Procedimentos estéticos contribuem para saúde, bem-estar e autoestima

Estar em dia com a aparência e se preocupar com a imagem pessoal também são sinônimos de saúde e bem-estar. E para isso a estética por criada: para fornecer tratamentos, levar qualidade de vida e ajudar na autoestima das pessoas.
Para esclarecer um pouco sobre a importância desta área, os procedimentos estéticos e suas novidades, conversamos com a dermaticista Luana Gnata Viana, de Itapoá-SC. Há onze anos, ela optou por esta área e, hoje, atua na Itapoá Clínicas Integradas (ICI). Para a doutora, poder agregar beleza à saúde dos pacientes é algo muito prazeroso.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Giropop: Qual a importância de um dermaticista?
Dra. Luana: O dermaticista é o especialista em tratamentos de beleza e saúde, responsável por manter a integridade da pele, relacionar produtos e procedimentos que melhorem o seu aspecto, além de proporcionar carinho através do toque. Este profissional deve ter plena consciência da importância que tem para seus pacientes, já que, para muitos, a beleza é sinônimo de bem-estar consigo mesmo.

Giropop: Em sua opinião, quais os desafios desta profissão?
Dra. Luana: Acredito que o principal desafio é trabalhar as noções de “expectativa X realidade” dos pacientes. Diferente do que muitos imaginam, a estética não é milagrosa e não trabalha sozinha. Ela é preventiva, ou seja, retarda o envelhecimento e, quanto antes o paciente iniciar os procedimentos, mais benefícios ele terá. Por isso, costumo dizer que a sinceridade é essencial nessa profissão.

Giropop: A manutenção do procedimento estético em questão também contribui para o resultado?
Dra. Luana: Com certeza, a manutenção deve ser feita em qualquer procedimento estético. Por volta dos 25 anos de idade, nosso organismo inicia o processo de envelhecimento e se encontra em constante transformação. Portanto, devem ser realizadas todas as sessões e o paciente deve estar comprometido a obter resultados cada vez melhores.

Giropop: Quais tratamentos estéticos você oferece em seu consultório?
Dra. Luana: Procuro sempre trazer os melhores e mais novos tratamentos e equipamentos para que os itapoaenses tenham acesso aos procedimentos estéticos com tecnologia de ponta sem sair do município. Hoje, ofereço: limpeza de pele; rádio frequência facial – um tratamento para ptose cutânea e hidratação, que pode ser associado à limpeza de pele; peelings químicos; microagulhamento; estimulação muscular abdominal com corrente Aussie; tratamentos para gordura localizada e celulite – terapias combinadas com rádio frequência Spectra, ultrassom cavitacinal, corrente Aussie e plataforma vibratória; drenagem pré e pós-operatória; drenagem linfática para gestantes; depilação a laser; criolipólise; e a sensacional Power Shape 3ª Geração – a novidade do consultório.

Giropop: Há alguma contraindicação para tais tratamentos?
Dra. Luana: As contraindicações variam de tratamento para tratamento. Mas, sem dúvidas, grávidas não podem realizar estes procedimentos citados, exceto a drenagem e a limpeza de pele com produtos naturais.

Giropop: Quem, normalmente, opta por estes procedimentos estéticos? Há procura pelo público masculino, também?
Dra. Luana: A procura maior é por pacientes com mais de trinta anos de idade, que buscam minimizar os efeitos do tempo, de fatores genéticos ou externos, como o sol, o uso excessivo de álcool ou cigarro. Os procedimentos são direcionados para ambos os sexos, mas a maioria dos pacientes ainda pertence ao sexo feminino. Para todos os casos, se houver comprometimento e responsabilidade, os resultados são muito bons e contribuem diretamente para a autoestima dos pacientes.

Giropop: Quais são as principais tendências e novidades do momento?
Dra. Luana: A criolipólise, procedimento que congela e elimina as gorduras de vez, continua em alta e, quando associada ao Power Shape 3ª Geração, o paciente obtém resultados ainda melhores, trabalhando a gordura localizada, a flacidez cutânea e a celulite em períodos curtos. Já para o rosto, o microagulhamento, chamado de Drug Delivery, é a tendência da vez. Através das micro lesões, ocasionadas pelo sistema de rolamento com micro agulhas, ele oferece maior permeação dos ativos, sejam eles rejuvenescedores, redutores, entre outros.

Giropop: Existem tratamentos específicos para cada estação do ano?
Dra. Luana: Procedimentos invasivos e fototerapia devem ser feitos, preferencialmente, em estações frias, onde a incidência da radiação solar é menor. Já os demais procedimentos podem ser feitos em qualquer estação do ano. Lembrando que, se o paciente quiser obter uma pele mais saudável para o verão, o ideal é que ele inicie os tratamentos no inverno.

Giropop: Infelizmente, algumas pessoas ainda não reconhecem a importância dos procedimentos e cuidados com a pele. Com base no seu conhecimento profissional e nos relatos de seus pacientes, como você reforça a importância desses procedimentos?
Dra. Luana: Os cuidados com a pele são de extrema importância. Não podemos esquecer que ela se trata de um órgão e que, assim como os demais órgãos, também devemos mantê-la saudável. Costumo ouvir de muitos pacientes que os tratamentos estéticos resgataram sua autoestima e amor-próprio, o que é essencial para qualidade de vida, saúde física e mental.

Giropop: O que você diria às pessoas que têm o desejo de realizar algum procedimento estético, mas têm receios?
Dra. Luana: Em meu consultório, trato da beleza com responsabilidade e procuro discernir bem o que é da área dermatológica e o que é de minha alçada. Não há o que temer, pois tais procedimentos não são tão invasivos e podem ser feitos tranquilamente, desde que os pacientes entendam os efeitos de cada um deles e tenham todas as suas dúvidas sanadas.

Giropop: E para as pessoas que desejam ingressar nesta área?
Dra. Luana: É ideal para quem aprecia a estética e quer proporcionar tratamentos de qualidade e com responsabilidade. A faculdade envolve conhecimentos do corpo humano, cosmetologia, noções administrativas, além de muitas aulas práticas. Antes de qualquer coisa, é necessário que o estudante ou profissional tenha gosto pelo que faz.

Giropop: Qual a sua mensagem aos seus pacientes e futuros pacientes?
Dra. Luana: É bom lembrar que os procedimentos estéticos são apenas uma das contribuições para a estética. Além deles, outros fatores influenciam a imagem pessoal e a autoestima, como a prática de exercícios físicos e bons hábitos alimentares. Quando trabalhamos a parte externa, a parte interna melhora, também. Mas, antes de qualquer coisa, é muito importante ter consciência, se observar e se amar mais. Se você está insatisfeita com alguma parte do seu corpo, não precisa se modificar totalmente, mas, apenas melhorar, sem invadir ou agredir quem você realmente é. E lembrar que podemos melhorar sempre, mas que ninguém é perfeito – e é isso que nos torna tão especiais.

Deseja saber mais sobre a profissão de dermaticista ou se consultar com a doutora Luana? Seu consultório é anexo a Itapoá Clínicas Integradas (ICI), na rua Luiz Bosso, número 495. O contato também pode ser feito via WhatsApp (47) 99993-1525 ou telefone fixo 3443-0564.

 

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Saiba mais sobre o curso de Nutrição e as futuras nutricionistas

Diferente do que muitos imaginam, o curso de Nutrição vai além dos estudos de ingestão, absorção e transporte de nutrientes, e envolve também a análise dos hábitos humanos e sua relação com os alimentos.
Para saber mais sobre este curso, que é do tipo bacharelado e tem duração média de quatro anos, conversamos com Crislaine da Rosa, de 22 anos, de Itapoá-SC. Ela cursa o quarto e último ano de Nutrição no Centro Universitário Católica de Santa Catarina, em Joinville-SC, e nos fala sobre a rotina de uma estudante de Nutrição, possibilidades do mercado de trabalho, perfil do estudante, principais disciplinas e áreas de atuação, entre outras curiosidades.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

São vários os motivos que levaram Crislaine a optar pelo curso de Nutrição: “Meus pais tiveram um restaurante durante vinte anos e, então, cresci observando meu pai administrar e minha mãe cozinhar com amor. Gostava muito de conviver naquele meio. Além disso, sempre fui muito agitada e ansiosa e, por diversas vezes, descontava este sentimento ingerindo alimentos calóricos, e desejava entender o porquê dessa atitude. Optei por esta área para melhorar não somente a minha vida, mas, também, a vida das pessoas, já que a nutrição tem esse poder”, conta.

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Crislaine da Rosa, estudante de Nutrição, fala sobre as possibilidades do mercado de trabalho,
principais disciplinas e áreas de atuação, entre outras curiosidades do curso.

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas, o bacharel em Nutrição pode atuar nas seguintes áreas: Alimentação Coletiva (com gestão do processo produtivo de refeições em empresas fornecedoras de serviços de alimentação); Indústria de Alimentos (desenvolvendo produtos relacionados à alimentação e à nutrição); Nutrição em Esportes (com atividades relacionadas à alimentação e nutrição em academias e clubes esportivos); Marketing e Publicidade Científica (com atividades relacionadas à alimentação e nutrição, bem como assessoria e consultorias alimentar e nutricional); Docência (atividades de ensino, extensão, pesquisa e coordenação relacionada à alimentação e à nutrição); Saúde Coletiva (realizando atividades de alimentação e nutrição relacionadas com políticas e programas institucionais de atenção básica) e, por fim, Nutrição Clínica (com atividades de alimentação e nutrição realizada em clínicas e hospitais, instituições de longa permanência para idosos, ambulatórios, bancos de leite humano, lactários, centrais de terapia nutricional, SPAS e com atendimento domiciliar) – estas duas últimas, as favoritas de Crislaine. “Pretendo atuar na área de saúde coletiva ou nutrição clínica, pois tenho um enorme desejo de ajudar as pessoas a obter saúde e bem-estar”, diz a estudante.

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Durante uma palestra sobre alimentação saudável, em
uma Unidade Básica de Saúde (UBS), em Joinville.

Segundo Crislaine, boa parte do curso é teórico e, normalmente, os alunos estudam os conteúdos para, depois, aplicarem os conhecimentos na prática. Entre as principais disciplinas do curso de Nutrição, ela destaca a Fisiopatologia e a Dietoterapia, ambas voltadas para a área de nutrição clínica. “Na primeira, estudamos a fisiopatologia das doenças, como, por exemplo, diabete, hipertensão, obesidade e câncer. Já na disciplina de Dietoterapia, aprendemos como aplicar os conhecimentos na prática, como, por exemplo, qual conduta seguir, quais alimentos permitidos e proibidos para cada doença, cálculos específicos para cada paciente, etc.”, explica Crislaine.
Estudo, dedicação e tempo são fundamentais na rotina do estudante de Nutrição. “Já deixei de viajar ou curtir o final de semana para me dedicar aos estudos, pois sempre levamos alguma tarefa para casa. O ideal não é estudar para, simplesmente, passar de ano, mas, sim, para ser um bom profissional, pois, futuramente, cuidaremos da saúde das pessoas e devemos estar preparados para desempenhar tal papel com muita responsabilidade”, diz Crislaine. Para ela, os estudantes de Nutrição devem ter alguns pré-requisitos, como: gostar de estudar; estar atento às novidades, uma vez que esta área está em constante evolução; gostar de trabalhar em equipe e respeitar as opiniões dos demais, pois isso é muito frequente no mercado de trabalho e, também, gostar de fazer contas, já que, diferente do que muitos pensam, o curso de Nutrição envolve muita matemática.
Em seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Crislaine abordou a relação entre a alteração do sono e a obesidade. Até o presente momento, ela também concluiu o estágio de saúde coletiva em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Joinville, e, a partir deste segundo semestre, irá realizar o estágio de nutrição clínica em um hospital, bem como o estágio de nutrição em alimentação coletiva em uma cozinha. Segundo a aluna, os estágios proporcionam desenvolvimento pessoal, conhecimentos práticos, contato com o público e outros profissionais, e são essenciais para o estudante identificar qual área deseja seguir. Além disso, ela participa constantemente de eventos voltados ao curso, já que todos os dias surgem novas dúvidas e novos estudos acerca dos alimentos.

Aos futuros estudantes de Nutrição, a veterana conta que o curso custa um pouco caro, pois envolve disciplinas práticas e estágios, e que, ao longo do mesmo, o estudante deverá investir em um jaleco, livros e muitas impressões.

“Ademais, é um curso apaixonante, que superou minhas expectativas, pois engloba diversos conhecimentos, muita prática, responsabilidade e sensibilidade”, fala Crislaine, que teve seus hábitos mudados desde que iniciou o curso. “Na faculdade, aprendi a criar gosto pelos estudos e, hoje, sou menos ansiosa, tenho mais responsabilidades, sou consciente de que tudo está intimamente ligado aos nossos hábitos alimentares e, dentro de minha casa, a alimentação mudou muito. Agora, sempre optamos por uma alimentação mais natural”, conta.
A todas as pessoas, que se interessam ou não pela área, Crislaine alerta sobre os perigos das “dietas da moda”, disponibilizadas na internet e popularizadas por artistas, blogueiras e, até mesmo, por pessoas próximas: “É preciso ter bom senso e o entendimento de que cada ser é único. Muitas vezes o tipo de alimentação que deu certo para uma pessoa pode não dar certo para outra. Devemos, sim, buscar mais qualidade de vida, mas qualquer mudança alimentar deve ser acompanhada por um bom profissional. Só assim seremos mais felizes e saudáveis”, conclui a estudante, que em 2018 se tornará, enfim, uma nutricionista.

Futuras nutricionistas

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Gabriela Souza Speck

Em Itapoá, outras meninas pretendem seguir os passos de Crislaine e fazer a faculdade de Nutrição, como Gabriela Souza Speck, de 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nereu Ramos. “Pesquisei muito a respeito do curso e da profissão de nutricionista, e foi aí que me identifiquei, especialmente, pela área de nutrição clínica”, conta Gabriela que, além de Nutrição, também cogita cursar Odontologia.

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Wesdra Cordeiro Gonçalves.

Já Wesdra Cordeiro Gonçalves, de 17 anos, também é estudante do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nereu Ramos, e planeja cursar Nutrição, Biologia, Educação Física ou, então, Fotografia. “Sempre cuidei da minha saúde e alimentação, e este é um assunto que me interessa bastante. Caso eu siga pelo caminho da Nutrição, tenho a pretensão de atuar na área de nutrição esportiva”, conta Wesdra.

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Anahi Riego é formada em Educação Física e trabalha como personal trainer em academias. Para ampliar os seus serviços e aprimorar seus conhecimentos sobre a saúde, ela também deseja fazer o curso de Nutrição.

Para algumas pessoas, a Nutrição também pode servir como um curso complementar, como é o caso de Anahi Riego, de 23 anos, formada em licenciatura em Educação Física e aluna do último ano de bacharel em Educação Física. Ela, que trabalha como personal trainer, deseja cursar Nutrição para ampliar os seus serviços e aprimorar seus conhecimentos sobre a saúde.
“Nas academias onde trabalho, meus alunos costumam me pedir dicas de cardápios, dietas e alimentos saudáveis, no entanto, segundo a lei, apenas um profissional formado em Nutrição pode fazer esta avaliação e prescrição. Portanto, pretendo fazer este curso e continuar trabalhando com musculação, oferecendo, assim, um serviço mais completo”, fala a personal Anahi, que salienta que – seja por objetivos estéticos, competitivos ou para obter mais qualidade de vida – os resultados satisfatórios só aparecem quando o exercício físico for aliado a uma alimentação adequada.

Nutricionista: mercado de trabalho, desafios e tendências da profissão

Muitas pessoas costumam procurar um nutricionista somente para começar uma dieta e emagrecer, mas a função deste profissional vai muito além: ele ainda pode auxiliar no tratamento de doenças, melhorar a concentração e proporcionar mais qualidade de vida – tudo isso, com base no estudo de alimentos e do efeito que eles produzem em nosso organismo.
Há dez anos, Marcela Lautert Caron escolheu ser nutricionista, pois acreditava no poder da alimentação para prevenir e tratar doenças, além de melhorar a sensação de bem-estar das pessoas e, hoje, atua em Curitiba-PR e Itapoá-SC – na Itapoá Clínicas Integradas (ICI). Em entrevista à Revista Giropop, a doutora fala sobre a importância do nutricionista e da boa alimentação, os desafios desta profissão, e as constantes novidades e tendências desta área.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

De acordo com doutora Marcela, o nutricionista é um profissional da área da saúde, que estuda os alimentos e o efeito que eles produzem em nosso organismo. Este profissional pode atuar em diversas áreas, como em restaurantes – para o controle de qualidade e elaboração de cardápio, em hospitais, escolas, clínicas, academias e, até mesmo, no acompanhamento de atletas profissionais, passando por pesquisas, marketing nutricional, consultoria nutricional, entre outros. Para ela, a ideia de que o nutricionista está relacionado apenas a questões estéticas é uma questão cultural e imposta pela mídia, porém, existe uma relação direta entre a nutrição, a saúde e o bem-estar físico, pois uma boa alimentação tem papel fundamental na prevenção e tratamento de diversas doenças, como, por exemplo, depressão, ansiedade e déficit de atenção.
Muitos são os motivos que levam alguém a consultar um nutricionista. Para Marcela, o momento ideal para procurar este profissional é antes que a doença ou o sobrepeso se instale, pois, assim, os resultados são alcançados de forma mais rápida e costumam permanecer. “Já para emagrecer, a pessoa precisa descobrir um propósito, um motivo muito forte, que vá além da parte estética, para que ela se sinta motivada durante a mudança de hábitos alimentares e as dificuldades que encontrar no período de tratamento”, explica a doutora.
No mundo atual, onde as pessoas têm acesso à informação instantânea na internet, a profissional ressalta os perigos de dietas milagrosas e sem o acompanhamento profissional: “Dietas devem ser planejadas levando em consideração o peso, a altura, a idade, os hábitos de vida, se há ou não o uso de medicamentos, entre outras características do indivíduo. Qualquer cardápio que desconsidere estes aspectos pode trazer graves consequências à saúde. Sabe-se, por exemplo, que uma restrição de calorias muito baixa pode desregular hormônios da saciedade, ou seja, futuramente, tal pessoa poderá engordar ainda mais do que o peso que havia perdido”.
Outro problema presente na atualidade é a química adicionada aos alimentos e, por isso, a nutricionista aconselha que, quanto mais você cozinhar e ter tempo hábil para isso, mais chances terá de consumir alimentos mais frescos e saudáveis. “Se puder ter uma horta em casa, melhor ainda. Caso não tenha tempo, é sempre importante priorizar verduras, frutas e alimentos com o mínimo de processamento possível”, diz.
Sendo a nutrição uma área muito ampla, que oferece diversos tratamentos, especializações e segmentos, Marcela cita alguns de seus favoritos: a fitoterapia e a nutrição funcional. “A fitoterapia utiliza plantas para tratar as mais diversas doenças e é uma ótima opção para auxiliar no tratamento das mais diversas condições. Já a nutrição funcional é uma especialização da nutrição e, quando comparada à nutrição tradicional, tem uma abordagem um pouco diferente, pois trabalha com a individualidade bioquímica e os efeitos dos alimentos no organismo de cada um, sendo mais abrangente do que apenas estabelecer planejamentos alimentares baseados em contagem de calorias. Esta maneira de conduzir a nutrição tem demonstrado resultados ainda mais positivos na saúde, por produzir melhoras no organismo como um todo”, conta a profissional.
Em constante evolução, a nutrição segue diversas tendências e novidades, ditadas, principalmente, por artistas e blogueiras. Segundo Marcela, as tendências atuais são a dieta “Low Carb, High Fat”, que propõe reduzir o consumo de carboidratos e aumentar o consumo de gorduras, e o jejum intermitente, que visa intercalar períodos de jejum com períodos de alimentação. Mas, vale frisar: antes de começar qualquer dieta, é preciso procurar orientação de um profissional.
De acordo com Marcela, a escolha pela profissão de nutricionista também implica em algumas dificuldades, como, por exemplo, salários não atrativos e a prescrição de cardápios por profissionais não habilitados, no entanto, ela acredita que este profissional vem sendo cada vez mais valorizado, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido: “A maior dificuldade é com relação ao trabalho em conjunto com outros profissionais. Por exemplo, se os médicos encaminhassem pacientes para ajustar a alimentação em conjunto com a medicação ou para prescrição de cardápio, ou, ainda, se outros profissionais entendessem a importância da nutrição na prevenção e tratamento de outras doenças, já seria um grande avanço”, diz.
Para o futuro, a nutricionista Marcela deseja que a profissão seja ainda mais valorizada e que as pessoas compreendam a importância da boa alimentação para a qualidade de vida. Aos futuros nutricionistas, ela diz que, apesar de todas as dificuldades, é maravilhoso poder proporcionar saúde e bem-estar às pessoas. E, por fim, conclui: “Se o nosso organismo está em desordem, se estamos com uma alimentação desbalanceada, se nosso corpo não está sendo nutrido da maneira correta, perdemos o bem-estar. Um organismo bem nutrido promove maior felicidade ao indivíduo, bem como torna as passagens da vida – infância, adolescência, vida adulta e terceira idade – mais saudáveis e produtivas”.

Fandango Chimarrita, tradição viva às margens da Babitonga

A batida do sapato no chão, o rodar das saias e o sorriso no rosto são marcas registradas do Fandango Chimarrita, tradição viva em Itapoá. Essa típica dança dos colonos açorianos consiste na dança batida: os homens sapateiam sem cessar, criando ritmo e tornando o sapato de madeira um instrumento fundamental; já as mulheres arrastam o pé e, em volteios, demonstram toda a delicadeza, gingado e simpatia.

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Augusta Gern

Às margens da Babitonga, mais precisamente no balneário Pontal, um grupo de pessoas mantem a tradição que chegou em 1840 na região, e hoje é um dos únicos representantes da cultura no litoral catarinense. Todos nativos da região, dançam para preservar a cultura, não deixar morrer a herança deixada pelos antepassados.

Conforme os participantes, esta era a diversão antigamente, momento para descontrair e paquerar. “Naquele tempo não podia nem tocar em uma moça, então era nesta hora que eles aproveitavam para trocar olhares”, conta Francisco Peres do Rosário. Assim, cada música tem uma coreografia e um significado. O Fandango é propriamente o sapateado, já Chimarrita significa “chamar para dança”, a união dos dois promove as belíssimas apresentações do grupo.

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Além da diversão, a dança sempre teve também uma ligação muito forte com a fé. Junto com outras culturas que já foram perdidas na cidade, como Terno de Reis, Santo Amaro, Bandeiras do Divino e São Gonçalo, o Fandango marcava presença em todos os festejos religiosos. “Depois de qualquer tradição religiosa, quando as pessoas pagavam as suas promessas, faziam três batidas de Fandango”, conta Luiz Celso Schultz Martendal. Atualmente, conforme os participantes, a dança não deixa de ser uma tradição religiosa, mas independe de religião.

Francisco lembra que seus pais e tios sempre dançaram muito, em 1940 e 1950, por exemplo, tudo era motivo para o festejo. No Carnaval era rigoroso: três dias de dança. Mas até então o grupo era muito fechado, só dançava quem realmente sabia. “Em 1980 é que a nova geração começou a dançar, a resgatar e reviver a tradição”, conta Francisco.

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E assim, entre danças e descansos, paradas e voltas, a tradição segue até hoje. Atualmente são cerca de 20 pessoas envolvidas, todos nativos do Pontal e de diferentes gerações: há os da melhor idade e também adolescentes. A coordenação e organização do grupo é de responsabilidade da ACOPOF – Associação Comunitária do Pontal e Figueira do Pontal e os ensaios acontecem apenas antes de apresentações. Todos os anos o grupo marca presença na Festilha, em São Francisco do Sul, e já se apresentou em diferentes cidades, como Joinville e Florianópolis.

Uma diferença nos dias atuais é a ausência do cantor e tocador de viola. Depois que o músico faleceu, há cerca de 15 anos, as apresentações são realizadas com música gravada. “Ainda bem que uma pessoa gravou uma antiga apresentação, se não hoje não teríamos mais música”, fala Luiz. Conforme Janete Nunes de Jesus, um familiar do músico canta muito bem, mas tem vergonha de participar de apresentações. “Por isso estamos passando essa cultura para os nossos filhos e nossos netos, para não deixar morrer”, afirma.

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Exemplos desse repasse são os grandes dançarinos de hoje. Fabrício Peres do Rosário, filho de Francisco, aprendeu e foi incentivado pelo pai. Começou aos 15 anos e hoje, em virtude do trabalho, não consegue marcar presença em todas as danças. Elaine Nunes Neves Burbello, filha de Elisabeth Nunes Neves, também aprendeu a tradição com a mãe. Hoje as duas dançam juntas e o pequeno neto, de apenas cinco anos, já arrisca alguns passos do sapateado.

E junto com o gosto e desejo de manter a tradição, uma peça é fundamental para que a dança aconteça: o tamanco de madeira. Utilizado apenas pelos homens, precisa ser forte e rústico, pois é dele que sai o tom dessa tradição.

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Botox e preenchimentos com ácido hialurônico na odontologia

Com a aprovação da resolução nº 176, de 6 de setembro de 2016, o Conselho Federal de Odontologia autorizou a utilização da toxina botulínica e de preenchedores faciais pelo cirurgião-dentista, para fins funcionais e/ou estéticos – um grande marco para a odontologia brasileira, uma vez que ampliou a área de atuação dos cirurgiões-dentistas com capacitação nessa área.

Para esclarecer um pouco sobre este assunto, tiramos as principais dúvidas sobre procedimentos estéticos faciais em uma entrevista com Dr. Eduardo Elias Khoury, proprietário e diretor clínico da Dentalclin Clínica Odontológica – unidades em Itapoá-SC e Guaratuba-PR.

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Dr. Eduardo Elias Khoury, proprietário e diretor clínico da Dentalclin Clínica Odontológica, recentemente realizou um curso de Harmonização Facial na
Universidade de Harvard, nos EUA.

Revista Giropop: Qual a vantagem de realizar procedimentos estéticos faciais com profissionais de odontologia?
Eduardo Khoury: É a possibilidade exclusiva que estes possuem de utilizar anestésicos intra-orais para os procedimentos, minimizando ou, até, eliminando qualquer desconforto durante os procedimentos, além do grande conhecimento em relação à cabeça e pescoço, inerentes à nossa profissão.

O que é a Toxina Botulínica?
Dr. Eduardo Khoury: Popularmente conhecida como Botox, a Toxina Botulínica é um tratamento estético minimamente invasivo, indicado para o rejuvenescimento facial através do bloqueio da contração dos músculos da face, que formam as rugas. Ela previne que as rugas de expressão, que se formam durante o movimento do rosto, se tornem marcas profundas. Também suaviza as rugas dando uma aparência jovial e “descansada”.

Quem, normalmente, opta por aplicar o Botox?
Dr. Eduardo Khoury: Em nossa clínica, a procura maior é por pacientes com mais de trinta anos de idade, que buscam minimizar os efeitos do tempo. Também temos tido grande procura de pacientes que mostram demasiadamente a gengiva (sorriso gengival), uma vez que, com a aplicação da toxina, há uma menor exposição da gengiva. Os resultados são fantásticos e contribuem diretamente para a autoestima de nossos pacientes.

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Há validade para esta aplicação?
Dr. Eduardo Khoury: A Toxina Botulínica tem duração média de seis meses e, após este prazo, ela deve ser reaplicada para manutenção do resultado obtido. Porém, depende da intensidade da força muscular de cada paciente.

Além do Botox, os profissionais da Dentalclin Clínicia Odontológica realizam algum outro procedimento estético facial?
Dr. Eduardo Khoury: Sim, o preenchimento com Ácido Hialurônico, uma substância com consistência de gel utilizada para dar volume. Por exemplo, para corrigir a profundidade das olheiras, aumentar do volume dos lábios, preencher o sulco (conhecido como “bigode chinês”), aumentar as maçãs do rosto, o queixo ou, até mesmo, o contorno da mandíbula.

Os tratamentos com Ácido Hialurônico oferecem riscos de rejeição aos pacientes?
Dr. Eduardo Khoury: Não, visto que esta substância já existe na composição da nossa pele. O Ácido Hialurônico retém água, agindo na hidratação e elasticidade, e ajudando a combater o envelhecimento e a flacidez. Portanto, além da correção, ele também é utilizado como tratamento para melhorar a qualidade da pele, estimulando, assim, a produção de colágeno.

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Quais as diferenças entre o Botox e o Ácido Hialurônico?
Dr. Eduardo Khoury: Essa dúvida é bastante comum, até porque ambos os produtos atuam no rejuvenescimento e correção de linhas de expressão. A diferença é que o preenchimento facial com Ácido Hialurônico tem volume e ocupa um espaço no qual há uma depressão, enquanto o Botox é uma medicação que paralisa uma determinada musculatura, mas que não tem nenhum volume e não preenche nenhum espaço. Em resumo, o preenchimento facial age na consequência da contração muscular, que é a ruga em si (depressão da pele), e o Botox age na causa, impedindo a própria contração muscular. Na realidade, um complementa o outro, quando há necessidade.

Há alguma contraindicação para tais aplicações?
Dr. Eduardo Khoury: As aplicações são contraindicadas durante a gravidez, amamentação ou em pessoas com doenças autoimunes (em que anticorpos atacam células sadias do corpo), doenças neurológicas e que afetam os músculos, pessoas alérgicas à proteína do ovo ou que estejam fazendo uso de medicamentos com amino glicosídeo.

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Quais os cuidados que devem ser tomados após estas aplicações?
Dr. Eduardo Khoury: Os cuidados são muitos, como, por exemplo, evitar se deitar por quatro horas, para permitir a adequada distribuição do produto na pele; evitar o uso de cosméticos e produtos para a pele por 24 horas; utilizar maquiagem leve somente após seis horas; e, esperar, pelo menos, dois dias para realizar atividades físicas normalmente, pois movimentos bruscos podem provocar a migração da toxina para músculos onde o relaxamento não é desejado, podendo desencadear uma reação adversa, como, por exemplo, ptose palpebral (queda de sobrancelha).

O que você diria às pessoas que desejam realizar algum procedimento com finalidade estética, mas têm receios?
Dr. Eduardo Khoury: Os medos e receios com os tratamentos podem e devem ser questionados durante a consulta inicial de avaliação. É de suma importância que o paciente entenda os efeitos de cada tratamento, bem como, tire todas as suas dúvidas neste momento. Desde que aplicados corretamente, por um profissional qualificado e capacitado, que saiba a medida correta de cada substância, o resultado é rejuvenescedor e mantém a expressão espontânea. Nos casos tratados em nossa clínica buscamos realizá-los sempre com muita cautela, para que o resultado apareça de forma muito natural. É essa a ideia.

Recentemente, você realizou um curso de Harmonização Facial na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos da América. Como foi esta experiência?
Dr. Eduardo Khoury: Participar deste curso foi uma grande realização pessoal, pois, além dos vastos conhecimentos adquiridos, pude conhecer a rotina e a metodologia de ensino aplicado em uma das melhores universidades do mundo. Os estudos científicos apresentados neste curso realmente me deixaram muito entusiasmado com os resultados que podemos obter em nossos pacientes. Após a conclusão do mesmo, criamos um grupo com profissionais do mundo todo que realizaram este curso, onde diariamente trocamos dicas, ideias, técnicas e dúvidas, assim, constantemente estou adquirindo novos conhecimentos que agregam em minha vida profissional.

Além da harmonização facial, a Dentalclin Clínica Odontológica oferece serviços em todas as áreas da odontologia: clínica geral, estética (lentes de contato dental e facetas), implantodontia, próteses, endodontia, ortodontia, ortopedia funcional e facial, dentística restauradora, periodontia, odontopediatria e odontogeriatria.

Para maiores esclarecimentos, Eduardo e toda a sua equipe altamente capacitada e atualizada se colocam à disposição, oferecendo soluções odontológicas eficazes e inovadoras. Afinal, na Dentalclin não são vendidos apenas serviços odontológicos, mas, também, qualidade de vida.

 

MONITORAMENTO 24 HORAS | Orsegups é sinônimo de inovação e tecnologia

Presente e atuante em todo o Brasil, com 40 anos de história e uma carteira de 72 mil clientes, a Orsegups é hoje a maior companhia de segurança eletrônica da América Latina, com 12 mil colaboradores diretos e a maior Central de Monitoramento 24 horas. Por apresentar uma grande variedade de produtos e serviços com foco em segurança, inovação e tecnologia, a executiva de vendas da unidade operacional da Orsegups em Itapoá-SC, Elis Regina Demarchi, fala sobre a atuação da empresa na região, que tem como principais características o sistema de monitoramento eletrônico e o rastreamento veicular.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Supervisor Élio com parte da equipe tática da Orsegups Otávio, David e Lissandro.

Não é novidade que, atualmente, a segurança pública no Brasil vive um momento delicado. Esta realidade faz com que a sociedade busque, cada vez mais, proteção suplementar. Em Itapoá, não é diferente: “Recentemente, o município litorâneo vivencia uma série de acontecimentos que comprometem e ameaçam a segurança da população. Por isso, moradores e turistas têm investido mais em câmeras, alarmes e outros sistemas que garantem a segurança do seu patrimônio residencial e comercial”, conta Elis.
Neste contexto, a tecnologia – um dos pontos fortes da Orsegups, é uma grande aliada, trazendo produtos e serviços modernos, customizáveis e acessíveis, o que credencia a empresa como líder no mercado latino-americano de segurança eletrônica. De acordo com Elis, a segurança essencial da rede de proteção Orsegups se traduz na tecnologia, na transparência e na tranquilidade, desde a aquisição dos equipamentos mais eficazes do mercado global, até o desenvolvimento de aplicativos que põem o controle dos serviços contratados na palma da mão de seus clientes.

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Leonardo (suporte técnico de Joinville), Marcelo (técnico da Orsegups
em Itapoá) e os técnicos de instalação Vinícius e Dany.

A executiva de vendas ainda ressalta que, sob a autorização expressa da Polícia Federal, a Orsegups é uma empresa legal, inserida no segmento da segurança privada e fiscalizada pela Polícia Federal. “Essas exigências, além de outros atributos institucionais, conferem a segurança não somente de nossos clientes, mas também de nossos colaboradores”, explica, “nossa empresa também tem sua qualidade reconhecida através da certificação ISO 9001:2008, pelos diversos prêmios conquistados junto ao mercado e, sobretudo, pela preferência da maioria dos consumidores onde prestamos nossos serviços”.
Já em Itapoá, a Orsegups trabalha com monitoramento residencial, comercial e industrial (alarme, imagens e sistemas integrados), com quatro táticos em escala de revezamento, durante 24 horas por dia, além de ser a única empresa do município que realiza o serviço de monitoramento e rastreamento de veículos (carros, motos, vans, caminhões, entre outros) – todos devidamente controlados por uma equipe especializada e táticos qualificados.

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Elis, executiva de vendas da Orsegups em Itapoá – SC

Segundo a equipe da Orsegups, os principais atributos da empresa são seus 72 mil clientes atendidos com compromisso, seriedade e transparência total, com atendimento técnico e comercial em até 48 horas. “A Orsegups mantém canais abertos de comunicação online e, por meio deles, estreita o relacionamento com os clientes, permitindo a auditoria dos serviços prestados em tempo real”, explica Elis, “já no atendimento presencial, é realizado um estudo para oferecer o produto e serviço mais adequado àquele tipo de cliente, permeado por processos de gestão de qualidade, desenvolvimento do capital humano, inovação e melhoria contínua dos processos”. Com base em sua política de qualidade, os profissionais da Orsegups se dedicam e aplicam conhecimentos para que seus serviços sejam eficazes e seus clientes sejam sempre bem-atendidos.
Para o futuro, a empresa pretende permanecer como a marca de primeira escolha e referência em segurança no Brasil, além de entregar, cada vez mais, soluções em segurança integrada com tecnologia aplicada, proporcionando tranquilidade aos clientes e crescimento sustentável. Mantendo seus valores de transparência, excelência, responsabilidade social, resultado e cooperação.

Para entender melhor os serviços que a Orsegups de Itapoá oferece diariamente, basta visitar sua sede, localizada no bairro Cambijú, na Avenida Celso Ramos, número 263.

Consulte o plantão de vendas (de segunda-feira a sábado, das 8h às 18h) através do número (47) 99954-1132.

Ou então o apoio operacional, através do 4020 44 11.

Casal de “Harleyros” compartilha experiências na vida e na estrada

O Dia Nacional do Motociclista é comemorado em 27 de julho. A data celebra todos os que, seja profissionalmente ou por hobbie, pilotam motocicletas. Para comemorar, conhecemos a história do casal Mayara Marturelli e Osvaldo Carneiro Junior, de Itapoá. Eles são apaixonados por motocicletas, especialmente os modelos da marca Harley-Davidson, e nos falam que os motociclistas não apenas pilotam motos, mas também vivenciam o que é conhecido como “cultura da motocicleta”.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Casal Osvaldo Carneiro Junior e Mayara Marturelli, de Itapoá.

Naturais de Curitiba-PR, Mayara e Osvaldo sempre gostaram de motocicletas. Ela recorda que fazia trilhas com sua motocicleta do modelo XTZ 125, na época da adolescência, enquanto ele conta que tinha uma motocicleta esportiva do modelo Bandit 1200, mas que teve por pouco tempo, pois não era bem o seu estilo. Mayara e Osvaldo se conheceram em Itapoá, em 2006. Ele relembra: “Morávamos bem próximo um do outro, então, eu sempre a via andando de moto e achava muito bacana, especialmente por ser mulher”. Quando começaram a namorar, em 2009, os dois haviam vendido suas motocicletas e ficaram um bom tempo sem elas. Segundo Osvaldo, este foi um período difícil, pois ele sentia muita falta de pilotar.
Em 2013, já casados, eles foram a uma loja da Harley-Davidson e, por incentivo de Mayara, Osvaldo comprou uma motocicleta Harley-Davidson do modelo Fat Boy. “Sempre sonhei em ter uma moto da linha da Harley-Davidson, pois esta marca centenária se transformou em uma lenda do motociclismo e sinônimo de estilo de vida, personalidade, conforto e experiência”, conta Osvaldo. Porém, Mayara não o acompanhava nos passeios e viagens de motocicleta, pois tinha insegurança de andar na garupa, uma vez que sempre pilotou a sua própria motocicleta. “Quando viajávamos para participar de eventos, eu ia de motocicleta e, ela, de avião. Era um pouco chato, pois desejava ter minha parceira ao lado, na estrada, e, além disso, ela também sentia falta de pilotar. Então, dentro de um ano e meio, me senti na obrigação de presenteá-la com uma motocicleta”, fala Osvaldo.

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Foi em São Paulo, em um evento da Harley-Davidson, que Mayara se apaixonou por um modelo que estava sendo lançado no evento, a Harley-Davidson Breakout Softail. “Gosto muito deste modelo, pois foi a minha primeira motocicleta de porte grande, é muito confortável e esbanja estilo”, diz Mayara. Recentemente, há cerca de um ano, devido às frequentes viagens a trabalho, Osvaldo trocou sua Fat Boy por um modelo mais confortável, uma Street Glide, também da marca Harley-Davidson.
Mayara e Osvaldo são bons exemplos de “Harlystas” ou “Harleyros” – como são chamados os motociclistas apaixonados por modelos da marca Harley-Davidson. Eles colecionam diversos objetos da marca, vão a eventos específicos da marca e, sempre que viajam a outros estados ou países, as lojas da Harley-Davidson são sinônimos de parada obrigatória. “Diferente do que muitos pensam, estes são ambientes tranquilos e frequentados por muitas famílias e pessoas de todas as idades. Nos eventos da Harley, há sempre bandas de rock, lojas, barbearias, concursos de Pinups, lançamentos de novos modelos de motocicletas, exposição de carros e motocicletas antigas, opções para personalizar a motocicleta, além de ações beneficentes, como a campanha do Outubro Rosa, para ajudar mulheres com câncer de mama, por exemplo”, conta Mayara.
No entanto, o foco do casal não são os eventos de motociclismo, mas as viagens realizadas, cada qual com sua Harley. “Na estrada, ficamos impressionados com o respeito que alguns caminhoneiros têm pelos motociclistas”, ressalta Mayara, que trabalha aos fins de semana, mas acompanha o amado nos passeios, sempre que possível. Para Osvaldo, ter uma mulher que goste tanto do universo do motociclismo quanto ele é sinônimo de realização: “depois que cada um passou a ter a sua própria motocicleta e realizar os passeios juntos, nossa relação se fortaleceu ainda mais”.

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Para aqueles que desejam adquirir uma motocicleta da marca Harley-Davidson, Mayara e Osvaldo garantem que o investimento vale a pena, mas opinam: “a motocicleta tem de ser funcional, não adianta ter uma e não usá-la”. Ela se diz se diz satisfeita com a sua Breakout Softail, já ele, fala que não se vê pilotando outra motocicleta que não seja Harley Davidson.
Segundo o casal – que tem amigos motociclistas espalhados por Itapoá, Curitiba e por todo o mundo, o presente que este estilo de vida proporciona são as experiências e os amigos. “Hoje, além de andar de moto e gostar de Harley, encontramos outras afinidades que nos completam, como o gosto por viagens e o crescimento profissional”, conta o casal, que ainda planeja cruzar a famosa Rota 66, nos Estados Unidos da América – símbolo e sonho de motociclistas do mundo todo. Mas, o que existe por trás de todo esse amor pelo veículo automotor de duas rodas? Os “Harleyros” Mayara e Osvaldo explicam em poucas palavras: “pilotando uma motocicleta, o foco nunca é chegar ao destino, mas apreciar a jornada”.

Ballet ou jazz, dançar faz bem para todas as idades

Dando continuidade à nossa série de pautas sobre diferentes atividades físicas, em parceria com a Fisiopilates, de Itapoá-SC, nesta edição, contamos um pouco sobre o Ballet Clássico, o Ballet Baby Class e o Jazz Dance. Quem nos explica melhor sobre a versatilidade e os benefícios da dança, em suas diversas modalidades, são os professores e bailarinos profissionais Luiz Carlos dos Santos e Gabriela Buiarski Antunes da Luz – que fazem parte do time de profissionais da Fisiopilates.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Ballet Clássico

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Os professores e bailarinos Luiz Carlos dos Santos e
Gabriela Buiarski Antunes da Luz, com seus alunos, e a Thayna
Martins do estúdio da Fisiopilates.

“Uma arte com beleza, leveza e liberdade para mover o corpo e ativar a saúde física” – com estas palavras o professor Luiz define o Ballet Clássico, atividade que leciona para crianças, jovens e adultos, na Fisiopilates. Seus benefícios são: agilidade, postura, expressão facial e corporal, coordenação motora, noção de espaço, ritmo, equilíbrio, flexibilidade, resistência muscular e respiratória, autoestima, memorização e sociabilidade. Além disso, o professor destaca que o Ballet pode auxiliar seus praticantes no estudo escolar e relacionamentos, criando laços saudáveis e verdadeiros, e ativando a imaginação com a emoção musical.
Normalmente, as aulas de Ballet Clássico com o professor Luiz se iniciam com aquecimentos e alongamentos para fortalecer os músculos, obter flexibilidade e abertura, em seguida, preparando o corpo para a execução dos exercícios, que se iniciam na barra e são transferidos para o centro, onde são executados com força, beleza, técnica e leveza. Após o conhecimento dos mesmos, é elaborada uma junção dos passos e movimentos dentro de um ritmo musical – ali, diz o professor, “nasce uma coreografia, a transformação e a realização dos sonhos”.
Segundo Luiz, o Ballet Clássico consiste em um aprendizado lento e calmo, onde cada novo movimento depende do outro já aprendido. Desse modo, a evolução é gradativa, sendo respeitada e incentivada conforme as habilidades de cada aluno. Por fim, o professor conclui: “aguardamos sua presença para, juntos, dividirmos o conhecimento, o palco, a emoção e o aplauso”.

Ballet Baby Class

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O Ballet Baby Class é direcionado às crianças de quatro a seis anos de idade, e ministrado pela professora Gabriela.

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Essa atividade leva este nome, pois é direcionada às crianças de quatro a seis anos de idade. Na Fisiopilates, as aulas de Ballet Baby Class são ministradas pela professora Gabriela. Ela nos conta que o Ballet Baby Class trabalha exercícios com base na ludicidade e nas músicas infantis, ou seja, dentro do universo infantil. No entanto, a professora ressalta: “apesar da ludicidade e das brincadeiras, todos os trabalhos são muito bem planejados, para não fugir da técnica clássica, como, por exemplo, ‘pé de palhaço, pé de bailarina e pé de pinguim’, que são exercícios lúdicos para a criança se divertir e fixar os movimentos em sua memória”.
Segundo Gabriela, o prazer de todo bailarino é poder demonstrar todo seu desenvolvimento e talento em cima de um palco e, no Ballet Baby Class, não poderia ser diferente: “normalmente, trabalhamos com coreografias elaboradas com músicas e personagens infantis, expressando a história através dos movimentos e dos figurinos”.
Os benefícios do Ballet para crianças de quatro a seis anos de idade são inúmeros, mas muitas aderem à atividade em busca de agilidade, tranquilidade, coordenação motora, resistência muscular e respiratória, autoestima, noção de espaço, memorização e sociabilidade. “Para alcançar tudo isso, bastam apenas duas coisas: paciência e muito amor por aquilo que se faz”, diz Gabriela que, assim como a família de suas alunas, sente muito orgulho da evolução e desenvolvimento de cada uma delas.

Jazz Dance

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“O ritmo que move, encanta, fascina e inspira” – afirma a professora Gabriela sobre o Jazz Dance, ritmo que tem sua origem há muitos anos, com os negros escravizados nas grandes navegações, que, trancafiados durante as festas, observavam os brancos dançarem quadrilhas e valsas e, então, os ridicularizavam, imitando seus movimentos e passos, como deboche, enquanto estavam sozinhos e presos. Hoje, o ritmo se expandiu pelo mundo todo e se divide em diferentes estilos, mas nunca fugindo às técnicas de origem: o Ballet Clássico.

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De acordo com a professora, por mais leve e suave que o jazz pareça, ele exige muita técnica para que se conquiste cada movimento. “O nosso jazz tem oferece aula muito completa, dividida em aquecimentos (como saltos, giros, piruetas e rolamentos), alongamentos (de todos os tipos, para o corpo conquistar a flexibilidade exigida na dança), exercícios técnicos (alguns deles com origem no Ballet Clássico, como Tendu, Grand Battement, entre outros), exercícios em laterais e em diagonais e, por fim, sequências coreográficas, fazendo uma junção dos passos e movimentos já aprendidos.
Na Fisiopilates, as aulas de Jazz Dance são ministradas para iniciantes a partir do dez anos de idade, mas é possível encontrar atividades dançantes para todas as idades. Afinal de contas, a dança é para todos. Segundo a professora e bailarina Gabriela, conquistar as técnicas e a tão exigida flexibilidade para dançar requer amor e paciência. Mas, ao final de tudo, o talento e o crescimento do aluno na dança valem toda a dedicação.

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Fique por dentro dos dias e horários das aulas de dança na Fisiopilates:
Ballet Clássico: toda segunda e quarta-feira, com turmas das 9h às 10h e das 15h às 16h.
Ballet Baby Class: toda terça e quinta-feira, das 10h15 às 11h15.
Jazz Dance: toda terça e quinta-feira, das 9h às 10h.
Maiores informações:
47 3443.6797 | 99940.0614
Avenida Brasil, 3622,
Princesa do Mar,
Itapoá – SC

Síndrome de Cornélia de Lange: com apenas um ano de vida, Alice, portadora de síndrome rara, luta pela vida

Antes mesmo de nascer, Maria Alice Soares já vencia desafios e lutava por sua vida, dia após dia. Ela nasceu prematura e foi diagnosticada com Cornélia de Lange, uma síndrome muito rara.
Desde então, a pequena e seus pais Morielli Beira e João Claudio Soares, moradores de Itapoá-SC, adentraram o universo de doenças raras e crianças especiais, passando por dificuldades, como a busca pelo diagnóstico, o difícil acesso à informação, e tratamentos escassos e de alto custo – o que comprova que, em plena era da informação, tecnologia e inclusão, as doenças raras ainda representam inúmeros desafios para a saúde pública.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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A pequena Maria Alice, com muitos fios e sondas, no colo da mamãe Morielli.
Quando a menina atingiu o peso estimado e vestiu sua primeira roupinha.

Da gestação ao nascimentoDa gestação ao nascimentoTudo começou em 2015, quando Morielli e João Cláudio – que já eram pais de Maria Helena Soares, na época, com dois anos de idade –, descobriram que seriam pais de outra menina, a Maria Alice. Mas, a tranquilidade da gestação acabou quando realizaram o ultrassom morfológico, que examina minuciosamente o desenvolvimento do corpo e dos órgãos do bebê, e o médico lhes disse que ele apresentava má formação em um dos braços, tinha apenas três dedos na outra mão e era muito pequeno, o que provavelmente acarretaria em uma gestação de risco.

Em consulta com um segundo profissional, souberam que o bebê teria de nascer prematuro, pois estava muito abaixo do peso. Com 34 semanas de gestação, Morielli se consultou novamente para verificar o desenvolvimento do bebê e acabou sendo internada. Logo no dia seguinte, nasceu Maria Alice, prematura, com apenas 1 quilo e 315 gramas, má formação nos braços e muitos pelos, respirando e cheia de vontade de viver.

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Primeiro encontro das irmãs Maria Helena e Maria Alice: momento que marcou a vida dos papais Morielli e João Claudio.

Primeiras dificuldades

Assim que nasceu, Maria Alice foi levada à UTI Neonatal do hospital, pois precisava ganhar peso antes de receber alta. Devido à quantidade de sondas e aparelhagens que a recém-nascida utilizava, seu organismo recusou o leite materno. Ela passou a receber nutrição enteral, pelas veias, mas, ainda assim, estava desnutrida, pois aquela alimentação não substituía o leite materno.

O problema se alastrou por dias e, através de exames e ultrassons, os médicos constataram que a menina tinha um problema no coração, que seus órgãos estavam mal posicionados e que o canal por onde descia o leite materno estava fechado e deveria ser aberto, o que resultou em uma cirurgia de urgência, no 13º dia de vida de Maria Alice. “Não sabíamos se ela sobreviveria, mas oramos muito e nos mantivemos unidos, dando força um para o outro”, recorda o casal.

Após a cirurgia, ela estava irreconhecível, devido ao inchaço e à dopagem dos remédios. Dentro de dois dias, sua estrutura interna se abriu e começaram a vazar fezes dentro dela, o que foi solucionado com uma segunda cirurgia. Mas, por conta do vazamento de fezes, Maria Alice pegou infecção hospitalar e já não respirava mais sozinha – apenas com sondas –, e tomava diversos medicamentos e antibióticos.Sobre este período, Morielli recorda: “se ouvíssemos dos médicos que ela estava estável, tínhamos ganhado o dia”.

O cuidado tipo “canguru” (quando o recém-nascido é colocado no colo do pai, para promover o vínculo entre ambos) foi feito por João Claudio com muito cuidado, por conta da má formação dos bracinhos e das aparelhagens no bebê.Quando a recém-nascida completou dois meses, João Claudio estava de volta a Itapoá, para trabalhar, com a filha mais velha Maria Helena, enquanto Morielli teve de ficar com Maria Alice no alojamento de mães do hospital, em Joinville. “Uma médica, especializada em genética, disse que suspeitava que Maria Alice fosse portadora de Cornélia de Lange, uma síndrome muito rara”, lembra a mãe, “receber essa notícia foi desesperador, especialmente porque, naquele momento, estava sozinha”.

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Quando João Claudio retornou a Joinville, o casal recebeu a confirmação da síndrome da filha e, aí, adentrou um novo mundo: de síndromes raras e crianças especiais. Cornélia de LangeDe imediato, Morielli e João Claudio perceberam que pouco se sabe sobre a Síndrome Cornélia de Lange (CDLS). De acordo com pesquisas e alguns profissionais, se trata de uma doença muito rara de origem genética, cujas características físicas e mentais mais comuns são: baixo peso e baixa estatura ao nascer, sobrancelhas espessas e unidas no centro, má formações nos pés e nas mãos, refluxo gastroesofágico, má formações cardiológicas, déficit global do desenvolvimento físico, motor e intelectual, e 90% dos portadores não adquirem a linguagem verbal.Atualmente, são registrados apenas 354 casos de Cornélia de Lange em todo o Brasil.

Por se tratar de uma síndrome rara, Morielli e João Claudio contam que os médicos conhecem muito pouco a respeito – alguns nunca tinham ouvido falar até conhecer o caso de Maria Alice. “Geralmente, quando chegamos ao pronto atendimento, os médicos não sabem o que dizer. Às vezes, saímos com mais dúvidas ainda”, diz o casal. Para facilitar o atendimento nas consultas com diferentes médicos, eles carregam uma pasta, contendo o histórico de exames, consultas, cirurgias e afins da filha.Luta para deixar o hospitalDe acordo com os médicos, se Maria Alice atingisse 1 quilo e 800 gramas, poderia vestir sua primeira roupinha e, se atingisse 2 quilos, receberia alta do hospital. Eles a liberaram para ficar com Morielli, em um quarto, especialmente para fortalecer o vincule entre a mãe e o bebê. Mesmo fazendo o uso de sondas, a menina passou a mamar no seio de sua mãe, mas, ainda assim, não ganhava peso.Com crise de pânico e ansiedade por conta da rotina no hospital, Morielli acabou adoecendo, passou por uma cirurgia e ficou dez dias internada.

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Primeiro encontro das irmãs Maria Helena e Maria Alice: momento que marcou a vida dos papais Morielli e João Claudio.

Enquanto isso, Maria Alice pegou outra infecção hospitalar, voltou a ter problemas respiratórios e foi encaminhada novamente à UTI Neonatal. Quando Morielli se recuperou, seu leite havia secado e, mesmo com relactação e simpatias, não voltava. “Eu estava com meu psicológico muito abalado, pois passava dias me revezando entre Itapoá, com Maria Helena, e Joinville, com Maria Alice. O apoio do meu marido, da minha mãe e da minha sogra foi essencial neste momento”, lembra.Nas inúmeras tentativas para nutrir Maria Alice, Morielli e João Claudio tentaram a mamadeira, mas ela não se adaptou. As enfermeiras lhes deram, então, um mamatute – um copinho com uma sonda, que faz com que o bebê estimule o seio e seja bem alimentado. “Se ela sentisse que aquilo era uma sonda, largava na hora, mas, aos poucos, fui adquirindo habilidade e pude amamenta-la tranquilamente”, conta Morielli. E, foi assim, com o mamatute, que Maria Alice atingiu o peso médio e recebeu alta. Depois de quatro longos meses no hospital, ela pôde, enfim, ir para sua casa, em Itapoá, com sua família.
Nova faseDepois de nascer prematura, passar por cirurgias e infecções, e ser diagnosticada com Cornélia de Lange, Maria Alice deixou o hospital com refluxo severo, estrabismo, secreção nas narinas, broncodisplasia pulmonar, atresia de coana, dificuldades na alimentação, má formação dos membros e crises de choro, uma vez que a Cornélia de Lange afeta também o sistema nervoso. Seu desenvolvimento para ganhar peso é lento e, por ter a imunidade baixa, quase sempre está doente.

Hoje, com um ano e três meses, a pequena Maria Alice vive o auge de sua alimentação e está se desenvolvendo dentro do seu tempo.

Maria Alice já realizou fisioterapia e recebe acompanhamento de fonoaudiólogo, pediatra, neurologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, pneumologista, cardiologista, gastroenterologista, endocrinologista, nutricionista, cirurgião e ortopedista, além de tomar diversos medicamentos, vitaminas e antibióticos de alto custo. Para contribuir com todas essas despesas, Morielli, João Claudio e toda a família organizam ações, vaquinhas e rifas em prol do tratamento da pequena Maria Alice.Há aproximadamente dois meses, sua saúde está em estado estável, sem crises ou outras complicações. No entanto, isso só vem sendo possível graças à dedicação dos profissionais e da família. “Deus e todas as pessoas colocadas em nossas vidas foram muito bondosas, especialmente Maria Helena (hoje, com três anos de idade), que se adaptou facilmente a todas estas situações e sempre tratou a irmãzinha com muito amor”, diz Morielli, que, durante o período em que esteve no hospital, conheceu enfermeiras e gestantes que se tornaram suas amigas para a vida toda.

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Hoje, a família formada por Morielli e João Claudio se diz muito mais forte, mais unida e com mais fé.

Hoje, com um ano e três meses, a pequena Maria Alice vive o auge de sua alimentação, tomando 120 ml de leite materno na mamadeira. Gosta de músicas, bagunças, brincadeiras e está se desenvolvendo dentro do seu tempo. Desde que adentrou o mundo de crianças especiais, João Claudio afirma: “nossa família está muito mais unida e fortalecida, e damos muito mais valor à vida”. Ele e Morielli contam que a fé e o amor são o que os mantêm fortes, dia após dia. Sobre o futuro de Maria Alice, eles dizem: “não queremos que as pessoas sintam pena dela, mas que tenham respeito, e que, antes de tudo, ela seja feliz e saiba o quanto é forte, guerreira e amada por todos nós”.
Deseja saber mais sobre a síndrome Cornélia de Lange?De 15 a 18 de agosto será realizado o 9º Congresso da CDLS WORLD, em Minas Gerais, onde serão realizadas palestras, reuniões e consultas com especialistas em Cornélia de Lange do mundo todo. Ou ainda acesse o site da Associação Brasileira Síndrome Cornélia de Lange: http://www.cdlsbrasil.org.