Escola Gees apresentou mais uma edição da Feciarte

Com os temas “De onde vem? e Como se faz?”, a Escola Gees apresentou no sábado (21) uma diversidade de exposições. Mais uma vez, a Feira de Ciências, Artes e Tecnologia foi um grande sucesso, marcada, principalmente, por muita criatividade e conhecimento. A feira envolveu toda a escola e todas as turmas abrilhantaram o dia com suas apresentações.
As turmas da educação infantil fizeram uma exposição de todos os trabalhos realizados durante o ano e, cada turma do ensino fundamental, apresentou um tema diferente, o qual foi tema de muita pesquisa e debate de forma interdisciplinar.

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“A casa do morro”: modernidade e estilo em meio à natureza

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Em Itapoá-SC, o casal Marco Melo e Ivo Salvador mora em uma casa situada em cima do morro, o que atrai a curiosidade de muitos itapoaenses.

Todo mundo deseja ter a “casa dos sonhos”. E, ainda que este conceito varie de pessoa para pessoa, uma coisa é certa: toda casa diz muito sobre as pessoas que nela residem, seus gostos e estilos.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Na residência, todo amanhecer e entardecer são espetáculos à parte.

Tudo começou em Londrina-PR, nos tempos da faculdade, quando Marco, que cursava Marketing e Propaganda, e Ivo, que cursava Farmácia, se conheceram através de amigos em comum. Quando começaram a namorar, alugaram uma pequena casa de madeira. “Apesar de ser relativamente simples, adorávamos decorá-la e deixa-la aconchegante para receber nossos amigos”, recordam. Durante anos, o casal também gerenciou um bar, em São Simão-SP, cujo slogan era “o bar feito à mão”, uma vez que também gostavam de decorar, pintar e criar objetos para o ambiente. Já com planos de se mudar para uma cidade litorânea, decidiram passar as férias na casa de veraneio da família de Marco, em Itapoá – lugar que frequentavam há anos.

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Piscina infinita: uma grande inovação para o projeto feito nos anos 2000.

A casa, em questão, foi construída em 2002 pelo pai de Marco (hoje, já falecido), em um terreno de 37 alqueires, sob um morro, em Itapoá, com o objetivo de que toda a família pudesse usufruir do espaço durante as férias. Para o projeto, ele contratou o renomado arquiteto londrinense Álvaro Côrtes, cujos trabalhos são caracterizados pelo conforto estético, que traduzem contemporaneidade (para conhecer melhor, visite o Instagram do arquiteto: @cortes.arquitetura). Na elaboração do projeto da casa, Marco pediu poucas paredes e contribuiu para a escolha dos móveis.

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Para o projeto, ele contratou o renomado arquiteto londrinense Álvaro Côrtes
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Na companhia dos seus cães Baco, Alecrim, Jobim e Toruk

Aliado aos desejos de Marco, seus pais e irmãos, Álvaro Côrtes projetou um sobrado com pé-direito alto, onde os quartos dos familiares ficassem no piso superior, e os quartos dos visitantes no piso inferior, entre outras especificações, como sauna, sala de jogos, mirante, piscina infinita, lareira, fogão à lenha, churrasqueira integrada à cozinha, piso de cimento que imita pedra (uma das inovações da época), entre outros – um projeto bastante moderno, especialmente porque foi elaborado por volta dos anos 2000 e executado em 2002.

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No entanto, quando Marco e Ivo decidiram passar as férias na casa, em 2010, a mesma estava abandonada e o mato havia tomado conta de boa parte do terreno. “A situação era crítica e, então, começamos a cortar a grama, fazer um jardim, limpar e lavar a casa”, lembram. Eles ainda não sabiam, mas estavam começando a dar vida ao lugar que, mais tarde, chamariam de lar.

Transformando a casa em lar

         Desde sempre, o pai de Marco desejou que aquela propriedade fosse otimizada para gerar renda. Já familiarizados com o município de Itapoá, Marco e Ivo decidiram ali morar. Como se tratava de uma casa de veraneio, anteriormente, a família não costumava sentir as reais necessidades reais de um morador. “Aos poucos, fomos percebendo pequenas coisas e alterando tecidos, móveis e até salas de lugar. Também, a casa foi ficando mais limpa e bonita, pois estávamos nela dia após dia, cuidando como se fosse nossa”, diz Ivo. A organização e decoração também recebeu influência de conceitos energéticos, como o Feng Shui.        

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Adepto à prática do “faça você mesmo”, cada cantinho passou a ter o toque do casal: a área verde ficou ainda mais preservada e ganhou jardim, horta, gazebo para as plantas, orquidário e pomares. No quintal, Marco e Ivo plantaram carambolas, pêssegos, jabuticabas, acerolas, kiwis, lichias, abacaxis, ameixas, diversos tipos de limão e de laranja, entre outras frutas. Já para as plantas, deram preferência às de corte ornamental, para colher e decorar a residência. Toda a água utilizada na casa é reaproveitada de um poço, que fica localizado dentro do terreno. Simpatizantes do conceito de autossuficiência, o casal também passou a cultivar abelhas e colher seu próprio mel.

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Marco, que é designer de joias possui um ateliê em casa, onde encontra a própria inspiração.

Contudo, apesar do espaço amplo, arquitetura e decoração moderna, e jardim exuberante, o que mais cativa o casal e, também, os visitantes da casa, é o fato de estar localizada em cima de um morro, em um terreno rico em área verde. “Aproveitamos a energia revigorante do lugar para criar um oratório de meditação e oração”, conta Marco, que é designer de joias e possui um ateliê em casa, onde encontra a própria inspiração. Do mirante, tem-se uma vista privilegiada do município de Itapoá, praias e montanhas. Segundo os dois, cada amanhecer e entardecer na casa são espetáculos à parte – tudo, ao som dos pássaros e das árvores.

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Cozinhar: uma das atividades favoritas do casal. 

     Além de meditar, contemplar a paisagem, cultivar plantas e o mel das abelhas, na residência, Marco e Ivo gostam de cozinhar, curtir seus cães Toruk, Jobim, Baco e Alecrim, fazer festas e jantas para receber os amigos, e aprender coisas novas, seja uma nova meditação, um novo método para cultivar as plantas ou uma nova receita de cozinha.

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Vale ressaltar que o casal de caseiros Flávio e Ana também é fundamental para a organização e limpeza da casa. “Eles são nosso braço direito e nós os consideramos como membros da família, prezando muito por sua qualidade de vida”, contam Marco e Ivo, que também já realizaram benfeitorias na casa dos caseiros. Eles acreditam que a gratidão e o amor são capazes de transformar tudo, e foi assim que transformam a casa em lar.

A verdadeira “casa dos sonhos”

         Apesar de residir em uma casa que é o sonho de muitas pessoas, o casal ainda planeja construir a sua própria casa, dentro do mesmo terreno. “Somos muito felizes em morar aqui, mas entendemos que essa é a casa de toda a família, que costuma vir para cá toda temporada. Não que isso seja ruim, mas tudo que aqui está foi sonhado por meu pai, e desejamos ter uma casa onde os nossos sonhos estejam projetados em cada detalhe”, explica Marco.

         Eles pretendem construir uma casa parecida com a residência onde moram, só que um pouco menor, também com o arquiteto Álvaro Côrtes. Detalham: “Sonhamos com um loft e um pé-direito alto; muitas plantas no interior da casa e uma área externa com muito jardim; alguns chalés na área externa, para que as visitas fiquem hospedadas com privacidade; uma cozinha que comece dentro da casa e termine na área externa, próxima à piscina, para que as visitas também possam compartilhar dela; um espaço semelhante a um pet shop, para que possamos higienizar os cães; também queremos que a casa seja autossuficiente em termos de energia e água, ente outros. Mas, nosso principal desejo é que seja um lugar acolhedor, onde possamos receber nossos amigos com frequência e todos se sintam bem. Porém, este é um projeto para ser executado ao longo prazo”.

         Enquanto ele não se concretiza, Marco e Ivo, casados há mais de dez anos, discutem ideias, executam outros planos, como, por exemplo, cultivar cogumelos comestíveis – algo que vêm buscando viabilizar –, e vivem bons momentos na popular “casa do morro”, que desperta a curiosidade de tantos itapoaenses, sempre aprendendo e desfrutando de bons momentos na companhia dos amigos, dos cães e da natureza.

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Natureza, rusticidade, família e memórias

Falar da casa de Ilva Poitevin de Aguiar é falar de sonhos e memórias. O lugar, chamado “Rancho Crioulo”, conta a história de Ilva e José Luiz Vizcaychipi de Aguiar, o Zeca, seu falecido esposo, que adorava dar vida a peças de engenho, tudo “à base da machadada”.
Hoje, com o crescimento do município de Itapoá, o terreno está cercado de empresas portuárias, containers e caminhões, mas, ainda assim, a localização é privilegiada pela imensidão verde da natureza e o canto dos pássaros – o que faz da casa de Ilva uma verdadeira “casa dos sonhos”.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Em cada detalhe, as peças de engenho compõe a rusticidade do ambiente. Ilva e presa de farinha de mandioca, outra peça que carrega memórias.

Ilva, de Curitiba-PR, e José, de Itaqui-RS, se conheceram quando ela tinha 13 anos de idade e, ele, 16. Quatro anos depois, noivaram e, passados dois anos, se casaram. Já vivendo no município litorâneo do norte catarinense, moravam em uma casa próximo à praia, na região do Continental. “Mas o Zeca não gostava muito do mar. Como um bom gaúcho, ele adorava cavalos e seu desejo era morar num lugar onde pudesse estar junto dos animais”, recorda Ilva. Certo dia, ela o flagrou fazendo o desenho de uma casa, o que seriam os primeiros esboços do chamado Rancho Crioulo, projetado e tão sonhado por José.

Há cerca de quarenta anos, o casal comprou um terreno amplo, localizado na região da Jaca, em Itapoá e, lá, construiu o rancho. Apenas uma pequena parte da área verde foi desmatada, para que José criasse seus cavalos. No início de tudo, Ilva lembra que a casa era pequena e que chegaram a manter até oitenta cavalos. “Como era uma época tranquila, não precisávamos de portão, alarmes ou caseiros. Tínhamos apenas cercas, por causa dos animais”, diz.

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Acima, quando a casa ficou coberta pelas plantas e, abaixo, os cavalos no rancho de antigamente.

Mas as peculiaridades do rancho vão muito além da área externa, passando pela decoração da casa. Segundo Ilva, é possível contar nos dedos de uma mão quantos móveis foram comprados, pois a maioria deles era criada por José “à base da machadada”. Ela recorda que, em suas andanças, ele costumava visitar engenhos de farinha e garimpar peças de madeira. Em seguida, projetava as ideias e, com a ajuda dos peões, executava bancos, janelas, mesas e afins. Em uma tela, Ilva, que é artista plástica, pintou um antigo engenho, localizado no Saí Mirim, e explica a história por trás da pintura: “Este engenho estava desativado e o Zeca comprou a maioria de suas peças. Ele e os peões tiveram de passar por um rio de pedras, enquanto os bois traziam as peças e, depois, as colocaram em um caminhão para, enfim, trazê-las para casa”.

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Ilva Poitevin de Aguiar e uma de suas pinturas que conta a história de sua casa, o “Rancho Crioulo”.

Por todo o lugar, há criações de José: de uma árvore foi feito o sofá, de outra foram criados os bancos, de um tronco nasceu a mesa, e o mesmo aconteceu com a prensa de farinha de mandioca, a cabeceira da cama, a moldura do espelho do banheiro, o lustre, as fechaduras das portas e janelas, entre outros – tudo, criado manualmente com madeira de peças de engenho, de cerca de quarenta anos há atrás e que, hoje, permanece intacta. A casa também conta com algumas antiguidades, como o relógio da avó de Ilva e a radiola da mãe de José que, depois de cem anos, ainda funciona.

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A casa do rancho foi criada, projetada e sonhada pelo falecido José Luiz Vizcaychipi de Aguiar.

Com o crescimento do município, parte do terreno da família foi vendida para o Porto Itapoá e a APM Terminals. Mas Ilva garante que, mesmo com avanços, como as ruas pavimentadas, o rancho ainda preserva suas principais características: a paz e o contato com a natureza. Hoje, no terreno, está a casa de Ilva, seu ateliê, garagem, área de lazer, a casa de um de seus filhos e, também, a casa do caseiro.

O lugar também serve de lar para onze cavalos, cachorros, gralhas, garças e pássaros, como tiê-sangue e sabiá. Ela também conta que, todo verão, as andorinhas migram para a lareira de sua casa, onde criam seus filhotes. “Neste inverno, que não fez tanto frio, elas ainda não foram embora. Todo final de tarde, fazem uma revoada e se revezam para fazer os ninhos. É muito bonito de se ver”, diz Ilva, que abdicou gentilmente de sua lareira para as andorinhas.

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Todo verão, as andorinhas migram para
a lareira da casa, onde criam seus filhotes.

Juntos, ela e José tiveram três filhos e quatro netos que, hoje, dão continuidade aos bons momentos vividos no Rancho Crioulo. “Procuramos manter a tradição dos almoços em família. Meus netos amam os animais e acho importante que eles valorizem o contato com a natureza e preservem isso em sua essência”, fala Ilva. Com 76 anos de idade e muitas histórias para contar, ela está escrevendo dois livros: o primeiro, sobre sua trajetória artística, que será lançado em breve e, o segundo, sobre sua história com José e a construção da família, para servir de legado às futuras gerações. Para ela, o conceito de “casa dos sonhos” está ligado à rusticidade, ao cheiro do verde da natureza, às raízes e, é claro, à família.

À beira-mar, casa reúne cultura, decoração e amor

A casa da Grazzi (Grazziella Debbané) e do Álvaro (José Álvaro de Aguiar), na Figueira do Pontal, é o sonho de qualquer um apaixonado por mar. Nela, o quintal é a praia.Transformando um sobrado simples em um recanto adorável, cercado de amor e objetos trazidos de suas viagens, a casa ajardinada marrom, debruçada na praia, mistura com graça sotaques de muitos lugares.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Ainda morava em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando conheceu Álvaro, no iate clube de Vitória-ES, há 16 anos. “Foi amor à primeira vista e, desde então, nunca mais nos separamos”. O ano era 2001 e, por conta do trabalho de Álvaro, o casal veio residir no sul do Brasil. “Chegamos a pensar em morar em Curitiba, onde o pai de Álvaro (hoje, falecido) tinha uma grande casa”. Mas, após conhecer essa pequena casinha plantada na areia da praia, na frente de uma enorme figueira (que deu nome ao bairro) centenária, também da família, Grazzi não pensou duas vezes: “A localização é fantástica, cheia de verde, barcos, pescadores e pássaros. Com um pouco de trabalho e carinho, posso transformar esse lugar num palácio!”, lembra.

Em cada canto, há uma composição que surpreende e objetos trazidos de diferentes lugares do mundo, como Indonésia, África China e Egito. Tapeçaria, velas, telas e almofadas são algumas das paixões de Grazzi.

Construída há quarenta anos para ser alugada durante as temporadas, a pequena casa, aos poucos, foi ganhando vida nova, com varandas envidraçadas generosas abertas para decks de madeira espalhados, simpáticas cerquinhas de eucalipto autoclavado e jardins que misturam bromélias, pitas, orquídeas a aroeiras, abacateiros, limoeiros, pitangueiras e bananeiras.

Desbravadores natos, Álvaro e Grazziella são viciados em viagem e não se cansam de descobrir encantos espalhados mundo afora. Arquitetura, culinária, artesanato: tudo é motivo para novos roteiros, o que acabou virando trabalho, já que Grazzi se especializou em trazer objetos de decoração expostos e vendidos em bazares anuais em diversas cidades. “Guardei para mim um pouquinho de cada lugar e simplesmente uso tudo sem medo, tecidos da Indonésia, máscaras e cestas da África, tapetes do Oriente Médio, laca da China, toalhas do Egito (…) tudo junto e misturado na hora de enfeitar a casa!”, confessa.

         O sobrado, que possui 70 m² de área, é bastante compacto e o andar de cima, onde ficam a suíte e o quarto do casal, possui uma vista incrível para o mar. Porém, o canto favorito do casal é a cozinha, americana, aberta para a pequena sala e varanda, onde testam receitas trazidas do mundo todo. Além das viagens e receitas culinárias, também adoram receber os amigos em casa. “Em poucos minutos, acendo velas, espalho almofadas e tapetes pelo deck, e o lugar se transforma, vira palco, festa”, conta ela.

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O cantinho preferido de Grazzi e Álvaro é a cozinha, onde testam receitas culinárias do mundo todo e preparam almoços e jantares para os amigos.

Na área externa, Grazzi também tem uma horta. Devido às ressacas, seu jardim pede manutenção constante, pois, volta e meia, o mar sobe e destrói tudo: “vou lá e refaço de novo e de novo, com amor e prazer”. Na parte de trás, onde fica um quintal enorme, cheio de fruteiras, a grande figueira, e até um galinheiro, está a casinha também marrom de hóspedes que, apesar de estar separada da casa da frente por uma rua, mantém o mesmo clima e é devorada com os mesmos objetos trazidos de viagens.

         Para Álvaro, a esposa tem o dom de transformar os espaços. “Nossa casa é um lugar incrível, de onde observamos o nascer e o pôr do sol, o reflexo da lua no mar, as garças e o ‘entra e sai’ dos barcos. Mas ela consegue deixar tudo melhor, com sua sensibilidade e talento”, fala. Gastando quase nada, a simples “casa à beira-mar” se tornou uma “casa à beira-mar, com plantas, cores, animais, cômodos práticos e compactos, e decoração calcada em cultura”.

         Hoje, quando está em terra firme, o casal vive na companhia dos seus cães Pretinho Aguiar e Meg Ryan Debbané, suas dez galinhas e afirma: “mesmo sendo uma casa relativamente pequena, não a trocamos por nenhuma outra no mundo”. De acordo com eles, o único lugar que se compara e divide seus corações é o seu “Caracol”, onde costumam passar meses e meses velejando. Mas, obviamente, sendo seu, reflete também sua paixão por decoração: compram objetos em todos os cantos por onde passam. “Nosso barco não é um barco comum e é decorado exatamente como nossa casa”, terminam.

Empreendimentos de alto padrão à beira-mar de Itapoá

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Gerson Grassi, Sergio Grassi, Alisson Grassi e André Zappelini,
sócios da Grassi e Zappelini Empreendimentos.

“Itapoá é a nossa praia” – este é o lema e a identidade da Grassi Zappelini Empreendimentos, empresa com mais de dez anos de expertise na área de construção civil e pioneira na construção, incorporação e gerenciamento de obras de alto padrão em Itapoá. Para saber mais sobre a empresa e seus lançamentos, conversamos com Sergio Rodrigo Grassi, um dos sócios da Grassi Zappelini Empreendimentos. Juntos, ele e os demais sócios André Zappelini, Alisson Grassi e Gerson Grassi, trabalham para ser referência em Itapoá e realizar obras com excelência, que satisfaçam e contribuam para a qualidade de vida de seus clientes.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Os quatro sócios e seus colaboradores Binho e Chirley, em frente ao Espelho D’água Residence, uma das principais obras assinadas pela empresa.

Giropop: Qual o diferencial da Grassi Zappelini Empreendimentos sob as demais empresas na área?

Sergio Grassi: Somos uma construtora e incorporadora de imóveis, e realizamos gerenciamentos de obras, com foco na construção de imóveis de médio a alto padrão à beira-mar. Também somos precursores de um conceito de imóvel que Itapoá não tinha. Prezamos por qualidade, desde a fundação ao acabamento final, e pelo relacionamento com nossos clientes.

Giropop: Em média, quantas obras vocês concluíram no município? Têm alguma delas como referência?

Sergio Grassi: Foram mais de 70 obras concluídas nos últimos dez anos, em Itapoá, de diversas características, como residências unifamiliares de alto padrão, prédios residenciais e comerciais, e obras públicas de galerias de águas pluviais, escolas e auditórios. Como referência, podemos citar o Espelho D’água Residence e o Ilha do Sol Residence, ambos construídos na Beira Mar 3, em Itapema do Norte.

Giropop: Fale um pouco sobre a equipe de execução da Grassi Zappelini Empreendimentos.

Sergio Grassi: Atualmente, nossa equipe é composta por doze funcionários que trabalham diretamente conosco, além de diversos prestadores de serviços. Toda a equipe de execução é treinada e com larga experiência na realização dos diversos serviços que compõem todo o processo construtivo. Temos buscado colaborar ao máximo dentro de uma cadeia que emprega muitas pessoas.

Giropop: Ao executar uma obra, o que vocês costumam priorizar?

Sergio Grassi: A exigência por profissionalismo dentro do segmento da construção civil é crescente. Por isso, todos os processos que envolvem a realização de um empreendimento são muito importantes, como, por exemplo, a minimização dos desperdícios, prevenção de acidentes, otimização de recursos, qualidade de execução e, acima de tudo, compromisso e respeito com nossos clientes e colaboradores.

Giropop: Qual o perfil dos clientes da Grassi Zappelini Empreendimentos?

Sergio Grassi: Nosso perfil de clientes se concentra, especialmente, em famílias de moradores e veranistas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, que buscam qualidade de vida no litoral.

Giropop: Atualmente, vocês têm unidades disponíveis para venda nos empreendimentos à beira-mar?

Sergio Grassi: Nosso lançamento mais recente foi o Ilha do Sol Residence, que, felizmente, está com apenas uma última unidade à venda. O foco, agora, está no Quinta Poá, localizado na Rua 1500, no Balneário Itapoá, e no lançamento do próximo empreendimento, o Tamarindo Residence, localizado na Beira Mar 3, em Itapema do Norte. Todas as unidades serão de frente para o mar, com três quartos, suíte, ampla varanda, elevador, espaço gourmet, duas vagas de garagem, entre outros diferenciais. As obras já iniciaram e o lançamento oficial das mesmas está previsto para este mês de setembro.

Giropop: Vocês acreditam que o mercado de imóveis vem sendo cada vez mais valorizado em nosso município?

Sergio Grassi: Com certeza. Apesar de o cenário econômico nacional não estar favorável, Itapoá é um excelente lugar para se investir o ano todo, pois o município tem um potencial enorme e ainda será muito mais valorizado.

Giropop: O que vocês gostariam de dizer aos seus clientes e futuros clientes?

Sergio Grassi: Gostaríamos de dizer a todos, clientes e não clientes, que amamos Itapoá e sempre acreditamos nela. Não estamos aqui apenas para construir belos imóveis, mas para colaborar em construir um município melhor. Ademais, não desejamos apenas valorizar bens materiais, mas, também, valorizar pessoas, com compromisso, respeito, empenho, transparência e ética.

Para saber mais sobre o trabalho e lançamentos da Grassi Zappelini Empreendimentos, ligue para (47) 3443-6064. A empresa fica localizada em imóvel próprio na Avenida Celso Ramos, número 560, no Balneário Cambijú.

Famílias de veranistas realizam juntos o sonho da casa na praia

Para alguns, comprar um terreno em sociedade com os amigos pode parecer loucura, já para outros, um sonho ou, até mesmo, “coisa de filme” – mas foi o que fizeram Lucilei Veronez de Souza e Luciano Santos de Souza, de Curitiba-PR.
Turistas de Itapoá de longa data, eles e outros casais de familiares e amigos compartilhavam do mesmo sonho: ter uma casa de veraneio na praia. Assim sendo, se uniram para comprar um terreno em sociedade e, cada um deles, ter o seu próprio canto.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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A família da Regina, do Marcelo, da Andressa e do Diogo. Ao lado, a família da Luana , da Lucilei, da Lucilei e do Luciano. Em seguida, a família de Thais, Dulcinéia, Jandir e Allan. E, mais à direita, a família de Matheus, Laura, Enzo, Silvane e Aneri.

 Há cerca de quinze anos, Lucilei, professora e proprietária de uma escola particular, e Luciano, que trabalha como representante de vendas, passam suas férias de final de ano em Itapoá, mais precisamente na região do Pontal. “Meu primo é policial militar do Paraná e, quando vínhamos para Itapoá, costumávamos passar o dia na Associação de Subtenentes e Sargentos da PMPR, com ele, sua esposa e outros casais”, recorda Lucilei. Durante os verões no município, eles aproveitavam o tempo para desfrutar da praia e pescar. “Sempre cogitamos comprar um terreno juntos, onde cada um pudesse construir a sua casa de veraneio, mas não passava de uma brincadeira entre os casais”, falam.

Certo dia, o primo, em questão, encontrou um terreno de esquina próximo à praia, na região do Pontal, e mostrou para Lucilei e Luciano. No dia seguinte, os dois casais foram a Itapoá para conhecer o terreno de perto e, no mesmo dia, fecharam negócio com o proprietário. A sugestão, de comprar um terreno em sociedade para construir suas casas de veraneio, foi passada a outros dois casais: dois amigos de longa data, e a irmã de Lucilei e seu esposo. O primeiro desenho da planta das casas foi feito por Lucilei no chão de uma rua, e todos abraçaram a ideia. Assim, iniciaram-se os trâmites para organizar como seria dividido o terreno e a construção das casas.

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De Curitiba, Lucilei Veronez de Souza e Luciano Santos de Souza são um dos casais que investiram em um terreno em Itapoá para construir suas casas de veraneio.

Por indicação, Lucilei e Luciano souberam do trabalho do engenheiro Marcelo Renisz dos Santos, da MR Santos Engenharia e Construção, em Itapoá. “Tínhamos o pensamento de que contratar um engenheiro era algo muito inacessível e fora do nosso orçamento, mas decidimos conhecer o profissional e seu trabalho”, contam. Na primeira conversa, o engenheiro pôde unir seus conhecimentos técnicos às ideias e necessidades do casal. “Nossa maior preocupação era o valor que seria gasto com um engenheiro, mas, ao colocarmos na ponta do lápis, percebemos que contratar um pedreiro e toda a equipe, comprar materiais, investir nos acabamentos, além de ter que vir a Itapoá com frequência para fiscalizar a obra, resultaria em um valor próximo ao orçamento do engenheiro e o cansaço seria muito maior”, diz o casal que, em agosto de 2016, fechou negócio com Marcelo.

Especificações do projeto

 O terreno em sociedade foi dividido em quatro partes igualitárias, ficando cada casal com sua fração individual do terreno, e construíram cada um a seu modo. Primeiramente, a irmã de Lucilei e seu esposo construíram uma casa de madeira temporária, para que pudessem utilizar no final de ano. Em seguida, Lucilei e Luciano iniciaram o projeto de sua casa, sob o comando do engenheiro Marcelo. No projeto, o casal priorizou espaço.

“Não tínhamos orçamento suficiente para construir um sobrado, mas precisávamos de espaço, pois temos três filhas e uma neta, que também vêm à praia. Na época, o casal de amigos que ficou com o terreno ao lado estava sem dinheiro para construir, então, decidimos construir a nossa casa e a metade da casa dele, onde a cozinha e a sala de jantar pudessem ser comunitárias, ou seja, pertencer às duas casas. Desse modo, eles puderam economizar dinheiro e nós ganhamos espaço”, explica Luciano. Além da cozinha e da sala em conjunto, cada uma das duas casas foi projetada com dois quartos, um banheiro, uma lavanderia e uma escada que sobe para o terraço – com a intenção de, futuramente, construir o segundo andar.

Da obra à primeira temporada

Em setembro de 2016, iniciou-se a obra da casa de Lucilei e Luciano, sob comando do engenheiro Marcelo. “Ele nos deu prazo, todas as especificações detalhadas e cuidou de tudo, sem que nos preocupássemos. Desde o início da construção até a entrega da obra, viemos para Itapoá apenas três vezes. O restante do contato foi feito através de telefonemas e mensagem”, contam.

Em dezembro, quando a obra foi entregue, o casal recebeu mais de vinte pessoas em sua primeira temporada na casa de veraneio, que dormiram pela casa e, até mesmo, de barracas no quintal e terraço. “Gostamos muito de estar na companhia de nossos amigos e familiares e, durante as férias, a alegria é ainda maior, pois fazemos nossas refeições, as crianças brincam e os homens pescam, todos juntos”, dizem Lucilei e Luciano, que são pais de Lucieny (22 anos), Luana (9 anos) e Luiza (4 anos), e avós de Ana Clara (2 anos).

Pensando no futuro

 Vale frisar que todo o projeto foi pensado no futuro, ou seja, nos filhos e netos dos casais. Para evitar transtornos que possam vir a existir, eles realizaram um contrato de gaveta, firmando que, se algum deles desejar vender sua casa ou parte do terreno, terá de vender para algum dos outros três, para que haja sempre harmonia e segurança entre as famílias. Até mesmo o projeto de Lucilei e Luciano, com cozinha e sala compartilhada com o casal de amigos, foi elaborado de modo que, um dia, possa ser construída uma parede dividindo as duas casas.

No entanto, o casal acredita que nada disso será necessário: “todos nós crescemos juntos, temos gostos parecidos, confiamos uns nos outros e cultivamos uma boa amizade”. Além disso, eles falam que o fato de cada um ter a sua própria casa, com independência e privacidade, deixa tudo ainda melhor: “comprar um terreno em sociedade é um investimento sério, é uma coisa que deve ser feita ‘em conjunto, porém separado’”.

A importância de um bom profissional

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Marcelo Santos e Michel Lima, profissionais da MR Santos Engenharia e Construção.

Mais que tranquilidade quanto ao gerenciamento da obra, a contratação de um profissional da região, conhecedor de suas características, também oferece segurança, garantia e qualidade, pontos que devem ser priorizados em um investimento deste porte.

Segundo o engenheiro Marcelo, da MR Santos Engenharia e Construção, toda construção realizada em Itapoá deve obedecer ao Código de Obras do município. Em seus projetos, ele tem como principais características a iluminação natural e o conforto ambiental. “O caso de Lucilei e Luciano e dos demais casais foi uma novidade para mim, mas, funciona como qualquer outra construção, basta enquadrarmos a obra às leis vigentes, respeitar o código de obras do município e fundamentalmente deixar tudo bem claro aos proprietários antes da construção. Construções dessa natureza implicam em mais burocracias e os proprietários devem ficar sabendo, de antemão, como é a questão da instituição de condomínio, que neste caso é aplicável, uma vez que se constituem vários donos de toda a área comum do terreno, porém cada qual é dono de sua fração dentro do terreno”, explica Marcelo.

A experiência tida pelo casal, de construir à distância com o engenheiro, deu tão certo que o primo de Lucilei e sua esposa também contrataram Marcelo para administrar a sua obra, localizada na esquina do terreno.

Hoje, os quatro casais comprovam que é possível, sim, manter os laços afetivos entre familiares e amigos depois da vida adulta, passando os finais de semana e as férias mais próximos uns dos outros no município litorâneo que adoram. Sempre juntos, mas em casas separadas.

Laci Joana de Mendonça: das dificuldades ao empreendedorismo de sucesso

No “Quem É?” desta edição, contamos a história de uma mulher que, há anos, decidiu tentar a vida em Itapoá e, hoje, é proprietária de uma das empresas de materiais de construção que mais cresce no município. Estamos falando de Laci Joana de Mendonça, proprietária do Mendonça Materiais de Construção, e do seu amor por empreender em família.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Com esforço, Laci Joana de Mendonça enfrentou as dificuldades e hoje é proprietária de uma das lojas de materiais de construção que mais cresce no município.

Natural do interior de Barra Velha-SC, Laci veio de uma família grande e simples. “Nós éramos quatorze irmãos e nossos pais eram pessoas humildes e batalhadoras”, fala. Tempos depois, em 1979, formou-se em Pedagogia e casou-se com Osmar de Mendonça. O casal residiu durante um tempo em Joinville-SC, onde trabalhava no setor administrativo de uma grande empresa, que estava com sérios problemas financeiros. Demitidos por corte de custos e preocupados com o futuro, pois Laci estava grávida de seu segundo filho, resolveram morar em Guaratuba-PR, onde abriram a empresa Mendonça Artefatos de Cimento Ltda.

Sem o mínimo de conhecimento na área, sem funcionários especializados para auxiliar na produção, com dois filhos pequenos e muitas dificuldades financeiras, tiveram que batalhar por dez anos para aprender e conquistar o mercado. Além disso, fizeram muitos amigos e, em 1988, nasceu o terceiro filho do casal.

Em 1993, com o intuito de realizar o sonho antigo de construir uma empresa no ramo de materiais de construção e criar os três filhos em um município menor e mais tranquilo, o casal optou por investir e morar na recém-emancipada Itapoá – município que já frequentavam desde 1984.

“Quando chegamos a Itapoá, abrimos uma pequena loja de artigos de praia, na Barra do Saí. Mas, as pessoas iam à nossa loja procurar por materiais de construção e, por isso, fomos direcionando nosso negócio para este segmento”, recorda Laci. Aos poucos, depois de muito trabalho em família, a pequena loja de artigos de praia tornou-se a primeira loja do Mendonça Materiais de Construção. Caminhando de acordo com a demanda do município dentro de um mercado próspero, a família abriu uma filial na Avenida André Rodrigues de Freitas, no bairro Itapema do Norte, depois, outra filial na Avenida Brasil, no bairro Itapoá e, por fim, uma quarta filial também na Avenida Brasil, próxima ao balneário Bamerindus. Em 2013, o Grupo Mendonça também criou uma usina de concreto, localizada na estrada José Alves, no bairro Itapoá.

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Laci com os filhos André, Thiago e Osmar Júnior e o esposo Osmar de Mendonça.

Formada em Pedagogia, Laci realizou alguns cursos e, recentemente, formou-se em Gestão de Varejo. Seus filhos também fizeram carreira na área de administração e, hoje, seguem os passos dos pais nos negócios da família, cada qual com sua função. “É um trabalho árduo e cansativo, mas amo o que faço”, fala Laci, que tem a pretensão de, um dia, se desligar das empresas e deixa-las para os filhos.

Além do trabalho, ela também é apaixonada por viagens. “Adoro conhecer outros lugares e culturas. Mas, apesar de já ter viajado para diversos países e vivenciado culturas tão opostas à nossa, acredito que morar em Itapoá foi a melhor decisão de minha vida”, fala. Porém, mais que trabalho, viagens ou Itapoá, sua verdadeira paixão é a família: “seja no trabalho ou em um almoço de domingo, adoro estar na companhia do meu marido, filhos, noras e netos”.

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Família reunida, uma das principais alegrias de Laci.

Em outubro deste ano, Laci completará 63 anos e afirma não ter problema algum com a idade. Ela também se diz satisfeita com tudo que construiu e conquistou. Para ela, o sucesso do Mendonça Materiais de Construção se deve à honestidade, à cumplicidade e à vontade de batalhar junto de toda a família e de seus funcionários. Em seus planos futuros, estão alguns sonhos, como conhecer a Grécia e viver por muitos anos para acompanhar o crescimento dos netos. Por fim, Laci conclui: “já batalhei e passei por muitas dificuldades nessa vida e, hoje, vejo que tudo valeu a pena, pois sou uma pessoa feliz e realizada com a profissão que escolhi, com a família que tenho, com as pessoas que me cercam e com o lugar onde moro”.