Arquivo da categoria: Terapias alternativas

Respiração, energia e renascimento

Respirar. Esta é a palavra-chave da terapia  “rebirthing”, renascimento em inglês. Através da respiração, a terapia afirma que pode curar traumas e reúne diferentes pessoas em busca da cura interior.

Augusta Gern

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Tom Cau.
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A água é um dos 9 elementos que contribuem para purificação integral e levam ao equilíbrio e limpeza.

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Na sala de pedras é grande a diversidade de pessoas: criança, adolescente e adultos. Gente da região, de outros estados próximos e até do outro extremo do país. As culturas são diferentes, as histórias são diferentes, mas o objetivo é apenas um: aprender a respirar energia.
Esta é a terapia aplicada por Tom Cau, que encontrou na respiração a receita simples para solucionar seus problemas. Antes empresário do ramo de tecnologia na cidade joinvilense, Tom era um típico homem de negócios que nunca dizia sim para as férias. Um dia teve um problema de saúde e o médico ordenou uma parada, foi então que conheceu na prática a palavra descanso. “Fiquei um mês longe de qualquer tipo de comunicação e quando voltei, passando pela BR 101, que era trajeto comum todas as semanas, vi pela primeira vez a placa sinalizando a entrada para o Monte Crista”, conta. Aquela placa, de um dos principais refúgios espirituais do sul do país sempre esteve ali nas proximidades do km 14 do município de Garuva, porém só foi vista por ele quando a mente estava limpa.
Em 2000 Tom descobriu o que era o renascimento, em 2005 conheceu Leonard Orr, norte-americano que desenvolveu a técnica durante a década de 1970. Depois desse primeiro encontro não foi preciso um mês para Tom vender todos os seus negócios e se dedicar inteiramente ao renascimento.
Conforme Leonard Orr a respiração de renascimento tem duas definições principais. A primeira delas é que a respiração de renascimento, também conhecida como respiração intuitiva de energia ou respiração consciente de energia, é a habilidade de respirar energia, assim como o ar. “É a arte de aprender a respirar a partir da própria respiração. A respiração de renascimento é talvez a mais valiosa habilidade de autocura que os humanos podem aprender”. Segundo ele, nós não podemos ter doença e relaxamento no mesmo espaço, ao mesmo tempo. Relaxamento é cura suprema e cada respiração induz ao relaxamento; assim a respiração torna-se curadora básica. “A respiração consciente de energia é a habilidade de cura mais natural de todas. Esta habilidade envolve a ligação da inspiração com a expiração num ritmo relaxado suave, de uma forma intuitiva, que inunda o corpo com a energia divina”.
A outra definição indicada em seus trabalhos fala que esta respiração de renascimento também significa “desvendar o ciclo de nascimento e morte e integrar o corpo e a mente com a vida consciente do Espírito Externo – tornar-se uma expressão consciente do Espírito Externo”. Isso envolve a cura dos dez grandes traumas humanos, que são: o trauma do nascimento, a síndrome da desaprovação parental, lei pessoal e negativos específicos, o desejo inconsciente de morte, o carma de vidas passadas, o trauma da religião, o trauma da escola, o senilidade, a supressão do feminino e a síndrome do salvador do mundo.
De acordo com esta terapia, melhorar a qualidade de vida e se tornar uma pessoa melhor e mais confiante pode ser muito mais simples do que se imagina. A receita mágica conta com três ingredientes que devem ser feitos juntos: respirar conectado, relaxamento total e sentir o que está sentindo. Esta respiração conectada deve ser sempre nasal e envolve a inspiração e expiração em um ritmo leve e relaxado.
Além disso, Tom Cau levanta nove elementos que contribuem para a purificação integral e levam ao equilíbrio e limpeza do corpo de energia e corpo físico, são eles: terra, água, fogo, ar, verbo, luz, divindade, sabedoria e presença. “Precisamos adquirir a maestria do uso desses nove elementos em nossa rotina para conseguirmos usufruir das nove maiores abundâncias do universo: espaço, tempo, riqueza, saúde, amizade, beleza, alegria, paz e liberdade”, afirma.
Segundo ele, cada elemento é representado em nossa vida de forma diferente e o sentimos através de sensações, emoções, sentimentos, julgamentos, entre outros. “Somente através da experimentação direta dessas práticas em nós mesmos que poderemos entender seu imensurável valor e, a partir dessa purificação aumentamos nossa vitalidade, ganhando mais energia, saúde física, autoestima, paz profunda, alegria, amor e criatividade, nos permitindo viver em todo o nosso potencial”, complementa.
E com tudo isso é que desenvolve o retiro Respiração de Renascimento, Abundância, Comunhão e Amor. Há diferentes programações, mas na maioria das vezes compreende em nove dias de muita prática.
Segundo Tom, durante o período você recebe e dá sessões de renascimento, onde através da respiração e relaxamento consegue sentir traumas, o que ele chama de memórias, dessa vida, de vidas passadas e até futuras. “Ao sentir essas memórias elas são apagadas e muitos traumas são curados”, afirma. A programação do retiro também conta com um dia de jejum e muito contato com os elementos da natureza.
Conforme Tom Cau este treinamento é dedicado a todos os interessados no auto fortalecimento, na maestria da vida, no profundo relaxamento, no rejuvenescimento e na longevidade saudável. “É também especialmente ideal para profissionais de todas as áreas que podem se recarregar e aprender como tratar e prevenir a exaustão e esgotamento profissional”, afirma.

O que eles buscam

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E na sala de pedras, na pousada Monte Crista, a diversidade de pessoas é grande. Para começar um ano de forma diferente, gente de todas as idades e lugares resolveram aprender a respirar energia durante nove dias do mês de janeiro. Mas o que realmente eles buscam?
Para se tornar uma pessoa melhor e se libertar de traumas e culpas é que Adriana Comin procurou o retiro. De Curitiba, ela conta que já participou de duas vivências de tenda do suor no Monte Crista, onde você passa algumas horas dentro de um pequeno espaço entre uma tenda e a terra, compartilhando o ambiente com o calor do fogo. Segundo ela é uma ótima experiência para testar suas emoções. Tudo surgiu há alguns meses, quando seu irmão, enquanto participava de uma dessas vivências, recebeu a mensagem que deveria convidá-la. Sem ter muito conhecimento do que se tratava resolveu arriscar e está adorando as descobertas que tem a cada experiência.
Tânia Lopes também é de Curitiba, mas seu contato com terapias alternativas vem de longa data. Ela sempre se interessou pela área de massagens e relaxamento, tema que escolheu para pesquisa do trabalho final do curso de educação física. Alguns anos depois, quando teve problemas pessoais e se sentiu perdida, decidiu buscar uma resposta nas cartas de tarô e descobriu que tinha o dom para ser curandeira. “Fiquei muito confusa, porque na realidade eu é que estava precisando da cura”, lembra. De qualquer forma resolveu dar atenção às cartas e ouviu falar de Kaká Werá, que realizava vivências na Reserva Volta Velha, em Itapoá.
Resolveu procura-lo, participou durante anos de suas vivências e começou a se dedicar a terapias alternativas para a cura de outras pessoas, com plantas medicinais e aromoterapia. Nesta época já tinha uma chácara em Antonina e conheceu um índio que afirmou que aquele era um local de cura e que existia um portal para outras vidas. Tânia então foi atrás de conhecimento e tempos depois surgiu a Chácara Vitória Régia, um ambiente de cura. Na chácara trabalhava com trilha mística, banhos de cura no rio, fogo sagrado e outras atividades. Tudo correu bem até que teve uma grande decepção com a sócia de trabalho e resolveu abandonar todo esse lado espiritual, mas aí o corpo físico começou a reclamar. “Então descobri esta vivência e vim em busca de um equilíbrio entre o físico e o espiritual”, afirma. Ela conta que percebeu que precisa se curar de alguns traumas e aprender a equilibrar sua vida para poder ajudar os outros. Para este ano quer recomeçar o trabalho na Chácara e levar muitas novidades.
Outro participante da vivência, Erick Zelazowski, foi atrás de um foco para a sua vida. Há 17 anos ele saiu de Curitiba e viajou para diferentes lugares do mundo, fez trajetos de bicicleta, caminhando, se fixou por alguns anos em algumas comunidades e agora resolveu voltar. “Senti necessidade de criar raízes novamente e estou em busca de um foco para a minha vida”, conta. Erick já participou de outros tipos de vivências como passar 10 dias sem falar e meditar 10 horas por dia, mas o renascimento ainda era algo desconhecido.

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Para o casal Alceu Antônio Savaris e Edite Savaris, da cidade Ouro (PR), esta vivência já era conhecida. Este foi o segundo retiro dele, e ela já havia feito sessões particulares com Tom. Há cerca de cinco anos eles começaram a buscar terapias alternativas e hoje já contam com um bom leque de experiências. Conforme Alceu, mestre em reike, a imposição das mãos é a porta de entrada para você entender toda a energia que está no universo e dentro de você. Nesta ocasião levaram a pequena Tayla de nove anos para conhecer e também vivenciar a experiência.
Quem também já tinha experiência e levou o filho para conhecer foi Edite Masson, também da cidade Ouro (PR). Há um pouco mais de cinco anos conheceu o reike, fez diferentes cursos e ano passado conheceu o renascimento; esta foi sua quarta edição da experiência.

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“O meu objetivo é tirar os véus para descobrir a minha espiritualidade, lucidez e aprender a ajudar os outros”, afirma. Pela experiência, Edite auxilia Tom nos retiros em que participa e conta que já consegue ajudar os outros. Conforme ela, depois que iniciou a terapia deixou de lado os antes companheiros medicamentos de dor de cabeça. “É maravilhoso para a nossa cura, mas nem sempre você consegue limpar traumas já no primeiro renascimento”, afirma.
Para ela esta experiência pode associar a nossa vida a uma cebola, onde se vai tirando as camadas até chegar no interior mais profundo. Para seu filho Bruno Montibeller de 15 anos, a experiência é diferente e muito divertida.
Outros participantes, de Curitiba e Pernambuco, como Roberto Mistrorigo Barbosa e Elisangela Santana, também buscaram o retiro para vivenciar novas experiências e buscar novas descobertas para a própria vida. Cada participante com seus desejos, mas todos compartilhando suas memórias, tanto dessa como de outras vidas.

Atualmente Tom Cau realiza seus Retiros e Treinamentos no MAHA DHARMA ASHRAM que se localiza na Estrada Mildau, em Pirabeiraba, Joinville SC. Pode ser contatado pelo e-mail tomcau@hotmail.com e pelo Whatsapp +55 47 99984 4641

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 25 – Janeiro/2015

 

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Pousada Monte Crista: Espaço de vivências e transformação

“Lá fora”, é assim que a comunidade residente na ecovila do Monte Crista, em Garuva-SC, se refere à cidade grande. Não é para menos: os rios, as trilhas, a cachoeira, as árvores, as flores e a montanha fazem qualquer um se sentir em um mundo à parte. Foi neste cenário que José Scussel fundou, em 1999, o Monte Crista – Espaço de Vivências, um ambiente com pousada, restaurante, centro de vivências, centro de terapias, centro de cerimônias, cursos e eventos anuais; tudo isso, no pé da montanha Monte Crista. José infelizmente, ele veio a falecer no mês de dezembro.

Ana Beatriz Machado

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Erika (ao centro) com dona Lidia (Tribo Guarani) e Teobaldo
filho mais velho de José Scussel. (In memorian), a esquerda.
Ao fundo colaboradores e visitantes da pousada Monte Crista.

 

Para dar continuidade ao seu desejo e ao seu trabalho, conversamos com a parceira de José, Erika Rosendo de Freitas Lima. Em nome de toda a equipe deste espaço, Erika fala sobre os eventos anuais organizados pelo Monte Crista, sobre os projetos futuros e o porquê de este não ser um terreno qualquer, mas um terreno de transformação.
Natural de Natal-RN, Erika é bailarina e rodou o mundo com suas apresentações. Há nove anos, por intermédio da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, onde foi bailarina e professora, o destino fez com que ela chegasse ao Monte Crista, em Garuva, para participar de uma vivência. Ela recorda que, de imediato, a paixão veio em dose dupla: pelo espaço e pelo Amado, como ela costumava chamar José carinhosamente. “Os últimos dois anos foram muito intensos, pois esvaziei minha mochila e decidi colocar nela o que mais interessava. Deixei de lado meu cotidiano artístico e escolhi me dedicar, junto do Amado, aos saberes da autossuficiência, sustentabilidade e harmonia com o meio ambiente, e viver o cotidiano no Monte Crista”, fala. Hoje, com a partida de José, ela acredita que esta intuição teve um propósito: se preparar para despertar o poder feminino frente a tantas responsabilidades.
Todo o ambiente Monte Crista surgiu de uma intenção muito simples: construir um lugar agradável para viver, receber pessoas e compartilhar ensinamentos. O espaço oferece um turismo de transformação humana que atraem visitantes e hóspedes de todo o Brasil. No Monte Crista, as ideologias são pautadas em ações sustentáveis, como semeadura, compostagem, horta, etc., e artísticas, como oficinas de mandalas, danças, teatros, artesanatos, entre outros. Na ecovila, além de Erika, residem dezessete pessoas, todos chamados de colaboradores. “Juntos, dividimos os afazeres e preservamos toda essa área rural, para continuar servindo a todos como um lugar de paz, tranquilo e de natureza abundante”, fala. Além do ambiente da pousada, o lugar oferece vivências, terapias, cerimônias, passeios, trilhas, workshops, eventos e encontros.

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Além do ambiente da pousada, o lugar oferece vivências, terapias, cerimônias, passeios, trilhas, workshops, eventos e encontros.

Durante o ano, o Monte Crista – Espaço de Vivências organiza o Encontro de Carnaval e o Encontro de Ano Novo, que têm como lema “Construindo o Mundo que Queremos”. Estes eventos são baseados em quatro pilares: encontro, talento, serviço e transcendência.
Erika nos explica o que isso quer dizer: “Todas as instalações são simples, sem frigobar, internet, televisão e afins, para que as pessoas tenham uma aproximação natural com a natureza e com as outras pessoas que aqui se encontram. Por isso, o encontro é inevitável. Já o talento é oferecer o que temos de melhor dentro de nós. Amado costumava dizer que somos expressões únicas, individualizadas, dotadas de talentos e que jamais vai existir alguém como eu ou você. É um convite para colocarmos o nosso talento à disposição, o que já nos leva ao terceiro pilar, o serviço, lembrando que serviço é diferente de trabalho. No trabalho, seguimos uma série de obrigatoriedades, como horários, vestimentas, regras, etc. Já o serviço significa estar disponível para colaborar com algo. Por fim, a transcendência significa perceber como estamos diferentes de quando chegamos. É, depois de cada atividade, você se reconhecer de outra forma”.
No Encontro de Carnaval, os participantes são convidados a tirar suas máscaras. Neste ano, o evento vai de 24/02 a 01/03. Já o Encontro de Ano Novo acontece no mês de dezembro, de 27/12 a 03/01. “Nestes dois encontros, são sete dias de experiência no Monte Crista, sem tecnologia, carnes ou bebidas alcoólicas, criando a própria realidade, com consenso e autogestão”, explica Erika.

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A pousada fica ‘‘aos pés’’ da montanha Monte Crista.

Para ambos os eventos, de Carnaval e de Ano Novo, são disponibilizadas cem inscrições.
Para Erika, um dos momentos mais marcantes dessas datas é a tomada de decisões. “O coração dos encontros é a tomada de decisões em consenso. São cem pessoas se colocando à disposição para oferecer seus talentos, como contação de histórias, teatro, música, horta, aula de yoga, fogueira, meditação, dança circular, entre outros itens de uma lista enorme. A partir daí, nos perguntamos: ‘Como vai ser o nosso dia de amanhã? Vamos construir o mundo que queremos?’, e organizamos toda a programação”, conta. Além de todas as oficinas e atividades, a equipe do Monte Crista oferece passeios por determinados trechos do Rio Três Barras – chamados de Piscina do Abraço, Piscina do Encontro e Piscina da Alegria, pela cachoeira e uma opção um pouco mais desafiadora, que é subir a montanha. Desse modo, a programação dos encontros acontece de maneira flexível, com a participação de todos, e uma edição nunca se repete a outra, pois as pessoas e as propostas nunca serão as mesmas.

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A pousada oferece passeios por trechos do rio Três Barras.

Por fim, todo mês de maio, acontece um terceiro evento, que segue um princípio diferente e tem uma estrutura mais complexa do que os eventos anteriores. Três grupos são divididos em três fins de semana para acontecer os Ritos da Montanha, uma jornada pelos caminhos do Peabiru, subindo o Monte Crista. A cerimônia dura a noite toda e acontece o Rito de Realização. “O encontro de maio é o momento para fortalecer o conjunto de valores pessoais, despertar os talentos e potenciais individuais. Os Ritos da Montanha convidam as pessoas a olharem para aqueles projetos que estão engavetados e viverem seus sonhos”, fala Erika. Toda a celebração é realizada no cume da montanha, inclusive, a janta. Para este evento, são disponibilizadas 44 vagas – um número cabalístico, que representa todos os projetos voltados para o bem da humanidade.
Atualmente, Erika, Teobaldo (o filho mais velho de José) e os demais colaboradores do espaço de vivências estão se percebendo em como dar continuidade a este espaço tão místico e mágico.

“Amado, que sempre coordenou e liderou tudo isso, costumava dizer que todos aqui são como árvores: a comunidade, os amigos, os visitantes e os hóspedes. E, de um dia para o outro, tivemos que virar árvores mesmo, não ficando mais à sombra da árvore frondosa que era ele, mas distribuindo as sementes que estão nesse solo fértil, ou seja, partilhando todas estas funções e saberes”, diz.

Para ela, José hoje se encontra em todos os cantos do ambiente Monte Crista, pois se tornou parte do universo. Seu sonho, de construir um mundo melhor e transformador, será continuado por todos os seus amigos, parceiros e colaboradores. Nas palavras de Erika: “seguiremos crescendo como árvores”.

Entre em contato através do site www.montecrista.org
ou do email pousada@montecrista.org.br

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 49  – Fevereiro 2017

Viver bem, viver zen

Augusta Gern

Para se sentir bem não é preciso muita coisa. Alguns movimentos com as mãos e os dedos, terapia com agulhas, plantas medicinais e, principalmente, energia. Essas são práticas, chamadas de medicina alternativa ou terapias alternativas, cada vez mais procuradas para auxiliar na cura de doenças ou na prevenção delas.Para se sentir bem não é preciso muita coisa. Alguns movimentos com as mãos e os dedos, terapia com agulhas, plantas medicinais e, principalmente, energia. Essas são práticas, chamadas de medicina alternativa ou terapias alternativas, cada vez mais procuradas para auxiliar na cura de doenças ou na prevenção delas.De forma natural e em sintonia com o meio ambiente, é uma ótima forma de se conquistar bem-estar, relaxamento e saúde. A melhor notícia é que não é preciso ir longe, tudo está acessível em Itapoá com o terapeuta oriental Anderson B. Silva.

Há 14 anos trabalhando com isso, os atendimentos em Itapoá iniciaram em 2006, mas há poucos meses está novamente fixo na cidade, com o espaço Viver Zen. O gosto pelo cuidado com a saúde de forma holística, trabalhando o ser humano de forma completa, iniciou através da busca da própria satisfação, tranquilidade e bem-estar.Antes publicitário Anderson trabalhava com design gráfico e escrevia para rádio e televisão. Na época, ainda morador da capital paranaense, se viu cansado do universo publicitário e da busca constante de ideias para agradar os clientes e fechar campanhas. Aquilo tudo começou a estressá-lo e para distrair um dia passou em uma livraria na hora do almoço. “A primeira coisa que me chamou a atenção foi um mural que informava sobre um curso de reiki”, lembra. Fez o primeiro curso, gostou, fez o segundo e o terceiro.

Reiki é um tratamento que utiliza uma técnica de imposição das mãos e trabalha com problemas como a ansiedade, stress, depressão, insônia, entre outros. É uma técnica preventiva, que busca harmonizar o ser humano e suas dificuldades.Assim, depois dos cursos de reiki, foi indicado para Léo, um grande terapeuta que o ensinou muita coisa. Em uma boa clínica, Anderson trabalhou com Léo por um bom tempo. Depois, buscou se aprofundar mais no trabalho e cursou medicina tradicional chinesa.“Me encontrei”, afirma em relação às terapias. Conforme Anderson, quando alguma coisa satura, você precisa encontrar outras coisas. As terapias hoje são mais que profissão, mas um estilo de ver e viver a vida.Conforme o terapeuta, aqui essas terapias são chamadas de alternativas, mas no oriente são as principais. Na realidade, historicamente elas são as principais em todos os lugares, afinal a medicina oriental tem mais de 6 mil anos, enquanto a ocidental, 600.

Anderson explica que a maior diferença entre as duas medicinas é a fragmentação ocidental. “A especialização na área de saúde é importante para muitos casos, mas é preciso ver o ser humano como um todo”, afirma. Na medicina oriental há esta visão holística.Assim, analisando e cuidando do corpo como um todo, Anderson trabalha com diferentes terapias: reiki, shiatsu, quiropraxia, acupuntura, stiper, entre outras.

A shiatsu é uma das técnicas de massagem que utiliza a pressão com os dedos. O objetivo é tratar ou prevenir doenças pela estimulação dos meridianos ou canais de energia. Pode ser aplicado em pessoas de qualquer idade, fortalecendo o sistema imunológico e aliviando o stress.A quiropraxia também é uma técnica de massagem, utilizada principalmente para ajustamentos musculares, geralmente na coluna, como desvios e hérnias de disco. O objetivo, além de reduzir a dor e tensão, é proporcionar um equilíbrio da postura através das intervenções manuais.

A acupuntura é a terapia com agulhas, que visa estimular determinados pontos do corpo para obter recuperação da saúde, alívio de dores e problemas emocionais. Conforme Anderson, só nas orelhas temos 200 pontos e, no corpo inteiro, são mais de mil. As combinações de pontos são realizadas de acordo com a necessidade de cada paciente. Gabriela Paulo, por exemplo, buscou a técnica para tratar a ansiedade. Há dois meses começou a fazer acupuntura uma vez por semana e, segundo ela, a melhora foi de 100%. “É maravilhoso, não vivo mais sem. Se depender de mim vou fazer para sempre”, afirma a paciente. Além da ansiedade, na última semana o terapeuta adicionou mais um ponto para a memória, para auxiliar na produção do trabalho de conclusão de curso.Para as pessoas que tem medo de agulha, uma boa terapia é a stiper, que substitui as tradicionais agulhas de acupuntura com pastilhas de silício.

Além disso, para casos específicos, como de inflamação, Anderson também trabalha com mochaterapia, uma erva inflamatória com as mesmas características do infravermelho, só que mais eficiente. Ventosaterapia (com o uso de ventosas) e fitoterapia (com plantas medicinais) são outras terapias também trabalhadas. Assim, com esta boa diversidade, opções não faltam para cuidar de problemas específicos ou simplesmente relaxar o corpo e a alma. A partir de uma visão holística, Anderson alerta que a energia do corpo influencia muito no bem-estar e combate às doenças, é preciso estar bem consigo mesmo para poder viver bem.

Anderson atende no Viver Zen – Espaço Terapêutico e Estético
Localizado na Rua da Graça, 638 – Balneário Itapema do Norte.
As consultas podem ser agendadas através dos telefones: (47) 3443-1248 / 9740-3214 / 9740-3213.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 15 – Março/2013