatro a seis anos de idade, e ministrado pela professora Gabriela.

29062017-DSC_0146
Essa atividade leva este nome, pois é direcionada às crianças de quatro a seis anos de idade. Na Fisiopilates, as aulas de Ballet Baby Class são ministradas pela professora Gabriela. Ela nos conta que o Ballet Baby Class trabalha exercícios com base na ludicidade e nas músicas infantis, ou seja, dentro do universo infantil. No entanto, a professora ressalta: “apesar da ludicidade e das brincadeiras, todos os trabalhos são muito bem planejados, para não fugir da técnica clássica, como, por exemplo, ‘pé de palhaço, pé de bailarina e pé de pinguim’, que são exercícios lúdicos para a criança se divertir e fixar os movimentos em sua memória”.
Segundo Gabriela, o prazer de todo bailarino é poder demonstrar todo seu desenvolvimento e talento em cima de um palco e, no Ballet Baby Class, não poderia ser diferente: “normalmente, trabalhamos com coreografias elaboradas com músicas e personagens infantis, expressando a história através dos movimentos e dos figurinos”.
Os benefícios do Ballet para crianças de quatro a seis anos de idade são inúmeros, mas muitas aderem à atividade em busca de agilidade, tranquilidade, coordenação motora, resistência muscular e respiratória, autoestima, noção de espaço, memorização e sociabilidade. “Para alcançar tudo isso, bastam apenas duas coisas: paciência e muito amor por aquilo que se faz”, diz Gabriela que, assim como a família de suas alunas, sente muito orgulho da evolução e desenvolvimento de cada uma delas.

Jazz Dance

29062017-DSC_0098
“O ritmo que move, encanta, fascina e inspira” – afirma a professora Gabriela sobre o Jazz Dance, ritmo que tem sua origem há muitos anos, com os negros escravizados nas grandes navegações, que, trancafiados durante as festas, observavam os brancos dançarem quadrilhas e valsas e, então, os ridicularizavam, imitando seus movimentos e passos, como deboche, enquanto estavam sozinhos e presos. Hoje, o ritmo se expandiu pelo mundo todo e se divide em diferentes estilos, mas nunca fugindo às técnicas de origem: o Ballet Clássico.

29062017-DSC_0103
De acordo com a professora, por mais leve e suave que o jazz pareça, ele exige muita técnica para que se conquiste cada movimento. “O nosso jazz tem oferece aula muito completa, dividida em aquecimentos (como saltos, giros, piruetas e rolamentos), alongamentos (de todos os tipos, para o corpo conquistar a flexibilidade exigida na dança), exercícios técnicos (alguns deles com origem no Ballet Clássico, como Tendu, Grand Battement, entre outros), exercícios em laterais e em diagonais e, por fim, sequências coreográficas, fazendo uma junção dos passos e movimentos já aprendidos.
Na Fisiopilates, as aulas de Jazz Dance são ministradas para iniciantes a partir do dez anos de idade, mas é possível encontrar atividades dançantes para todas as idades. Afinal de contas, a dança é para todos. Segundo a professora e bailarina Gabriela, conquistar as técnicas e a tão exigida flexibilidade para dançar requer amor e paciência. Mas, ao final de tudo, o talento e o crescimento do aluno na dança valem toda a dedicação.

29062017-DSC_0106

Fique por dentro dos dias e horários das aulas de dança na Fisiopilates:
Ballet Clássico: toda segunda e quarta-feira, com turmas das 9h às 10h e das 15h às 16h.
Ballet Baby Class: toda terça e quinta-feira, das 10h15 às 11h15.
Jazz Dance: toda terça e quinta-feira, das 9h às 10h.
Maiores informações:
47 3443.6797 | 99940.0614
Avenida Brasil, 3622,
Princesa do Mar,
Itapoá – SC

Síndrome de Cornélia de Lange: com apenas um ano de vida, Alice, portadora de síndrome rara, luta pela vida

Antes mesmo de nascer, Maria Alice Soares já vencia desafios e lutava por sua vida, dia após dia. Ela nasceu prematura e foi diagnosticada com Cornélia de Lange, uma síndrome muito rara.
Desde então, a pequena e seus pais Morielli Beira e João Claudio Soares, moradores de Itapoá-SC, adentraram o universo de doenças raras e crianças especiais, passando por dificuldades, como a busca pelo diagnóstico, o difícil acesso à informação, e tratamentos escassos e de alto custo – o que comprova que, em plena era da informação, tecnologia e inclusão, as doenças raras ainda representam inúmeros desafios para a saúde pública.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

03072017-4 0

03072017-4 1

03072017-4 2
A pequena Maria Alice, com muitos fios e sondas, no colo da mamãe Morielli.
Quando a menina atingiu o peso estimado e vestiu sua primeira roupinha.

Da gestação ao nascimentoDa gestação ao nascimentoTudo começou em 2015, quando Morielli e João Cláudio – que já eram pais de Maria Helena Soares, na época, com dois anos de idade –, descobriram que seriam pais de outra menina, a Maria Alice. Mas, a tranquilidade da gestação acabou quando realizaram o ultrassom morfológico, que examina minuciosamente o desenvolvimento do corpo e dos órgãos do bebê, e o médico lhes disse que ele apresentava má formação em um dos braços, tinha apenas três dedos na outra mão e era muito pequeno, o que provavelmente acarretaria em uma gestação de risco.

Em consulta com um segundo profissional, souberam que o bebê teria de nascer prematuro, pois estava muito abaixo do peso. Com 34 semanas de gestação, Morielli se consultou novamente para verificar o desenvolvimento do bebê e acabou sendo internada. Logo no dia seguinte, nasceu Maria Alice, prematura, com apenas 1 quilo e 315 gramas, má formação nos braços e muitos pelos, respirando e cheia de vontade de viver.

03072017-4 3
Primeiro encontro das irmãs Maria Helena e Maria Alice: momento que marcou a vida dos papais Morielli e João Claudio.

Primeiras dificuldades

Assim que nasceu, Maria Alice foi levada à UTI Neonatal do hospital, pois precisava ganhar peso antes de receber alta. Devido à quantidade de sondas e aparelhagens que a recém-nascida utilizava, seu organismo recusou o leite materno. Ela passou a receber nutrição enteral, pelas veias, mas, ainda assim, estava desnutrida, pois aquela alimentação não substituía o leite materno.

O problema se alastrou por dias e, através de exames e ultrassons, os médicos constataram que a menina tinha um problema no coração, que seus órgãos estavam mal posicionados e que o canal por onde descia o leite materno estava fechado e deveria ser aberto, o que resultou em uma cirurgia de urgência, no 13º dia de vida de Maria Alice. “Não sabíamos se ela sobreviveria, mas oramos muito e nos mantivemos unidos, dando força um para o outro”, recorda o casal.

Após a cirurgia, ela estava irreconhecível, devido ao inchaço e à dopagem dos remédios. Dentro de dois dias, sua estrutura interna se abriu e começaram a vazar fezes dentro dela, o que foi solucionado com uma segunda cirurgia. Mas, por conta do vazamento de fezes, Maria Alice pegou infecção hospitalar e já não respirava mais sozinha – apenas com sondas –, e tomava diversos medicamentos e antibióticos.Sobre este período, Morielli recorda: “se ouvíssemos dos médicos que ela estava estável, tínhamos ganhado o dia”.

O cuidado tipo “canguru” (quando o recém-nascido é colocado no colo do pai, para promover o vínculo entre ambos) foi feito por João Claudio com muito cuidado, por conta da má formação dos bracinhos e das aparelhagens no bebê.Quando a recém-nascida completou dois meses, João Claudio estava de volta a Itapoá, para trabalhar, com a filha mais velha Maria Helena, enquanto Morielli teve de ficar com Maria Alice no alojamento de mães do hospital, em Joinville. “Uma médica, especializada em genética, disse que suspeitava que Maria Alice fosse portadora de Cornélia de Lange, uma síndrome muito rara”, lembra a mãe, “receber essa notícia foi desesperador, especialmente porque, naquele momento, estava sozinha”.

03072017-4 4

Quando João Claudio retornou a Joinville, o casal recebeu a confirmação da síndrome da filha e, aí, adentrou um novo mundo: de síndromes raras e crianças especiais. Cornélia de LangeDe imediato, Morielli e João Claudio perceberam que pouco se sabe sobre a Síndrome Cornélia de Lange (CDLS). De acordo com pesquisas e alguns profissionais, se trata de uma doença muito rara de origem genética, cujas características físicas e mentais mais comuns são: baixo peso e baixa estatura ao nascer, sobrancelhas espessas e unidas no centro, má formações nos pés e nas mãos, refluxo gastroesofágico, má formações cardiológicas, déficit global do desenvolvimento físico, motor e intelectual, e 90% dos portadores não adquirem a linguagem verbal.Atualmente, são registrados apenas 354 casos de Cornélia de Lange em todo o Brasil.

Por se tratar de uma síndrome rara, Morielli e João Claudio contam que os médicos conhecem muito pouco a respeito – alguns nunca tinham ouvido falar até conhecer o caso de Maria Alice. “Geralmente, quando chegamos ao pronto atendimento, os médicos não sabem o que dizer. Às vezes, saímos com mais dúvidas ainda”, diz o casal. Para facilitar o atendimento nas consultas com diferentes médicos, eles carregam uma pasta, contendo o histórico de exames, consultas, cirurgias e afins da filha.Luta para deixar o hospitalDe acordo com os médicos, se Maria Alice atingisse 1 quilo e 800 gramas, poderia vestir sua primeira roupinha e, se atingisse 2 quilos, receberia alta do hospital. Eles a liberaram para ficar com Morielli, em um quarto, especialmente para fortalecer o vincule entre a mãe e o bebê. Mesmo fazendo o uso de sondas, a menina passou a mamar no seio de sua mãe, mas, ainda assim, não ganhava peso.Com crise de pânico e ansiedade por conta da rotina no hospital, Morielli acabou adoecendo, passou por uma cirurgia e ficou dez dias internada.

03072017-4 5
Primeiro encontro das irmãs Maria Helena e Maria Alice: momento que marcou a vida dos papais Morielli e João Claudio.

Enquanto isso, Maria Alice pegou outra infecção hospitalar, voltou a ter problemas respiratórios e foi encaminhada novamente à UTI Neonatal. Quando Morielli se recuperou, seu leite havia secado e, mesmo com relactação e simpatias, não voltava. “Eu estava com meu psicológico muito abalado, pois passava dias me revezando entre Itapoá, com Maria Helena, e Joinville, com Maria Alice. O apoio do meu marido, da minha mãe e da minha sogra foi essencial neste momento”, lembra.Nas inúmeras tentativas para nutrir Maria Alice, Morielli e João Claudio tentaram a mamadeira, mas ela não se adaptou. As enfermeiras lhes deram, então, um mamatute – um copinho com uma sonda, que faz com que o bebê estimule o seio e seja bem alimentado. “Se ela sentisse que aquilo era uma sonda, largava na hora, mas, aos poucos, fui adquirindo habilidade e pude amamenta-la tranquilamente”, conta Morielli. E, foi assim, com o mamatute, que Maria Alice atingiu o peso médio e recebeu alta. Depois de quatro longos meses no hospital, ela pôde, enfim, ir para sua casa, em Itapoá, com sua família.
Nova faseDepois de nascer prematura, passar por cirurgias e infecções, e ser diagnosticada com Cornélia de Lange, Maria Alice deixou o hospital com refluxo severo, estrabismo, secreção nas narinas, broncodisplasia pulmonar, atresia de coana, dificuldades na alimentação, má formação dos membros e crises de choro, uma vez que a Cornélia de Lange afeta também o sistema nervoso. Seu desenvolvimento para ganhar peso é lento e, por ter a imunidade baixa, quase sempre está doente.

Hoje, com um ano e três meses, a pequena Maria Alice vive o auge de sua alimentação e está se desenvolvendo dentro do seu tempo.

Maria Alice já realizou fisioterapia e recebe acompanhamento de fonoaudiólogo, pediatra, neurologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, pneumologista, cardiologista, gastroenterologista, endocrinologista, nutricionista, cirurgião e ortopedista, além de tomar diversos medicamentos, vitaminas e antibióticos de alto custo. Para contribuir com todas essas despesas, Morielli, João Claudio e toda a família organizam ações, vaquinhas e rifas em prol do tratamento da pequena Maria Alice.Há aproximadamente dois meses, sua saúde está em estado estável, sem crises ou outras complicações. No entanto, isso só vem sendo possível graças à dedicação dos profissionais e da família. “Deus e todas as pessoas colocadas em nossas vidas foram muito bondosas, especialmente Maria Helena (hoje, com três anos de idade), que se adaptou facilmente a todas estas situações e sempre tratou a irmãzinha com muito amor”, diz Morielli, que, durante o período em que esteve no hospital, conheceu enfermeiras e gestantes que se tornaram suas amigas para a vida toda.

15062017-1
Hoje, a família formada por Morielli e João Claudio se diz muito mais forte, mais unida e com mais fé.

Hoje, com um ano e três meses, a pequena Maria Alice vive o auge de sua alimentação, tomando 120 ml de leite materno na mamadeira. Gosta de músicas, bagunças, brincadeiras e está se desenvolvendo dentro do seu tempo. Desde que adentrou o mundo de crianças especiais, João Claudio afirma: “nossa família está muito mais unida e fortalecida, e damos muito mais valor à vida”. Ele e Morielli contam que a fé e o amor são o que os mantêm fortes, dia após dia. Sobre o futuro de Maria Alice, eles dizem: “não queremos que as pessoas sintam pena dela, mas que tenham respeito, e que, antes de tudo, ela seja feliz e saiba o quanto é forte, guerreira e amada por todos nós”.
Deseja saber mais sobre a síndrome Cornélia de Lange?De 15 a 18 de agosto será realizado o 9º Congresso da CDLS WORLD, em Minas Gerais, onde serão realizadas palestras, reuniões e consultas com especialistas em Cornélia de Lange do mundo todo. Ou ainda acesse o site da Associação Brasileira Síndrome Cornélia de Lange: http://www.cdlsbrasil.org.