Ovnis: litoral norte de SC e litoral paranaense tem certo destaque em número de avistamentos

Para o ufólogo Ademar José Gevaerd, pesquisador da área há 40 anos e fundador
e editor da revista UFO (única sobre ufologia no país), a região do litoral norte de Santa Catarina e litoral paranaense tem certo destaque pelo número de avistamentos.

27012015-ufoUFO triangular, nave avistada em Guaratuba as margens da baia

Augusta Gern

Não somos a única civilização do mundo. Há quem acredita, quem não acredita, quem afirma que já viu e quem chama isso de loucura. Independente das crenças e dúvidas uma coisa é certa: OVNIs (objetos voadores não identificados) são o foco de muitos estudos e teorias, e estão cada vez mais presentes nas discussões sociais, incluindo os municípios de Itapoá e Guaratuba.
Depoimentos de avistamentos na região não são poucos e até destacam a cidade itapoaense pela grande incidência, conforme o GPUSC – Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina. Segundo Luiz Prestes Junior, presidente do grupo e morador de Itapoá, pesquisas revelam que no período de 20 anos já houve mais de três mil relatos na região.

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Os casos mais famosos, são os da estrada Cornelsen, acesso à cidade pelo estado paranaense, onde ocorreram fenômenos estranhos como luzes que perseguiram veículos, pane elétrica em carros e equipamentos eletrônicos, avistamento de seres a estranhos e objetos voadores não identificados.

Luiz Prestes Junior, presidente do grupo GPUSC – Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina e morador de Itapoá.

Os casos mais famosos, segundo ele, são os da estrada Cornelsen, acesso à cidade pelo estado paranaense, onde ocorreram fenômenos estranhos como luzes que perseguiram veículos, pane elétrica em carros e equipamentos eletrônicos, avistamento de seresa estranhos e objetos voadores não identificados.
Porém, outros pontos também registram grande incidência de fenômenos: a divisa do município na região do Palmital, a avenida Atlântica na região do balneário Uirapuru (antigo Bamerindus), a região próxima ao rio no balneário Barra do Saí e a estrada que segue para a Vila da Glória. Em Guaratuba, apesar do número de relatos ser menor, o Grupo observou maior incidência na região interior da Baía de Guaratuba e no balneário Coroados.
De acordo com um artigo publicado pelo Grupo em dezembro de 2014, estão catalogando os avistamentos na região há 20 anos e desde 2012 realizam pesquisas de campo, com visitas aos locais de avistamentos, conversa com testemunhas, explorações, entre outras investigações para encontrar respostas para estes eventos. Com isso, observaram que pode existir uma mesma rota traçada por diferentes OVNIs: devido os relatos de avistamentos com as mesmas características em locais diferentes e em curto período de tempo, deduziram que tais objetos se deslocam por um determinado percurso.
Segundo a pesquisa na região, os objetos, em sua maioria, “surgem na região da capital paranaense e seguem passando pelos municípios de Piraquara, Morretes e Guaratuba no Paraná e posteriormente seguindo até a região de Joinville em Santa Catarina”. Já os objetos que surgem no litoral paulista, na maioria das vezes, seguem costeando o litoral até o norte catarinense.

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Ufólogo Ademar José Gevaerd, pesquisador da área há 40 anos e
fundador e editor da revista UFO (única sobre ufologia no país).

Para o ufólogo Ademar José Gevaerd, pesquisador da área há 40 anos e fundador e editor da revista UFO (única sobre ufologia no país), a região do litoral norte de Santa Catarina e litoral paranaense tem certo destaque pelo número de avistamentos. Em Itapoá ele destaca as estradas Cornelsen e a que segue para a Vila da Glória; já no litoral do Paraná os principais relatos estão na travessia da barca de Pontal do Paraná e Paranaguá para a Ilha do Mel. “Já conversei com muitos pilotos das barcas que afirmam que várias vezes já viram objetos estranhos próximos à água ou até mesmo na água”, conta.
Porém, isso não afirma que os OVNIs passam apenas nessas áreas. Gevaerd explica que eles estão em todos os lugares e em qualquer hora do dia. O fato de serem mais avistados nessas regiões pode ser justificado pela iluminação ser mais fraca e pelas próprias pessoas estarem mais predispostas ao avistamento, afinal, onde há mais discussão sobre ufologia, maior é o número de relatos: “você só sabe se tem alguma coisa se as pessoas estão contando”. O mesmo acontece pelo maior número ser durante a noite do que de dia: “eles acontecem o tempo inteiro, mas a noite um ponto de luz, um objeto, chama muito mais atenção”.

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Nave metálica avistada no céu de Curitiba – PR

Mas como eles são? Onde vivem? O que vêm fazer aqui? Essas perguntas são comuns em qualquer discussão sobre o assunto e também podem ser explicadas de forma muito natural, conforme Gevaerd.

Segundo o ufólogo, há mais de 60 anos nós mandamos naves para o espaço, começamos com naves não tripuladas e acabamos até a colocar o pé em outros ambientes. “Neste momento que nós estamos aqui, há dez, 12 máquinas no solo de Marte fazendo buracos, muitas outras na lua e outras em volta de outros planetas tirando fotografias”, fala. Ele explica que, da mesma forma que o ser humano atingiu uma maturidade tecnológica enquanto espécie desse planeta e quer saber o que está fora dele, outras civilizações também querem o mesmo. “Quanto mais tecnológica for a civilização, mais longe e com mais frequência ela vai pra fora da terra”, afirma.

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Ovni avistado nos céus da Amazônia.

E desafia: “Hoje nós conseguimos ir até Marte, mas só isso. E daqui há 100, 200 anos, o que vai acontecer? Com certeza teremos máquinas em outros planetas, com eficiência e mais segurança”.

Essa questão torna-se mais relevante quando descobrimos o número estimado pela ciência de sistemas estelares: 1 com mais 70 zeros atrás. “Então, se você observar o nosso sistema solar, são dez planetas e um tem vida. Se nos outros sistemas um a cada dez planetas tiver vida, ou a cada 100, ou se cada 1 milhão de planetas um tiver vida, ainda assim teremos um número espantoso de outras civilizações”, fala Gevaerd.
Em relação às visitas, o ufólogo explica que, como existem diferentes civilizações, com diferentes níveis de evolução tecnológica, eles têm diferentes objetivos. “Tem aqueles que estão passando por aqui e foram atraídos pelas ondas de ar, já há aqueles que vêm com interesses específicos, como os nossos minerais, nossos recursos biológicos, há outros que estão ligados ao nosso passado, ligados ao surgimento de vida no planeta”, afirma.

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Os objetos, em sua maioria, “surgem na região da capital paranaense e seguem passando pelos municípios de Piraquara, Morretes e Guaratuba no Paraná e posteriormente seguindo até a região de Joinville em Santa Catarina”. Já os objetos que surgem no litoral paulista, na maioria das vezes, seguem costeando o litoral até o norte catarinense.

Segundo ele, todos os povos que já habitaram a terra nos últimos 30 mil anos, entre todas as civilizações, tinham relatos de seres que vinham do espaço, que eles chamavam de deuses. “Até os índios brasileiros tinham um deus que falavam que vinha em uma canoa voadora”, conta.

O ufólogo os compara com os diferentes turistas que frequentam as praias de Itapoá e Guaratuba: são de diferentes fisionomias, diferentes lugares, diferentes culturas e visitam as cidades por diferentes razões.
Sobre o número de tipos ou espécies de extraterrestres, Gevaerd lamenta que a ufologia é muito informal e que não existem bancos de dados, mas recentemente foi lançado o livro Guia da Tipologia Extraterrestre que faz uma catalogação do tipo de seres que já foram avistados. “Alguns pesquisadores falam em torno de 40, outros de 70, mas acredito que são mais de mil tipos que já vieram, vem e ainda virão nos visitar”, fala.
A manifestação desses seres em nosso planeta pode ser classificada em seis categorias, conforme o Centro Brasileiro de Pesquisa de Discos Voadores (CBPDV).

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Nave triangular avistada na Bélgica.

A primeira é chamada de contato imediato de zero grau, onde o contato é a simples observação do objeto durante a noite ou dia. O contato imediato de primeiro grau é quando a observação é realizada a curta distância e se pode definir detalhes do objeto.
Já no contato de segundo grau é possível observar sinais de sua passagem, como vegetação queimada ou marcas no solo, e perceber que provocou perturbações em pessoas e animais.
O contato de terceiro grau ocorre quando é possível observar os tripulantes do objeto, mas sem qualquer comunicação. Quando há uma troca de informação ou comunicação, que pode ser falada, gesticulada ou telepática, ocorre o contato de quarto grau.
Já o quinto grau, e último na classificação, é o mais profundo entre os humanos e extraterrestres: trata-se do ingresso do observador no objeto, voluntariamente ou não. Gevaerd explica que nesta situação a pessoa pode ser convidada a entrar na nave ou ser abduzida contra a sua vontade, “mas nos dois casos são relatadas histórias com experiências riquíssimas”. Todo ano é realizado um fórum de contatados (pessoas que vivenciaram este contato de quinto grau) para troca de informações e experiências.Mas o que se deve fazer quando se avista um OVNI? Gevaerd orienta que a pessoa procure um ufólogo. “De preferência, se você já tiver intenção de vê-lo, ande com uma câmera fotográfica, mas se não for o caso ou não tiver tempo de registrar, é melhor que se fixe ao avistamento e se atente ao maior número de detalhes”, fala. Também, segundo ele, é importante que chame todos que estão perto, reúna o maior número de testemunhas e relate a experiência a um ufólogo.
Luiz Prestes, do Grupo de Pesquisa Ufológica de Santa Catarina, salienta a questão dos detalhes e o contato com o especialista.  Segundo ele, com o céu limpo é possível observarmos muitas coisas entre satélites, estações espaciais, chuva de meteoros e outros tantos fenômenos.  O pesquisador da área consegue diferenciar os fenômenos de OVNIs através de softwares que monitoram o céu e por características descritas, como a direção, coloração e velocidade.

Imagens cedidas pela Revista UFO

Matéria publicada na Revista Giropop Edição 25 Fevereiro/2015

Barra do Saí: A primeira praia de Santa Catarina

 

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Com uma beleza única, a Barra do Saí faz divisa com o município de Guaratuba e dá boas vindas ao estado catarinense. Do outro lado do rio o litoral paranaense continua com o mesmo nome, mas cada praia tem sua particularidade.

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Sem dúvida esta é uma praia eclética: reúne as tradicionais canoas de pescadores com embarcações de esportes náuticos, reúne o verde da mata nativa com a areia branca, a água doce do rio com a salgada do mar. É neste balneário que o rio Saí Mirim, que percorre toda a cidade, desemboca na imensidão azul. Assim, tem lugar para todas as atividades: banho, surfe, jet-ski, barcos, pesca, caiaque ou qualquer outra coisa que se possa imaginar.

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Em virtude disso, este é um dos destinos para aulas práticas de arrais amador, mestre amador e motonauta (jet-ski) da Navegar Cursos Náuticos de Curitiba. Conforme os instrutores, Nelson Cavalaro e Moisés Carvalho de Paiva, este é um ótimo local para ministrar as aulas, especialmente pela versatilidade. “Às vezes subimos o rio, às vezes vamos para alto mar”, conta Nelson, aposentado da marinha.
Para tirar carteira de arrais são necessárias aulas teóricas e 6h de aulas práticas.
Os amigos de infância da capital paranaense já conheciam Itapoá, mas no curso conseguiram perceber ainda mais as belezas naturais que os encantam. A Barra do Saí, segundo eles, tem grandes peculiaridades. Além dos novos encantos, saíram daqui com novos conhecimentos: no rio só se pode andar em baixa velocidade e, para fazer manobras, é preciso estar a 200 m da praia.
Só que a Barra vai além do encontro do rio com o mar. Na praia, por exemplo, as boas ondas para surfe são cartão postal. Por ser mais distante da área central do município, esta praia é mais procurada por veranistas que tem casa ou surfistas. Também, diferente da região central, os pontos de comércio não são tão frequentes. Uma boa dica é o açaí na tigela que pode ser apreciado em dois pontos diferentes: na beira da praia ou na beira do rio, na reserva de manguezal.
Depois do rio Saí Mirim, onde as embarcações de pescadores seguem para o mar, uma praia deserta ainda faz parte do município itapoaense.

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Conforme Carlos José Semtome, presidente da APREMAI e proprietário do Barra do Açaí, muitos surfistas vão até esta praia para aproveitar as boas ondas e, entre as dunas dessa área, visitantes andam de caiaque ou stand up entre a natureza intacta.

Esposa Ranzinza: Moda praia para todos

Fazer moda de uma maneira democrática e inclusiva é o lema de Rachel Santana, de Brasília – DF. Partindo de uma necessidade pessoal, ela desenvolveu uma marca de biquínis e maiôs para tamanhos alternativos. Assim como os corpos não são padronizados, Rachel acredita que as peças também não devem ser. Sua filosofia de trabalho foge dos padrões de beleza e trabalha inclusão, representatividade e empoderamento feminino.

Ana Beatriz

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Rachel Santana, de Brasília é criadora
da marca Esposa Ranzinza.

O interesse de Rachel por moda surgiu logo na infância, através de sua mãe e uma tia que costuravam peças e tinham conhecimento sobre tecidos e aviamentos. Durante certo tempo, ela trabalhou em uma empresa de uniformes profissionais, o que marcou ainda mais seu interesse na área. Recentemente, passou a ter dificuldade de encontrar roupas para o seu corpo. “É muito difícil encontrar peças de tamanhos maiores, pois são poucos modelos e peças mais convencionais”, conta. Essa carência se dá, especialmente, em segmentos mais específicos, como a moda praia, o que fez com que Rachel passasse a produzir suas próprias roupas de banho.

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Há pouco mais de um ano ela criou a “Esposa Ranzinza”, marca de biquínis e maiôs com recortes e estampas retrô, com influências dos anos 40 e 50, para diferentes tipos de corpos. “Meu objetivo foi revolucionar nos tamanhos das peças, considerando e respeitando as diferentes medidas e o fato de que os corpos femininos são bastante assimétricos”, fala Rachel. A ideia da marca deu tão certo que, em seguida, também foram desenvolvidos produtos no segmento infantil e masculino. Outro diferencial da marca são as chamadas linhas “Tal mãe, tal filha” e “Tal pai, tal filho”, onde são vendidos produtos em conjunto para a família.

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Todas as malhas e estampas são escolhidas por Rachel, já as peças são de produção artesanal, confeccionadas manualmente por uma profissional. “Fiz alguns cursos do Sebrae voltados para esta área e realizei inúmeras pesquisas na internet, mas o que mais contribuiu para o amadurecimento do meu trabalho foi o contato direto com clientes e outros comerciantes, especialmente nas feiras realizadas em Brasília, que são um excelente meio de divulgação”, fala. Atualmente, os produtos da marca Esposa Ranzinza podem ser encontrados na loja virtual, redes sociais, feiras e lojas colaborativas.

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Para Rachel, trabalhar com moda inclusiva é um gesto de amor ao próximo. “Seja a mulher magra, gorda, com busto pequeno e quadril largo ou ao contrário, todas podem e devem ir à praia, passear e se sentir bem”, fala. Cada venda é, para ela, sinônimo de superação. A empreendedora recorda que a história de uma menina de oito anos que não encontrava biquíni no seu tamanho e de uma mulher que não achava um modelo que lhe agradasse há dez anos lhe emocionou muito. “É muito prazeroso poder agradar e representar alguém através de uma peça de roupa”, diz.

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Atualmente, o principal público da marca são mães de crianças ou que tiveram filhos recentemente. No entanto, todas são contempladas: jovens, magras, gordas, etc. Esta moda democrática pode ser percebida através das fotos do catálogo da Esposa Ranzinza: “As mulheres não são modelos profissionais e as fotos não foram tratadas no Photoshop ou em algum programa de edição. São minhas amigas, fotografadas para enaltecer a beleza da mulher de verdade”. Para a próxima coleção, ela conta que deseja fotografar modelos gestantes, idosas e que tenham necessidades especiais, para que todas se sintam representadas.

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Apesar de ser uma fonte de renda, o trabalho de Rachel vai muito além do lucro, é uma dose diária de autoestima. “É mais do que crescimento profissional na área do vestuário, como também crescimento pessoal. A cada compra, troco doses de autoestima com minhas clientes”, conta. Para o futuro, ela deseja realizar feiras da marca no estado de São Paulo, onde se concentra seu maior número de clientes, e também vender peças durante um tour no sul do Brasil. Por onde passar, deseja que seus biquínis, maiôs e sungas deixem uma mensagem: “Seja feliz com o corpo que você tem”.

Quer conhecer mais?
Site http://www.esposaranzinza.com.br
Instagram @esposaranzinza
Face /esposaranzinza.

Conheça e saiba como exigir seus direitos de consumidor (a)

Completou 26 anos no dia 11 de setembro, o Código de Defesa do Consumidor foi o último grande acontecimento que trouxe, oficialmente, grandes benefícios ao consumidor brasileiro. Lembrando esta data, entrevistamos o Dr. Izaque Goes, advogado há 22 anos, em Itapoá, que tirou algumas dúvidas sobre os direitos do consumidor em situações ocasionais e falou sobre alguns procedimentos que garantem o direito aos consumidores que se sentem prejudicados.

Ana Beatriz

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O advogado Izaque Goes, de Itapoá, tira dúvidas sobre o direito do consumidor em situações ocasionais.

Muitos são os problemas decorrentes da relação de consumo. Segundo Dr. Izaque, uma das reclamações mais rotineiras ocorre no setor de telefonia, como planos vendidos em pacotes que, normalmente, não são fornecidos pelas operadoras. “Alterações de planos, com promessa de ser mais vantajosos para os consumidores, também costumam terminar em reclamações, pois, geralmente, ao invés de diminuir as mensalidades, os custos acabam sendo elevados a partir dos meses subsequentes”, fala. Para isso, ele aconselha evitar contratar ou alterar contratos através do serviço de telemarketing. “A dica é fazer sempre por escrito, preferencialmente por e-mail, deixando tudo registrado, para poder cobrar posteriormente que a operadora cumpra com o prometido”, explica o advogado.
Uma das principais dúvidas dos consumidores é sobre a troca de produtos comprados pela internet ou por telefone – o chamado direito de arrependimento ou direito de reflexão. “Ao prever essa possibilidade, o Código de Defesa do Consumidor busca dar ao indivíduo que comprou um bem sem ter contato físico com ele, a oportunidade de conhecer o produto pessoalmente e analisar se é realmente o que esperava ao ver fotos, ler ou escutar sobre ele”, conta Dr. Izaque. Para fazer essa análise e decidir se ficará ou não com o produto, ele explica que o consumidor tem até sete dias, a contar da assinatura do contrato ou da entrega do produto ou serviço em seu domicílio, podendo ele escolher a opção que lhe for mais benéfica. O advogado ainda ressalta: “Para exercer o direito de arrependimento, o consumidor não precisa dar nenhuma justificativa e não é necessário que o produto apresente defeito ou contenha falha no serviço. Basta a insatisfação ou o arrependimento”.
Muitas perguntas também estão relacionadas a cartões de crédito. No caso de receber um cartão de crédito que não foi solicitado, o advogado recomenda que a pessoa o devolva para a instituição financeira que o emitiu. “Importante fazer essa devolução em forma de notificação extrajudicial, protocolada pessoalmente no escritório ou agência do emitente, quando houver na cidade, ou enviar pelos Correios com carta registrada e aviso de recebimento, mantendo em arquivo uma cópia da notificação e do aviso”, explica.
Para ressarcir o dinheiro de compras realizadas pelo cartão de crédito, se a compra não foi realizada pelo titular do cartão, o advogado fala que “o consumidor pode formalizar a contestação do lançamento junto ao banco ou financeiro responsável pela administração, a qual deve suspender a cobrança e investigar eventual fraude (clonagem de cartões, por exemplo) e o valor deverá ser estornado na fatura seguinte”. Caso o cliente já tenha efetuado o pagamento, ele explica que o banco deverá creditar o valor contestado em sua próxima fatura. “Havendo recusa pelo banco ou financeira, o consumidor pode ajuizar ação pleiteando a declaração de inexistência de obrigação”, conclui.
Com relação aos problemas causados por serviços bancários, como taxas abusivas e cobranças indevidas, Dr. Izaque aconselha: “Num primeiro momento, o consumidor deve reclamar diretamente com o gerente responsável pela sua conta. Não havendo solução, pode formalizar uma reclamação junto ao Banco Central, Procon e também na via judicial, onde poderá cobrar a devolução dos valores pagos indevidamente, considerados abusivos”.
Se o consumidor pagar a dívida, mas o banco não retirar seu nome do Serasa, ele também possui seus direitos. Segundo o advogado, a manutenção da restrição negativa após o pagamento da dívida pode caracterizar abuso ou negligência por parte da empresa responsável. “Nesses casos, o consumidor pode ingressar com ação na justiça para suspender liminarmente o cadastro negativo e limpar seu nome, e também pedir uma indenização pelos danos morais”, fala. Para ter direito à reparação pelos danos morais, o profissional frisa que é importante que a pessoa não possua outras restrições negativas apontadas, pois se houver, o Juiz poderá negar a indenização ou fixar o valor em montante inexpressivo.
Atualmente, o consumidor conta com inúmeros canais de informação para acessar seus direitos. “O principal e mais acessível é a própria internet, onde ele poderá encontrar toda a legislação, jurisprudência de todos os principais tribunais brasileiros, além dos canais de reclamação, órgãos de defesa do consumidor, etc.”, explica Dr. Izaque. Ele ainda ressalta a importância de consultar um advogado, que dará as orientações sobre qual o melhor caminho que o consumidor poderá optar para satisfação ou reparação do direito lesado. De acordo com ele, quando se tratar de lesão coletiva, ou seja, para um determinado grupo de consumidor, o Ministério Público também pode ser consultado.

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O advogado Izaque Goes, de Itapoá, tira dúvidas sobre o direito do consumidor em situações ocasionais.

Dicas para uma compra consciente
Muitas vezes, o consumidor é vítima de abusos por parte do fornecedor de produtos ou serviços e deixa de defender seus direitos por desconhecer a proteção a esses direitos pelo Código de Defesa do Consumidor ou por tomar certos descuidos no ato de consumo ou negociação.
Em Itapoá, a arquiteta Andrea Choma já passou por diversas experiências negativas enquanto consumidora, como golpes de empresas de telefonia, de internet, lojas, entre outros. “Em todas as situações, busquei meus direitos consultando um advogado e o Juizado de Pequenas Causas”, conta ela que, inclusive, ganhou essas causas na justiça. “Não o fiz por questões financeiras, mas para servir de exemplo que nós, consumidores, temos direitos garantidos por leis e estamos atentos a essas falcatruas”, conclui.
Hoje, ao efetuar uma compra ou entrar em contato com qualquer empresa ou órgão, Andrea toma algumas medidas de precaução que, segundo ela, evitam possíveis problemas. Confira seis dicas simples e úteis dadas pela consumidora:

Pesquise antes de  ir às compras
Antes de adquirir um produto, Andrea aconselha uma boa pesquisa pela internet, que pode ser realizada no seu buscador de preferência e também no site do Reclame Aqui. “Um produto de qualidade geralmente tem menos reclamações e alguns sites, como o Mercado Livre, oferecem selo de vendedor qualificado para lhe assegurar”, diz. Ela também ressalta a importância de qualificar a venda e o produto após a compra, para que outros consumidores se sintam seguros.

Registre todas as informações
Durante uma venda ou negociação por telefone, Andrea fala que um bloco de anotações e uma caneta devem estar sempre por perto e todos os contatos devem ser registrados, como o nome do atendente, data e horário da ligação, número do protocolo, etc. “Ao pedir uma informação, o ideal é que ela seja passada por escrito ou através do e-mail, para que fique registrada”, aconselha.

Exija comprovante fiscal
Diferente do que muitos consumidores pensam, o comprovante fiscal é mais do que um simples pedaço de papel. Com ele, você assegura seus direitos em caso de reclamação, ajuda a combater a sonegação, a gerar empregos, impostos, além de facilitar o controle das suas próprias contas. A dica de Andrea é que a nota fiscal seja sempre exigida e guardada: “Se houver algum defeito, ela prova o lugar e a data em que você comprou o produto”.

Esteja atento aos detalhes dos documentos
Outras dicas fornecidas pela consumidora são: Ler os contratos antes de assinar, observar os valores descontados na fatura antes de efetuar o pagamento e, quando for adquirir um serviço, pedir um orçamento detalhado.

Conheça (e exija) seus direitos
Nota fiscal, termo de garantia, cumprimento de prazos, controle de validade, selos de certificação, boa qualidade e bom atendimento são itens pelos quais você paga e, portanto, devem ser exigidos. Com base em sua experiência, Andrea aconselha que todo consumidor consulte o Juizado de Pequenas
Causas, no Fórum, e leia o Código de Defesa do Consumidor pelo menos uma vez.

Tente resolver tudo amigável e formalmente
“É preciso evitar as situações em que o nervoso toma conta – o estresse não vale a pena e dificulta a solução do problema”, fala Andrea. É importante que o consumidor esteja com tempo disponível e que o contato seja feito com calma e clareza, para que não sobre qualquer dúvida sobre as demandas do consumidor.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 44 – Setembro 2016

Ighor Zakaluk: A paixão e a importância de lecionar biologia

No dia 3 de setembro é comemorado o Dia do Biólogo. A área de atuação deste profissional é bem ampla, podendo atuar dentro de empresas com laudos ambientais, pesquisas para indústrias, análises, parques ecológicos, preservação de animais, projetos ambientais, na educação, como professor, entre outras ramificações. Contemplando os profissionais desta área, entrevistamos Ighor Zakaluk, professor de biologia na Escola Estadual Nereu Ramos, em Itapoá. Para ele, o importante é ter consciência que, assim como toda profissão, é necessário muita dedicação.

Ana Beatriz

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Ighor nasceu em Campo Mourão, no Paraná, mas cresceu em Palmital, região centro-oeste do estado. Desde criança, ele conta que sempre teve interesse na área de ciências, se empolgava com reações químicas, físicas e em conhecer os seres vivos. “Alguns colegas de séries mais avançadas sempre tentavam inventar alguma coisa, e minha curiosidade aumentava. Além, é claro, da feira de ciências que a escola promovia, ficava muito empolgado”, recorda. Isso o motivou a cursar a faculdade de Ciências Biológicas, em Ivaiporã-PR. Em 1999, ainda frequentando o último ano de faculdade, Ighor se mudou para Itapoá e viajava até Ivaiporã para completar os estudos.
Já no município litorâneo, o professor começou lecionando na Escola Municipal João Monteiro Cabral, onde trabalhou em 1999 e 2000. Também em 1999, trabalhou no supletivo, na época na Escola Municipal Frei Valentim. Ele começou na Escola Estadual Nereu Ramos em 2000 e, dois anos depois, se tornou efetivo. Atualmente, leciona apenas ao Ensino Médio, mas já trabalhou com turmas de ciências. Junto com alguns professores, neste ano iniciou um cursinho pré-vestibular e para o ENEM, o “Super Ação”.

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Ighor costuma dizer a seus alunos que a biologia significa o estudo da vida, ou seja, que ela explica muito do dia a dia e da vida de cada pessoa.
“É através deste estudo que entendemos o motivo e a importância de alimentos específicos, o que é alimentação saudável, como certos medicamentos agem em nosso corpo, entre outros. Também conhecemos a vida que nos cerca, nas diferentes formas, tanto animais e vegetais, quanto outros grupos como os fungos, bactérias e vírus, os quais muitas vezes pensamos que só existem para causar problemas, mas, sem eles o planeta como conhecemos não seria possível”, explica. Ainda de acordo com o processor, é com este conhecimento que entendemos a necessidade de respeitar o ambiente e as formas de vida que interagem com a sociedade.
Para compreensão desses conhecimentos, Ighor utiliza métodos práticos, como projetos, maquetes, experimentos e pesquisas, a fim de deixar a aula de biologia mais dinâmica e interessante.
“É uma disciplina que contém vários ‘nomes complicados’, como dizem alguns alunos, portanto, ficar apenas na teoria, cansaria muito. Também em conversa com alguns ex-alunos, soube que alguns desses trabalhos foram úteis na faculdade, pois também foram cursar biologia, e outros concordaram que algumas das técnicas vistas em sala os ajudaram nas pesquisas da faculdade ou de cursos técnicos”, conta.
Os projetos e pesquisas desenvolvidos pelo professor Ighor também têm como base outras especializações que ele fez: Ecoturismo e Mídias na Educação.
Nesta era tecnológica, ele afirma que é preciso saber usar diferentes ferramentas, e que a biologia permite isso. “Como, por exemplo, imagens melhores de parte da célula ou do corpo que antes não eram possíveis; trabalhos e pesquisas com recursos tecnológicos, como produção de filmes, áudios, slides, etc.”, diz. Para o professor, a facilidade de acesso à informação também contribui.
“Quando o aluno encontra alguma reportagem e traz para discutir na aula, ajuda no melhor entendimento do conteúdo. Mas é preciso ficar alerta, pois muitas informações são incorretas, sendo preciso ensina-los a interpretar e reconhecer”, explica.
Hoje, aos 38 anos, casado, Ighor se define como um profissional que está para fazer a diferença, tanto na área da educação quanto na área da biologia. “Através da educação, a biologia pode ajudar as pessoas a serem melhores na vida e ver o ambiente que vivem como parte integrante da sociedade”, afirma. À medida que começou a lecionar, vendo o resultado dos trabalhos, o empenho de muitos alunos e suas conquistas no ENEM e no vestibular, ele conta que seu interesse pela profissão se reforçou.
“Hoje, cada vez que encontro um ex-aluno e ainda sou chamado de professor, é um incentivo a mais, pois sei que em algum momento pude fazer a diferença, em sua vida profissional, acadêmica ou também social”, conclui. Para o professor Ighor, isso tudo é o que deixa a paixão pela profissão continuar acesa.

Matéria publicada na Revista Giropop – Edição 44 – Setembro/2016

Está nas mãos, nas telas e nos celulares. Revista mensal, com conteúdo próprio e distribuição gratuita