Empreendimentos de alto padrão à beira-mar de Itapoá

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Gerson Grassi, Sergio Grassi, Alisson Grassi e André Zappelini,
sócios da Grassi e Zappelini Empreendimentos.

“Itapoá é a nossa praia” – este é o lema e a identidade da Grassi Zappelini Empreendimentos, empresa com mais de dez anos de expertise na área de construção civil e pioneira na construção, incorporação e gerenciamento de obras de alto padrão em Itapoá. Para saber mais sobre a empresa e seus lançamentos, conversamos com Sergio Rodrigo Grassi, um dos sócios da Grassi Zappelini Empreendimentos. Juntos, ele e os demais sócios André Zappelini, Alisson Grassi e Gerson Grassi, trabalham para ser referência em Itapoá e realizar obras com excelência, que satisfaçam e contribuam para a qualidade de vida de seus clientes.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Os quatro sócios e seus colaboradores Binho e Chirley, em frente ao Espelho D’água Residence, uma das principais obras assinadas pela empresa.

Giropop: Qual o diferencial da Grassi Zappelini Empreendimentos sob as demais empresas na área?

Sergio Grassi: Somos uma construtora e incorporadora de imóveis, e realizamos gerenciamentos de obras, com foco na construção de imóveis de médio a alto padrão à beira-mar. Também somos precursores de um conceito de imóvel que Itapoá não tinha. Prezamos por qualidade, desde a fundação ao acabamento final, e pelo relacionamento com nossos clientes.

Giropop: Em média, quantas obras vocês concluíram no município? Têm alguma delas como referência?

Sergio Grassi: Foram mais de 70 obras concluídas nos últimos dez anos, em Itapoá, de diversas características, como residências unifamiliares de alto padrão, prédios residenciais e comerciais, e obras públicas de galerias de águas pluviais, escolas e auditórios. Como referência, podemos citar o Espelho D’água Residence e o Ilha do Sol Residence, ambos construídos na Beira Mar 3, em Itapema do Norte.

Giropop: Fale um pouco sobre a equipe de execução da Grassi Zappelini Empreendimentos.

Sergio Grassi: Atualmente, nossa equipe é composta por doze funcionários que trabalham diretamente conosco, além de diversos prestadores de serviços. Toda a equipe de execução é treinada e com larga experiência na realização dos diversos serviços que compõem todo o processo construtivo. Temos buscado colaborar ao máximo dentro de uma cadeia que emprega muitas pessoas.

Giropop: Ao executar uma obra, o que vocês costumam priorizar?

Sergio Grassi: A exigência por profissionalismo dentro do segmento da construção civil é crescente. Por isso, todos os processos que envolvem a realização de um empreendimento são muito importantes, como, por exemplo, a minimização dos desperdícios, prevenção de acidentes, otimização de recursos, qualidade de execução e, acima de tudo, compromisso e respeito com nossos clientes e colaboradores.

Giropop: Qual o perfil dos clientes da Grassi Zappelini Empreendimentos?

Sergio Grassi: Nosso perfil de clientes se concentra, especialmente, em famílias de moradores e veranistas de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, que buscam qualidade de vida no litoral.

Giropop: Atualmente, vocês têm unidades disponíveis para venda nos empreendimentos à beira-mar?

Sergio Grassi: Nosso lançamento mais recente foi o Ilha do Sol Residence, que, felizmente, está com apenas uma última unidade à venda. O foco, agora, está no Quinta Poá, localizado na Rua 1500, no Balneário Itapoá, e no lançamento do próximo empreendimento, o Tamarindo Residence, localizado na Beira Mar 3, em Itapema do Norte. Todas as unidades serão de frente para o mar, com três quartos, suíte, ampla varanda, elevador, espaço gourmet, duas vagas de garagem, entre outros diferenciais. As obras já iniciaram e o lançamento oficial das mesmas está previsto para este mês de setembro.

Giropop: Vocês acreditam que o mercado de imóveis vem sendo cada vez mais valorizado em nosso município?

Sergio Grassi: Com certeza. Apesar de o cenário econômico nacional não estar favorável, Itapoá é um excelente lugar para se investir o ano todo, pois o município tem um potencial enorme e ainda será muito mais valorizado.

Giropop: O que vocês gostariam de dizer aos seus clientes e futuros clientes?

Sergio Grassi: Gostaríamos de dizer a todos, clientes e não clientes, que amamos Itapoá e sempre acreditamos nela. Não estamos aqui apenas para construir belos imóveis, mas para colaborar em construir um município melhor. Ademais, não desejamos apenas valorizar bens materiais, mas, também, valorizar pessoas, com compromisso, respeito, empenho, transparência e ética.

Para saber mais sobre o trabalho e lançamentos da Grassi Zappelini Empreendimentos, ligue para (47) 3443-6064. A empresa fica localizada em imóvel próprio na Avenida Celso Ramos, número 560, no Balneário Cambijú.
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Famílias de veranistas realizam juntos o sonho da casa na praia

Para alguns, comprar um terreno em sociedade com os amigos pode parecer loucura, já para outros, um sonho ou, até mesmo, “coisa de filme” – mas foi o que fizeram Lucilei Veronez de Souza e Luciano Santos de Souza, de Curitiba-PR.
Turistas de Itapoá de longa data, eles e outros casais de familiares e amigos compartilhavam do mesmo sonho: ter uma casa de veraneio na praia. Assim sendo, se uniram para comprar um terreno em sociedade e, cada um deles, ter o seu próprio canto.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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A família da Regina, do Marcelo, da Andressa e do Diogo. Ao lado, a família da Luana , da Lucilei, da Lucilei e do Luciano. Em seguida, a família de Thais, Dulcinéia, Jandir e Allan. E, mais à direita, a família de Matheus, Laura, Enzo, Silvane e Aneri.

 Há cerca de quinze anos, Lucilei, professora e proprietária de uma escola particular, e Luciano, que trabalha como representante de vendas, passam suas férias de final de ano em Itapoá, mais precisamente na região do Pontal. “Meu primo é policial militar do Paraná e, quando vínhamos para Itapoá, costumávamos passar o dia na Associação de Subtenentes e Sargentos da PMPR, com ele, sua esposa e outros casais”, recorda Lucilei. Durante os verões no município, eles aproveitavam o tempo para desfrutar da praia e pescar. “Sempre cogitamos comprar um terreno juntos, onde cada um pudesse construir a sua casa de veraneio, mas não passava de uma brincadeira entre os casais”, falam.

Certo dia, o primo, em questão, encontrou um terreno de esquina próximo à praia, na região do Pontal, e mostrou para Lucilei e Luciano. No dia seguinte, os dois casais foram a Itapoá para conhecer o terreno de perto e, no mesmo dia, fecharam negócio com o proprietário. A sugestão, de comprar um terreno em sociedade para construir suas casas de veraneio, foi passada a outros dois casais: dois amigos de longa data, e a irmã de Lucilei e seu esposo. O primeiro desenho da planta das casas foi feito por Lucilei no chão de uma rua, e todos abraçaram a ideia. Assim, iniciaram-se os trâmites para organizar como seria dividido o terreno e a construção das casas.

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De Curitiba, Lucilei Veronez de Souza e Luciano Santos de Souza são um dos casais que investiram em um terreno em Itapoá para construir suas casas de veraneio.

Por indicação, Lucilei e Luciano souberam do trabalho do engenheiro Marcelo Renisz dos Santos, da MR Santos Engenharia e Construção, em Itapoá. “Tínhamos o pensamento de que contratar um engenheiro era algo muito inacessível e fora do nosso orçamento, mas decidimos conhecer o profissional e seu trabalho”, contam. Na primeira conversa, o engenheiro pôde unir seus conhecimentos técnicos às ideias e necessidades do casal. “Nossa maior preocupação era o valor que seria gasto com um engenheiro, mas, ao colocarmos na ponta do lápis, percebemos que contratar um pedreiro e toda a equipe, comprar materiais, investir nos acabamentos, além de ter que vir a Itapoá com frequência para fiscalizar a obra, resultaria em um valor próximo ao orçamento do engenheiro e o cansaço seria muito maior”, diz o casal que, em agosto de 2016, fechou negócio com Marcelo.

Especificações do projeto

 O terreno em sociedade foi dividido em quatro partes igualitárias, ficando cada casal com sua fração individual do terreno, e construíram cada um a seu modo. Primeiramente, a irmã de Lucilei e seu esposo construíram uma casa de madeira temporária, para que pudessem utilizar no final de ano. Em seguida, Lucilei e Luciano iniciaram o projeto de sua casa, sob o comando do engenheiro Marcelo. No projeto, o casal priorizou espaço.

“Não tínhamos orçamento suficiente para construir um sobrado, mas precisávamos de espaço, pois temos três filhas e uma neta, que também vêm à praia. Na época, o casal de amigos que ficou com o terreno ao lado estava sem dinheiro para construir, então, decidimos construir a nossa casa e a metade da casa dele, onde a cozinha e a sala de jantar pudessem ser comunitárias, ou seja, pertencer às duas casas. Desse modo, eles puderam economizar dinheiro e nós ganhamos espaço”, explica Luciano. Além da cozinha e da sala em conjunto, cada uma das duas casas foi projetada com dois quartos, um banheiro, uma lavanderia e uma escada que sobe para o terraço – com a intenção de, futuramente, construir o segundo andar.

Da obra à primeira temporada

Em setembro de 2016, iniciou-se a obra da casa de Lucilei e Luciano, sob comando do engenheiro Marcelo. “Ele nos deu prazo, todas as especificações detalhadas e cuidou de tudo, sem que nos preocupássemos. Desde o início da construção até a entrega da obra, viemos para Itapoá apenas três vezes. O restante do contato foi feito através de telefonemas e mensagem”, contam.

Em dezembro, quando a obra foi entregue, o casal recebeu mais de vinte pessoas em sua primeira temporada na casa de veraneio, que dormiram pela casa e, até mesmo, de barracas no quintal e terraço. “Gostamos muito de estar na companhia de nossos amigos e familiares e, durante as férias, a alegria é ainda maior, pois fazemos nossas refeições, as crianças brincam e os homens pescam, todos juntos”, dizem Lucilei e Luciano, que são pais de Lucieny (22 anos), Luana (9 anos) e Luiza (4 anos), e avós de Ana Clara (2 anos).

Pensando no futuro

 Vale frisar que todo o projeto foi pensado no futuro, ou seja, nos filhos e netos dos casais. Para evitar transtornos que possam vir a existir, eles realizaram um contrato de gaveta, firmando que, se algum deles desejar vender sua casa ou parte do terreno, terá de vender para algum dos outros três, para que haja sempre harmonia e segurança entre as famílias. Até mesmo o projeto de Lucilei e Luciano, com cozinha e sala compartilhada com o casal de amigos, foi elaborado de modo que, um dia, possa ser construída uma parede dividindo as duas casas.

No entanto, o casal acredita que nada disso será necessário: “todos nós crescemos juntos, temos gostos parecidos, confiamos uns nos outros e cultivamos uma boa amizade”. Além disso, eles falam que o fato de cada um ter a sua própria casa, com independência e privacidade, deixa tudo ainda melhor: “comprar um terreno em sociedade é um investimento sério, é uma coisa que deve ser feita ‘em conjunto, porém separado’”.

A importância de um bom profissional

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Marcelo Santos e Michel Lima, profissionais da MR Santos Engenharia e Construção.

Mais que tranquilidade quanto ao gerenciamento da obra, a contratação de um profissional da região, conhecedor de suas características, também oferece segurança, garantia e qualidade, pontos que devem ser priorizados em um investimento deste porte.

Segundo o engenheiro Marcelo, da MR Santos Engenharia e Construção, toda construção realizada em Itapoá deve obedecer ao Código de Obras do município. Em seus projetos, ele tem como principais características a iluminação natural e o conforto ambiental. “O caso de Lucilei e Luciano e dos demais casais foi uma novidade para mim, mas, funciona como qualquer outra construção, basta enquadrarmos a obra às leis vigentes, respeitar o código de obras do município e fundamentalmente deixar tudo bem claro aos proprietários antes da construção. Construções dessa natureza implicam em mais burocracias e os proprietários devem ficar sabendo, de antemão, como é a questão da instituição de condomínio, que neste caso é aplicável, uma vez que se constituem vários donos de toda a área comum do terreno, porém cada qual é dono de sua fração dentro do terreno”, explica Marcelo.

A experiência tida pelo casal, de construir à distância com o engenheiro, deu tão certo que o primo de Lucilei e sua esposa também contrataram Marcelo para administrar a sua obra, localizada na esquina do terreno.

Hoje, os quatro casais comprovam que é possível, sim, manter os laços afetivos entre familiares e amigos depois da vida adulta, passando os finais de semana e as férias mais próximos uns dos outros no município litorâneo que adoram. Sempre juntos, mas em casas separadas.

Laci Joana de Mendonça: das dificuldades ao empreendedorismo de sucesso

No “Quem É?” desta edição, contamos a história de uma mulher que, há anos, decidiu tentar a vida em Itapoá e, hoje, é proprietária de uma das empresas de materiais de construção que mais cresce no município. Estamos falando de Laci Joana de Mendonça, proprietária do Mendonça Materiais de Construção, e do seu amor por empreender em família.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Com esforço, Laci Joana de Mendonça enfrentou as dificuldades e hoje é proprietária de uma das lojas de materiais de construção que mais cresce no município.

Natural do interior de Barra Velha-SC, Laci veio de uma família grande e simples. “Nós éramos quatorze irmãos e nossos pais eram pessoas humildes e batalhadoras”, fala. Tempos depois, em 1979, formou-se em Pedagogia e casou-se com Osmar de Mendonça. O casal residiu durante um tempo em Joinville-SC, onde trabalhava no setor administrativo de uma grande empresa, que estava com sérios problemas financeiros. Demitidos por corte de custos e preocupados com o futuro, pois Laci estava grávida de seu segundo filho, resolveram morar em Guaratuba-PR, onde abriram a empresa Mendonça Artefatos de Cimento Ltda.

Sem o mínimo de conhecimento na área, sem funcionários especializados para auxiliar na produção, com dois filhos pequenos e muitas dificuldades financeiras, tiveram que batalhar por dez anos para aprender e conquistar o mercado. Além disso, fizeram muitos amigos e, em 1988, nasceu o terceiro filho do casal.

Em 1993, com o intuito de realizar o sonho antigo de construir uma empresa no ramo de materiais de construção e criar os três filhos em um município menor e mais tranquilo, o casal optou por investir e morar na recém-emancipada Itapoá – município que já frequentavam desde 1984.

“Quando chegamos a Itapoá, abrimos uma pequena loja de artigos de praia, na Barra do Saí. Mas, as pessoas iam à nossa loja procurar por materiais de construção e, por isso, fomos direcionando nosso negócio para este segmento”, recorda Laci. Aos poucos, depois de muito trabalho em família, a pequena loja de artigos de praia tornou-se a primeira loja do Mendonça Materiais de Construção. Caminhando de acordo com a demanda do município dentro de um mercado próspero, a família abriu uma filial na Avenida André Rodrigues de Freitas, no bairro Itapema do Norte, depois, outra filial na Avenida Brasil, no bairro Itapoá e, por fim, uma quarta filial também na Avenida Brasil, próxima ao balneário Bamerindus. Em 2013, o Grupo Mendonça também criou uma usina de concreto, localizada na estrada José Alves, no bairro Itapoá.

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Laci com os filhos André, Thiago e Osmar Júnior e o esposo Osmar de Mendonça.

Formada em Pedagogia, Laci realizou alguns cursos e, recentemente, formou-se em Gestão de Varejo. Seus filhos também fizeram carreira na área de administração e, hoje, seguem os passos dos pais nos negócios da família, cada qual com sua função. “É um trabalho árduo e cansativo, mas amo o que faço”, fala Laci, que tem a pretensão de, um dia, se desligar das empresas e deixa-las para os filhos.

Além do trabalho, ela também é apaixonada por viagens. “Adoro conhecer outros lugares e culturas. Mas, apesar de já ter viajado para diversos países e vivenciado culturas tão opostas à nossa, acredito que morar em Itapoá foi a melhor decisão de minha vida”, fala. Porém, mais que trabalho, viagens ou Itapoá, sua verdadeira paixão é a família: “seja no trabalho ou em um almoço de domingo, adoro estar na companhia do meu marido, filhos, noras e netos”.

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Família reunida, uma das principais alegrias de Laci.

Em outubro deste ano, Laci completará 63 anos e afirma não ter problema algum com a idade. Ela também se diz satisfeita com tudo que construiu e conquistou. Para ela, o sucesso do Mendonça Materiais de Construção se deve à honestidade, à cumplicidade e à vontade de batalhar junto de toda a família e de seus funcionários. Em seus planos futuros, estão alguns sonhos, como conhecer a Grécia e viver por muitos anos para acompanhar o crescimento dos netos. Por fim, Laci conclui: “já batalhei e passei por muitas dificuldades nessa vida e, hoje, vejo que tudo valeu a pena, pois sou uma pessoa feliz e realizada com a profissão que escolhi, com a família que tenho, com as pessoas que me cercam e com o lugar onde moro”.

Sustentável, arquitetura em container gera economia e versatilidade

 A estrutura metálica dos containers tem ganhado cada vez mais espaço e sai dos portos para as ruas. No município de Itapoá, a alternativa chama a atenção de empreendedores, que investem em uma estrutura flexível, sustentável e com visual de impacto.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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A arquiteta Denise Zanelato construiu sua casa e seu escritório tendo como matéria-prima o container.

É o caso da arquiteta Denise Zanelato, que teve sua visão da arquitetura aprimorada constantemente através da sua paixão por pesquisas e cursos, e da observação em suas viagens pelo mundo. Ao projetar seu escritório e sua casa, localizados no mesmo terreno, ela priorizou praticidade, versatilidade, originalidade e, principalmente, economia. “Pensei em construir uma estrutura de container intercalando com outros materiais e, quanto mais pesquisava referências, mais me empolgava”, conta.

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Em seu projeto, ela pintou os containers e intercalou vidro, madeira e paisagismo.

Em Itapoá, ela comprou um container cru de 12,20 m X 2,44 m X 2,89 de altura e, a partir daí, começou a “brincar” com seus formatos e outros materiais. O container foi recortado em duas partes: 4,20 metros foram destinados ao escritório de Denise, e 8 metros para a sua casa. Realiza a fundação, foram utilizadas brocas de 40 X 40. A arquiteta escolheu os pisos e, em seguida, foi colocada uma barra metálica para instalar os vidros das portas e janelas, e madeira para o deck e ampliação de uma área de lazer, coberta com telha Onduline. Por fim, a rede elétrica foi instalada pelo lado externo do container. A caixa da água foi colocada no ponto mais alto da cobertura e recebeu o forro de madeira para fechamento. No interior de seu escritório, ela optou por uma divisória de gesso acartonado revestida com tecido para o lavabo. Os containers também foram pintados (dentro e fora) por Denise com as cores branca e bordô.

Hoje, ela se diz satisfeita por ter projetado sua casa dentro de um container, uma vez que mora sozinha. “Também gosto da funcionalidade e do deslocamento em meu escritório, mas, se pudesse mudar alguma coisa, construiria o banheiro do lado de fora. Revestir todo o banheiro, e não parte dele, também é uma boa opção. A questão de encanamento também deve ser muito planejada, pois não é todo lugar que é possível cortar o container (nos cantos, por exemplo, não dá). A ideia, em alguns casos, é deixar a cuba para fora, diminuindo o tamanho do banheiro e, consequentemente o revestimento”, fala.

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Maquete e planta de uma residência com container, desenvolvido por Denise.

Com base em sua experiência de construção, Denise afirma que o container é, sim, uma opção mais rápida, prática, sustentável e econômica, mas ressalta: “Ele será uma opção barata se for comprado e utilizado cru ou, então, se a pessoa investir em um modelo reefer (container térmico), que já contém o isolamento térmico em seu interior e é todo feito de aço inox ou alumínio, pois, neste caso, fica mais fácil de aplicar um acabamento”.

A arquitetura em container e o design diferenciado fazem com que o escritório e a casa de Denise atraiam a curiosidade de muitas pessoas. Recentemente, a arquiteta também vem elaborando diversos projetos tendo o container como matéria-prima. Para a profissional, o material é versátil, mas o sucesso da obra depende do planejamento. Procedência e um bom estudo de ambiente também são imprescindíveis para garantir a sustentabilidade e flexibilidade da construção.

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Algumas maquetes de projetos realizados pela arquiteta para pessoas e empreendedores.

Inúmeras vantagens e utilidades

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Em Itapoá, Samuel Peixe trabalha com venda, aluguel e reparo de containers. Junto de sua esposa Luciane Motta, ele abriu uma galeria de lojas feitas em containers no centro do município.

Em Itapoá, a empresa Reparsul presta serviços para terminais portuários, como reparos e manutenções de containers, além de vender, alugar e consertar containers para pessoas físicas. Samuel Peixe, proprietário da empresa, afirma que, cada vez mais, os itapoaenses estão em busca deste material para construir, especialmente para fins comerciais.

De acordo com o profissional, as principais vantagens de utilizar um container são: ter uma obra mais limpa, com redução de entulho e outros materiais; rapidez na execução; economia de recursos naturais, como areia, água, etc.; reutilização do material; imóvel com apelo moderno, graças à aparência e às possibilidades que o material oferece; flexibilidade, pois a construção pode ser desmontada e montada em outro terreno; baixo custo, uma vez que, se bem administrada, a construção com container pode ser até 35% mais barata do que a convencional; durabilidade, pois o material é projetado para resistir às diversas intempéries e suportar grandes cargas, entre outras.

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Ele explica sobre os tipos mais comuns de containers utilizados na construção: “o container marítimo ‘Dry’, feito de aço corten, muito resistente à corrosão, porém, sem isolamento; e o container reefer, utilizado para transportar carga congelada e resfriada, sendo mais visado para a construção de casas e projetos habitáveis, graças ao seu forte isolamento”. Versátil, este material pode se transformar em casa, escritório, estúdio, garagem, depósito, salas de aula de uma escola, abrigos de emergência, etc.

Na avenida André Rodrigues de Freitas, em Itapema do Norte, junto de sua esposa Luciane Motta, Samuel criou uma galeria de containers, todos coloridos, e cada um deles para um fim específico: loja de roupa infantil (que tem Luciane como proprietária), loja de acessórios, cafeteria, etc. Na galeria, os banheiros foram construídos no interior do container.

Vale ressaltar que construir uma residência ou um comércio com este material exige praticamente os mesmos padrões da construção civil, como projeto, entrada na prefeitura, alvará e afins. Outra dica de Samuel é: “procurar profissionais especializados para fazer o acabamento do seu container, pois muitos costumam fazer por conta própria e encontram problemas, já que os produtos utilizados devem ser específicos, como produtos de linhas marítimas e industriais”.

Muito comum na Europa, este tipo de moradia ou estabelecimento vem se popularizando no Brasil e chamando a atenção dos melhores arquitetos e dos clientes mais ousados. Durante a rotina de trabalho na loja da galeria, Luciane afirma que as pessoas demonstram bastante curiosidade pelo material: “é algo diferente, moderno e versátil, acredito que este material deixa qualquer proposta mais interessante”. Pode parecer loucura à primeira vista, mas aqueles imensos caixotes de aço utilizados para transportar e armazenar mercadorias podem ser a opção ideal para a sua moradia ou o seu negócio – a arquiteta Denise e o casal Luciane e Samuel que o digam.

Conheça o Riviera Santa Maria: um novo destino para Itapoá

Atualmente, Itapoá vive uma fase de constante desenvolvimento, e o progresso não para por aí: em poucos anos, o Riviera Santa Maria irá gerar uma nova identidade para o município. Proporcionando a integração entre moradia, praia, esporte, natureza, cultura e qualidade urbana, este empreendimento moderno e sustentável marcará a Itapoá do futuro.
Para saber mais sobre o assunto, conversamos com o empresário Raul Ivan Delavy – morador de Itapoá há trinta anos e um dos idealizadores do Riviera Santa Maria. Em entrevista à revista Giropop, Raul esclarece as dúvidas sobre a origem, o objetivo e o andamento deste projeto, que deverá ser implantado em breve e terá um grande impacto no município.

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Em entrevista, o empresário e um dos idealizadores do Riviera Santa Maria, Raul Ivan Delavy, esclarece questões acerca do empreendimento

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Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

Giropop: Quais são as empresas responsáveis pelo Riviera Santa Maria?
Raul Ivan Delavy: O projeto está sendo desenvolvido pelo Grupo Y, que compõe as empresas PHD, Clipper, A2V e Atlântico Sul, especializadas nas áreas financeira, imobiliária, jurídica, de arquitetura e desenvolvimento de projetos; além da IGG, empresa proprietária da área, pertencente à família Gunther, que é representa por Rubens Geraldo Gunther.

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Equipe multidisciplinar do Riviera Santa Maria na casa e escritório do renomado urbanista
Jaime Lerner.

 Giropop: Como surgiu este projeto?
Raul Ivan Delavy: No fim da década de 60, o fundador da IGG, Geraldo Mariano Gunther, iniciou os estudos para a implantação do Loteamento Santa Maria, mas as dificuldades encontradas foram postergando o início da comercialização. Em 1992, já em uma nova realidade, a família Gunther iniciou a implantação de alguns condomínios na área e, em 1999, com a retificação e unificação da área, foi possível iniciar estudos de maior envergadura. Por orientação do fundador da IGG, a ocupação da área deveria atender os critérios urbanísticos modernos e ser ambientalmente responsável e sustentável. Em 2011, o Grupo Y apresentou uma proposta que atendeu tais critérios e, em 2012, a proposta foi analisada e aprovada pelos sócios da IGG. Já em 2013, aconteceu na antiga casa de shows Maresia Música Bar a apresentação para a comunidade do estudo conceitual do Riviera, pelo renomado urbanista Jaime Lerner, contratado para criar o masterplan (ferramenta que soluciona problemas e define o planejamento urbano de uma cidade ou, neste caso, de um loteamento) do projeto. Em 2014, aconteceu a Audiência Pública como parte do processo iniciado meses antes com o protoclo do EIA (Estudo de Impacto Ambiental) junto à FATMA, órgão ambiental estadual. Enfim, em outubro de 2016, foi concedida a LAP (Licença Ambiental Prévia) ao empreendimento.

Giropop: Desde sua origem, qual a prioridade estabelecida pela família Gunther?
Raul Ivan Delavy: A prioridade foi buscar um projeto transformador, que beneficiasse o município. Na elaboração do plano, foram contemplados diversos conceitos urbanísticos modernos, objetivando atender a demanda tanto de moradores quanto de veranistas.

Giropop: Muitas das ideias para o projeto Riviera Santa Maria surgiram de viagens realizadas mundo afora. Quais as principais inspirações para o plano do empreendimento?
Raul Ivan Delavy: Muito do que está no masterplan é resultado da experiência obtida pelos integrantes do projeto em viagens no Brasil e exterior. Recentemente, o grupo esteve no Chile, visitando algumas implantações da Crystal Lagoons (www.crystal-lagoons.com) – uma tecnologia que permite construir e manter lagoas cristalinas, tanto para banho quanto para prática de esportes aquáticos, a custos razoáveis. Seria mais um ponto de atração, com operação o ano todo, dentro do Riviera. É uma ideia que está sendo estudada. Estivemos também em Cartagena e na Ilha de San Andrés, na Colômbia, aonde observamos detalhes na implementação de espaços de lazer públicos, ruas e calçadas que poderão ser aplicados no Riviera. Na costa caribenha da Colômbia, em um raio de 200 km, há tres cidades litorâneas, todas com a mesma simbiose que a nova Itapoá: turismo de praia, pescadores artesanais e portos de gande porte. Visitamos Cartagena, Barranquila e Santa Marta, para entender a convivência entre elas e, também, conhecer as ferramentas utilizadas para macro e micro drenagem. É um processo constante de conhecer e adaptar boas práticas implementadas em outras cidades.

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As lagoas artificiais também servem de inspiração para o projeto do Riviera. Da esquerda para a direita: lagoa artificial San Alfonso del Mar e lagoa artificial Las Brisas de Santo Domingo, ambas no Chile.

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 Giropop: Como você enxerga a atual Itapoá e quais as inovações que o empreendimento pretende trazer ao município?
Raul Ivan Delavy: Itapoá passa por um momento de grande demanda por habitações, tanto em função da ampliação das operações do Porto quanto do aumento do número de veranistas. E a dimensão e localização da área do Riviera Santa Maria são fatores estratégicos, que o tornam um marco urbanístico importante para o município. As inovações são muitas, como os grandes espaços públicos para gastronomia, compras e lazer, as áreas verdes, lagoas, ciclovias e ruas apenas para pedestres. O destaque, porém, é para o conceito de vida em vizinhança, resultado da experiência de Jaime Lerner na administração de Curitiba e no planejamento de inúmeras cidades.

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Muito do que está no plano do Riviera é resultado da experiência obtida pelos integrantes do projeto em viagens no Brasil e exterior, como o calçadão da Rambla à beira-mar, em Santa Marta, na Colômbia.

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Rambla localizada em Barranquilla, na Colômbina.

Giropop: Fale um pouco mais sobre este conceito de vida em vizinhança.
Raul Ivan Delavy: A ideia é que se possa trabalhar e morar na mesma área. E que também o comércio, saúde, educação, lazer e serviços públicos fiquem o mais próximo possível, permitindo deslocamentos a pé ou de bicicleta e, consequentemente, diminuindo o tráfego de veículos. Acreditamos que, para uma vida pacífica em comunidade, é preciso aceitar e estimular a diversidade, absorvendo a mistura de atividades e rendas.

 Giropop: Quais são as principais atrações previstas para o Riviera Santa Maria?
Raul Ivan Delavy: Haverá uma Rambla, uma avenida para convivência, turismo, gastronomia e entretenimento, inspirada na que existe em Barcelona, na Espanha. O popular Caminho da Onça, outra avenida, deverá abrigar os estabelecimentos comerciais e de serviços de maior porte. Estão previstos, por exemplo, espaços para creches, postos de saúde, escolas e dois lagos, com muita área verde, para entremear as moradias, sejam casas ou apartamentos. Além disso, um dos pontos altos do plano do Riveira é a alocação da área de frente para o mar, o que Jaime Lerner chamou de Praia de Bambu.

 Giropop: O que será, exatamente, a Praia de Bambu?
Raul Ivan Delavy: Neste espaço, de uso público, ficarão lojas, restaurantes e áreas de descanso e lazer. Uma alameda para pedestres fará a conexão entre os estabelecimentos. As construções e o passeio terão cobertura de bambu, em formatos diversos, criando, assim, uma identidade própria.

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 Giropop: Muitas pessoas e empresas estão envolvidas nessa etapa de planejamento?
Raul Ivan Delavy: Sim, são cerca de vinte pessoas envolvidas nessa etapa, algumas de Curitiba, outras de Camboriú, Joinville e Itapoá. Tem o pessoal da Jaime Lerner Arquitetos Associados, que continua ajustando o masterplan para atender as demandas legais e as novas ideias que vão surgindo; tem a equipe da Acquaplan, que ainda trabalha no processo de licenciamento; os componentes da Vector, que estão cuidando do levantamento topográfico e dos projetos básicos da infraestrutura; e, ainda, os integrantes da IGG e do Grupo Y, que se reúnem regularmente para discutir novas ideias e encontrar soluções.

 Giropop: Atualmente, o Riviera Santa Maria se encontra em qual etapa?
Raul Ivan Delavy: Atualmente, estamos trabalhando nos projetos da infraestrutura – um dos requisitos para a obtenção da LAI (Licença Ambiental de Implantação). Somente após a concessão desta última licença é que poderemos, enfim, iniciar as obras.

Giropop: Durante a execução do projeto serão contratadas mais empresas e profissionais de Itapoá?
Raul Ivan Delavy: Sim. Quando iniciadas as obras será dada preferência para empresas e prestadores de serviço de Itapoá, sempre que atenderem as pré-qualificações técnicas e os altos padrões de qualidade que o projeto exige.

 Giropop: Há ano previsto para lançamento do empreendimento?
Raul Ivan Delavy: O processo de licenciamento para um empreendimento deste porte é muito burocrático e demorado. Para se ter uma ideia, a partir da Audiência Pública, o prazo legal para a FATMA conceder (ou negar) a LAP é de um ano. No nosso caso, foram dois anos e meio. Estamos fazendo o possível para obter a última licença ainda este ano. Acreditamos que no ano que vem já possamos iniciar as obras de infraestrutura e formalizar a apresentação da primeira fase do empreendimento. Ao todo, o projeto compreende seis fases e sua implantação completa deve levar quinze anos.

 Giropop: Em nome de todos os envolvidos no projeto, o que você diria aos munícipes que estão ansiosos para a chegada do Riviera Santa Maria?
Raul Ivan Delavy: Queremos assegurar aos moradores de Itapoá que estamos fazendo o possível para entregar um empreendimento do qual todos poderão se orgulhar. Estão sendo tomadas todas as medidas legais, ambientais e de concepção de projeto para que o Riviera se torne um marco urbanístico e traga mais desenvolvimento ao município. É um projeto inclusivo, com um novo conceito em desenvolvimento urbano, que vem para benefício de todos. Será um novo destino. Estamos quase lá! Basta um pouco mais de paciência.

No site oficial do empreendimento (www.rivierasantamaria.com.br) é possível ter acesso a diversas informações, inclusive, à apresentação do Estudo Conceitual na íntegra. O site também permite que o visitante cadastre o seu e-mail para receber o boletim eletrônico com notícias do andamento do projeto.

Já no Facebook, a página Riviera Santa Maria (www.facebook.com/rivierasantamaria) também alimenta os interessados com conteúdos acerca do projeto.

Queimadas em quintais e terrenos baldios afetam o meio ambiente e são tipificadas como crime ambiental

O mês de agosto é considerado o auge da seca do inverno no Brasil. Falta de chuva, baixa umidade e fumaça no ar, por conta do aumento das queimadas, são problemas comuns em muitas regiões do país, inclusive, no município de Itapoá. Para alertar sobre este problema ambiental, entramos em contato com o Corpo de Bombeiros Militar de Itapoá, além de empresas do município que realizam a destinação correta de materiais e resíduos e, ainda, conhecemos as leis ambientais.
É bom lembrar: a prática da queimada prejudica o meio ambiente, causa transtornos aos moradores, é considerada crime ambiental e deve ser  fiscalizada e denunciada por todos os munícipes.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

21072017-12 QUEIMADAS
As queimadas, tão maléficas ao meio ambiente e à população, são ainda mais comuns nos meses de estiagem.

Se sobrevoarmos os bairros de nosso município, especialmente no final da tarde, veremos algumas nuvens de fumaça e focos de incêndio, provenientes da queima de lixo, de folhas e galhos de árvores, de restos de móveis, entre outros materiais. Não é novidade que, há gerações, a prática da queimada é tradicional em Itapoá, mas os tempos mudaram: a população cresceu e, consequentemente, o lixo e os problemas ambientais, também.
As queimadas no perímetro urbano são bastante prejudiciais à biodiversidade local, pois poluem o ar e acabam matando pequenos animais e plantas, além de comprometer a fertilidade dos solos. O fogo no quintal ou terreno baldio também acaba levando para dentro das residências cobras, aranhas, ratos, entre outras espécies que, fora do seu habitat natural, buscam lugares seguros e podem causar acidentes aos seres humanos.
Além disso, as queimadas afetam também a saúde da população. De acordo com os médicos, a fumaça e a fuligem diminuem a qualidade do ar e provocam doenças respiratórias, como asma, bronquite e rinite alérgica, atingindo, principalmente, crianças e idosos.
Também é importante salientar a diferença entre incêndios e queimadas: os primeiros (os incêndios) se tratam de proporções perigosas, onde não haja alguém controlando o fogo, podendo ser provocado de forma natural ou antropológica; enquanto as queimadas se tratam de incêndios intencionais em menores proporções, realizados em quintais ou lotes baldios para a queimada de materiais ou resíduos. Mas, vale lembrar que, assim como nos é transmitido através de noticiários, muitos incêndios se iniciam com uma simples queimada em um terreno baldio ou no quintal de casa.
O Corpo de Bombeiros Militar de Itapoá vem constantemente orientando as pessoas sobre os perigos e transtornos que as queimadas provocam e orienta os moradores a evitarem esta prática. De acordo com Sub Tenente Luz, “a incidência de queimadas, geralmente, é maior ao final do mês de agosto e pode persistir até o final de outubro, se a estiagem for prolongada em nossa região”. Ele também informa que, somente no ano de 2016, foram contabilizados 20 incêndios relacionados à limpeza ou materiais para descarte.
E não para por aí: a prática de botar fogo em materiais domiciliares é tipificada como crime ambiental e o responsável pode ser punido.

O que diz a Lei
Segundo a Lei n. 9.605/98, Art. 41, provocar incêndio em mata ou floresta é crime ambiental, sob pena de dois a quatro anos de reclusão e multa, se houver flagrante. Também na Lei n. 12.305/2010, Art. 47, é proibido destinar resíduos sólidos ou rejeitos para a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade. Já a Lei Complementar Municipal n. 050/2016, que institui o Código de Obras e Posturas do Município de Itapoá, Art. 183, proíbe a queima de resíduos sólidos ou líquidos a céu aberto, bem como sua deposição em cursos d’água. Por fim, vale ressaltar, também, que segundo a Lei 4.657/1942, Art. 3, “ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece”.

Destinando seu lixo
Entendido que, de acordo com a Lei, a prática da queimada é terminantemente proibida, é bom lembrar que existem outros meios de destinação para o lixo, materiais ou resíduos – meios estes, legais, apropriados, recicláveis e que podem ajudar muitas pessoas.
Em Itapoá, a Surbi é a empresa responsável pela coleta de lixo domiciliar, que passa, de segunda-feira a sábado, em todas as localidades do município, e destina o material para a Associação de Catadores e Carroceiros de Itapoá. Segundo Maria Aparecida Maçaneiro, coordenadora geral da associação, lá, todo o lixo é separado e categorizado de acordo com o tipo de material (garrafa pet, vidro, plástico, papelão, isopor, ferro e afins) e vendido para empresas de reciclagem. “Também recebemos aparelhos eletrônicos e móveis em bom estado ou que possam ser restaurados, para doar às famílias de baixa renda”, conta.
Há também o Aterro de Resíduos da Construção Civil e Inertes que, através da empresa Disk Entulhos, pode providenciar a recolha dos materiais em questão, onde o proprietário (gerador) paga uma taxa conforme o volume e as características do resíduo. Em um pátio devidamente legalizado, a empresa recebe os resíduos da construção civil (entulhos), tais como alvenaria, demolição, concreto, tijolos, telhas, pisos, solos, madeira de caixaria, cepos, raizeiros e podas de árvores – muitos deles destinados à geração de energia, sendo picados e utilizados em caldeiras, na produção de carvão, ou como material de enriquecimento de solo agrícola.
Com os resíduos úmidos – restos de cozinha e jardins, especialmente folhas de árvores, que são os principais motivos das queimadas –, Maria sugestiona que sejam utilizados como adubo orgânico para uma horta. “Se você não tem condições ou, então, não deseja ter uma horta em casa, algum vizinho ou, até mesmo, alguma escola pode querer. Também penso que seria legal se fosse criado um projeto para transformar terrenos baldios em hortas comunitárias”, fala Maria.
Para entrar em contato com a empresa Disk Entulhos Itapema, basta ligar para (47) 99901-9555 (Alceu) ou (47) 99686-0322 (Dyoni). Já para saber mais sobre o trabalho da Associação de Catadores e Carroceiros de Itapoá, basta falar com Maria, através do número (47) 99920-5592. Além desses meios de destinação dos resíduos, vale lembrar que dezenas de carroceiros garantem o prato de comida junto à limpeza do município, recolhendo recicláveis das ruas, das lixeiras e até da praia.

Saiba como denunciar
Nas situações de incêndios criminosos, em proporções perigosas, onde não haja alguém controlando o fogo, a comunidade deve acionar o Corpo de Bombeiros Militar de Itapoá, através do número 193. Neste caso, é fundamental que sejam passadas todas as informações como, por exemplo, localização, posição do incêndio e gravidade da situação.
Entretanto, incêndios intencionais em quintais ou terrenos baldios para a queimada de materiais e resíduos, em menores proporções, devem ser denunciados para a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Itapoá, através do telefone 3443-0244. No caso de propriedades particulares, além da localização, o denunciante deve informar, se possível, a identidade do proprietário, que será punido quando pego em flagrante. Vale ressaltar que a identidade do denunciante será mantida sob sigilo.
E, agora que o assunto já foi esclarecido, basta cada munícipe fazer a sua parte: não praticar esse crime, passar as informações para amigos e familiares, e, se possível, denunciar, pois o tempo seco somado às pequenas queimadas pode resultar em misturas explosivas e danosas ao nosso corpo e ao nosso planeta.

 

Casal alimenta, castra e resgata cachorros de rua em Itapoá

Apaixonado por cães “desde que se conhece por gente”, o casal Simone Abud e Paulo Sergio Fcachenco já alimentou, castrou e resgatou inúmeros cachorros
de rua na Argentina, nos Estados Unidos da América e no Brasil, mais
precisamente no município de Itapoá-SC – tudo isso, voluntariamente, pelo simples fato de amar os animais.
Em entrevista à Revista Giropop, eles
falam sobre a necessidade de uma política pública voltada ao cuidado dos animais, a importância da adoção em relação à compra dos mesmos, e o papel de cada munícipe na causa contra o abandono dos bichinhos – um problema cada vez mais recorrente em Itapoá.

Ana Beatriz Machado Pereira da Costa

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Casal Paulo Sergio Fcachenco e Simone Abud

Em entrevista à Revista Giropop, eles falam sobre a necessidade de uma política pública voltada ao cuidado dos animais, a importância da adoção em relação à compra dos mesmos, e o papel de cada munícipe na causa contra o abandono dos bichinhos – um problema cada vez mais recorrente em Itapoá.
Durante muitos anos, Paulo e Simone moraram na Argentina, onde afirmam que a situação dos cachorros de rua é ainda mais crítica. “Vivíamos em um haras de cavalos de polo, com mais de quarenta acres. Resgatamos dezenas de cachorros que viveram lá, até que saímos, definitivamente, da Argentina. Então, conseguimos adoção e transportamos vários deles para os EUA, enquanto alguns foram adotados no Brasil por amigos e o restante deles veio para Itapoá”, conta Paulo, que divide seu tempo entre o município litorâneo do norte catarinense, onde trabalha e se envolve em causas voluntárias em prol dos animais, e Miami, nos EUA – onde Simone se estabeleceu há mais de vinte anos e, com o esposo, já resgatou centenas de cães e gatos.

21072017-17 APAIXONADOS POR ANIMAIS

Tanto em Miami quanto em Itapoá, Simone e Paulo têm muitos cachorros de estimação, todos adotados. São eles: Gracie, Amélia, Jake, Maggie, Lylah, Skye, Storm, Helena, George, Alex, Lola, James, Eros, Abu, Sin, Boba, Chica, Morocha, Ratito, Georgia, Picky, Leo, Bianca, Charlie e Ty. Sobre a compra de cães e gatos de raça, o casal se posiciona absolutamente contra. “Com a quantidade de animais dóceis nas ruas, que só querem amar, ser amados e ter um lugar quentinho para dormir, deixá-los sofrendo e morrendo nas ruas e comprar um, só porque é dessa ou daquela raça, é inadmissível. Acreditamos que animais não são bolsas ou sapatos de marca, para serem comprados, exibidos, usados e jogados fora. São seres com sentimentos, dores, medos e amor, como todos nós”, afirmam.
Todo o seu envolvimento com a adoção e a castração começou, simplesmente, por amor aos animais. “No Brasil, consideramos a questão de abandono e maus-tratos aos animais um absoluto desrespeito à vida, pois o poder público nada faz por eles e as pessoas parecem não se importar e, em Itapoá não é diferente: a maioria da população parece não enxergar estes animais indefesos e, os que enxergam, acreditam não ser problema deles”, fala Paulo, “felizmente, em Itapoá, tivemos o prazer de conhecer algumas poucas pessoas que compartilham do mesmo amor e respeito que temos por eles”.
Juntos, Simone e Paulo castram, alimentam diariamente e buscam lares onde os cachorros de rua sejam amados e cuidados, além disso, cuidam dos cães que estão doentes ou machucados. Para isso, contam com a ajuda de alguns poucos comércios de Itapoá, como a Panificadora e Confeitaria Maykon e o petshop Animal House, que contribuem com ração e castração, além de outros comerciantes que ajudam com o simples ato de colocar um pote com água e ração na porta de seus estabelecimentos, como os comerciantes do Maldaner Vidros e Alumínio, da A4 Papelaria, entre outros. Para eles, esta pequena atitude deveria se tornar comum no município, como encontraram em várias outras cidades tanto no Brasil como nos EUA.
Somente em Itapoá, o casal alimenta diversos cachorros que necessitam de ajuda diariamente: são, em média, trinta quilos de ração por semana. Além disso, eles também fornecem ração para algumas pessoas que adotaram os cãezinhos, mas não têm condições financeiras de alimentá-los. Atualmente, Simone e Paulo castram ou colaboram com a castração de oito a dez animais por mês, em parceria com a Dra. Angela Gomes, da Veterinária Itapoá.
Além das parcerias com os comerciantes e profissionais já mencionados, Paulo e Simone solucionam boa parte deste problema com recursos próprios. “Apesar das parcerias já estabelecidas, gostaríamos que todo comércio em Itapoá doasse, no mínimo, uma castração por mês. E, acima de tudo, que a prefeitura não somente apoiasse, mas também participasse ativamente para solucionar este problema, que é de interesse público”, dizem.
Para combater este problema no município de Itapoá, eles acreditam que é necessário educar a população sobre a importância da castração e vacinação, através de campanhas “que podem ser parcialmente financiadas com a criação de um imposto de 1% cobrado somente na alta temporada”, sugerem. Na opinião dos apaixonados por animais Paulo e Simone, o primeiro passo para solucionar o problema de abandono e maus-tratos a essas criaturas inocentes e sem voz é levar conhecimento e informação à população itapoaense, especialmente às pessoas de baixa renda.
Para os itapoaenses que desejam adotar um cãozinho de rua, basta entrar em contato com o casal através do WhatsApp +1 305 970 6514, do e-mail paulo.fcachenco@gmail.com, ou de seus perfis “Paulo Sérgio Fcachenco” e “Simone Abud” no Facebook.
Vale frisar que, em breve, Paulo e Simone também lançarão a campanha “SOS Castração”, oferecendo castrações para cães e gatos por apenas R$ 150,00.